Poema Passei para Deixar um Beijo
AMAR MUITO
(Ellen Ketlen Soares Botelho)
Amar um sentimento tão profundo
Que torna o alimento do coração
A cada instante, a cada momento
A iluminação dos meus dias, tardes e noites
O amor chega sem avisar
Não há dia, nem hora e nem lugar
Não há momento marcado
O amor vem e se aloja no coração
O caminhar juntos pela areia da praia
O admirar do nascer e o por do sol
O cair da chuva e nela se molhar
Amar todos os dias
Sabendo que depois poderemos estar juntos
Sem que a despedida se faça presente
Ideologia de um vencido
Essa ideia enegrecida e velha,
de ideologia hipócrita e tola,
penetra no fundo de minha mente
há tempos já insuportáveis.
E me irrita muito esta ideia,
pois se abstém de sentido
para mexer com as sensações humanas
da ilógica do coração.
Tenho sentido o cortisol
advindo desta ideia maldita
que pulsa cá dentro,
na angústia eterna do desamor.
À este ponto, a luta torna-se vã
e não vejo caminho certo,
nas indecisões da vida vazia,
que satisfaça este coração cansado.
Se essa vida fosse um filme
Eu só queria ver você
Naquelas cenas calientes
Que meu irmão não me deixa ver
E eu seria a tua donzela
Baby, vem me salvar
Porque eu até faria sozinha
Mas perderia a graça
Não olha assim pra mim que eu não sei segurar
Te conheço e já conheço essa maldade nesse olhar
Não olha assim pra mim que eu não sei segurar
Jogo a mão pro céu que eu sei que hoje eu vou gritar
E peço: ó meu Deus
Tende piedade de nós
Ó meu Deus
Tende piedade de nós!
Só o começo
Eu aprendi qual é o valor de um sonho alcançar,
Eu entendi que o caminho pedras terá,
Eu vi em campo aberto se erguer construção, e foi com muitas pedras, e foi com muitas mãos!
Eu vi o meu limite vir diante de mim,
Eu enfrentei batalhas que eu não venci,
Mas o troféu não é de quem não fracassou,
Eu tive muitas quedas, mas não fiquei no chão!
E ao olhar pra trás, tudo que passou,
Venho agradecer quem comigo estava,
Ergo minhas mãos pra reconhecer,
E hoje eu sou quem eu sou,
Pois Sua mão me acompanhava,
Mas eu sei, não é o fim,
É só o começo da jornada,
Eu abro o meu coração,
Pra minha nova história!
Louca de saudade
Se uma canção me lembrar,
Troque o CD, não ouça mais,
Se um perfume me recordar,
Troque de marca, não use mais,
Já que me trocou por um outro alguém,
Substituir é o que te convém,
Mas quando o coração não me enxergar,
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade,
O coração vai me desejar,
E te deixar louca de saudade, louca de saudade,
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração!
Sozinha, sozinha sentada,
Escrevendo um verso ao avesso
tentando não me preocupar
Se lembro ou se eu esqueço
É melhor esquecer, será?
Política,
não presta,
saúde nem mais nos resta
E agora o que fica é solidão.
Esperança saiu nas ruas
gritou, gritou
e gritou
estamos assustados,
aonde a gente parou...
Ainda existe um lugar...
Onde não há mais risco de queda,
Onde não é preciso concorrer com ninguém,
Onde luz e treva estarão sempre em locais fixos.
Este lugar se chama... FUNDO DO POÇO!
É lá que você quer estar?
Fui fazer um requerimento num órgão estadual e no final do cadastro apareceu uma mensagem "Ocorreu um erro, refaça em alguns instantes", e fiquei imaginando, será que conosco, nós a raça de humanos, não teria siso o mesmo? Será que em uma determinada execução algum lapso de releitura ocorreu um erro sistêmico e deformou o intelecto humanoides
Vivemos a margem de erros que a grosso modo e analisado assemelhamo-nos a outro tipo de animais que de longe pode ser tudo como a raça Humana.
Necessitamos rever as cláusulas da raça urgentemente antes que comamos uns aos outros.
Razão e paixão
Vossa alma é frequentemente
Um campo de batalha onde
Vossa razão e vosso juízo combatem
Vossa paixão e vosso apetite.
Se Deus me desse tudo,
seria eu um
conquistador?
Se a vida me desse
tudo, seria eu um
lutador?
Se tu não existisses
seria eu um sonhador?
Se as dificuldades não
existissem, seria eu um
vitorioso?
A beleza é um mero
reflexo do nosso ser
íntimo
As nossas palavras
sombra do q temos cá
dentro
Só aprendi a sonhar,
quando descobri, q é
possível amar.
Se Deus me desse tudo,
seria eu um
conquistador?
Se a vida me desse
tudo, seria eu um
lutador?
Se tu não existisses
seria eu um sonhador?
Se as dificuldades não
me atribulassem, seria eu um
vitorioso?
A beleza é um mero
reflexo do nosso ser
íntimo
As nossas palavras
sombra do q temos cá
dentro
Só aprendi a valorizar, quando perdi
Só aprendi a estimar, quando conquistei
Só aprendi a sonhar,
quando descobri, q é
possível amar.
Se Deus me desse tudo,
seria eu um
conquistador?
Se a vida me desse
tudo, seria eu um
lutador?
Se tu não existisses
seria eu um sonhador?
Se as dificuldades não
me atribulassem, seria eu um
vitorioso?
A beleza é um mero
reflexo do nosso ser
íntimo
As nossas palavras
sombra do q temos cá
dentro
Só aprendi a estimar, quando conquistei
Só aprendi a sonhar,
quando descobri, q é
possível amar.
Então me sentei de frente pra janela do meu 6° andar. Fui escrever a minha vida em um papel amarelado sem linhas. Lotei uma xícara com café e coloquei ao lado, por estar frio me enrolei em meu cobertor. Mas ainda havia algo que me incomodasse, não conseguia me concentrar. O barulho dos carros que passavam lá embaixo me interrompia, e a chuva fazia-me lembrar de cenas as quais eu já havia vivido, e como de costume os meus pensamentos se deslocavam para outras cenas ainda não vividas, mas imaginadas. E era como se eu estivesse lá. Se faria diferença alguma? Não sei.
Apenas voltei para aquele meu momento de escrita, entre o papel, a caneta e as meias palavras rabiscadas. Mas nada saía, as palavras permaneciam alojadas dentro de mim. Percebi que o café esfriava, e a chuva ainda caia vagarosamente e o frio me deixava mais gelada do que o normal. Apenas o triste frio lá fora e algumas pessoas tentando lavar a alma. Era a visão que eu tinha do alto do meu 6° andar.
Sei que pareço triste, minha aparecia não está sendo lá as melhores possíveis. Embora eu não esteja tão triste assim, digamos que é o cansaço da vida, afinal a vida estraga as pessoas. Ou talvez eu esteja bem? Digamos que não.
Posso dizer que me sinto confortável, se essa é a palavra certa. Sim, mas talvez não. Por mais que eu queira me sentir bem por toda minha vida, logo de manhã ou depois irei me desgastar com algo e não estarei tão bem quanto hoje. Mas logo as coisas se repetem, e eu estarei finalmente bem, e contente. E assim vai, é uma rotina! É a minha rotina.
E como eu me desconcentro fácil demais, sobre a minha vida novamente não saiu nada, apenas meias voltas na sala de estar, e vagas palavras expostas nesse papel amarelado. E olha. Enfim, a chuva parou de cair. E o café se esfriou novamente.
🎓
Eu tive professores que sabiam o queriam
Professores que quinhentas páginas de um livro conheciam
Professores que cantarolando e dançando de tudo faziam
Para que os alunos mais do que o básico pudessem aprender
E como eu, muitos nunca mais iriam esquecer.
A Morte é um Diálogo entre
A Alma e o Pó.
Diz a Morte ‘Some” — A Alma “Só
Me cabe ser Crente” —
A Morte — sob a Terra — clama.
Vai-se a Alma
Deixando o seu — prova cabal —
Manto de Lama.
Rompi tratados, traí os ritos
Quebrei a lança, lancei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa é não estar vencido.
Ela era a luz que iluminava meus sonhos mais profundos,
Um eco de risos que dançavam nas sombras da minha alma.
Era a brisa suave que acariciava meu ser,
A melodia perfeita que preenchia o vazio do meu coração.
Mas eu, ah, eu era apenas um reflexo distorcido,
Um sussurro perdido entre as estrelas que ela admirava.
Não era o herói de suas histórias,
Nem o amor que seus olhos ansiavam.
Enquanto ela brilhava como um sol radiante,
Eu me escondia nas nuvens da insegurança,
Um viajante solitário em um deserto de anseios,
Desejando ser o que ela sempre sonhou,
Mas preso em correntes de incerteza e dor.
Ela era tudo que eu sempre quis,
Mas eu não era o que ela queria,
E assim, em um balé de destinos desencontrados,
Nossos caminhos se cruzaram, mas nunca se uniram.
Enquanto a liberdade não
vem para um General preso
injustamente por uma falsa
acusação de instigação
a rebelião e para uma tropa
em igual política prisão,
Desde o dia treze de março
do ano de dois mil
e dezoito tenho
escrito este poemário.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
inundada de prisões
políticas intermitentes.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
que se esqueceram
que o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
e que ali fica a nossa
dupla fronteira
venezuelana e brasileira.
Sem nenhuma perspectiva
de justiça e uma suposta
notícia de mudança
para o cárcere de Yare,
O velho tupamaro
em greve de fome resiste.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
que se cala para
os cinquenta imigrantes
mortos encontrados.
dentro de um
caminhão no Texas.
Eu sou brasileira nacionalista
e filha da América Latina
vibrante pela própria Soberania,
e por cada restituição
histórica nutro a estima.
Haverá sempre uma data, uma palavra, um olhar, um filme, uma música, um ponto, um sorriso, um motivo que me fará lembrar de você.
Por que as pessoas se casam?
Porque precisamos de uma testemunha pra nossa vida. Há um bilhão de pessoas no mundo, que importância tem a vida de cada pessoa na verdade? Mas no casamento você promete se importar com tudo. As coisas boas, as coisas ruins, as coisas terríveis, as coisas comuns, com tudo, sempre, todos os dias. Você diz: A sua vida não vai passar sem ser notada pq eu estarei lá pra notar. Sua vida não ficará sem testemunhas, porque eu serei sua testemunha.
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