Poema que Fale da Vida
Soneto Petrarchan para Rodeio
Um Soneto Petrarchan
para fugir da vida vã,
Se sentir satisfeita
com o canteiro de Hortelã,
Agradecer ao tempo
pelo seu amor eterno
a todo momento
e pelas flores azuis
celestiais sobre Rodeio.
Queijo Canastra
Essa inquietação que não passa
por nada só haverá de ter jeito
na vida quando estivermos juntos,
eu te mimando como merecemos,
te cobrindo com doces beijos
e pedacinhos de Queijo Canastra.
Amo dançar
um bom Siriri
com o meu
Boi à Serra,
Na vida
quando eu
não estou
dançando,
Ando dando
uma de poeta.
Recifes de corais
que protegem
a vida, que alimentam
curam e doam
inspirações para todos
que neles procuram.
Quando as correntes
do oceano carregam
as intenções eu sou
como os afetos nas areias
dando vida novamente
para outros poemas.
Acreditar nos discursos
que causam incêndios
É definitivamente
entregar as chaves da vida
nas mãos de um destino
trágico ou desconhecido.
O quê procurava
na vida em mim
você já encontrou,
Agora da tua parte
é arte e charme,
Lá na mesa tem
Mingau de Carimã
porque agora
sou eu a sua casa,
e não há mais nada
o quê procurar fora
daquilo que você sonhou.
Umbuzada para fazer
a vida adocicada
sempre que você estiver
distante com os seus
beijos que me fazem
sentir bem amada,
é isso que resume
a essência desejada
da vontade de quem
quer viver uma história
crescentemente apaixonada.
Brasileto em florescimento
na beira do rio da vida
nesta tarde tranquila
inundando-me com poesia,
Te levar no meu coração
é motivo sempre de alegria.
Ipê-amarelo-da-mata
as tuas flores fazem
companhia na minha
estrada da vida,
É verdade que escolhi
ser da madrugada:
a tal poesia declarada.
Floresce a Piúva-amarela
etérea do meu jardim,
Resolvi me recolher
do mundo e não da vida
para dar uma chance
de felicidade para mim,
Quero salvar o meu melhor
para quando você chegar
estar pronta para o seu amor.
És o meu amado Sol
e eu sou a tua Lua
entre avancês e anarriês
no arraiá da vida
com os nossos balancês
quem sabe gente se aproxima.
Ipê-pardo esplendente
nesta tarde azul
no meu amado Sul,
Não há nada na vida que
me faça desta minha vida
poética desistente,
Porque de ti tudo tem sido
o tempo todo poesia em mim.
A vida não é um jogo
ou um filme,
A fome é arma de guerra
nas mãos de homens
que não têm limite,
Não existe um ganhador
numa guerra,
A verdadeira liberdade
é aprender a conviver
em paz na terra,
Eu acredito num futuro
feliz sem guerra.
Corrida do ovo
de Festa Junina
se parece com a vida
que alguns tentam
controlar o quê
querem que a gente seja.
A Dança das cadeiras
ensina que nesta vida
nada é permanente,
Num segundo quem está
quem está buscando
se sentar encontra o lugar,
e que para não se perder
é preciso buscar não parar
até encontrar o seu lugar.
A Chica doida
já está na mesa,
Não existe outra
coisa na vida
que te derreta,
É Festa Junina, venha!
