Poema Nao Chora mais ele vai Voltar
"Lá vem ela!!
A mais bela mulher
A mais pura, não uma qualquer
Lá vem ela!!
Um encanto de primavera, possui as cores da aquarela
Gente, lá vem ela
Com uma força gigantesca
Mas também com uma delicadeza que somente ela tem.
Lá vai ela...
Passou e deixou marca
Trouxe brilho a minha casa
A que chamo de coração."
O mar não mais me faz brisa
A brisa não mais me sopra o rosto
E agora, que faço eu?
Perdido num mar d'aquilo que me vem
Em minha divagações taciturnas
O brilho da lua realça tuas ondas
Teu brilho negro-prateado me sorri
Tuas garras afiadas me prendem o pescoço
Que sou eu?
Refém, diz tu
Refém do quê?
Refém de si
Refém de teus pensamentos
Refém de tua luxuria insalúbre
Refém desse mundo sórdido
Refém das pernas abertas projetadas à vista
Mas que faço eu? Que sou tão pequeno homem
Quero tu, apenas tu, além de tu, perco-me em mim
Mas a ti me encontro, e reencontro-me dentro de tu
E a lua realça teu corpo
E a brisa volta a meu rosto
E o sopro é bom
E as tuas ondas batem contra meu peito
E tu respira suave
E tu é meu mar
E tornamo-nos um
ACORDA
— Nessa manhã nublada, tudo está tão diferente... não vejo mais o véu da escuridão e a felicidade brota...
— Acorda... Eu sei, eu sei, você queria que
fosse assim, queria viver nesse sonho.
— Quem é você?
— Sou aquela que quando passam por você, ninguém vê...
Sou uma névoa melancólica fadada a sofrer...
Sou a que chora, mas é você quem derrama as lagrimas...
Agora lembra quem sou? Acho que não... você não se importa...
Vive imaginando que o mundo é como suas ilusões...
Sou alguém que realmente sonha... mas sei que o mundo
É o que realmente é... um lugar onde a mentira impera.
Você não é cego, mas não enxerga essa verdade... porque tem medo!
Amor maior
Eu te amo mais do que ela
Sei que você não acredita em mim
Mas eu me sinto assim.
Por quê você não se junta comigo essa noite?
Certeza que posso te dar todo o meu carinho
E então a gente deixa de se preocupar com o destino
E acredita que nosso amor é maior que todo o infinito!
Eai, amor
Agora que ja sabe do que sinto
Quando vai largar ela e ser feliz comigo num encontro a luz de velas?
Tenha certeza que vamos dividir a coberta
Então traga o seu amor, o meu ja tenho aqui
Juntamos os dois e formamos um amor maior.
No interior mais obscuro da floresta negra, as minhas grandes aliadas adormecidas.
Não sei se fora a inocência que domou a fera, ou será a fera que corrompeu a inocência...
Eu sou culpada de traição, enganei ambas...
Eu sempre soube que as duas travariam uma batalha interminável dentro de mim...
Por anos elas se estranharam, duas grandes forças opostas, e eu era o seu território de guerra...
Fizeram de mim seu receptáculo, fui obrigada a deixar que fossem enclausuradas por defesa de mim mesma, tramei a queda de ambas, deixei cada uma delas pensarem que me possuíam...
Mentira!
Eu aprendi a sentir desprezo por elas.
A inocência me trouxe decepções...
Fui sua parceira e só me iludi, num mundo onde não há lugar para nós...
Onde é o inocente que paga o preço dos erros alheios, é levada ao matadouro como uma ovelha...
A fera me tornou odiada por muitos, me apresentou ao ódio, as desilusões, a todos as companheiras das trevas.
Me trouxe dores, feridas incuráveis, uma alma negra buscando redenção...
Fiz com que elas adormecessem dentro de mim, juntas, lado a lado, se uma é meu lado bom, a outra é o oposto.
Indecisões?
Quem despertará?
Eu bem sei que preciso das duas...
Só depende de mim decidir quem acordará esta noite, qual delas ouvirá o meu chamado...
A grande Fera ou a pequena inocência...
Não sei!!!"
Uma vez que um é um,
nem mais nem menos:
o erro começa com a dualidade;
a unidade não conhece erro.
Vaso quebrado
Mais um vaso foi quebrado
E não sei quem quebrou
Se bem que toquei
Pensei que fosse sólido
Porém me enganei
Do vaso vi as flores
Depois murcharam
A água derramou
E vi se espalhando
Senti me molhando
Então me esquivei
Até falei:
-Vaso olhe…
não me molhe…
O vaso se aquietou…
Nada mais falou
E tempo passado
Vaso de um lado
Eu de outro
Não sei se, se magou…
Passou e eu colhi flores
E no vaso coloquei
As flores logo murcharam
Então ao vaso indaguei:
- O que aconteceu?
O vaso disse: - Absorvi…
Sim, o vaso absorveu
A água que coloquei
E aí passou assim
A não alegrar pra mim
As flores não mais colhi
O vaso recolhi
Ficou guardado
E ali sozinho…
Logo o vaso se quebrou.
Não sou um grande poeta
E minha escrita é modesta
Mas tu me inspira as mais belas poesias
De sentimento e fala honesta.
No vasto universo
Nem um astro já se viu
Que tenha tamanha beleza
Como quando você sorriu.
Encanta com seu brilho intenso
Ofusca a Lua que anela
E te observa lá do alto
Desejando que a beleza fosse dela.
És tão bela, quão astro neste sistema
Sua forma os planetas desalinha
Cada qual que a deseja intensamente
Pensando: Ah! Quem dera fosse minha!
Tens uns jeito que encanta
Seus olhos brilham na imensidão
Arde com fogo e brasas vivas
E abala com qualquer desavisado coração.
Não olho mais
para o calendário
Esperando por você
espalho o meu perfume
Como Lila florescida
sou absoluta poesia.
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
Não existe mais
Mapinguari
morando no mato,
Mesmo assim
é preciso seguir
com cuidado
nesta vida;
O Bicho-Preguiça
continua útil,
se seguir preservado.
Os tempos mudaram
definitivamente...
Só sei que existe
mais de um
Mapinguari
por todos os lados,
E não têm mais idade
e as línguas deles
estão sempre afiadas.
Os tempos são outros...
O Bicho-Preguiça
traz o melhor ensinamento:
O convívio não
pede enfrentamento
com Mapinguari de qualquer tipo.
Os tempos de hoje pedem que
não seja dado mais nenhum espaço.
Quando um Mapinguari surgir
para provocar ou mentir,
é só mudar o seu caminho,
fingir que escuta,
deixar falando sozinho
ou comece a ler um livro.
Só não deixe o Mapinguari
continuar enchendo os seus ouvidos.
Não nego que preciso
mais do que nunca
da sua intrépida ousadia,
Porque com encanto ando
todos os dias revelando
pistas sem truques
e com discretas malícias
para desenhar contigo
no Mapa-múndi celeste
do amor tudo aquilo
que reúna e que convença
ser para nós o mais sedutor.
Dia 18
Por mais que você se
sinta sufocado não lamente
as suas dores internas
e externas em público,
Distraia a sua mente
que a tempestade passará
mais rapidamente.
Escrever , escrever , escrever
é acreditar cada vez mais no que não se vê
abastecer o tanque lírico do coração
estancar o vazio que mora no fundo
do fundo da alma sempre a gotejar
é inventar mentiras aladas e
dar voz ao silêncio que habita nosso ser
ser outros , ser muitos
ver ... crer ... escrever ...
LAÇO
Era um coração isolado
Que não permitia
Não conseguia mais
Apenas seguia.
Becos fechados.
Ruas escuras.
Pulso apressado.
Vida vazia.
Mas o destino, meu bem,
Não brinca de ser esnobe
Não age pra sufocar
Não joga usando o amor.
Em uma daquelas caçadas
Recordo ter me encontrado
Buscando, atordoado,
Aquele que um dia eu fui.
E nesse trajeto de volta,
Ainda sem distinguir,
Te vi no caminho parado
A me estender uma flor.
Disposto
Inesperado
Compreensivo
Todo sorriso.
Te encontrei
Ou me encontrei?
Pouco importa.
Nos encontramos.
Era eu.
Era você.
Éramos nós.
Agora somos laço.
Não tenho tempo pra títulos mas é só mais uma história de quem sofre, e o lamento de quem n tem nada p'contar.
Os que estão em baixo,
se juntam, e as vezes se julgam
Mas não entendo porque
Se são todos farinha do mesmo tigela
E os que tão em cima,
nunca se preucupam
Só nos chama quando precisam de ajuda
Tanto odio,
Tanto rancor,
Cadê o mundo onde prevalecia o amor ?
E tudo que quero
e que o sol vá a se por
Tantas lutas, Todo dia
levantar de manhãzinha
e tentar não desanimar e depois ir trabalhar
E só pra te informar,
eles vão sem saber se vão voltar
A gente sabe que não pode robar
temos consciência de não matar
Mas quando pegarem seu filho,
ou a fome o também pegar
Ham…
Só quero ver oq vai opinar
É simples,concreto e não preciso nem de rima
Tipo um triplex,
Quem tá em cima vai caindo,
E quem tá em baixo vai subindo
Desculpa os meus desvios
Mas é assim que o mundo gira
Se não trabalho, eu não como
Se eu não como, não sobrevio
O tempo que tenho
Eu uso p' escrever
Quem sabe assim
Um dia alguém me note
e pelo menos UM conhecer
Não tô me vitimizando,
até prefiro assim
Acredito que quanto mais a lutar
no final vai ser melhor p'mim
Não é fáci acordar, levantar...caminhar
Mas tranquilo pra conseguir
Construindo todo dia
Mais um final feliz
E uma coisa me conforta
Todos os dias, desde que nasci
Que quanto mais lutas p’lutar
Mais histórias vou ter p'contar
É assim que termino,
valorize o que têm
E se um dia perder tudo
Lembre-se de que eu era ninguém
Ian L.F. Martins
Quando eu estiver mais triste
mas triste de não ter jeito,
quando atormentados morcegos
— um no cérebro outro no peito —
me apunhalarem de asas
e me cobrirem de cinza,
vem ensaiando de leve
leve linguagem de flores.
Traze-me a cor arroxeada
daquela montanha — lembra?
que cantaste num poema.
Traze-me um pouco de mar
ensaiando-se em acalanto
na líquida ternura
que tanto já me embalou.
Meu velho poeta, canta
um canto que me adormeça
nem que seja de mentira.
Eu não conseguia lembrar a última vez que as pessoas me ajudaram.
Mais uma vez me esforcei para chorar em voz alta,
ou gritar de agonia.
Eu fui agarrado e sacudido sem cerimônia.
Mas agora sou eu quem está no controle.
Eu não preciso gritar para as pessoas virem.
Eu já tenho a mim mesmo e me conheço.
Eu não vou me decepcionar.
Não vou perder.
Quando você se conhece, fica poderoso.
E eu sempre vou ganhar.
Os meus demônios a noite aparecem
Sinto um vazio imenso no peito
A realidade não faz mais sentido
e quando fez?
Me sinto navegando em um mar sem fim
Estou tão distante de tudo e de todos
Parece que estamos em algum tipo de jogo
Nada me atrai mais
Poucas na real
Acho que sai por uns instante da caverna
Mais sigo carregando o peso das correntes
Ah, a luz do sol voltei a fingir.
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