Poema que Fale da Vida
Onde tem muita gente falando alto,
se for para levantar a voz que seja só para cantar. A vida já está bastante estressante para todo mundo
e o cérebro só retém aquilo que nos faz mais leves e receptivos.
Não existe pós-verdade
tudo nesta vida
ou é verdade ou é mentira,
Devemos amar o Brasil
de verdade acima
de qualquer divergência
e todo os dias.
Só sei que o amor que
temos é dádiva
desta magnífica Pátria,
E o mérito deveria
ser em regra
para quem o merece.
A recíproca muito
além do Bicentenário
da Independência
deveria ser prática
diária por tudo aquilo
que fez com que
alcançássemos até aqui.
Só dizer que ama
o Brasil não é o suficiente
é preciso conviver
com quem pensa diferente,
E não atentar contra
os símbolos nacionais
e suprimir tudo o quê
nos fez e faz Pátria,
Preservando o nosso
idioma que é a maior
herança da antiga da Colônia
que nos permite
a unidade poderosa
que nos faz Pátria pacífica,
gigante e não devemos deixar perder.
A dança do ventre
não é diferente
da dança da vida,
e nem da poesia
que pode ser lida
nos pormenores.
A mulher quando
dança coreografa
todos os passos quase
sempre de uma vez.
Rendição e entrega
na viração dos astros,
assim gira e revela
por precipitação
e visíveis as ânsias.
O homen quando
dança busca um
passo de cada vez
com dose e sensatez.
Sedução e cálculo
de arqueiro envolvente,
para levar a flutuar
lento e flamejante.
Longe de tudo a guarda
de mim mesma assumo
o mistério, a espera
e o brinde da acrobacia
do imparável Universo
sobre este Hemisfério.
Nos lábios está
o grito do povo
para que nos
SALVEM a VIDA
do último General
a cavalo preso
INJUSTAMENTE
desde o dia
treze de março
do ano passado
em meio a uma
pacífica reunião
por um grande
país pacificado.
A clarinetista moça
foi libertada sob a
triste condicional
de estar subjugada,
o crime dela só
foi desabafar
na hora errada,
e por sentir demais
por todos como
poeta não é difícil
imaginar que já
está proibida
a minha entrada.
Do General não
se sabe
mais nada,
tenho feito um
esforço tremendo
para que esse
silêncio não
deixe a minha
alma envenenada.
Dizem sem ver
há mais de dois
meses que em
GREVE DE FOME
ele se encontra,
e a inconformidade
de minha parte
tomou conta,
estou aborrecida
de uma maneira
que tu não fazes
idéia e nem conta.
A Pátria vizinha
não é segredo
para ninguém
que não é minha,
mas o hemisfério
também me é,
latino-americana
nasci, sou
e consciente
de que bendito
é o povo
que reinvidica
pela vida de
cada um de
seus guerreiros.
Benedito Novo da minha vida,
os teus ribeirões e cachoeiras
valem mais do que meu poemas.
Benedito Novo cheia de belezas,
do africano que buscou a liberdade
assim sagrou-se com nome e mística.
Benedito Novo do meu peito,
amo os teus sabores postos na mesa
e a tua força de encontrar jeito.
Benedito Novo imensa e repartida
com Doutor Pedrinho,
não há quem não louve esta honraria.
Benedito Novo, cidade gentil,
a tua gente ergueu cidade preciosa
no Médio Vale do Itajaí deste Brasil.
Fazendas invadidas
pela ELN colombiana,
o homem da terra
vai perdendo
na vida a confiança.
Com mais de poema
que tragam
notícias do General
preso injustamente
e a esperança
de ver a Nação
vizinha pacificada.
Até peito recobrar
o sonho de liberdade
é preciso perdoar
de verdade,
Para se reconciliar.
De povo para povo
sem arremedo
para quebrar
os grilhões do ego
e vencer o medo
do futuro,
É por isso que
me importo e escrevo.
Dizem sem provar
que no Inferno
de cinco letras
as amadas
estão presas,
Se foi intriga ou não,
por poesia aqui
estão na esperança
que alguém por
elas estenda a mão.
A pior ilha
que se pode
exilar alguém
nessa vida
é a da intriga.
Dizem histórias
sem nada provar,
quero ver
essa gente parar.
Desde a maldita
prisão sem
a verdade
esclarecida,
A cada dia
só vejo
o aumento
da injustiça.
Agora dizem
que levaram
o General
para La Orchila.
Do Vice-presidente
da Assembleia
ouvi a filha
que pede por
ele fé de vida,
E aqui eu sem
legitimidade
até para uma
campanha
começar
sinto o vazio
dos abraços
não dados
pelas filhas
e pela Mãe
do General
inocente que
em Fuerte Tiuna
trancado por
causa de intriga.
Parece um
pesadelo
sem fim:
ver quem
tem razão
trancafiado,
do mundo
seguindo
incomunicado
e sem chance
de se defender,
Percebe-se
que quando um
militar é de fato
do povo e para
o povo em um
neste momento
que não tem
sido superado
até ele está sem
como se proteger.
Não entendo
o porquê
jogaram uma
pena sem prova
e sem devido
processo legal
nos ombros
do General;
Enquanto isso
segue firme
o autoproclamado
no seu passo
para lá
de destrambelhado,
Não quero pensar
o pior de ninguém,
Até que libertem
o General e outros
presos na mesma
condição me permito
pensar que tudo foi
orquestrado por
alguém que
quer se esconder.
O amor da minha vida
ainda não apareceu,
só sei quando ele vier,
quero passear na Caatinga,
e debaixo de uma Barriguda
celebrar o amor e a poesia.
A minha última reunião
com os amigos já não
me recordo mais,
A vida mudou bastante
e quase falta não faz.
Linda Piúva-preta
és o real poema
feito para enfeitar
a vista do amor
da minha vida,
Empresta-me essa
beleza que fascina.
Magnífica aurora matutina
que traz Versos Intimistas
para a minha vida e faz
com que eu preste atenção
amorosa no florescer
potente do Ipê-roxo-bola.
(O silêncio é poesia reativa)
O Ipê Roxo Sete Folhas
sempre foi o meu divino
e amoroso confessor
da razão que sigo
na vida escrevendo
os meus mais lindos
Versos Intimistas
com todo o ardor,
Por intuição sei
que hei de ganhar
o seu peito louvor.
Versos Intimistas
que mantém
toda poesia desta vida
num único momento
sempre que vejo
um Ipê-rosa florescido,
é como um beijo
que repleta o peito
com amor e carinho.
Bela Minas Gerais
do Pau-d'arco-rosa
em flor e de todos
os amores desta vida
que dos meus mais
belos Versos Intimistas
sempre hão de ser
sempre merecedores
de todos os pendores.
Balainha
Lutam comigo
e eu nem sei porquê,
Não me meto
na vida de ninguém,
Já que com você
não posso dançar
a Balainha,
Resolvi escrever
poesia porque arcos
de flores não posso fazer.
Poço
Quando preparo o Chimarrão
com o Mate eu faço o Poço,
Quem conhece a vida
sabe que mais cedo ou mais
tarde para tudo tem troco,
Por isso não me permito
me render ao desgosto.
