Poema para uma Amiga que se Mudou
O vento e a flor...
Encontramos sempre,
um jeito especial de viver.
No deserto árido,
cresce uma bela flor
e com pouca água,
sobrevive e se fortalece.
Quando estou triste,
costumo ir para um deserto
que alimento dentro de mim.
Alí, me torno pequena,
frágil, intocável, quase sem vida,
mas depois, tudo passa
e retorno desta viagem,
lembrando que a flor, continua a existir
no meio daquele deserto quente
onde o vento, insiste em derrubá-la.
Há uma história de amor
entre o vento e a flor,
ele gosta de vê-la balançar,
mas sabe que ela não vai cair
porque não tem medo de crescer
e resiste a tudo mostrando
que força é vontade de viver.
by/erotildes vittoria
editado em 10 de outubro de 2014
Se existe uma coisa inteligente
É a gente cuidar da gente
Pois sem saúde decente
Não há quem aguente.
Reflexos e Reflexões
O espelho tal uma lâmina d'água,
Só reflete o que à superfície se apresenta,
A todo momento me indaga do interior,
Quais as imagens terei furtado dele.
Talvez não as tenha retido, enfim,
Quem sabe ainda não as construí.
São tão várias as minhas indagações,
Mil espelhos não poderiam refletir.
Há um vidro inerte para confundir.
Se sou eu do outro lado do espelho,
Diviso-me, tento adivinhar-me,
Mas não me traduzo em gestos,
A imagem não pode reproduzir.
Tamanha inércia faz refletir,
No frio vidro que me espia,
Impassível, sei que espera,
que um gesto meu denuncie,
segredados desejos em mim.
Talvez meus sonhos guardados,
Das histórias que não vivi.
Viagem...
Quando começa uma viagem?
Levanta voo, num instante, em direcção ao azul?
Por estradas ou pelo mar?
Onde nos leva?
A lugares de sempre?
A espaços por descobrir, desejos secretos?
Partir à aventura sem rumo certo??
Depois há aqueles caminhos de terra batida onde o tempo se esquece.
Levam-nos para lugares de ninguém, cheios de sons quase desconhecidos.
Ouvimos pássaros ou aves. Não lhes sabemos o nome!
Um pardal, um melro, um pintassilgo...
Sentimos cheiro do rosmaninho, da urze...
Viagens que fazemos sem sair do mesmo lugar!
E tão longe nos levam entre lembranças passadas, instantes vividos...
Onde o hoje já é ontem e pode ser (ou não) o amanhã!
Sentei-me no cordão e fiquei a observar as flores
Vez ou outra uma abelha vinha buscar um pouco de doce
De repente uma moça arranca uma flor
Bem me quer, mau me quer e ela logo está no chão.
As pessoas pisam em suas pétalas sem nem notar
Sequer percebem a beleza que está sob seus pés
Elas ficam tão mais bonitas sem serem arrancadas. – Pensei.
Caminhei até uma floricultura
Observei os apaixonados presenteando suas amadas
Margaridas, rosas, violetas...
Um dia elas murcharão e as pessoas sequer lembrarão
Mas talvez se alguém as plantasse em um quintal qualquer
Deixasse num canto para embelezar
Pra que eu parasse pra fotografar
Um dia ela sairia em uma revista
Milhões de pessoas se emocionariam.
Observei a floricultura uma última vez
Caminhei a largos passos e pensei:
Seriam tão mais bonitas se não fossem arrancadas!
“Doze de outubro de mil novecentos e oitenta e nove, venho ao mundo mais uma alma...passou-se alguns mil segundos, outros novecentos dias, outras oitenta horas e alguns noves dias...doze, doze horas, onde a cada duas formam-se um dia, a cada meia dúzia de par formam-se diversos outros dozes...doze que me lembra o amor, os doze meses que formam um ano, os doze apóstolos que estavam junto a Cristo na santa ceia, os doze signos do zodíaco, a divisão dos relógios em doze partes de cinco minutos, a graduação usual da circunferência dividida em doze vezes de trinta graus, os doze filhos de Jacob, as doze primeiras horas do dia, as doze horas lunar, de ano em ano a gente supera diversos tombos, tantos doze se passaram, tantos..tantos que, ultimamente os doze não foram os melhores, e quem sabe o próximo,doze, pode mudar todos conceitos onde eu possa voltar à prestigiá-los e quem sabe até sorrindo e com vontade de passar por tantos outros, outros doze...talvez não volte a passar por apenas um, aquele responsável por tantos altos e baixos, tantas desilusões, alguns risos, diversas doze horas de sofrimento, tantos outros doze segundos de prazer..sim, o doze da vez, o dois mil e doze.”
(Alexandre dos Reis)
Te vi por milésimos
te amei por anos
Te odiei por uma lagrima
te esqueci,ainda que me lembre
de você
Pais nascem com uma "corda" imaginária que deve ser utilizada na educação dos filhos.
Há momentos de afrouxar, de puxar para si. E assim deve ser em todos os momentos, sucessivamente.
Porque haverá o momento de soltar, mas quando acontecer, ele deverá estar com ela na mão para também saber o momento certo de fazer a devida utilização.
Seu abraço é uma casa de portas e janelas abertas, onde a felicidade me convida a fazer morada.
Seu beijo é um banquete dos Deuses, delicias sem fim. Tua saliva é absinto que atordoa e causa devaneios, delírios em mim.
Seu olhar é farol em noite escura, me guiando pelo mar bravio me dando a certeza de poder ancorar em um lugar seguro, no infinito mar de amar.
eu sou uma:abestada,idiota,animal...
esperando que você venha falar comigo!
num máximo você fala comigo pelo facebook,
mais você nunca ira falar comigo pessoalmente,
aposto que você sei si porta comigo!
casei quero mudar pra outra mais não dar
por que,não consigo esquecer você!
Dessa forma, começamos a contar uma história. Começamos a ser uma história.
Os animais que não são capazes de desejar, executar tarefas complexas e elaborar
formas de comunicação tendem a se repetir. Suas vidas são determinadas por ciclos
naturais. Eles não moldam para si uma narrativa, ou seja, aquilo que Marx considera
liberdade. A ironia nessa visão é que, embora essa autodeterminação seja a essência da
humanidade, a grande maioria de homens e mulheres ao longo da história foi incapaz de
exercitá-la. Esses indivíduos não tiveram permissão para ser plenamente humanos. Em vez
disso, suas vidas, na maior parte, foram determinadas pelos monótonos ciclos da
sociedade classista. O porquê desse fato e como isso pode ser sanado é a essência da
obra de Marx, que investiga como podemos passar do reino da necessidade para o da
liberdade, ou seja, nos tornarmos menos semelhantes a texugos e mais semelhantes a nós
mesmos. Tendo nos levado aos umbrais de tal liberdade, Marx nos deixa ali, para que nos
viremos por conta própria. Como poderia haver liberdade se assim não fosse?
Só Mais Um Minuto...
Um homem, no limite de suas forças, atentou contra a própria vida com uma arma de fogo.
Ouvindo o tiro, o vizinho entrou naquele apartamento, e ao lado do corpo encontrou uma carta assim escrita:
"Não deu para suportar. Passei a noite toda como um louco pelas ruas. Fui a pé...não tinha condições de dirigir.
Perdi meu emprego por injustiça feita contra mim. Nada mais consegui. Ontem telefonaram avisando que minha moradia no campo foi incendiada. Estava ameaçado de perder este apartamento por não ter podido pagar as prestações.
Só me restou um carro tão desgastado que nada vale. Afastei-me de todos os meus amigos com vergonha desta humilhante situação... e agora, chegando aqui, não encontrei ninguém...fui abandonado e levaram até minhas melhores roupas!
Aquele que me encontrar, faça o que tem que ser feito. Perdão. " O vizinho dirigiu-se ao telefone para chamar a polícia.
Quando esta chegou viu que havia recado na secretária eletrônica. Era a voz da mulher do morto:
-"Alô! Sou eu querido! Ligue para a firma! O engano foi reconhecido e você está sendo chamado de volta para a semana que vem!
O dono do apartamento disse que tem uma boa proposta para não o perdermos! Estamos na nossa casinha de campo.
A história do incêndio era trote! Isso merece uma festa, não merece?
Nossos amigos estão vindo para cá. Um beijo! Já coloquei s suas melhores roupas no porta malas do seu carro.
Vem!"
No último minuto reflita só mais um minuto!...
Por favor nunca perca a esperança, por piores que sejam as circunstâncias.
O PROCESSO DO CRESCER...
Outro dia alguém me perguntou: "... é fácil distinguir uma pessoa e seu caráter?" Disse: "Não deixe de ser decente, honesto e bondoso porque alguém lhe desapontou, porque alguém lhe decepcionou e lhe feriu. Cresça e evolua com as suas experiências, não regrida, não se torne um ser humano bruto, frio e cruel. Toda a dor passada e todo o sofrimento vivido só valerão a pena se deles advierem sabedoria, paciência e força, se, enfim, você conseguir se tornar uma pessoa melhor, mais esperta, mais justa e, principalmente, mais calma." Ele me indagou:“Calma? Mas calma para que?” Respondi: "Calma para não colocar a carroça na frente dos bois, calma para não ceder aos estímulos do coração sem antes pensar bem, calma para enfrentar a si mesmo e as suas dificuldades com mais serenidade.
Calma para superar a dor e transformando-la em sabedoria, calma para pensar (sempre) antes de agir e, ao menos, tentar cometer menos erros, ou, se possível, não os mesmos de outrora.
Aprenda com suas experiências tristes a usar a maturidade a seu favor, não faça com quem suas lágrimas tenham sido em vão. Aprenda a confiar, mas não a perder a razão por bem querer a alguém, aprenda a dar, sem nunca se esquecer de si mesmo. Cresça, evolua e, com as benesses que a dor lhe trouxe, comece a ver com mais nitidez quem merece o seu prezar, quem merece a sua admiração e quem não merece sequer o seu sorriso, seja como um bom ourives: aprenda a olhar e distinguir jóias de bijuterias."
minha vida sonho não
tudo é uma brincadeira
sempre estou morto.
pare de tentar me salvar
veja que já morri.
nesta noite derramei
nada tem mesmo gosto
meu terror silencio sem fim
mesmo que deixe de sonhar
nunca acorde depois do meio dia
suas lamentações nunca serão a mesma.
tentei abandonar o vicio não consegui.
as drogas vivem nesse sonho
acordei com sede e volte a dormir,
bebi nunca senti fome.
Uma classificação das realidades pode incluir estas três divisões: essencial, importante e acidental. Talvez exista desacordo no que incluir em cada item. Pensar antes de discutir se aquilo é essencial ou importante ou acidental, em muito reduziria as discussões. Usar a inteligência para identificar exatamente onde se pretende chegar, também é uma forma de diminuir os problemas. Seja na via direta, não "criando" problemas, seja indiretamente, pela compreensão das realidades limitadas.
"Humildade não faz mal" - esta máxima popular, ajuda a retratar mais uma vez a dificuldade que temos de enxergar o mundo real. Por um lado, temos esta deficiência, e por outro temos a teimosia de justificar os atos errados. Se o diálogo amigo nos faz ver o erro, nada melhor que reconhecer. A humildade é a verdade... e a humildade não faz mal!
Ainda não acredito no que vi, mas tudo bem, acho que é uma fase, ele vai conseguir parar, vou conversar com ele, explicar tudo, acredito que nele.
É horrível ver alguém daquele jeito, você no pode fazer nada, a escolha é da pessoa, mas você tem que estar disposto a ajudar quem precisa...
Bater boca de nada adianta, uma boa conversa e um pouco de paciência ajuda os dois.
Ninguém quer que alguém cave sua própria cova de um jeito tão trágico , pude vê-lo assinando a sentença de morte com aquele cigarro...Não sei quais são os seus motivos mas os amigos que o acompanhavam não eram amigos de verdade.
Escrevi isso com um objetivo de desabafar, mas esse desabafo está me fazendo derramar lágrimas todas as horas, minutos e segundos, eu vi apenas realidade, por mais dura e fria que seja.
Eu vou rezar todos os dias, prometo...A esperança é a última que morre.
"Me apaixonei por uma bailarina encostada, prefiro chama-lá de Bru ..afinal a intimidade em excesso me permitiu isso .
Ela exigia muito de si mesma , ficava na ponta dos pés, em pé no seu pedestal de mentira .
Quem sabe um dia ela saia de uma caixinha musical dançando graciosamente . Um dia iludida com seus movimentos ela pisou de ponta no nosso amor, por isso ela merece uma lição do cisne negro, ele vai ensina-la a andar no eixo e parar de fazer o amor dos outros de sapatilha mofada .
Não mereço um amor de balé "
Eu matei a prima-Vera
Todo mundo tem uma prima chata, no mínimo irritante.
Tenho uma prima muito chata
Prima-Vera, Verinha, a chamem de Prima-Vera
Ela entra em casa dançando e cantando, usa um vestido florido no estilo ”arrasta chão”
Usa coroa de flores na cabeça e toca violão.
Ela não respeita a tristeza dos outros
Quer fazer ciranda com a primeira pessoa que vê
Faz cara de Jamelão, mas que papelão.
Ela não entende que algumas pessoas gostam de ficar sozinhas, em sua bolha imaginária vegetando.
Tem horas que ela me irrita tanto que… Tenho vontade maluca de enforcá-la com suas flores coloridas e cores.
A prima mais chata que nós temos, é a prima Vera.
Cansado de tudo isso, peguei-a pelo braço levei no jardim da vizinha…
-Rapidamente plantei seus pés no chão para que desse flores por ali mesmo e me esquecesse -
Vou visita-la todos os dias, a vejo murchar, e murchar como uma rosa que não foi regada a três semanas.
A primavera morreu, no quintal da vizinha.
Por não prestar atenção, um dia plantei uma semente de laranja que na verdade era de limão.
Agora tenho no jardim da minha vida um pé de limoeiro que não adoça o dia mas tempera o coração.
foi deste engano que aprendi uma lição: Tanto faz o que se planta, se for com amor, antes do fruto, vem sempre a flor.
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