Poema palavras
A língua é como o volante de um carro.
Cuidado ao dirigir a sua vida.
A língua nos trouxe para onde estamos hoje!
Está bom?
Ótimo, continue!
Está ruim?
Mude a direção, com as palavras.
Ou,
Apenas, segure o volante, em silêncio, e siga!
Eu escrevo, mas as palavras parecem mais pesadas do que eu esperava. Cada uma delas carrega um fardo que eu não consigo carregar sozinho. Tento organizar tudo o que sinto dentro de mim, mas elas se entrelaçam, se confundem, se distorcem. A cada frase, uma dor, uma angústia que me acompanha sem pedir licença, e o medo de ser mal interpretado me consome. Eu tentei falar, tentei explicar, mas parece que o mundo só consegue enxergar a fragilidade de um ser humano quando ele está caído, já exausto de lutar.
Talvez o meu maior erro tenha sido acreditar que alguém poderia entender. Porque, a cada palavra que eu entreguei, fui tratado como se fosse fraco. Meu ponto fraco foi justamente a tentativa de ser entendido. Mas ninguém viu o quanto essa tentativa me destruiu por dentro. Cada conversa que tentei, cada expressão de dor que revelei, me distanciou ainda mais de quem eu sou. Agora, resta apenas o vazio de um coração que se fechou, com medo de mais uma ferida.
Escrevo porque é tudo o que me resta. Não posso mais falar, porque as palavras já foram mal interpretadas demais. Não posso mais expor meus sentimentos, porque já não sou mais visto como alguém que sente, mas como alguém que só se lamenta. O silêncio se tornou o meu único refúgio, mas mesmo ele não é suficiente para curar a dor. Sinto-me só, mais só do que nunca, e talvez, quem sabe, em algum momento, alguém encontre esses pedaços de mim que restaram em um bloco de notas, e entenda tudo o que eu fui e não pude ser.
E, no fundo, é isso que me assusta. Talvez, quando me encontrarem, será tarde demais. Talvez, quando virem minhas palavras, já não haja mais nada para ser dito, porque eu terei me perdido entre elas. Isso me dilacera, mas é o preço que se paga por tentar sentir demais em um mundo que não sabe mais como ouvir.
Elevação das Palavras
Extensão leve
Envolvimento vivo
Abraça o movimento
Ação de simples construção
"Palavras ferem mais que lâminas; antes, era feio dizer-las, hoje, é comum usá-las sem medir a dor que causam a quem amamos."
By Amauri Alves
A Palavra e o Silêncio
Falo—e a palavra corta o ar
como lâmina sem rosto,
como flecha sem alvo.
Quem a escuta? Quem a sente?
Quem lhe dá forma dentro do peito?
Dizê-las é rasgar o silêncio,
como quem fere a pele da água
e espera que o mundo responda.
Mas o mundo nem sempre escuta.
Ou escuta mal,
como um espelho partido
onde o rosto já não se reconhece.
Escrevo—e a tinta sangra no papel,
mas o que digo não é o que fica,
o que fica não é o que sou.
Entre mim e o outro há um abismo,
uma distância que a voz não vence,
um eco que se perde na sombra.
Às vezes são lâminas,
abrem sulcos na carne do tempo,
fazem sangrar quem as ouve.
Outras vezes, são leves demais,
tocam, mas não ficam,
morrem antes de nascer.
Quisera eu que a palavra fosse ponte,
mas tantas vezes é muro,
ferro, pedra, ruína.
Tantas vezes, o que fere não é o grito,
mas o silêncio depois dele,
o vazio onde o sentido se afoga.
E no entanto, insisto.
Porque dizer é resistir à solidão,
é lutar contra o escuro do não-entendimento,
é desafiar a noite com um nome,
mesmo que ninguém o repita.
As palavras ressoam
perdidasno vácuo,
como se não
fizessemsentido algum,
e reverberamem silêncio,
como se fossem dirigidas ao vento.
"Toda essa desesperança
é a minha bênção.
É ela a dor que me torna
imune ao orgulho, simples demais,
profundamente simples."
— UM MILÉSIMO | Dante Locatelli
As palavras dos grandes líderes tem grandes mãos, não para derrubar ou espalmar os outros. Mas para levantarem aos caídos.
José Guaracir
Contos
Lindas palavras sempre cantadas,
como pinturas belas e abstratas.
Poéticos versos, simples e belos,
banham-se ao sabor da morte
corrosiva, maldosa e venenosa.
Escondem os falsos contos
entre os enigmáticos sonhos.
A Frase : AS PALAVRAS TEM PODER,
fazem toda a diferença para os que acreditam e com fé agem segundo o que elas proclamam!
Para quem não acredita,
"PALAVRAS SÃO SÓ PALAVRAS"
AS DUAS FACES DA PALAVRA
"Uma palavra. Bastou uma palavra! O locutor, inadvertidamente, adentrou a caverna da alma ferida da jovem. Uma palavra a imergiu na escuridão. Outra a resgatou. Com carinho, ele a guiou do frio e escuro, iniciando sua jornada de retorno à luz."
Para a nossa meditação:
Uma boca calada e fechada é muito mais edificante do que se for abri-la para desconstruir o que foi edificado com muito cuidado.
Abrir a boca sem sabedoria, sem discernimento para saber se é para falar ou não, pode desencadear muitos efeitos negativos.
Não é para massagear o ego de ninguém, e sim, discernir se é para falar ou não.
Devemos analisar a nossa fala.
Devemos vigiar.
"Não saia da boca de vocês nenhuma palavra suja, mas unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçam o Espírito Santo de Deus, no qual vocês foram selados para o dia da redenção. Que não haja no meio de vocês qualquer amargura, indignação, ira, gritaria e blasfêmia, bem como qualquer maldade".
(Efésios 4:29-31)
"Não se tornem motivo de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem para a igreja de Deus, assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos".
(1 Coríntios 10:32-33)
"Pois toda espécie de animais, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano, mas a língua ninguém é capaz de domar; é mal incontido, cheio de veneno mortal. Com ela, bendizemos o Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos as pessoas, criadas à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, isso não deveria ser assim. Por acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar água doce e água amarga? Meus irmãos, será que a figueira pode produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce".
(Tiago 3:7-12)
(DVS)
AMOR ESCRITO
Separação ou
Amor a menos?
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Escrevia,
Mas as palavras bailavam
À frente dos meus olhos, e
Nada saía…
Juravam
Que nada valeria a pena
Mencionar.
As palavras eram amargas,
Queriam fazer lembrar
As chagas
Que moravam no coração.
Pela separação,
Que mais se poderia dizer
Dum acto indesejável,
Lamentável,
Para quem não quer
Aquela cisão?
No chão, um cesto,
Amarrotados,
Os papéis espalhados
Ao seu redor,
Continham pedaços de amor
Escondendo uma paixão.
De frente,
Uma janela aberta
Indiferente,
Deixava entrar o vento
Numa forte oferta
De recuperação.
E se houvesse regresso
Que faria dos papéis
Que relatavam factos,
Memoráveis,
Dum desgosto confesso?
O melhor seria deixar
Que o vento os fizesse voar,
Para não mais recordar
O dia seguinte à separação.
Autor:
Jorge Vasconcelos
Palavras que machucam:
Deuses me deem a habilidade de boxear,
Pois eu invejo a capacidade dos boxeadores de apanhar
e se levantar.
Deuses, com essa habilidade eu apanharia e me levantaria,
Pois os ferimentos em um determinado momento sarariam.
Ai, que inveja dos boxeadores, que se gabam que um punho é o
instrumento que mais exala dores.
Ai, se eles soubessem que palavras são os instrumentos que mais
exalam dores.
As maiores e melhores palavras são ditas em silêncio, são ditas com o coração, com atitudes de bondade, de ajuda e com um sorriso no rosto.
Deixe o coração falar um pouco.
Márcio de Medeiros
19/12/2024
Palavras ditas, não há como voltar,
Fatos gravados, sem como apagar.
Tudo se foi, ficou a lição,
O eco eterno dentro do coração.
