Poema Perfume
Palavras podem ser perfume de pureza, exalar sentimentos cativantes no jardim das emoções, cultivando as flores da amizade e colhendo frutos do amor.
Políticos ostentando perfumes importados enquanto os trabalhadores têm que se contentar com perfumes vencidos nas axilas.
A maquiagem desaparece com a água, a beleza eventualmente se desvanece, e o perfume se perde ao longo do tempo.
As doutrinas calvinistas são como um buquê flores (TULIPA) de plástico que não tem perfume, estéril e sem vida, mas muitos o confundem com um buquê de flores de verdade. A flor (TULIPA) de plástico, por ilusão, pode até agradar aos olhos dos desatentos, mas ela não tem vida em si mesma, pois ela não tem raízes na Bíblia e nem na Ortodoxia.
Paulo nos lembra de quem somos: eleitos, santos e amados. A nova roupa que vestimos tem o perfume do Céu: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência e amor.
E é o amor que nos costura por completo, unindo tudo com perfeição.
Imagino o seu perfume misturado com os das estrelas, O nosso amor, doce constelação, Imagino sem pena o teu carinho, adocicado poema.
A crença ou não crença se assemelham ao perfume, cada um tem a sua crença, não dá para exigir afinidade e entendimento de uma pessoa que tem uma trajetória de fé e de vida diferente da sua.
Uns se encantam com o perfume das flores que esmagam, outros, com o cheiro de Deus nos perdões que liberam.
As flores de plástico não morrem como as naturais, mas também não perfumam o mundo apesar de nos iludir com suas belezas.
Há dias que, independente da estação olho para a vida e a vejo repleta de flores. Nesses dias meio mágicos é que sei que mais uma vez a poesia floresceu em meu olhar.
A beleza de ser flor está justamente em desabrochar entre espinhos e, ainda assim, manter a delicadeza das pétalas e a suavidade da essência do decorrer das estações.
Quando a Igreja deixa de cumprir sua missão primária, buscar os perdidos, então ela deixa de exalar o perfume do jardim celestial e passa a ser vista, pelo mundo, como algo secundário e obsoleto!
A pessoa que não cultiva um jardim de sentimentos belos no seu interior, se torna cega para o colorido dos sentimentos que florescem ao seu redor.
Não quero amores eternos! Quero amores que sejam deliciosamente passageiros, que deixem marcas, feridas, saudades e o cheiro de perfume impregnado em minhas roupas.
