Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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Não adianta ficar pensando no passado
Ficar parada no e, se.
E, se eu tivesse feito diferente
E, se eu tivesse escolhido outro caminho
E, se... e, se...
O passado passou, tudo foi feito como deveria ser.
Se, o caminho foi outro... agradeça
Pois aquele que ficou para trás só lhe traria desavença.
Acredite no futuro. Viva o presente.
Enfim algumas palavras nos fazem acordar
E foi assim que aconteceu.
Usei uma borracha, apaguei as páginas no qual o passado se faz presente. Hoje escrevo cada hora, minuto, segundos, milésimos. Vivo o presente, aguardo o futuro. Está me fazendo muto bem, sinto-me feliz, mesmo quando em alguns dias as coisas não caminham bem, sei que a vida é assim. Temos altos e baixos, mas é assim que se constrói uma família, assim que se constrói uma vida. A gente demora, mas compreende que a vida é bela que nosso maior presente são as pessoas que estão conosco o tempo todo, nos momentos bons e ruins. Nos ama mesmo quando achamos não ser amados.
Aprendi... Hoje amo eu sou amada.

Inserida por Poema-as-Bruxas

Algumas palavras não me abandonam
Ficam presas em minha alma.
Se foram escritas, se foram ditas
Não há uma importância qualquer.
Elas se prendem em meu ser.
Não ouse dizer falsas palavras
Pois elas ficaram gravadas.
Serão marcas em minha alma.
Não ouse julgar meu sentimentos
São deles o meu sustento
A minha dignidade e a força que me rege.
Não sou mais adolescente, a criança em mim, pensa.
Eu queria odiar, com mesma força que amo.
Mas não cabe em mim tal proeza
Sou fraca em reconhecer mentiras
Dou meus votos de graça, confio, acredito
É só entro em enrascadas
Minha alma sofre, e meus dias se vão.
Se te faz feliz, não sei, jamais saberei responder.
Pois nada que é pisado pode se fazer de uma glória.
Pois hoje estou no chão, mas amanhã posso estar marcada na sua memória.
Não como o tapete, mas como o que está acima dele
FLUTUANDO.

Inserida por Poema-as-Bruxas

AMOR DE GIZ

Pra falar de nosso amor escrevi no muro com giz
Perguntaram o porquê eu fiz assim se logo iria apagar
Respondi que pra mim amar tem que ser desse jeito

Algo me diz que amor de giz é melhor
Ele pode ser reescrito a cada novo dia.

Minha solidão
Tão minha
Tão só
Tão seca
Sedenta
Minha solidão mata a sede na água de sua boca.

O importante não é voltar com a vitória mais sim lutar por aquilo que se tem amor.

Quem disse que homem não chora...homem chora sim...
Um homem pode ser; tão ou até mais sensível do que muitas mulheres
Um homem chora de tristeza...
Ele chora de emoção...
Pode chorar por causa das injustiças quando não pode fazer nada...
Um homem chora vendo inocentes sendo vítimas de balas perdidas...
Um homem chora quando escuta notícia de estupros, pois fica pensando, como seria se fosse sua mãe, esposa, irmã, amiga...
Um homem chora quando vê tanta gente sem água, sem comida, a fome faz um homem chorar.
Um homem chora quando é injustiçado...
Um homem chora quando nasce um filho...
Um homem chora na hora da tristeza junto com a pessoa amada
Um homem precisa chorar sim, pois ele tanto quanto a mulher não tem coração de pedra, e sim uma alma que pensa, sofre, emociona e vive
Um homem chora diante das vicissitudes da vida, nas perdas, medo e dor.
UM HOMEM CHORA POR FÉ, POR GRATIDÃO, POR PIEDADE, PELO SOFRIMENTO DA HUMANIDADE.
UM HOMEM CHORA SIM...
UMA ROSA COM CARINHO PARA VOCÊ HOMEM PAI, ESPOSO, FILHO, AMIGO, HOMEM SIMPLESMENTE HOMEM SENTIMENTAL DE ALMA BOA E TRANSPARENTE, QUE AMA E QUE SOFRE.

23/08/2018

Eu
Eu não
Eu não consigo
Eu não consigo mais
Eu não consigo mais parar
De pensar
De amar
De querer
A dor invade
A dor domina
A dor cega
O coração bate
O coração chora
O coração queima
O coração teima
Tenho que esquecer
Esquecer
Tenho

Secou,
Ela não sente,
Nem chora mais,
Pois de certo
Esse deserto
Já foi oceano.

BLASFÊMIA.

Um fato que se basta.
Não quer mais nada.
Ele em si é um poema.
Acrescentar algo mais
a ele é definir
o quê é blasfêmia

Se o poema te agrada/ele não é mais meu:

é teu.

Pois o verso é a porta de entrada

da poesia que te escolheu.

Eu queria saber criar lindos textos para te dizer um pouco do que sinto por ti. Queria mais tempo, pois todo tempo é maravilhoso estando perto de você. Eu fecho os olhos e quando os fecho na minha mente só me vem você. Pode acreditar, quando digo que qualquer hora consegui sempre me ter. É tão intenso, tão forte. Incontrolável, inexplicável. Deleitar-me dos teus lábios é tão gostoso quanto te fazer sorrir. Mesmo longe, estamos perto, apenas você pode me fazer partir.

Inserida por Dezembronois

Cada vez mais apaixonado estou, seu olhar me encanta, se sorriso facina, sua voz como música me rega, me move, me guia. Ser teu é pouco, tão pouco com apenas ser, um ser tão forte fragilizado pelo grande medo, receio de não te ter, ou ter e te perder. Sozinho fujo dos males para te encontrar, já não sinto as feridas, pois você me cura, me salva, tão pura a tua certeza de amor intenso, que vivo, que sinto, que amo.

Inserida por Dezembronois

As amoras

O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade
O Outro Nome da Terra

Pastelaria

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra

A SOMBRA SOU EU

A minha sombra sou eu,
ela não me segue,
eu estou na minha sombra
e não vou em mim.
Sombra de mim que recebo luz,
sombra atrelada ao que eu nasci,
distância imutável de minha sombra a mim,
toco-me e não me atinjo,
só sei dó que seria
se de minha sombra chegasse a mim.
Passa-se tudo em seguir-me
e finjo que sou eu que sigo,
finjo que sou eu que vou
e que não me persigo.
Faço por confundir a minha sombra comigo:
estou sempre às portas da vida,
sempre lá, sempre às portas de mim!

Urbanização

Tudo o que vivêramos
um dia fundiu-se
com o que estava
a ser vivido.
Não na memória
mas no puro espaço
dos cinco sentidos.
Havíamos estado no mundo, raso,
um campo vazio de tojo seco.

Depois, alguém
urbanizou o vazio,
e havia casas e habitantes
sobre o tojo. E eu,
que estivera sempre presente,
vi a dupla configuração de um campo,
ou a sós em silêncio
ou narrando esse meu ver.

Jake: Pensava que você tinha um encontro esta noite?
Charlie: Não era um encontro. Uma experiência de encontro.
Megan: Qual é a diferença?
Charlie: Cerca de R$1500.

Canção de Primavera

Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.

Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.

Eu, Invernos e Outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio…
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.

Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.

Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar…
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?

José Régio
Filho do Homem

De te ver fiquei repeso,
Em vez de ganhar perdi;
Quis prender-te, fiquei preso,
E não sei se te prendi.

Palavras não existem
fora da nossa voz as
palavras não assistem
palavras somos nós

(A doença, Poemas Reunidos, Publicações Dom Quixote, 1999)