Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo
Viver eu sei, não é show eterno.
Por vezes a peça termina antes da hora.
Sem palmas tudo fica ermo.
É preciso saber a hora de apagar a luz e ir embora.
João Sem-Braço
Não nasci para cálculos. Não meço palavras, perco os sentidos e os centímetros, avalie os sentimentos. Para os fardos da atualidade e a busca incessante do ser, a reciprocidade não anda de vento em poupa. Pasmem! O cenário frio e calculista dos tempos modernos é retrógrado e vago. É veemente o traço da fugacidade encontrado nas projeções de vida e sua conjuntura folclórica. O romance foi assassinado. Na prática, a luta entre os sexos, é vista burlando a boa-fé da espontaneidade. E o que se assemelha a um personagem poético, é dotado de uma inocente ingenuidade. “Sabe de nada inocente”. Porque nada disso é verdade! Tudo é calculado. A aptidão para os números é multiplicada pelos corpos, subtraída pelo vácuo e somada ao descaso. Desejam praticar o desapego, apegados ao passageiro. Olha o passeio! Dar as mãos é coisa do passado, estão passando é a mão mesmo. A flor da pele fica os nervos com a falta de senso, raros são os arrepios em meio aos poros sufocados de desdém. Os beijos efusivos tornaram-se tentativas do chamado “forçar a barra”. Parece que as pessoas hoje em dia são maquetistas deste cenário onde o dissabor acarreta uma aptidão para esquivar-se do romance. A frase clichê “quer romance, compra um livro”, virou música popular complementada pelo filósofo Mr. Catra “quer fidelidade compre um cachorro e quer amor volta pra casa da mamãe”. A tendência é esta! Os espertinhos (as) de plantão implantaram nas mentes estéreis a ideia de poder como meta sem baldrame para conquista. Nada se ganha sem o devido mérito. “Bonito isso, né? Eu li num livro”.
Fecha-te ó porta
Não me preocupa se tens cadeado ou tranca
És gigante e inabalável
Mas tua grandeza não me espanta
Quantos sonhos tu esconde aí dentro?
Sei que muitos planos tu oculta
És porta que não tem chave
Não se abre diante a bravura
Tens um tempo para que se abra
Não demora e tu se fecha
Logo nasce uma nova porta
Que nos surpreende com maior grandeza
A vida é feita de portas
Algumas abertas e outras fechadas
Pra cada uma delas existe exata hora
Encanto da vida pra uma alma inveterada.
Quem quer poesia?!
“Vendemos, compramos, só não posso é te dar”
A essência de uma alma masoquista
A fórmula de quem chora palavras
Eu desisto de vender o que não se compra
Quem é louco suficiente para querer?
Versos escritos por um lápis sem ponta
Pregados em um papel que se rasga sem querer
Eu que sonhava em ser vendedor
Não posso entregar o que sai de mim
Pela boca, pelos olhos, qualquer que seja o buraco
Desta forma não poderei subsistir
Foi aí que a calculadora da consciência
Me mostrou que não havia riqueza
Que pagasse a propriedade que tinha
Poesia escrita, fruto de minha tristeza.
Você não me conhece
Eu não nasci do ventre da terra
Meus pais não são a lua e o sol
O mar não foi o lençol
Que usaram para me criar
Não sou irmão dos animais
Até conheço uns tais humanos
Mastigam certezas cheios de engano
E por achar que pensam
Se acham demais
Eu sou filho de mim mesmo
Ninguém sabe donde eu vim
O porteiro do inferno já me viu
Já tomei café com os querubins
Eu podia ser tudo e bem além
Mas adoro o título de “zé ninguém”
Porque assim eu surpreendo
O mundo de quem se acha alguém.
Bom dia anjo!
Já lhe falei hoje de sua beleza,
Dei- lhe bom dia e chamei de amor?
Se caso não fiz é por que ainda durmo,
Num sono profundo que causa pavor.
És de uma beleza que me hipnotiza,
Que faz deste homem menino então,
Pois imagina seus beijos e carícias,
Na arte dos sonhos, da imaginação.
E quem questionaria o que é certo e obvio,
Somente sendo um cego e de coração,
Seus talentos, beleza e encantos,
Fazem do louco um homem são.
Que mesmo homem são, quer fazer loucuras,
E em suas loucuras, quer fazer amor,
Pois como louco, não mede esforços,
E como homem são, não teme a dor.
"Medo de sofrer ou de fazer sofrer, medo de ferir ou de sair ferido, medo não corresponder ou não ser correspondido, medo de não ser o que gostariam q eu fosse.
Medo, medo, medo
É tudo q se tem escrito no meu livro. Como fazer para curar o medo, se tudo q tenho é medo de não ser curado?
Perguntas sem respostas, tudo o q o meu livro pode oferecer. Serei então, apenas um espectador de felicidades, enquanto não encontro a minha própria felicidade!"
Tanta coisa ruim nesse mundo
que não dá nem pra imaginar.
As pessoas pensam em tudo
que podem gananciar
Crianças perdem o direito de viver e brincar
e ganham obrigações que jamais deveriam passar
Nunca se esperou que o mundo fosse piorar tanto
as pessoas estão destruindo o que mais necessitamos
Que é o amor e a nossa humanidade.
Não preciso que me ditem regras.
Meu projeto de felicidade gira em torno dos meus sonhos, da minha força interior e de quem me quer bem.
E assim eu vou levando a vida!
Ah... Saudade!
Saudade é não saber... Saudade é não saber como não pensar naquela outra pessoa. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, de uma lembrança...
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Não saber como é possível amar tanto uma pessoa, não saber como fazer para esquecer, quando se quer lembrar.
...
Saudade é o silêncio na dor da partida, é a doçura no abraço do retorno, são as palavras que mudara vidas e até as que ditas, nunca foram.
Saudade dos ventos que espalharam os momentos...
Saudade dos tempos que levaram as memórias.
Ah... Saudade!
Que desperta o desejo de querer ir além,
para não senti-la,
Para que dela não se sufoque
E não morra.
Seria tão bom se todos os bons momentos da vida durassem eternamente!
Aceite que alguns assuntos não podem ser finalizados...
... Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Não porque você conseguirá esquecer, não, mas por você entender que quando buscamos esquecer algo que nos magoou só nos restará conviver com um passado que nunca deixará de ser presente.
Eu não quero ter o comando das palavras;
Dos dogmas, dos valores alheios que não os convivi;
Quero seguir por minha convicção;
Dá para perceber o que digo?
Quero o sentido da minha direção;
Quero me colocar perto e, não distante de mim mesmo.
Disso, não devo me afastar.
Estou próximo, mas muito próximo de mim.
Vi-te, embora tu não percebesses a minha presença;
Viajei no tempo, revigorei a minha alma;
Senti a tua pele delicada e, como delicada, só para mim;
O calor da tua mão entrelaçada a minha;
A tua presença física marcante ao meu lado;
Como se fosse um só corpo a nos conduzir;
Numa só direção e ficta, embora assim transpareça;
Viajei no tempo, retroagi a outrora;
Mas estávamos ali, um ao lado do outro;
Tu não vás me entender nesse momento;
Mas um dia te farei ao menos compreender, o que aqui escrevi.
Vi-te, embora tu não percebesses e, te senti muito perto de mim.
O quão linda tu és que os olhos não param de te avistar e sacolejar em tua direção;
Linda na imponente estatura do corpo que preenche os olhos de quem te vê;
Linda na voz mansa e adocicada que extravasam em palavras que retratam admirável expressão de te ouvir;
Linda no brilho dos olhos que te é peculiar e que vazam no inconteste rumo da vida;
Linda na alma que emerge do teu corpo para fora em tuas ações e, em quaisquer situações;
E o coração? Eternamente lindo que nada precisa ser dito dele ou, a respeito dele. Ele fala por ti;
Tu trazes paz e prazer aos olhos que sem pestanejar revelam a enorme vontade de te ver;
E, porque não dizer que tu és linda em tudo e que tudo em ti se exterioriza em brilho único;
Remontam-se os anos;
Agitam-se os tempos que passam numa velocidade sem parar;
É o ciclo madural da vida que trazem as inexoráveis marcas ao corpo;
Que venham essas marcas;
Mas, é assim que te vi;
É assim que te vejo e;
É assim que eternamente quero te ver: linda, perenemente linda e, sobretudo, feliz, muito feliz.
Porque não viajar aos nossos tempos de quando éramos crianças?
Voltar as nossas raízes;
Mergulhar um pouco naquilo que está guardado para sempre dentro de nós.
O mato, o campinho improvisado da bola, os criadouros dos passarinhos;
Os pássaros soltos cantando sem parar, a casa do João de barro;
As soltadas das pipas.
As brincadeiras do pique – esconde, o amarelinho;
Todas as outras simples brincadeiras que nos faziam felizes;
Nada é segredo dessa época.
Porque não lembrar do lugarejo sem luz em que vivíamos?
A lama que enlameava o pé na rua de barro ao cair da chuva.
É .... O chão era mesmo de terra batida;
Lembrar da poeira num calor brando ou forte depois do secar das águas das chuvas;
Essa fase passa e aí vem a nossa adolescência.
E porque não viajar também aos nossos tempos dela?
Era o pré-vestibular para o inicio da nossa maturidade, não é verdade?
O primeiro emprego numa birosca de miúdos;
O conviver com a turma da cachaça que nela servíamos;
O uso da sinuca como instrumento de brincadeira dessa fase mais madura.
A caminhada até o colégio público.
O chegar à casa um pouco mais tarde do habitual;
As broncas dos nossos pais.
E o primeiro namoro porque não lembrar?
O primeiro namoro que quase sempre se constitui no primeiro grande amor da nossa vida.
Ele sempre nasce nessa fase da nossa vida;
O primeiro beijo que não sabíamos dar e que tivemos de aprender;
Aquele amor que pra onde íamos o carregávamos de forma intensa;
Como uma joia preciosa imperdível que não precisava lapidar;
Como se fosse algo infinito;
Que nunca acreditávamos que fosse acabar.
Lembrar de tudo isso nos dá saudades;
Porque tudo é absolutamente inesquecível.
Carlos Drummond de Andrade a respeito do tema, disse:
“Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa; se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.”
Eu chorei por amar,
Eu sofri por amar,
Eu morri por amar,
E faria tudo novamente
não pelo fato de gostar do sofrimento
mas poque no amor eu encontrei a liberdade
a liberdade de ter tudo sem possuir nada
além do que AMOR.
De um pra outro
Não consigo desfazer essa imaginação fértil ao pensar em você. Não quero sentir, mas existo apenas pra sentir.
É tão óbvio quanto os opostos se atraem, mas não se entendem;
É tão nítido quanto a luz da lua ou o brilho do sol;
Mais intenso que o amanhecer de um dia frio.
Ou a florescer das manhã de setembro.
Não peço mais que a verdade em seu olhar;
Talvez a sinceridade de suas palavras;
A clareza do nosso diálogo;
A verdade do nosso amor.
Quero a imensidão de alegria em nossa rotina.
A totalidade de liberdade
Generalização de verdades
A mais linda historia contada.
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