Poema Nao Ame sem Amar
E em tantos desencontros
Não existe mais o eu
Não existe mais o nós
E muito menos o amanhã
O futuro você não quis seguir
E partiu
Partiu o meu ser em dois pedaços
E levou a metade consigo
Partiu sua vida e não consegue ter uma só vida novamente
Agora tudo passou
Tudo partiu
É o nós ficamos apenas no pretérito imperfeito
Impossibilidade de receber um presente
Com a certeza de não ter um futuro
GOTA DE MENTA
Não sou bicho manso
Pantera negra
Que te arranha a cara
Teus lábios beijo
Procurando teus defeitos
Para te maltratar
Sem lamúrias
Sem explicação
Quero um beijo
Dessa gota de menta
Santa boca que envenena
Minhas garras estão afiadas
Prontas para te possuir
Te caçar na cama
Sem vergonha
Te arrancar a roupa
Pele de carneiro bonito
Te fazer gemer no amor
SEM MEDO
Sigo sozinha a estrada a frente
Quero isolar-me do mundo
Não e coisa inocente
Quero encontrar-me comigo
Que a felicidade seja constante
Nada mutante
Ou uma metamorfose irritante
Quero a instabilidade no sorrir
Quero viver, quero amar...
Deixar a tristeza para lá
Abrir o coração a emoção
Cantar, sonhar, ser...
Talvez astro da vida
Pintar o cabelo, deixar a unha crescer
Comprar um cachorro para enlouquecer
De felicidade, de prazer
Viver a vida sem interferência
Sem medo de ser o que se quer
Sem medo de ser feliz
EMBAÇADA ESPERANÇA
Havia algo triste nos olhos
Olhos perdidos num passado
Que o tempo não conseguiu apagar
Olhos que choram
Coração que sangra
Nas veias o gosto amargo
O amor imposto ao fim
Sem razão de ser
Chove na janela
Lembranças embaraçadas
Dor da saudade
O tempo não passa
E se passa não se vê
Tristes os olhos choram
Como a chuva na janela
Amanhã se faz esperança
Embaçada esperança
Triste solidão
Vida
Agora abro a janela
Arranco a roupa que não me serve mais
Hoje é outro dia
De certo um novo dia para recomeçar
A vida, a vida...
É sempre bem vivida
Por mais que o inoportuno exista.
Vou contornando como a água
Vencendo os obstáculos
A vida, a vida...
Mesmo corroendo as feridas
Há sempre um campo
Para quem quer correr.
Abro a janela
Dou de cara com a vida
Abraço a felicidade
Vou à luta
Lavo a roupa suja
Recomeço, recomeça o dia
Por que a vida, a vida...
É para ser vivida.
...
TERMINA O DIA
Acabo com a esperança
Arranco a carcaça
Jogo fora o que não ficou
Não resistiu ao tempo
Não lamento, tinha de ser.
Termina o dia
Outra paixão há de aparecer.
Por favor agora saia
Faço isso porque cansei
Cansei de ser maltratada
Pelo homem que tanto amei
...
PARTIDA
Creio que não me sinto separada
E sim isolada de tudo que há
Um medo infantil
Tristezas aparecem
Logo passam
Assim como o dia vira noite
Assim como a dor estanca
Quando se perde um amor
E no horizonte longe
Vendo-o partir...
A dor da saudade
não é uma dor qualquer,
principalmente se for
por um amor de uma mulher.
Uma dor sem cura,
uma dor que dura.
É uma dor diferente,
daquele que maltrata a gente
e não deixa seguir em frente.
Uma dor latente, deixa a pessoa doente
e aos poucos enfraquece a gente.
Essa dor da alma,
que nada acalma.
A cura então em seguir em vão,
esperando o tempo resolver essa questão.
Mas quem sabe a dor,
se cure logo que chegar um novo amor!
Sergio Fornasari
TUDO ME FAZ LEMBRAR DE VOCÊ
NÃO TENHO CONTROLE DOS MEUS SENTIMENTOS,
MESMO QUE MORRA ESTARÁ NO MEU CORAÇÃO
OLHO ATENTAMENTE O CÉU QUE VEJO TEUS OLHOS
NA TRISTEZA DA MINHA ALMA RELATO TUDO JÁ SENTI
POR ALGUÉM SEJA TÃO FORTE NUNCA VOU TE ESQUECER.
Uma amiga confessou não saber
o que é um Lá Maior.
Respondi a ela: eu te digo,
lá maior é um horizonte alongado.
Não sei se é paixão
Não sei se é amor
Mas com o tempo ainda vou descobrir o que for
Estou confuso e não sei direito
Mas de mim você tem o gosto e o meu respeito.
Juventude fagueira
Nem sempre é amiúde a atitude.
Vê se não se ilude com o ataúde.
Às vezes é uma hilária droga,
onde a droga sobra, e propaga.
O amor dobra, sangra e paga.
O dia amanheceu em flores,
o jovem abriu seus olhos
e notou pela fresta o sol
invadindo o seu lençol.
Multicolores de amores
passaram-lhe pela mente
incandescentes de olhares
trigueiros, e companheiros
fagueiros às vezes de horrores
vagueiam sob égide dos temores.
Que droga é essa droga a qual draga
a toga magistral-especial, espécie de chaga
chacal duma ferina praga - profissional do mal.
jbcampos
A vida é feita de escolha, e eu fiz a minha.
Está fácil?
Não esta fácil, mais nada é fácil.
Sei lá estou ficando velho e sentimental, as vezes bate aquela saudade que meus olhos enche de água... As vezes sinto falta até das brigas com meu pai..
Tanto tempo que larguei meu bigode-cafajeste,
já não vivo te roubando beijos na saída da escola,
sabemos que um dia você quis retribuir
e assim nossa musica desandou, errou-se no tempo,
sai disso jurando aprender uma lição, te apaguei de mim,
pois quem perde o encanto entrega o coração.
Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você e que mesmo tão cheia de defeitos, sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu.
Do conto: Gabriela, Luiza, Ana, Clara, Bruna, Carolina... de 2009, Março
Do meu deserto...
Às vezes, me vejo correndo em um imenso deserto. Corro, porém não sinto calor.
Carrego comigo uma faixa azul, que esvoaça ao vento, seguindo meus passos determinados.
Corro nesse deserto como se ele não tivesse fim. Como se ele fosse do tamanho da necessidade que tenho, de compreender...
Compreender o mundo, a vida.
Compreender os desdobre do amor e da dor, da chegada e da partida, do carinho e da carência...
Meus passos ficam marcados nesta areia sem fim e o sol, que não me queima, ilumina e projeta minha sombra no chão.
Eu sei que é uma corrida de certa forma inútil, pois muito da vida não é compreensível aos nossos olhos pequenos...
Porém não consigo deixar de correr e buscar. Preciso estar em movimento para não pensar...
Veja os sentimentos, eles são a prova mais abstrata que o que não podemos tocar muitas vezes é concreto.
Que o que não conseguimos entender pode explicar muito sobre nós mesmos.
E as lágrimas? Nosso corpo é formado em sua maioria por água.
E as lágrimas nada mais são do que a materialização de todo o sentimento contido, seja ele doce ou amargo.
O pranto é o movimento involuntário do nosso coração, é a luta da nossa alma pela libertação de toda mágoa.
Podemos dizer que algumas pessoas são como os mares, com seus altos e baixos...São livres!
Outras são como os rios, uma parte calma, outra agitada, numa hora transbordam, mas algumas vezes ficam secas.
E por mais que nossa alma tente se libertar da dor, usando as lágrimas ou nossa voz como instrumento de auto-reparação...
Algumas vezes somos represas, prendemos nossas emoções e sentimentos, esperando que eles ocupem o nosso vazio interior...
Mas não ocupam, no final resta uma cordilheira de escombros, ou pior: fica cheio de coisa nenhuma.
E a qualquer momento a água contida transborda...
Nós construímos muros e reclamamos da solidão, diferente das pontes, os muros reprimem,
As pontes libertam.
Solte sua represa interior, liberte-se e desista de levar o peso sozinho,
Compartilhe seus sentimentos, doe um pouco de você mesmo.
A recompensa é incalculável...
