Poema na minha Rua Mario Quintana
Eu vivo sempre extremamente cansada. Esse cansaço vem muito porque a minha mente não para de pensar, pensar me cansa muito.
A metade de mim são minhas experiências, a outra metade são meus pais, mas a maior parte da minha outra metade é a minha mãe, sem tirar nem pôr.
O meu ódio é a minha principal fonte de inspiração. Escrever foi uma maneira civilizada que encontrei para "dar o troco".
O meu ódio é a minha principal fonte de inspiração, escrever é uma maneira civilizada que encontrei para "dar o troco"; é meio que um jeito de ir me refazendo, de ir juntando os "caquinhos" e continuar seguindo em frente; sem fingir que eu não importasse ou que não me lembrasse.
Não confunda meu sorriso com liberdade, minha simplicidade com tolice, minha fala mansa com paciência, ou Minha acessibilidade com carência; pois posso destruir tdas as suas expectativas a meu respeito de um segundo pro outro.
Cantarei para sempre o amor do Senhor; com minha boca anunciarei a tua fidelidade por todas as gerações.
Não tenho nada a ensinar e não quero que minha melancolia ou minha excitação, minhas crenças ou meu ceticismo, sirvam de exemplo para ninguém.
Meu pai segue firme e forte na minha lembrança. Gostaria de sonhar mais com ele.
Respeito minha ignorância. Convivo bem com coisas que não entendo, cantos escuros e encontros silenciosos.
Unicamente o meu consenso, a minha vontade, a minha compreensão carinhosa são necessários para que todas as coisas sejam boas, a ponto de somente me trazerem vantagens, sem nunca me prejudicarem.
Em minha vida, descobri que sou muito bom em duas coisas: superar obstáculos e motivar gente boa a fazer o seu melhor.
Apressaram-se tanto em levar ao cúmulo a medida de minha miséria que todo o poder humano, auxiliado por todas as astúcias do inferno, não teria mais nada a acrescentar. A própria dor física, em vez de aumentar meu sofrimento, me distrairia; ao arrancar-me gritos, talvez me poupasse das lamúrias, e os dilaceramentos de meu corpo suspendessem os de meu coração.
Enquanto piso no duro chão, afundo nos pensamentos que degolam minha alma criando um mar de lágrimas, sem ondas, sem cheiro, sem uma lua pra iluminar.
Sem que meu sorriso assuma a cor do desespero, cobrirei minha alma com a melodia que me faz chorar, tentando ao máximo transparecer a felicidade que procuro encontrar.
Esse som aquece meu corpo mesmo com o ventilador ao meu lado soprando minha alma, meus dedos escrevem letra por letra as coisas que ouço das notas do piano, notas que facilmente são entendidas e que fazem eu não pensar nas coisas ruins que assolam as pequenas dificuldades que tenho, mas que pra mim são gigantes, essas notas me salvam, eu escuto notas coloridas.
Eu canto a vida em vários poemas, todos escrevo com inspiração. Vou além da minha imaginação, viajando em desconhecidos temas. Na existência vou desenhando emblemas, espalhando os meus versos pelo ar. No auge intenso do poetizar, reclamo a bela rima improvisada, aquecendo a vida, animando a jornada,
e, afogando a tristeza nas águas do mar.
Valha-me, minha Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré. Cubra-me com seu manto da minha cabeça aos pés! Salve, Mamãe das Águas Doces, salve Senhora da Simplicidade!
