Poema sem Amor Madre Teresa
Turva direção
Paz armada é minha situação.
Percebe quem sente a briga
Da mente com o coração.
Vaguei até aqui pensando em mudar de direção,
Mas cheguei cansado e optei pela avenida da maioria,
Em que seguem todos mudos numa vida fantasia.
Aqui somos semelhantes e tristonhos,
E por sermos muitos, um não significa tanto
A mente já nos omitiu do destino, os sonhos.
Meu coração tem fome, sofrendo por pouco,
Ele me perturba querendo amar de novo.
Não há de ter chance, neste mau agouro.
De qualquer incentivo dado a este coração,
Meu passado errado tira-me a motivação.
Viajo olhando para as esquinas,
Mas continuarei na Avenida Solidão.
Minha esperança se foi com a garota do riso frouxo,
Tentei de tudo, até mesmo voltar em contramão,
Mas já estou magoado e cansado.
Quem caminha bem é quem ama pouco e vive errado.
Renúncia ao conflito
Não precisava ter escrito,
Mas o que presenciei,
Nunca busquei
E não quero levar comigo
Neste dia, meu coração bateu forte,
Como a sentir a dor da morte
Daquela que me estende a vida
E que nunca mais quero ver ferida
Eu nunca depreendi a humanidade,
Mas não há razão para tamanha crueldade,
Para quem busca entender sua natureza,
De estréia, afirmo: encontrará rudeza
Deixo agora, então, uma lágrima
Por um ódio ensandecido
Que afligiu tanto este amor que sigo
E deixo, eternamente, o meu sorriso,
Fruto do mais lindo sentimento vivo,
Que vai sempre me acompanhar
Enquanto ao meu lado ela ficar.
Intuition
É quando estou observando, atento, o tempo,
Relacionando-o com um acontecimento
Sinto-te, me invadir, o saber dos saberes
E o que pode dizeres? Quanto sabes, quanto?!
Já te conheço de erros passados
Poderia, eu, evitá-los...
Mas por que não lhe cedo o senso?
Tu me vens e eu desconfio, penso, penso...
Mas, ao final, desconsidero-te, ó Intuição
Porque tu não dispões de razão
Vezes contrariastes insistente, minha vontade
Sei, só queres dizer-me a verdade
Mas quem saberá o momento, a ocasião
Em que terei de creditar-te o sucesso de uma ação?
Vivo o medo de bem agir
E não saber, no desfecho, explicar
Porém os passos haveriam de surgir
E esquecer-me-ia de lhe honrar.
Queria eu saber usar-te,
Apesar de não entender de tua arte
Sei que funcionas bem e nada cobras
É o melhor saber para quem a detém
Para o que acompanha tuas manobras
Certas vezes, confiei em previsões tuas
E é certo dizer que sempre acertei
Porém, não hei de conhecer tuas ruas
E nunca, nada importante arriscarei.
És e serás, portanto, do meu dia-a-dia
Das decisões pequenas e da mente vazia
Quando eu já não dispuser de artifício nenhum
Que justifique o passo seguinte, o estagnar ou a escolha do rum
As vezes acho que estou delirando
Pq,quando te vejo só penso em vc
É dificio tira você da minha cabeça
Quando percebo passo dias sem dormir,pensando se um dia vai me quere assim como eu te quero,o meu amor por vc ñ é faxada é uma coisa que aconteceu do nada,sem eu percebe,e quando me dei conta ja gostava de você♡
Gosto quando...
Você inesperadamente surge de mancinho
Olha nos olhos rapidinho
Oferece sua mão como guia
Me leva e coloca esguia
Então seus braços me envolvem num abraço
Não dou sequer um passo fora do seu traço
Nossos corpos se unem numa comunhão de sensações,
Que tensionam, aliviam, cativam e suscitam
Estamos juntos no mesmo compasso
Se me disperso, lá vem o seu laço
E flutuando de olhos cerrados,
novamente fico entregue aos teus braços
Ouço nossa respiração e pulsação,
No mesmo ritmo da canção
E quando está ficando bom, que pena
Agradeço, me despeço e espero novo recomeço.
Para Ela:
Não vou dizer teu nome a ninguém, nem a mim, mas vou dizê-lo a você, lembrar da flor que você errou o remetente me levou a você, ainda sonho nas estrelas com o bailar dos anjos, e naquela valsa celestial estaria nós dois dançando, meu coração dispara ao lembra tua voz, e lembranças disparam contra mim no intuito de me aniquilar,e o que eu mais queria é que devolvessem minhas asas de papel para poder voar e como meu coração de tinta moldar você, e toda vez que mirar a pintura vou te mirar, te admirar, dizer o quanto te amo e te implorar " Não vá! ".
Ah meu amor, meu único amor,meu amor único que a vida me presenteou, mais você era tão perfeita que a vida se arrependeu por eu não ser merecedor e DOS MEUS BRAÇOS DE ARRANCOU... e agora de amor você é minha memória, te lembrando e te revivendo, te perdendo e esquecendo, te procurando em cada canto e em cada passo, e lembrar de você não deveria ser assim..
Eu nunca quis dizer adeus... para ninguém... nem para você..
"O mais obscuro que eu posso ir, é aqui, é agora...
...O que eu tenho por baixo disso tudo é agua, oxigênio.
O que represento para muitos é uma casca em processo
de carbonização, enquanto caminho por ai como andarilho
de todo esse verde... de todo esse azul..."
Conheço diversas pessoas,
Algumas me fazem sorrir,
Relembrando momentos alegres,
Loucuras que só fazem rir
Ainda vou entender
Mesmo que demore uma vida
Incessantemente buscando as respostas
Charadas sem fim nem saída
Hoje talvez eu não entenda,
E talvez jamais irei entender,
Levando mesmo que uma vida inteira,
Loucamente procurando saber
Em qual rua, avenida ou estrada, vou finalmente encontrar com você?
ESTAMOS REALMENTE FRIOS
Os Jogadores de Bilhar.
ete no Pá de Ouro.
Nós estamos realmente frios. Nós
Fugimos da escola. Nós
Ficamos escondidos até tarde. Nós
Damos golpes certeiros. Nós
Cantamos o pecado. Nós
Diluímos o gin. Nós
Brincamos com June. Nós
Morremos Cedo.
Amigo dos meus sonhos
Ser amigo é não se preocupar com o tempo
Mas é sempre querer ir além.
É sonhar. É brigar. É amar.
Cuidar, ensinar, aconselhar.
É se apaixonar pelas diferenças
Pois são elas que nos diferem um do outro.
É ser ouvinte de narrações
Mesmo que a história seja a mais imbecil de todas.
O maior inimigo da amizade é o esquecimento.
Um amigo quer sempre ser lembrado.
Feliz é aquele que tem um amigo presente e não ausente.
Quando há equilíbrio, tudo vai bem.
Quando há imposição, alguém sai triste.
Quando há um amigo, eu sou feliz!
Se soubesses que almejo,
um belo e doce ensejo,
pra sanar todo o desejo,
de um tão sonhado beijo.
Entenderias que este beijo,
não é um louco desejo,
e sim o único ensejo,
de ter-lhe no futuro que almejo.
Eu quero,
Emudecer-me no fechar dos olhos
Calar ainda mais o meu silêncio
Me abraçar e abraçar num canto escuro o vazio
Sem vento, nem ar, nem chão,
Só cama;
Com a coberta que esquenta meu corpo rígido
Pensar em não pensar mais nada
Me esconder num quarto todo meu
alinhar-me nu
Com a minha carne exposta sob a mesma
Lágrima de alguma angústia qualquer
em estado vaporoso imperceptível;
exorcizar meus medos;
Calafrios de decepção;
Com uma respiração que dá vertigem;
Apertar a própria mão como se fosse dar um soco;
Tremendo como se estivesse no frio do Alaska ;
Socializar mais com o universo doloso,
onde o tempo é gasto e a vida é frágil
e perguntar se eu sou eu ou se eu acho que penso quem sou,
Admirar o nada que me rodeia a todo instante
e fazer de tudo isso uma luz,
que irradiará meu ser pensador só para não falar "pensante".
Onde o tempo tem segundas intenções sobre mim.
não sei se agradeço ou se choro pelo encurtar do tempo;
Parece que faz mais parte o direito de ir do que vir,
pois quanto mais anos, menos anos.
E assim, lá se vai mais tempo em minhas palavras e nos meus 3.0 de rebeldia.
A um Coração Partido
Caro coração
a quem a fadiga alcançou com tanta atrocidade
para roubar-lhe o que conquistou
Coração machucado e dolorido por causa
das quedas nos buracos
que se encontravam
nas estradas pelas quais sempre andou só.
Pobre coração!
Tantas vezes partido
que esqueceu de como viveu um dia
sem ter sofrido.
Abatido, entristecido, talvez até esquecido
Quantas vezes por si só
lutou contra exércitos
sem ao menos ter uma espada em mãos?
Quantas vezes
chorou amargamente
tentando sorrir para deixar contente um outro coração?
Agora fique em paz, amigo
pois as lutas já cessaram.
Ninguém mais há para confortar,
confrontar ou até mesmo te magoar.
Vá, coração
Sem encontrar sequer uma razão
do porque de tanto se sacrificar.
Que isso seja poesia algum dia, pois hoje não é
Depois de espasmos conscientes demais
Caminhar que já fora algum remédio
Trouxe-me vontades súbitas de cair
Naqueles asfaltos aquecidos pelo sol
E fricções das rodas
A ponte que ontem recebera minha arte
Hoje pareceu tão rente as avenidas abaixo
Que pareceu uma escada que chamava
Meu semblante senil esforcei para quietar
Mas como impossível é frear esses pensamentos
Ele sempre voltava reclamando da enxaqueca
Os cães vizinhos que sempre
Sempre latiam enraivecidos ou brincalhões
Quando eu chegava
Hoje pareciam ver apenas um fantasma
Um morto a entrar psicótico em sua casa.
Paralisados de perplexidade pela incomum e agoniante expressão de um conhecido
Porem agora, um louco pedindo ajuda
Porém com medo de enlouquecer os seus
Foge
Foge
Foge
Pra fora de si
Sem conseguir
Viagem ...
Deito-me,
por um momento,
saio de mim
a viajar no espaço-tempo,
intrigante, indefinido, infinito ...
Em êxtase, ebuliçao molecular,
ultapassando paredes densas
dimensões insanas
segredos retidos
de sentimentos febris ...
Tremores, dores, suplícios
a repudiar aquilo que verga-me
as articulações cansadas do esquecimento,
em sensações difusas
de passado perdido,
eclodindo,
em presente futuro,
recordo!
O outrora equecido
agora latente
em peito doente ...
A lembrar de ti,
em momento vago
percisei cavalgar no espaço,
vislumbrando minha face à tua face
indagando-me
em profanas perguntas,
cobranças vazias,
fugindo no horizonte,
infinito e estelar
dissipando-se em poeira,
a memória universal,
em arquivos de tempo.
Regresso!
Velocidade da luz,
diversas galáxias,
passando em instantes,
retomo meu corpo,
abrindo, olhos assustados,
respiração ofegante
em suores polares.
Retomando os sentidos,
fui ao passado esquecido,
em futuro presente,
por um só momento,
ver-te mais uma vez.
Francisco Marques
22.03.2016
Clamor da Pátria
Dizem que eles são,
alvo de conspiração.
Uma parte pela mídia,
outra pela oposição.
Se acomodam confortáveis,
no lugar de grande vítima.
Travam guerra contra os nossos,
tratam os seus de forma íntima.
Tome cuidado em ser descrente,
que aqui viva brava gente.
E por isso não se iluda,
Um filho meu não foge à luta.
Ouça agora o meu conselho
não se dobre de joelho.
Ao contrário tingirão
a Auriverde de Vermelho..."
tenho ciência da morte
mas aproveito a viagem
antes de ser digerido
assim como a minhoca
no bico do passarinho
Há um jeito de encontrar um pleito bom
Leito surreal, isso traz consigo a ironia preconceituosa
Há casos em que os réus são mais heróis do que você que mente ao céu
Dizendo não merecer um mundo mal
Isso me corta a alma
Aonde eu quero ir há um mundo que espelha-me e ouve-me
Para o impacto da verdade derradeira eu quero o freio e para o mundo eu grito "love me"
Tudo igual, receio e Não
"Sou" a voz que traz o mal
Right now, isso me cospe o mal insano e vira Rock ideal
__De onde você vêm?
__Qual é o valor que têm?
__Se tá na "merda" que "merda" você faz pra ter o bem?
Há um ideal que trouxe-me pela contramão
Diz alguém no som que faz, "o amor é mais", da boca sai hipocrisia de forma clássica
Ao ideal meu feeling pela contramão
Esse "monstro" vai despir só os pontos vitais
Quais são vitais?
Sou só "criança" que vai longe até demais
Tudo igual, receia ao Não
"Sou" a voz que traz o mal
Eu tentei esquecer-me da dor por não ter dito muito mais.
PRISÃO
Prisão sem barras
Que muito me sufoca
Prisão sem paredes sem saída
Prisão do coração da alma
prisão que a cada dia e a cada hora fica sempre a diminuir...
“Minha mente sempre a mandar – me”.
A dar – me ordens para não ficar com lamurias
Ou somente não chorar.
Como posso eu com meu coração machucado
Não me lamentar, não chorar.
Tenho que lhe dizer mente você esta louca em delírio pela perda
Já mais nos consolaremos.
Mas alguém ira nos salvar
“Um dia...”
