Poema que Fale da Vida
Difícil X Fácil
Aceitar os fatos é algo que não nos foi ensinado. Por estas e outras razões, sofremos. Um sofrimento louco. Um sofrimento árduo. Um sofrimento doído. Um sofrimento bruto. Daquele que estraçalha a alma e bagunça o nosso espiritual. Por estas e outras razões, acabamos vivendo uma vida que não é a nossa. Uma vida sem graça. Uma vida sem perspectiva. Sem enxergar o caminho que devemos seguir e que está bem na nossa frente. Por que é tão difícil aceitar aquilo que nos foi determinado? Porque a cada dia, uma nova luta, um novo acontecimento, uma nova era.
Sabemos que viemos para cumprir nossa missão. Sabemos que precisamos aceitar. Sabemos que antes de vir, seria desta forma. Sabemos que precisamos fechar ciclos. Sabemos de tudo. Sabemos, mas não aceitamos. Por que é tão difícil aceitar, se sabemos? Porque estamos acostumados com o que é mais fácil. Tudo o que é difícil, não queremos. O difícil dói. O difícil bagunça. O difícil nos deixa atordoados. Preferimos o fácil pelas razões contrárias do difícil. E assim, caminha a humanidade, preferindo aquilo que não mexe com o que nos faz crescer.
Enigma
Sou uma mulher que a vida ensinou a dar valor às pequenas coisas. Talvez pela educação que recebi. Talvez por morar numa cidade pequena. Talvez porque não tive tantas e tantas oportunidades como às de hoje ou talvez porque já nasci com este olhar que crê nas belezas que a natureza oferece.
Sou uma mulher cujo semblante quer dizer muitas coisas. No olhar há um livro a ser decifrado, cada página uma história, cada linha um segredo. Assim sou eu, cheia de enigmas como qualquer ser humano, que tem dentro da caixa seus segredos.
Sou uma mulher, que às vezes se sente tão adulta que leva no ombro o mundo inteiro e outras vezes tão frágil quanto uma criança que ainda brinca de ser feliz.
Assim, sou eu, às vezes uma criança, noutras mulher.
Ombros da Saudade
Naquele instante que os olhos percebem
A envergadura do mistério da noite,
O silêncio vela por aqueles que descansam.
Nos ombros da saudade o frescor dos dias
De chuva de verão cavalga em direção do nada
A vida passa rapidamente acenando e sorrindo.
Assim, fica apenas a sensação de que alguma coisa
Ficou para trás e nós apenas observamos.
Nossa Missão
Enquanto vamos criando expectativas, deixamos de lado a nossa guerra contra os malefícios. Estamos sempre na correria e não percebemos que a nossa vida depende apenas da nossa luta. Que andar de mãos dadas com a nossa ilusão nada colheremos de concreto. Que a vida não espera para que cruzamos a esquina e corremos para encontrar os sonhos imaginados. Tentar entender o processo todo não está no nosso dicionário, mas na nossa missão.
Nossas Fases
Somos fases. Cada qual com seu alinhamento. Suas inconstantes. Seus reflexos. Iluminamos quando encaramos nosso sol interno e refletimos além da nossa intensidade. Só assim conseguimos observar nosso planeta. Criamos nosso momento enquanto crescemos ou precisamos nos encolher. São as fases da vida. Todas com o seu momento sanfona.
Quando renovamos passamos a ser invisíveis aos olhos observadores. Enquanto estamos no nosso momento de transição, continuamos o nosso movimento em torno de nosso planeta. Quando estamos plenos conseguimos nos ver por completo. Nosso momento se torna intenso e quando alinhadas, acontecem os eclipses.
Quando minguamos nos tornamos intermediários. Diminuímos gradativamente e nem por isto deixamos de lado nosso lado apogeu.
Nossos movimentos se transformam e se alinham em torno do nosso próprio eixo.
Meu Valor
Se eu tiver que despertar alguém para que reconheça o meu valor, então eu não preciso estar na vida dessa pessoa. O meu valor tem que ser sentido e visto como algo precioso. Por obrigação prefiro ficar só e não na vida de alguém que não me mereça.
Quando morremos?
Quando não fazemos nada.
Quando não acreditamos no objetivo.
Quando não pensamos no futuro da vida.
Quando não acreditamos em nós mesmo.
Quando deixamos de amar.
Quando não temos mais fé.
Tempo não é dinheiro.
Tempo é tempo e dinheiro é dinheiro, pois nem todo dinheiro do mundo pode comprar mais tempo.
Sendo assim TEMPO é VIDA.
" As rosas perdidas"
Em um belo dia de sol sair de casa, em busca de uma linda rosa para dar vida ao meu belo jardim.
E pelo caminho encontrei várias flores; Margaridas, Orquídeas, Gardênias e Jasmins.
Encontrei também Girassóis, Bromélias e até brotos mirins.
E durante o caminho me deparei com um vasto vale, cheios de lindas rosas.
Havia de todos os tipos ; brancas, vermelhas e amarelas.
todas lindas, radiantes, perfumadas e charmosas.
vislumbrando-as, empolguei-me.
E sair aproveitando-me de todas que podia.
Sem saber no momento o que fazia.
E nessa euforia inconsciente, me ferir com umas, despedace outras e esnobei outras tantas!
Sem saber que aquela e a rosa de minha vida.
Meu Deus! O que foi que eu fiz? Quanta bagunça!
E já sem esperanças, tive a sorte de encontrar , em um pequeno pomar, um botão de uma triste rosa.
e então sem muito pensar, a arranquei e decidir essa levarei para casa.
A coloquei no bolso. E sem muito cuidado, ela sempre escorregava despetelando-se ao cair no chão.
Quando a olhei, vi que só havia sobrado o talo e algumas folhas já murchas pela exaustão.
E mais uma vez, sem ter a mínima consciência de que aquela era a única flor que tive realmente em mãos, numa atitude egoísta e medíocre, a lancei em qualquer direção.
E em toda essa trajetória, sem ao menos me dar conta que estava sendo mesquinho, e que só estava pensando em mim...
...fiquei perplexo ao chegar em casa, notando que em volta dos meus braços havia um buquê de capim.
(Esta é uma dedicatória a um anjo chamado " Mariana". que me ensinou que sempre devemos dar "ênfase" aos detalhes que a vida sempre nos oferece!
João Sem-Braço
Não nasci para cálculos. Não meço palavras, perco os sentidos e os centímetros, avalie os sentimentos. Para os fardos da atualidade e a busca incessante do ser, a reciprocidade não anda de vento em poupa. Pasmem! O cenário frio e calculista dos tempos modernos é retrógrado e vago. É veemente o traço da fugacidade encontrado nas projeções de vida e sua conjuntura folclórica. O romance foi assassinado. Na prática, a luta entre os sexos, é vista burlando a boa-fé da espontaneidade. E o que se assemelha a um personagem poético, é dotado de uma inocente ingenuidade. “Sabe de nada inocente”. Porque nada disso é verdade! Tudo é calculado. A aptidão para os números é multiplicada pelos corpos, subtraída pelo vácuo e somada ao descaso. Desejam praticar o desapego, apegados ao passageiro. Olha o passeio! Dar as mãos é coisa do passado, estão passando é a mão mesmo. A flor da pele fica os nervos com a falta de senso, raros são os arrepios em meio aos poros sufocados de desdém. Os beijos efusivos tornaram-se tentativas do chamado “forçar a barra”. Parece que as pessoas hoje em dia são maquetistas deste cenário onde o dissabor acarreta uma aptidão para esquivar-se do romance. A frase clichê “quer romance, compra um livro”, virou música popular complementada pelo filósofo Mr. Catra “quer fidelidade compre um cachorro e quer amor volta pra casa da mamãe”. A tendência é esta! Os espertinhos (as) de plantão implantaram nas mentes estéreis a ideia de poder como meta sem baldrame para conquista. Nada se ganha sem o devido mérito. “Bonito isso, né? Eu li num livro”.
Aprendizados da vida:
Se falamos de amor e vivemos dissimulando contra o próximo, nos distanciamos das leis divinas. Não amamos nem a nós mesmos.
Se praticamos o mal e não nos ressentimos do que fizemos, não conhecemos o bem. A colheita é obrigatória.
Se proferimos fofocas errôneas contra alguém, estamos propagando nosso próprio veneno. Tudo que vai, volta.
Se prometemos algo e não cumprimos, não honramos nossas palavras. Cada um só dá o que tem.
Se queremos o que é do outro, perdemos tudo que temos. Porque não estamos vivendo nossa própria vida. As vezes é preciso se perder para se encontrar.
Se não nos responsabilizamos pelo que fazemos e estamos sempre buscando culpados pelos nossos erros, somos egoístas. Quem vive no eu, vive em sofrimento.
Se não assumimos nossos atos e estamos sempre querendo culpar outras pessoas, a vida nos ensina. Não precisamos pedir as contas a ninguém, a vida é uma exímia prestadora de contas.
E após tudo isso, se a gente se faz de vítima, na lei de causa e efeito somos os únicos responsáveis pelas nossas escolhas. Estamos aonde a gente se coloca.
Não temos como amar se não praticamos o amor. Não temos como fazer o bem, se somos coniventes com o mal. Não temos como emanar positividade se alimentamos a negatividade. Não temos como sermos conscientes, se não nos responsabilizamos pelos nossos atos, muito menos se não honramos o que somos.
Eis a consciência! O balanço leve vai e vem tranquilo quando não pesa.
#danileao
Há em mim uma luz guia no mistério que pulsa entre mundos. Minha alma — silenciosa — me conduz entre os véus do sentir e do saber. Como chama sutil, etérea, eterna. Que ascende no silêncio e aquece tudo o que sou. É dela que brotam os sentimentos que me elevam, os pensamentos que me enlaçam em reflexões profundas, nutridas da dança entre o amor e a compaixão.
Nas dualidades que me habitam, há força e doçura, sombra e luz, e mesmo quando o mundo silencia, ela me fala — sem palavras. Ouço sem que se diga, vejo o invisível que mora nas entrelinhas do real. Porque a alma não precisa de olhos para enxergar nem de voz para dizer. É o sentido através do sentir que move, transforma, transcende.
Ela me leva para dentro — onde os mistérios do mundo se desvelam, não fora, mas no centro do meu ser. E quanto mais mergulho, mais me reconheço. Sou feita dessa chama que a razão procura, mas que só a alma alcança. Sou estrada e viajante, sou silêncio que fala, sou mente que se lembra e relembra do caminho interno.
E neste lembrar-me de mim, descubro que o universo é menos fora, mais dentro. E que, em mim, tudo já é.
Eu SOUL ♥︎
A vida era difícil, mas era engraçada.
Acho que eu tinha uns 7 ou 8 anos, quando ganhei de presente do meu pai uma caixa de engraxar, feita por ele mesmo. Ela era quase do meu tamanho, bem pesada. No primeiro dia de trabalho, como muitas dificuldades, consegui chegar até a praça, Era um sábado, dia de movimento\\Ajeitei a cadeira, a caixa e fiquei ali, esperando alguém que quisesse engraxar Eu, até então, nunca tinha feito aquilo; . Depois de um tempo começou a chegar outros meninos, com o o mesmo propósito que o meu, ou seja: ganhar uns trocados para ajudar em casa. Foram chegando e já me expulsaram dali. Aquele local já tinha dono e se eu quisesse engraxar que arrumasse outro local, mas em todos os locais que eu me ajeitava vinha alguém e me expulsava. No fim, acabei ficando bem longe do "ponto", isso, sem antes ter tomado uns pontapés e juras de que, se voltasse iriam quebrar a minha caixa. Depois de um longo tempo, consegui um freguês.O cara tinha uma botinona bem velha, toda suja de barro vermelho, barro cola, Lidei um tempão com aquele pedaço de couro feio e imundo., Primeiro, lavei bem lavada., barro pra tudo quanto era lado., enxuguei, abri minha latinha de graxa, zerada, marca nuget, a melhor, e mandei ver naquele couro velho, que nem cor tinha mais.-- Depois de bem lustrada até que ficou bonita, ficou meio manchada, mas ficou bonita--, o cara olhou pra botinona, agora mais parecendo um arco íris, me xingou e foi embora sem me pagar. (Mais um que me deu o cano)
Ossos do oficio., Assim começou minha profissão de engraxate, que durou uns quatro anos. Tomei muitas porradas, muitos chutes,quebraram minha caixa mais de uma vez, mas um dia cheguei no "ponto" Ali, sim, também dei muitos pontapés e quebrei algumas caixas de engraxar ,dos meninos que tinham a caixa maior do que eles, mas que precisavam ganhar uns trocados pra ajudar em casa./i
Os bailinhos da vida.
Quantos bailes perdi por falta de uma paletó. Todos os bailes no Fênix era exigido traje social e eu não possuía a peça principal .sem ela sem chance de entrar, Cansado com aquela situação, conversando com o Florentino, excelente alfaiate, ele me fez um paletó do jeito que eu queria, e eu podia pagar em longas prestações. Fui, então, até as Casas Pernambucanas e escolhi o tecido: um cinza igual a um que eu tinha visto numa revista. Imitação de um terno inglês Quinze dias de espera entre provas e ajustes, recebi o objeto e já torcendo para estrear no próximo baile, que não demorou muito. Porem, nem tudo correu como eu imaginava. O paletó ficou bonito, mas o tecido era fino e o baile caiu no mês de junho. O frio daquela época parece que era mais gelado. Durante a dança comecei a tremer, um pouco pela emoção e um pouco pelo frio, mesmo abraçado na parceira. Tremia tanto que ela achou melhor parar. O problema era que as outras peças também não ajudavam: camisa já bem usada a calça era de tergal, bem fina e quase transparente. Tinha tudo para dar do que deu.
No dia seguinte fui conversar com o Florentino, (alfaiate) para acharmos uma solução.. Ele sugeriu colocar um forro de flanela, coisa simples de fazer e quase sem custo. Resolvido o problema do frio, "dá lhe Fênix. Quando chegou o verão, surgiu um novo problema: eu suava até pelo cabelo. Minha camisa ficava toda molhada e aquilo me deixava com vergonha de dançar;
Ele, o paletó, ficou comigo por muito tempo até eu poder comprar um outro que fosse para o verão. I/
A vida era difícil, mas era bem divertida.
Segure minha mão...
e voaremos tão rápido que luz nenhuma,
inventada pelo homem, poderá nos alcançar.
Onde há dentro de você toda aquela vida?
Onde se encontra todo aquele romance clichê?
Porque não surgem mais palavras sobre seu alguém?
Porque não nascem mais sorrisos?
Porque do teu remédio fizeste teu veneno?
Não explore mais teus mistérios.
Traga mais jornadas a tua alma.
Pois com o tempo, tudo acalma.
Por esses olhos
Fico mais cinco minutos.
Por teu cheiro
Fico mais uma hora
Pela sua voz que fraqueja
Perto da minha boca.
Eu fico a noite toda.
Pelo gosto de romance em teu beijo
Eu fico a vida toda.
Ela é a galáxia na terra.
É mais bela
Do que a Galáxia do Girassol.
Ela tem seu próprio brilho,
É aquele que carregas contigo no sorriso.
Ela é grande demais para ser só uma pessoa.
É daquelas que carregas gentileza
Por onde quer que passe.
Ela é o sol na vida das pessoas.
Ela é o destino que qualquer perdido
Deveria esbarrar um dia.
Ela desperta interesse infinito.
Ela é Fromer,
Galáxia Allice Fromer.
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