Poema na minha Rua Mario Quintana
Fui além do céu e o mar
Até achar
Meu caminho
Bem aqui
Sempre esteve
Na minha frente
De vez em quando alguém aparece me questionando que eu não me comporto de acordo com a minha idade.
Não, eu não tento parecer mais jovem ou me encaixar num mundo que não é meu. Nem tento ser alguém diferente do que sempre fui.
A questão é que, são os preconceitos numéricos como idade, tempo, altura, peso e distância que afastam as pessoas.
Eu tenho dois adolescentes e me dou o direito de acompanhar o desenvolvimento deles, conversar com eles, brincar e passear com eles, dentro dos melhores padrões possíveis de honestidade e bom caráter.
Num tempo de depressão desde a tenra idade, onde tudo é motivo para se fechar no seu mundinho, resolvi ser eu mesma e mostrar a eles que isso é possível. Fácil? Claro que não, mas pelo menos eu tento mantê-los seguros, felizes, perto de mim e do meu coração.
Ser mãe não é somente aquela história romântica. Enfrentamos os percalços do desenvolvimento deles e das nossas próprias batalhas. Enquanto ensino, aprendo a cada dia mais com eles. Peço ajuda, peço orações, mas não abro mão do privilégio da minha responsabilidade.
Amar dá trabalho, mas o que nos impede de nos divertir juntamente com quem mais amamos?
Ah sim, eu curto Super-heróis!
A MINHA PARTIDA
Tentei ser forte, mas não consegui. Trilhei por caminhos e busquei forças de onde eu não deveria. Lutei, lutei bastante contra o caos que havia dentro de mim. Eu juro que tentei, mas não consegui. Partir foi a única solução. Sair sem rumo e sem direção foi a única maneira que encontrei para me afastar desse mal que me afligia, da dor e da agonia que insistiam em perturbar o meu ser. Talvez eu faça falta, não sei. Quem sabe, lágrimas eu causarei. Mas foi melhor assim, partir sem pressa para voltar, sem hora para chegar. Foi melhor, foi bem melhor eu ir.
“Minha saudade parece infinita:
Ela vem de séculos.
Caminha por muitos cantos
E beija as almas nas lembranças doces...”
"Quando o silencio grita por um tempo;
Quando minha agenda deseja me sufocar;
Quando o mundo caótico e insano, sem pedir licença, insiste em invadir a minha fortaleza, eu apenas respiro e peço licença para me isolar. Abro espaço para um silencio conectado e dessa forma, nascem meus livros, e com eles me sinto gigante".
Fiz da sua felicidade a minha,
me empenhei pela sua
Não que tenha eu esquecido de mim
Mas, por você ser feliz,
Eu era feliz também!
A flor é linda e encanta os nossos olhos
Mas enquanto a admiramos, com o tempo ela murcha e morre
Porque enquanto a admiramos
esquecemos o mais importante pra ela: o cuidado!
Assim foi
Enquanto me admirava e se encantava com o amor que eu lhe dava
Você de mim se descuidava...
Você se enchia e eu me esvaziava
Porque o amor é assim: dar e receber.
Uma via de mão dupla.
O tempo passa,
E a flor que era tão linda, primeiro murcha
Perde a beleza, o brilho, o encanto, o perfume...
Depois morre!
A flor, embora não fale, pede socorro!
Não são os ouvidos a ouvirem nem os olhos a enxergarem, mas a sensibilidade a socorrer
Muda e cega sua sensibilidade, eu pedi, você não ouviu!
Não morri
Mas morreu a flor
Símbolo do nosso amor!
Regina minha Rainha Ginga eu nunca te esquecerei por nenhum motivo.
O amor que eu tenho por ti, já mais se apagará...
Porque tú fazes parte dos meus sentimentos, amo-te com todo o meu coração meu bem.
Coragem é o tempero da minha vida!
Sem ela nada teria sabor.
A coragem não me sacia, ela abre meu apetite de viver mais...
À MULHER DA MINHA VIDA
José Gomes Paes
Hoje, foi um dia importante para mim.
Eu encontrei a mulher da minha vida
Então, eu fiz um texto para ela.
E prometo que por mim jamais será esquecida
Do meu grande amor não me descuidarei um só momento
Hoje e amanhã com o mesmo carinho e intensidade
Nem que eu tenha a maior tristeza e felicidade
Ao meu amor, meu coração pulsará de contentamento.
Em toda minha vida vou zelar a todo instante
Entoarei meu canto na musica em seu louvor
Vou chorar e sorrir de tanto prazer e amor
Quando estiveres triste ou simplesmente radiante
Se ainda estiver vivo, a morte me acompanha, ao meu lado vive.
Quem sabe eu esteja só, pois a solidão faz parte de quem ama.
Eu possa proclamar o grande amor que tive
E assim, meu grande amor eu quero te falar
Que o nosso amor não pode morrer nunca esta aceso em brasa
Mas que seja intenso enquanto viver e durar
Em homenagem a Vinicius de Moraes
Poeta membro da Abeppa e Alcama
Filho de Urucará - AM
Mãe, vida da minha vida, que me fez crescer, viver e ser.
Mãe, crescer, viver e ser, somente seu amor me fez ver.
Mãe, vida do meu eterno viver, sei que estás com Deus, não morreu, és uma estrela cadente que fez gente e vivo por você.
Carrego trovões em minha vida.
Carrego angústia em meu peito.
Carrego o cinza em meu mundo.
Carrego infelicidade em meu coração.
Carrego apenas uma vida sem compaixão!..
Oh! Minha Musa Inspiradora cortou, de forma abrupta e unilateral, o fornecimento de Inspiração a este poeta que vos escreve. Deixando-me, assim, sem a devida inspiração para fazer arte. Pois sem mulher, não há beleza natural. Sem tal beleza, não há inspiração. Sem inspiração, não há arte. Sem arte, só me resta, para amenizar a crise que em mim criaste, "Sabor&Arte" um Chocolate.
Poema: Chocolate, "Sabor&Arte"
Me fala qual é o seu perfume
Que ainda hoje eu vou comprar
Tô sentindo minha vida tão sem cheiro
E eu já sei qual quero dar
Eu juro que
Eu deixaria tudo se você ficasse
Meus sonhos, meu passado, minha religião
Depois de tudo, estás fugindo dos meus braços
Deixando o silêncio dessa solidão
Não sei mais o que eu faria
Desejos, loucuras, todas fantasias
Nada tenho a perder
Diz pra mim
O que mais você quer da minha vida?
O Rio
nasce na minha porta
- preenchendo toda aorta -
um rio
de água negra
e fervente
que corre alheio
corta ao meio
e quebra
a paz e jaz
o silêncio
enquanto segue selvagem
o veio pulsante
e febril
transborda a margem
a forte corrente
transpassa a mata
e mata
de repente
deságua em guerra
em um mar calmo
esse rio
- lágrimas da alma -
inundando cada palmo
invadindo a terra
a sala
o peito, a mala
me afogo dia a dia
no rio de minh’alma
A Minha Oração
Me guarde e me proteja, meu Senhor
Me faça um exemplo de fé e amor
E me dê o destino que eu for merecedor
A Minha Alma I
A minha alma tenta se encaixar,
mas não reconhece o seu lugar.
A meu ver, não pretende ficar.
É que ela se fere ao flertar
com a vida
em uma conversa despretensiosa
ou assistindo a bela mulher que passa ansiosa
ou em qualquer despedida.
A minha alma não se acalma!
Minha alma é assim:
ela voa como um abutre
em círculos sobre mim,
olhos atentos espreitando a morte
e desejando a sorte
de ser livre, enfim.
O meu corpo não tem alma,
é minha alma que tem um corpo.
E, não fosse por ele,
estaria por aí, agora calma,
sentada em um galho torto
de uma grande árvore, sob um céu dormente.
Quem sabe?
Talvez tivesse se tornado outra lua
ou aberto uma rua
entre nós, entre todos. Em um segundo
ela teria achado um corpo que lhe cabe,
do tamanho do mundo.
É que minha alma não se acalma,
anseia o combate,
quer se lavar na lama
de Marte.
Minha alma é como um soneto
pulsante.
Intriga como um lugar incerto
e distante.
Instiga como o suave gemido
da amante.
A Minha Alma II
Minha alma não quer sossegar:
vive alheia e sem lugar.
É como se tivesse acordado
em um hotel medonho;
é como se tivesse vivido
no limbo ou escuro sonho.
A minha alma não se acalma!
Ela deveria ter baixado em um distante planeta
ou em um cometa,
mas a este corpo ficou presa.
E este corpo virou presa!
Minha alma não é um castelo
ou um forte, é o oposto:
é a bala do canhão que destrói a muralha,
a torre e mata.
Minha alma sangra em cascata
e nenhuma paz cultiva, insensata.
Grita como a tempestade
que a proa do navio invade
e que só não o afunda por piedade.
Vagueia a céu aberto
como um nômade no deserto
fugindo da verdade.
Minha alma carrega a dor de uma infantaria.
E a mim cabe sufocá-la no ser
e ser,
com angustiosa calma,
o carcereiro de minh’alma.
Já passava das nove e meia da noite.
Eu aqui dentro do meu quarto.
Dom Casmurro a minha esquerda me servindo de companhia em leitura.
Lá fora ouço o vento a vaguear pela rua.
Já passava das nove e meia da noite, e a cidade já estava recolhida.
Cada um em seu lugar com sua solidão e seus pensamentos.
E eu aqui, dentro do meu quarto.
Dom Casmurro a minha esquerda se oferecendo como companhia, para que eu não fique a sós comigo mesma.
