Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo

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⁠A rosa se oferece ao tempo dos olhos.
Quem colhe, interrompe o que já era dádiva.
No gesto de não tocar, floresce o entendimento.

Inserida por DanielAuvray

⁠O que sobrou de você
não cabe numa caixa,
nem em foto, nem em saudade.

É mais,
é ausência com grito,
memória com soco,
presença que machuca.

Inserida por V_K

⁠Não sou poeta

Escrevo
só o que sinto
e devaneio.

Se é o suficiente?
Não sei.
Não sei

Sei apenas
que a poesia
nada me
cobra.

Não, não sou poeta.

Eliete Carvalho

Inserida por eliete_carvalho_2

“Não espere, nem exija o respeito e a consideração de quem você ofertou o contrário.
Sua colheita é o resultado das suas escolhas e inconsequências”.

Inserida por aiolfi

⁠Há silêncios que não são vazios.
São cheios de nomes, de lembranças, de risos antigos que ecoam no peito mesmo quando tudo ao redor parece calado.

A saudade mora nesses silêncios.

Não é grito, não é lamento.
É sussurro.

Inserida por kepler78

⁠Não quero consolo, nem lição de esperança.
Quero o fim, o nada.
Fechar os olhos e não mais voltar,
sumir do mapa, parar de lutar.

Inserida por Mick_Rocha

Era uma vez um quase-amor...
Desses que não se nomeiam com facilidade, mas se sentem na pele, no peito e até nas pausas da respiração. Um sentimento que nasceu rápido demais, intenso demais — talvez demais para caber nos moldes do que se espera de um amor tranquilo.

Ele chegou como quem não queria nada, mas logo tomou tudo. Fez morada nas conversas, nos olhares trocados, nas entrelinhas não ditas. E ela, mesmo desconfiada, se entregou como quem reconhece uma alma antiga. Havia ali uma conexão que não precisava de explicação. Só existia.

Mas era um laço torto. Um passo à frente, dois atrás. Um carinho de manhã, um silêncio à noite. A ausência dele não era total, mas era constante o suficiente pra doer. Ele aparecia, mas não permanecia. Dizia muito, mas demonstrava pouco. E ela, ainda assim, insistia. Não por falta de amor-próprio, mas porque acreditava — talvez mais do que devia.

Ver o afeto dele derramado em outros cantos era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Era se dar conta de que o espaço que ocupava era pequeno demais para o tamanho do que sentia. Ela saiu das redes dele, mas nunca conseguiu sair, de verdade, da memória. Porque amor que marca, marca até no silêncio.

E ele? Ele sentia. Sentia a falta, o peso da ausência dela, o vazio onde antes havia vida. Só não sabia — ou não conseguia — dizer. Talvez porque nunca aprendeu que o amor precisa ser assumido, não disfarçado. Que sentimento escondido vira ferida em quem espera.

No fim, ficaram os dois: ela com o peito cheio de palavras engolidas, ele com a alma carregada de tudo que não soube viver. Não houve briga, nem ponto final. Só um "quase" que doeu mais do que qualquer fim.

Porque há amores que não terminam, apenas se perdem.
E há pessoas que, mesmo indo embora, continuam morando em nós.
Feito eco.
Feito lição.
Feito eternidade disfarçada de acaso.

Inserida por italo0140

⁠Não diga absolutamente nada!

Me recuso a concordar com suas Falésias de mau agouro;

Não ouse me fazer acreditar que não me reconheço, ao fazer tal coisa só me prova o quanto deseja anular minha existência.

Inserida por Indomavelalessandra

⁠O ambiente molda quem você é, mas não quem você precisa ser.

Você já se deu conta de que nossos desejos, preferências e metas muitas vezes não são genuinamente nossos? São construções moldadas pelo ambiente, pelos olhares que nos cercam, pelas vozes que nunca gritam, mas sempre influenciam.
Somos seres relacionais e impressionáveis, e isso não é fraqueza, é natureza. Porém, é nossa responsabilidade filtrar o que deixamos entrar.
O ambiente pode ser solo fértil ou veneno lento. Pode te edificar ou minar sua identidade.
Cuidado com os sorrisos falsos e as ideias vazias. Cuidado com o tipo de conteúdo que alimenta sua mente.
Reestruture o que está ao seu redor. Cercar-se de valores, pessoas e propósitos alinhados com o que você deseja de verdade, e com aquilo que Deus sonhou para você, pode transformar sua caminhada.
Você não precisa ser produto do seu ambiente. Você pode ser o agente de transformação dele.

Mude o ambiente. Ou mude de ambiente. Mas não permaneça onde sua alma enfraquece.

Inserida por MaryWonder

⁠Senhor, estou em busca de uma porta aberta, mas não quero me desesperar, pois sei que tudo acontece no Teu tempo.

Me dá força para não desistir, esperança para seguir em frente e fé para confiar que o melhor está sendo preparado.

Mesmo que pareça demorado, eu creio: a porta certa vai se abrir,
e será muito melhor do que eu imaginei. Amém.

Inserida por iran_amador

⁠Você foi embora e não quero que volte
Mesmo que eu te ligue implorando para isso
Não faz sentido,
Sorrimos e sofremos.
O amor nos entregou um ao outro
E não soubemos aproveitar
Derrapamos na estrada da vida
E mesmo desejando o passado
Prefiro seguir um novo rumo.

Inserida por warleiantunes

⁠"Vivemos um tempo em que o papel do professor vem sendo desvalorizado não apenas pelas instituições, mas também, e de forma alarmante, por pais e responsáveis. Houve uma inversão de valores gritante: antes, o professor era autoridade e referência de respeito. Os pais, ao ouvirem que seus filhos haviam cometido algum erro, diziam com firmeza: “Se meu filho errou, pode corrigir”. Hoje, a cena se repete, mas invertida — o aluno desrespeita, o professor tenta intervir, e os pais correm para a escola não para ouvir, mas para confrontar.

Essa nova postura, onde o professor se vê acuado e o aluno é blindado de toda e qualquer consequência, gera uma geração de jovens sem limites, sem noção de responsabilidade e com uma perigosa sensação de impunidade. Quando os pais se tornam "amiguinhos" dos filhos, esquecem que educar é impor limites, e que amar não é sempre dizer sim. Ao protegerem seus filhos a qualquer custo, inclusive quando estão errados, contribuem diretamente para a desautorização do professor e, em muitos casos, alimentam um ambiente de violência psicológica — e até física — contra esses profissionais.

Essa inversão não apenas compromete a educação, como corrói os pilares da convivência social. O professor, desrespeitado, desmotivado e desprotegido, acaba por se afastar da missão de educar com paixão e firmeza. E sem professores respeitados, não há futuro digno para uma nação."

Inserida por herbert_alexandre

Subindo o Monte
⁠O premio não é somente a chegada.
Enfrentar algo diferente é conquistar, através de um processo;
Esse processo te da o presente do caminho;
O caminho te da a beleza do desconhecido,
a dúvida da conquista te da certeza que você ainda não se conhecia;
Superar esse caminho te transforma;
E agora você sabe que é ainda mais do que você pensava ser.
Chegou à conquista e isso trouxe uma visão que você nunca teve.
Não é somente sobre estar lá em cima;
É sobre descer com uma bagagem que não subiu com você.

Inserida por EltonChagasSilva

⁠O maior pecado do mundo...

É não receber o perdão dos pecados! Porque a pessoa não se quer arrepender deliberadamente!

Inserida por Helder-DUARTE

Lua me fale

⁠Ó lua, diga-me
Imploro-te, admoesta me
Pois não lhe parece vil
Não fora, ele, hostil?
Ó impetuosa força cósmica
Servi-lo como uma acólita
Sem embargo, ele me traíra
Anjo me abandonara
Cri na conversão
Do meu choro pungente
Em risada fervente
Consignei-me ao coração
Vigoroso fora-me o desengano
Mostrou-me ser profano
Quem agoriei como virtuoso
Agora, distingo-o como tortuoso
Pregara-o que medíocre é a aurora
Eu, meu pequeno, chora
Explica-me o porquê mais uma vez
Justifica-me a rudez
Qual fora meu pecado?
Hei-me aplastado
Conclame sobre mim
Reuna um maldito motim
Escreva-me um remate
Antecedentemente que isto me mate
De meu exício
Não escutes meu bulício
Seja como tu objugas
Funcionas como sanguessugas
No princípio, eu era fundamental
E, bem, este é meu final

Inserida por monile

⁠Flores em meu funeral

Não desejos flores em meu funeral. Nunca recebi uma só margarida, porque receberia buquês no meu final? O arrependimento é sempre maior que a gratidão. Sempre só damos valor quando sentimos, à porta, a solidão. Os tempos mudam, os velhos se vão e as crianças crescem. Aquelas pobres almas, completamente esperançosas, se amargurecem. A verdade as atinge como um raio inesperado. Não há carro te esperando, não há uma só escolha própria e muito menos seu destino desejado. Tudo o que há é um mar de incertezas, cercados por uma baía de certezas ainda piores que as dúvidas. A antiga criança percebe que, no sistema que estamos, não somos nós que vivemos nossas vidas. Afinal, quantos adultos tu viste que realmente gostam de trabalhar? Pouquíssimos, pois quando cresce, percebe-se no mesmo lugar deles, escolhe o dinheiro ao invés do amar. Todavia, relembra o que viveu, volte tua infância. Ache o porque escolheste esse caminho: sobrevivência.

Assim as gerações passam pelo capitalismo. Como máquinas, sem nenhum estrelismo. O morto nunca se levanta, com ou sem flores, sua esperança ali descansa. E a morte o toma, silenciosa e mansa. Eu não recebi flores em meu funeral. As dúvidas ainda sim me acompanharam até meu final.

Inserida por monile

⁠- Eu não dei sorte.
- Tentei mas foi assim.
- Minha família não é uma família de sucesso.
- Eu tentei mas não era o que eu queria.

Não! Você não tentou suficientemente!

O fracasso é uma das coisas mais confortáveis que a espécie humana inventou. O fracasso é agradável, me tira toda a responsabilidade “não dei certo” “fui a falência” “adquiri um vício” “eu bebo até cair”. O fracasso é super confortável que ele me faz parar de lutar, e no momento que eu paro de lutar eu me sinto tranquilo, o fracasso é um quarto confortável, o sucesso é um quarto desafiador.

Fracasso é uma coisa que agrada a maioria das pessoas, por incrível que pareça. Por isso tanta gente gosta do fracasso, por isso tanta gente fica no fracasso. Por isso que tanta gente leva um casamento ruim 30 anos, fica em um emprego ruim 30 anos, não faz uma coisa certa há uma década inteira e pensa “é não deu”, por que isso é confortável.

Se faça essas perguntas:
O que eu quero?
Quem eu sou?
Onde eu quero chegar?
Com quem eu quero chegar?
Quais são meus objetivos?

Agora começa a parte mais importante:
Esqueça o passado, esqueça o que passou, esqueça tudo que veio até aqui. Reinvente-se, reconstrua, faça dessa vida um espaço completamente diferente, não se acostume ao fracasso, acostuma-se a felicidade.
Desafia-se, seja melhor, a vida só vale a pena se ela for intensamente vivida e intensamente aproveitada.

Comece hoje!
Não amanhã, não segunda-feira, não semana que vem!
Hoje!

Inserida por vanessafolmer

⁠Devolva o constrangimento
Diga não a quem mereça
Use a verdade sempre
Discuta em silêncio

Inserida por alexsandrobraga

⁠Tudo aconteceu por acaso
Não era esperado ou planejado
Algumas mensagens e risadas
Uma mistura de curiosidade e desejo
Com troca de sorrisos e olhares
Uma louca vontade que me faz arrepiar inteira
Um toque, um beijo e um suspiro
O tempo já não passa
Na cabeça não há mais nada
E um calor que diz tudo
Os dias passam depressa
Muitas mensagens e controversas
As palavras dizem menos
As atitudes demonstram mais
Os corpos se entregam e nada mais importa
O auge do prazer e da loucura prevalecem
A alma transborda
Mesmo quando as atitudes demonstram certeza de tudo
Há uma mistura de confusão
É euforia ou paixão?!
Temos tantas coisas para conquistarmos sozinhos
Será que vale a pena correr o risco?
O risco de tentar ou aprender a viver sem
Será que vale a pena viver o novo?
Também me sinto perdida
Espero que o tempo traga as respostas
Mas esperarei vivendo...
Com as incertezas que me desmontam inteira
E com a felicidade que ainda vou te ver novo
Até quando eu não sei...

Inspiração: P.S.

Inserida por gabriela_folietti

⁠Til

No til não há pressa.
Também não há urgência.
É um sinal menor,
mas que carrega pão,
mãe,
irmão.
Sem ele, o mundo seria mais seco.
Seria são demais.
Seria não.

Til é curva que não encurva.
É nariz da língua,
sorriso discreto no rosto da letra.
Ninguém repara —
até que falta.
E quando falta,
tudo desafina.

Poderíamos viver sem ele?
Claro.
Como se vive sem o silêncio.
Mas é no til que a fala respira.
E a palavra se lembra de ser palavra.

Inserida por Epifaniasurbanas