Poema Nao Ame sem Amar
Amar é quando os nossos hormônios nos dão prazer, quando ajudamos o outro, mesmo que isso envolva sacrifícios. Amor é amar mais que somos amados, é ficar no prejuízo que dá felicidade.
A insegurança me fascina. Faz que eu me recrie mais interessante e perspicaz a cada novo movimento. A vida é isto uma torpe caminhada ao som monotônico das incertezas e do dançar livre aos desencontros.
Sobre a dor de amar... primeiro dói, depois dói mais, aí dói muito, e então começa a diminuir... mas aí você já é outra pessoa
O amor é uma confusão que agita o pobre coração humano. Amar à Deus é bem menos dolorido do que se afogar no mar de sangue do amor iludido.
Enquanto a tua ira for o meu furor. Enquanto o teu ciúme, for a minha dor. Andarei solitária, sem companhia. Abandonei a melodia, nomade ,eu me tornei. Em cada canto do teu canto ,me regozijarei. Mas ,preciso fugir ,para me libertar. Tudo que me acorrenta ,é o que me faz amar. De ti ,já sou prisioneira, não precisas me amarrar.
Amar, é querer bem, é querer estar sempre perto de quem amamos, é sofrer juntos, é chorar juntos, é querer compartilhar alegrias, é comer uma coisa gostosa e lembrar...é ter coragem para mostrar o certo, e distorcer do errado, é se preocupar com sua espiritualidade, é agradecer todos os dias por ter a competência de poder amar, amar e amar!
É assim que tudo vai acabar? Depois de toda uma vida roubar? Os muros que construiu quero derrubar. Mas nunca tenho forças para continuar. Tudo o que queria era te ajudar, não precisar te ver chorar. Ultimamente tudo o que tenho feito é pensar. Pensar no tempo que pude te amar, e até as vezes que desisti de lutar.
Todo o tempo que pude desfrutar, será que vale a pena lembrar? Suas palavras eu desejo escutar. Meus segredos pude te contar. E ao esse poema criar, você é o que me fez não hesitar. No teu oceano de amor desejo me deleitar. Então pergunto, é assim que tudo vai acabar?
O medo de amar irracionalmente e perdermos os nossos estritos limites da razão concorrem para uma mais saudável comoda infelicidade em liberdade sem sofrermos os males certos e mais que prováveis, inevitáveis da paixão.
Já imaginou qual o limite do carinho? Um homem, 22h da noite num ônibus lotado, protege o seu buquê de flores de um terrível fim: ser amassado pelo vaivém cotidiano dos engravatados, dos bem-arrumados e dos nem tão bem-arrumados assim. Ele desce da condução e corre loucamente pra casa, esquece o cansaço de um dia inteiro de trabalho, abre a porta e encontra sua namorada arrumando a mesa do jantar.
Ele esquece suas preocupações, seu dia difícil, porque ali, nos braços de quem ama, ele encontrou o seu pedacinho diário do paraíso. As histórias de pessoas comuns, suas vidas simples e sem a mesma emoção de um dublê de cinema, esconde uma beleza muito sutil e calorosa.
Tudo ao seu tempo, e cada segundo ao tempo de Deus cada dia uma uma semente de esperança para que no tempo de amar, os minutos sejam eternos em horas para retroceder o amor que um dia parou no tempo, onde amar está em um futuro distante, desse presente onde o medo de se envolver é maior do que a vontade de amar...
Amar é um ato de coragem, pois quem ama se arrisca, mesmo sabendo que os sacrifícios podem ser em vão e o sofrimento o maior castigo.
Somos seres humanos criados para amar. O ódio, a raiva, o rancor, a vingança e muitos outros sentimentos negativos não fazem parte da nossa essência.
Nós podemos morar num lugar que são seja o ideal, ter as coisas que apenas nos satisfaçam as necessidades básicas ou ter os meios de vida que nos seja possível, e temos que nos conformar com isso. O que não podemos é acreditar, sonhar, ter fé ou amar apenas parcialmente, sob pena de deixarmos de viver a plenitude que merecemos.
"Você pode trabalhar no que gosta mesmo que acabe o dia cansado, pode comer sem culpa, pode apenas transar e não amar ou pode amar e se decepcionar, não são todos os caminhos sem acidentes, relacionamentos sem decepções, mais o que realmente importa são os momentos que você passou e não o que restou no final..."
Quando se ama abundantemente, diante do erro do outro, silenciamos nos mas com o mesmo perfume de rosas cálidas.
