Poema na minha Rua Mario Quintana
Eu vi um rosa
- Uma rosa branca -
Sozinha no galho.
No galho? Sozinha
No jardim, na rua.
Sozinha no mundo.
Em torno, no entanto,
Ao sol de meio-dia,
Toda a natureza
Em formas e cores
E sons esplendia.
Tudo isso era excesso.A graça essencial,
Mistério inefável
- Sobrenatural -
Da vida e do mundo,
Estava ali na rosa
Sozinha no galho.
Sozinha no tempo.
Tão pura e modesta,
Tão perto do chão,
Tão longe na glória,
Da mística altura,
Dir-se-ia que ouvisse
Do arcanjo invisível
As palavras santas
De outra Anunciação.
O Carneiro
Quando eu tinha 5 anos morava em Monchique. Estávamos na rua da casa. Eu meu pai, mãe e meus irmãos! De repente passaram pela rua um certo número das ovelhas de meu pai. Mas vinha um carneiro também. O carneiro avançou sobre mim às marradas, a mim. Eu me levantava, mas o carneiro me voltava a marrar. Aí eu caía e me levantava, mas o carneiro me marrava e eu caía. E isto só parou quando já não sei quem, alguém da familia me foi acudir! Aí eu ainda hoje penso no assunto!
Camorra é conflito, é briga de rua, é sangue nos dentes.
Kamocha é reflexo divino, é "como Tu", imagem do Eterno.
Kamorra é o encontro entre os dois: a força do homem que luta, guiado pela luz que não se dobra.
Antes de dizer nao tenho nada.
Olhe bem para dentro de si.
E se compare com aquele que mora na rua. Nao tendo nada ele tem tudo .
A fé em Deus que o faz forte para se sustentar.
E aquele que tem tudo, poucas vezes lembra de agradecer aquele a quem o sustenta.
Pense Nisso.
SOBRE RODAS: Um menino corria, atrás de uma bola
Atravessou a rua, sem olhar para o lado
Um caminhão veio, e o atropelou
Mas Deus tinha outros planos, e o menino sobreviveu
Ele se tornou um homem, com uma missão
Ensinar e ajudar, aqueles que precisam
Ele trabalha com amor, e com dedicação
E Deus o abençoa, em cada passo que ele dá
Sobre rodas, a vida é um desafio
Mas com fé e coragem, podemos superar
O menino cresceu, e se tornou um homem
Trabalhador, professor, e temente a Deus
Os dias foram felizes, e ele encontrou a paz
Com a família e amigos, ele compartilha a alegria
Ele agradece a Deus, por cada momento
E continua a trabalhar, com amor e dedicação.
Oligarquia o indigesto
pois os fazem cães de rua
uivam
e não conhecem liberdade
quem dirá, se quer a lua...
Executaram o menino
que morava na rua de baixo
com cinco tiros.
Um matou ele,
o outro a mãe,
o terceiro o pai,
o quarto o irmão.
O quinto
foi um recado,
e pegou de raspão
no bairro inteiro.
" O luar cada dia mais presente
pinta na rua um pratear diferente
indicando que é hora de partir
ah!! os sonhos
eles querem existir...
“” Vá para a rua
Cantarolar
Vai lá brincar e dançar
Há poder sobre seus pés
Na avenida
Você encanta
Desfila e planta
O sonho em alguém...””
“” Por seu amor quero ser louco que grita na rua
Sonhar com seus beijos à luz da lua
E te encontrar na musica que faz cantar
Por seu amor meus pecados serão perdoados
E sua voz perpetuada
Como tatuagem em meu coração
Por você e somente por você
Minha alma suporta
A dor de não te ver
Entrar por nossa porta
Por você seguirei
Sendo somente lembranças
Até o dia da ausência, da ida
Partida, que me fará tudo esquecer...””
" E se o pensamento voar
dê-lhe a lua
e não a rua para vagar
é que lá no mundo da lua
está assim de gente que sabe amar...""
“” Pra que remendar a relação
Amar sozinho, melhor a lua
Buscar a rua
Amor que não se completa,
Vida que se afeta
Almas que não se aceitam
Corpos que já não luzem
Vozes que se acostumem
A viverem só
Por hoje deu dó
Tudo virou pó
E é só....””
Fragmentos e memórias
Numa rua qualquer de uma pequena cidade, existia uma pedra, ela amava a sensação de ser rolada pra lá e pra cá pelos pneus dos carros, se sentia viva e radiante. Mas numa dessas aventuras, ela foi jogada em um rio, um rio tranquilo, onde ela passou anos e anos vendo o movimento dos peixes, sentindo a luz do sol e a corrente da água sobre si. Séculos depois, uma mão desconhecida aparece, pega a pedra e a joga em direção a uma árvore, era um garoto com raiva de seu pai pois ele não tirou o castigo que lhe havia posto, mas aquela sensação era quase nova para a pedra, havia anos que ela não sentia o vento, o calor do sol e a sensação de liberdade. Mas numa dessas jogadas ela cai novamente, agora em outra parte do rio, a pedra estava muito feliz por ter sentido tudo outra vez, mas, pelo fato de ter sofrido erosão da água e os impacto com a árvore ela começa a se quebrar já dentro do rio, porém a pedra perece com alegria, ela sabia que toda aquela sensação teria um preço, então apenas aceita seu fim doloroso, no entanto satisfatório.
Hoje pela manhã, caminhando pela rua, vi uma mulher com o rosto de dor e os olhos em lagrimas, abaixei a cabeça e pensei:
ela está sofrendo por uma injustiça? ou por suas escolhas?
Não existe nada mais difícil na vida do que sofrer injustamente, as escolhas a gente aceita, as perdas suporta, mas, as injustiças jamais.
Milagre.
Dois tiros.
Na rua.
Gota d'água!
Sobreviveu
Restabeleceu...
Vida de volta.
Era do crime
Não tinha time!
Hoje é poeta.
Volta por cima!
Orgulho dos pais.
correr na rua
embaixo da chuva
molhar o deserto da alma
tirar a secura da boca
matar a sede de ser feliz
e tirar o gosto amargo
que acompanha nossos dias.
a rua em silêncio!
a anestesia da dor
que não existe.
a lembrança que não volta
a saudade apertando
coração-solidão.
Nuvens densas
A mente paranóica
Emoção e confusão
Sem saber que direção seguir
Vou pela rua
Procurando encontrar a paz.
O cortejo de João
Seguia uma multidão em rua larga
um cortejo de um defunto comum,
um homem conhecido e respeitado
na cidade.
Era o João, que morrera de dor
nas tripas.
João era uma alma boa, pessoa
prestativa e generosa.
João nunca se negara a ajudar seus
vizinhos, fossem eles gente boa
ou homens emprestáveis.
João não teve filhos nem esposa
e por toda vida vivera sozinho.
João cultiva a terra, onde plantava
seu sustento e o de quem lhe
batesse à porta.
João, certa noite, comeu seu jantar
e em seguida, depois de pitar o seu cachimbo,
fora dormir de barriga cheia e alma leve.
Durante a madrugada João sentiu fortes dores
no ventre, mas João era sozinho, na rua onde
morava ninguém escutou seus gritos por socorro.
João só foi encontrado dias depois, quando
vizinho lhe bateu à porta para lhe pedir açúcar
para adoçar seu café matinal.
O cortejo de João seguia na rua larga
em profundo silêncio, ninguém lhe cantava
ladainhas fúnebres,
nem cânticos de vitória.
