Poema o Vestido
Não era conto de fadas…
era vida real.
Cinderela não usava só vestido,
usava silêncio,
engolia dor,
varria sentimentos que ninguém quis ver
Helaine machado
A indignação seletiva
não nasce da justiça,
mas do interesse
bem vestido de virtude.
Quem se indigna por conveniência
não defende valores,
defende posições.
✍©️@MiriamDaCosta
Patologia do Arco-Íris
Uma alegoria fictícia.
Dizem que ele caminhava
vestido de cores alegres, rabiscado
De suas anomalias
mas carregava por dentro
o cinza de uma obsessão.
Chamava de amor
aquilo que jamais foi ou seria correspondido.
Transformava o silêncio em promessa. Eu acho que ele houvia vozes !
a distância em convite,
e a rejeição em um desafio.
Seu arco-íris
não era feito de luz,
mas de ilusões,
cada cor pintada
pela própria mente delirante.
Não perseguia um corpo;
perseguia um sonho
que nunca pertenceu à esta realidade.
Era um homem adoecido
pela incapacidade de aceitar
que nenhum de seus sentimentos
poderia arrancar
a liberdade de outro.
E assim permaneceu,
abraçado ao impossível,
até que suas cores
se dissolveram em Cinzas escuras.
Porque existe uma diferença entre amor
E
O
Desvario!
Primavera é quando a natureza se despe do cinza e se exibe em seu vestido verde bordado de flores.
Benê Morais
O Lado Feio do Amor
O amor nem sempre nasce vestido de flores; às vezes, chega carregando cicatrizes, medos e despedidas. Ele ensina que amar também é enfrentar o silêncio, as lágrimas e a dor de permanecer quando tudo parece querer partir. O lado feio do amor não destrói quem ama de verdade; apenas revela a coragem escondida dentro do coração.
Mas existe um instante em que tudo muda: o primeiro olhar. Um simples encontro de olhos pode transformar o destino de duas almas, fazendo o tempo desacelerar e o mundo desaparecer. Nesse breve momento, nasce uma esperança que nenhuma explicação consegue conter, como se o universo inteiro conspirasse para unir dois corações.
Entre o primeiro olhar e o para sempre, surgem tempestades, dúvidas e noites difíceis. O amor verdadeiro não é feito apenas de sorrisos; ele cresce nas escolhas diárias, nos perdões sinceros e na força de permanecer lado a lado mesmo quando a vida insiste em testar cada promessa feita.
E quando dois corações atravessam o lado feio do amor sem desistir um do outro, descobrem que o "para sempre" não é um conto de fadas, mas uma construção de paciência, respeito e entrega. Afinal, o primeiro olhar acende a chama, mas é o amor vivido em cada dia que a mantém eterna.
"O tempo desbotou o teu sorriso
e o teu vestido florido.
Só não desbotou o meu amor por ti.
Olhando a tua foto, amarelada e empoeirada, lembro-me daquela tarde fagueira em que tu, linda e faceira, sorria para mim... e só para mim.
Mas o tempo te levou para uma viagem sem volta.
A vida me gastou, mas não me fez esquecer-te."
Haredita Angel
01.08.26
"Minha Vizinha (de Baixo) ficou radiante porque eu elogiei o vestido dela. Dois dias depois deixou de falar comigo porque eu não elogiei o OUTRO vestido dela. Minha Vizinha (de Baixo)!"
Texto Meu No.1110, Criado em 2022
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Ele não chegou fazendo barulho,
nem vestido de razão perfeita,
chegou simples.
Como quem carrega o mundo no bolso
e ainda assim oferece ajuda pra carregar o teu.
Falaram tempestades sobre ele,
inventaram sombras, pesos e espinhos,
mas quando abriu a porta do próprio silêncio,
o que havia ali
era só um homem cansado de ser mal traduzido.
Feijão tinha olhos de quem escuta de verdade,
dessas pessoas raras
que não competem com tua dor,
apenas sentam ao lado dela.
E foi estranho perceber
que a sinceridade dele cabia inteira
nos pequenos gestos,
porque gente honesta quase nunca sabe se vender,
só existir.
Talvez a vida tenha dessas ironias tortas:
aproximar duas almas pela mentira de terceiros
pra depois revelar
que afinidade nenhuma nasce no acaso.
Ele tinha jeito de casa simples em tarde de chuva,
café passado sem pressa,
cadeira na varanda
e conversa que faz o peito respirar melhor.
E no meio de tanta gente montada em personagens,
ele apareceu cru, humano, imperfeito…
mas real.
Coisa perigosa hoje em dia.
Ser real assusta mais que mentira bem contada.
O céu do Médio Vale do Itajaí
todo vestido de madrepérola
para receber a Lua Crescente Gibosa,
A minha Rodeio, toda amorosa,
presenteia com tranquilidade
gentil e paz acolhedora --
Para você reservo a poesia
mais sublime e encantadora.
O céu vestido de aquarela
do Médio Vale do Itajaí,
O Pico do Montanhão
com todo o amor beija,
Com poesia o coração
tamanha beleza corteja.
Céu vestido de seda cinza
sobre uma praça pública
em algum lugar esquecida,
Esplendem árvores nativas,
militantes silenciosas da vida
acenando a poesia dos dias.
Nascida Ávida...
Chegara em companhia da aurora
Vestido branco
Cor de pérolas raras
Em leve sorriso franco
Cabelos ao balanço da brisapppp⁰pp passante
Um mistério que a tornava diferente
Passara sem reclames
Por dias de abandonos e milagres
Conhecendo contos e verdades
Se apaixonando por bravos heróis
Derramando versos sem alardes
Vinha ela, quiçá de um céu
Que não a via, mas havia
Cobrindo lua e mar em calmaria
Vagando desertos que não conhecia
Destinada a enfeitar o jardim de minha poesia
Lasciva, bem mais que carne viva
Olho da vontade descabida
Rasgo do vestido vai até o canto da boca
Louca assumida, arrasa quando passa, cheiro de atrevida
Na pele registros, marcas, roxos, casca polida exibida
insegura se assegura dominante do vento levante
Amarga e formosa menina.
Nem toda princesa tem a coroa que você quer que ela tenha
nem toda princesa está de salto e vestido
as vezes a sua princesa usa tênis e alargador
e de vez enquando, esse nosso lado estranho chama a atenção de alguém..
Fábrica
O vento vestido e vago! Diz quem grita no vazio que produz orvalho solitário. Quem passara quem caiu, não deixou nada a funcionar. A máquina movimenta um pouco de vaidade e abandono, veste as baratas em suas festas, sei que nem mesmo a corrente de meu sangue tornou como energia, funcionava a palpitar e a pouco para parar a única que vivia a me lembrar de estar.
Como dizem! Passa a criança que não percebeu que aquele acaso levou sua inocência, sorrio, olhou a fumaça logo no teto do céu e não da fábrica e disse: morte ao abandono; saudade do movimento interno, lamentos por quem fez desistir quem nem havia sentido, choro por quem não recomendou por quem não se machucou para deixar ali um pouco de sangue, para saber a produção, de outro.
Carro entregara os últimos doces de um namorado apaixonado para a moça que desejara experimentar a fama daquela fabricação, há tempos aconteceu, há anos amarga, esquecera. Ambição foi-se antes de tudo, não recebia, dava sua graça como um ser que pena na rua. Deixou as idéias, apagou-se a propaganda que fazia seus olhos. Alguém lembre! Resta ao pobre apenas ferrugem que deseja a morte na renovação.
(Tiago Nogueira).
Seis meses depois ela bateu na minha porta com o mesmo vestido, mas sem a maquiagem se desfazendo no canto do olho, óculos de grau, sacola de compras na mão. "É pra janta", ela disse, enquanto ia tirando do saco plástico o arroz, o presunto, o pão francês - meio comido já. "É mania de criança, ia mastigando o pão quentinho a caminho de casa", ela riu e a covinha apareceu.
Me apaixonei de novo, era vida real.
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Eu até poderia poetizar e dizer que é de nervoso que ele morde o lábio, mas é só quando o bigode incomoda. Ou talvez, uma vez ou outra, por impaciência. E quando abriu a porta aquele dia, seis meses depois, ele mordeu. Será que demorei demais? Mas logo depois ele riu, aquele sorriso aberto, e elogiou o vestido: tá colorida - será que ele lembrou?. Me abraçou por trás enquanto eu ia tirando tudo da sacola, me explicando, sei lá por que, falando coisas sem sentido, lembrando da infância. Ele riu de novo, dessa vez aquele riso de bobo, que eu adoro.
Me apaixonei de novo, era vida real.
Romeu
Conheci um vestido na vitrine
Encantei - me - ele me convidou
Eu topei - A gente saio para se conhecer melhor
Andamos por ai, despertamos muitos olhares.
Mas... Não deu certo - Bonito Porem curto e Grosso.
- Eu sinto muito frio.
É mais elegante e sexy sugerir do que deixar A mostra.
Prefiro pantufa, camiseta larga, uma calça de moletom bem quentinha, coisa assim bem descontraída, bem à vontade.
Ela não saia de casa a um tempo depois do acontecido , ela não queria mais saber de saltos e vestidos mas parecia que aquela noite seria diferente. Ela recomeçaria, uma nova mulher iria nascer. Ela saiu de casa com expectativas e sorria… Depois de um tempo, sorria. As horas foram passando e ela até que se divertia , tomava uns drinks e ria de umas histórias contadas por seus colegas. Ela o avistou. Ela bambaleou e sabia que alguma coisa nele ainda a afetava de uma forma que ninguém sabia. Ele a fitou com os olhos e sorrio de lado . Um cumprimento distante e impactante. A história deles não tinha um ponto final , só virgulas e muitos pontos de interrogação. Ela chegou a lembrar de alguns momentos juntos mas foi interrompida por sua amiga puxando-a para a pista. Não lembrava como dançara , havia tempo que ela não dançava. Moveu-se estranhamente linda. Ela esbarrou em um homem , sem querer , um homem reconhecido imediatamente .
- Desculpa eu não quis…
Os olhares deles se encontraram novamente e agora , tão próximos. Ele estava acompanhado por uma linda mulher aparentemente mais velha, talvez nem tanto assim. Ele puxou uma conversa rápida , aquele ”tudo bem?” clichê e ”alguma novidade?” . - Tantas,muitas. Vamos sentar e conversar um pouco mais . - A mente dela pedia um pouco das palavras dele. A mulher com que ele andava deu-lhe um longo beijo , aqueles beijos demorados com direito a mãos bobas e nem um pouco românticos . Ela olhava aquela cena e segurava a lágrima. Ela achou que pelo menos aquela noite ele iria respeita-lá. Saiu sem falar com ninguém , sem dar satisfações . Pegou o carro chorando e chegou em casa . Trancou o quarto e ainda está lá. Festa Suicida.
Decorando arranhões com feridas
Seiva com céu e cheiro com mar.
Remendos de memórias com vestido
de gala e trapos de cera virgem.
Beijando cristos salvadores
ornando os montes com franjas de chuvas
corrente.
Os instantes necessários a minhas
palavras para realizarem o impossível são os
mesmos mister a seus olhos para lerem mentiras
de fósseis invertebrados.
Sem anistia para o passado renomado.
Sem comunismo entre semelhanças
ofensas a capital do universo que acaba na curva
do pescoço feminino,
pélvis capitalista.
Insossos sem manhãs,sem brancos, sem fel.
