Poema sobre agradecimentos
VERSOS DE OBITUÁRIO
Nos versos de um poema
Que não nasceu
Um obituário se faz
Pra morrer outras vezes
Se viver a morte
Num verso controverso
Num pensar disperso
Nos versos feito a corte
Já morri muitas vezes
Parece até controverso
Que não sei dizer
Foi a morte o derradeiro verso
Foi a morte o primeiro verso...
POEMA DE MANHÃ (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
A frágil madrugada de luz da manhã
Vacilante... Trêmula... Contraditória...
Tudo re-nasce...
Tudo nasce...
Traz consigo o destino da semente
Vencendo o medo e a morte
O que nos coube viver
Vamos viver o dia-a-dia
Sem a noção do tempo
Dia e noite...
Vida e morte...
Luta e esperança...
POEMA DE PURIFICAÇÃO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Sou romeiro nessa estrada
Com os meus irmãos subo a ladeira
Cheia de pedras, cheia de espinhos
Caminho que leva a Deus
A cada passo as culpas ficam no caminho
Os sinos tocam: dim-dlom, dim-dlom
Clamam os romeiros, os carentes
Vindo lavar os vossos pecados
Trazemos flores, prendas e rezas
Já vem chegando à procissão com súplicas
Um cristão empunha o estandarte
Os homens, as mulheres cantam, fazem louvores
Faz tanto calor, é uma loucura, frenesi...
Os santos e beatas choram sangue
É dia de festa, velas e pedidos
Pessoas, imagens, fenômenos, delírios
Meu Bom e Santo Jesus que tudo podeis
Humildemente te peço uma graça
Sarai-me, curai-me totalmente
O corpo, a mente, o coração e a alma
Quero purificar-me por inteiro
Dai-me coragem para seguir em frente
Depois de tantos combates, jaculatórias
Quero fazer uma contrição, uma lamentação...
Aceita "este singelo"" poema de purificação"
Os romeiros pedem com olhos e corações
Pedem com a boca, e com suas vidas
Jesus cansado de tantos pedidos da humanidade
Quero a alma pura, benta, branca, alva
Bem lavada, enxaguada, alvejada...
DESSA VIDA NÃO SE LEVA NADA
Aceita este "poema de purificação"
Amém!
ISBN: 978-85-7893-909-0
Despertar Emocional
Que maravilhoso despertar,
Com a vontade de criar,
Um poema, obra de arte,
Com palavras a dançar.
No estilo literário me encontro,
No eu lírico me expresso,
Transmito sentimentos profundos,
Em cada verso que manifesto.
Energia pulsante em meu ser,
Vibrante como o sol a brilhar,
Transbordo emoção e felicidade,
Neste poema que irei tecer.
Versos como raios de luz,
Aquecem o coração,
Espalham amor e esperança,
Numa mágica inspiração.
Minha coleção cresce a cada dia,
Poesias que contam minha história,
Um retrato de alma e melodia,
Escritos com toda minha glória.
Então, com entusiasmo e devoção,
Vou escrever esse poema especial,
Com todo meu ser e paixão,
Para que seja eterno e memorável.
Experiência e competência só rimam com quarenta! Vote 40!
(poema de Luiz Borges)
Custei a decidir meu voto, então parei e pensei:
Votar em quem?... Em quem tem experiência e competência!
Aí eu decidi, quer saber, eu vou é de quarenta!
Quarenta é experiência, quarenta é competência!
Vote você também! Vote no quarenta! 40!40!40!
Abraços fraternos.
Então sou carregado para longe, enquanto te escrevo mais um poema. Um poema que não será lido, não será conhecido, não será entregue...
Só mais um que ficará perdido para sempre, jogado em meio ao entulho do meu coração. Esquecido ali, continuará a causar-me danos, dissolvendo vagarosamente as palavras por mim escritas.
Para nunca me esquecer da sensação que é ter meu coração partido.
Misturo letra com letra
pensando ser um poema
até com alguma estética
para não criar problema
Sou ou não poetisa?
já nem sei a verdade
a minha vida desliza
já passei bem da metade
Gosto muito da escrita
clássica e da popular
as vezes a alma grita
e ninguém vem escutar
Deixo para lá o problema
saio devagar e sempre
nunca entro em dilema
e gosto de toda gente
Se eu virei trovadora
só o tempo dirá
e embora ele corra
tempo sempre dará
Se você a trova leu
muito eu agradeço
é como um carinho seu
mas nem sei mereço
Era um poema tão estranho,
sem destino certo, sem razão,
e tinha um bom tamanho,
mal cabia no coração
A quem seria endereçado
se nele nome não havia?
algum príncipe encantado
ou um plebeu que se antevia?
Nenhuma resposta aconteceu
nesse romance atribulado
só no papel é que se deu
um tal de beijo roubado...
Trovando
Meu poema não soa triste,
não sou poeta triste, não !
apenas retrato o que existe
pelas plagas deste mundão
Um poema à oração
.
oração é equilíbrio,
oração é esvaziamento
oração é alimento
oração é discernimento
-
oração é semente,
oração é colheita
oração é entendimento
oração é experiência.
-
não há melhor demonstração de amor,
do que orar por alguém
não há melhor demonstração de espera
do que a espera em oração
a oração rompeu o eu,
rompeu o tempo,
rompeu distancia
e sentimento
quem ora, espera
quem ora, vai à luta
quem ora, pratica!
quem ora, vive o impossível.
Não quero saber de "autoajuda",
De receitas prontas, nem fórmulas!
Sou poema descontínuo,
fragmentado e feito de instantes.
Lido com ausências;
e minha ótica do presente é sempre a priori,
Sou porção de equívocos,tentando acertar!
Conselhos? Não tenho conselhos...
Guarde seus discursos estatísticos;
olhe para suas ações, tudo é gradativo!
Não existe glamour, a vida é desafio, reconstrução!
-
[Dissertação contra as estatísticas].
Minha casa, é uma forma de poema
Os pisos são simples, as paredes simples a quem olhar
Um dia de vida, aqui é história
Vejo as ondas do ordinário
As manhãs nas janelas trêmulas
Sentimos que o ano passou!
O que é a vida?
Naturalmente, os muros maiores que as janelas,
Mas a luz que vem do alto,
a todos podem alcançar.
§
A poesia,
é o ar que nos humaniza,
potencializa, a eternidade que habita em nós.
o poema é um consolo
uma casa de hóspede,
a voz de um outro lugar,
um apelo espiritual
POEMA PARA O VIOLÃO:
A poesia que nasce
Das cordas do coração
É sentimento que freme
Num turbilhão de emoção
Confunde-se ao som da gaita
Ao oco da solidão.
É como se fosse a lira
De uma nova paixão
Repicada nos acordes
Desse comboio de cordas
Que se chama violão.
POEMA TRISTE:
Quando me procurar
E não me encontrar
Deveras se fará tarde
Não chores!
Nem muito alarde...
Deixeis que o tempo enterre
As mágoas, as intempéries,
Aos sonhos que não se mede
Risos que antecedem
Soluços que há de vir.
Ah!...
Quando me procurar
E não me encontrar
Verás que a tudo inexiste
E assim eu te escrevi
Esse poema triste.
LEIA
Se encontrares esse poema leia.
Rasgue e jogue-o ao vento.
Para que seus sobejos se espalhem no variado universo.
Depois procure-o!
Vasculhe o coletor de lixo, as orlas e até tua casa.
Só leia e, leia!
Porque o sol, a chuva, a lua e, o moço do lixo.
O destruirão de vez...
Por fim procure-o em si.
POEMA ÍNTIMO II
São muitos os que estão comigo.
Muito mais aqueles que me acompanham.
Outros, diversos, me “abraçam”...
No entanto, muito, muito mais
Que os muitos...
São os poucos a me afagarem!
Sigo caminhando nesta ilusão.
Nas calçadas repletas...
Nas entranhas dessa procissão ...
Me vejo em todos os rostos.
Me sinto em todas as mãos.
Não fico, não sigo, não saiu
Do chão.
Se penso que sou ...
Sou a solidão.
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