Poema na minha Rua Mario Quintana
A BIBLIOTECA
A biblioteca muda o sentido da vida.
Ela nos faz viajar sobre às asas do livro.
A biblioteca me deu à liberdade de sonhar através da escrita.
O livro que nela li;
Não acabou até hoje: está dentro de mim!
A biblioteca fez o poeta tirar o poema do papel.
A biblioteca tem alma, aliás, várias almas.
Nela tem um pedaço da sabedoria do céu.
Ela é o próprio remédio da alma do homem.
E é a única parte do mundo onde se pode o silêncio encontrar.
A biblioteca é minha segunda casa.
E a visita que nela vem, é servida com arte!
Ela me armou com livros. E me desarmou de armas.
Acredite: a biblioteca é a única que mesmo eu partindo, me faz ficar.
MEU DIÁRIO DE BORDO
Bença, Mãinha!
O mar continua com ondas.
Mas foram elas que criaram o surfista.
Maior onda!
É... O choro só durou até esta noite,
Hoje estou alegre.
Sem o sorriso no rosto.
Mas com à alma feliz.
Eu não estou conseguindo respirar direito... senhor!
Não prestei atenção na aula de história,
Agora estou aqui com várias coisas na memória.
Eu aprendi a escutar ouvindo o livro.
Mas ninguém quer lê minha Poesia Marginal.
Mas às ideias do Presidente borçal, vários estão engulindo.
Senhor, sou trabalhador!
Deixa meu cavalo andar.
Pra minha preta, não tirarei ele nunca da chuva.
Eu descobri que amar é um ato de revolução!
Estou navegando, sem vela numa escuridão.
Eu creio que meu Salvador não soltará minha mão.
Minha âncora está no verso livre,
Na poesia concreta, no poema líquido,
Como dizia o filósofo... As vezes, me chamam de poeta.
Eu não dependo da Academia de Letras
Para ser lido.
Ela quem precisa de mim para não ficar esquecida.
Saí da caixinha, não sou mais uma tala de fósforo.
Aí, Platão, para Caverna não volto nunca mais!
Agora só ouço o Racionais!
"Ratatatá";
Vou pegar um trem, e para Santo Amaro vou voltar.
Não sou professor mas todos os dias estou ensinando os racistas.
Eu já disse também que não sou escritor, sou teimoso! Só faço poesia, tem pessoas que gostam.
Eu estou vivendo como um rico: comprando livro.
E a vida? Vou namorando-a!
Sei que ela é um sopro, no entanto,
estou assobiando ela...
Estou igual o Michelangelo:
Tentando tocar meu dedo no de Deus.
Amém!
ESCOBAR: E SUAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS
O mar do Flamengo me afogou.
Capitu desaguou em lágrimas.
Betinho que nunca soube o peso de uma, pensou que havia alí algo mais.
E eu, oceano...
Só queria ser uma gota d'água nos olhos de Betinho, também.
Amei tanto a Bentinho,
Que nunca despertou ciúmes em Capitu.
(Só fui seu grande amigo)
Bentinho me amou como se fosse o último.
É tanto que via no rosto do seu filho, minha face.
Capitu com àqueles olhos de ressaca,
viu tudo, e fingia não enxergar nada.
No mais, caro leitor, Escobar afogou-se no próprio mar de desilusões.
PANTERA NEGRA
Nela tudo me encanta:
Seu caminhar sedutor, sou sua mata.
Seu sussurro feroz é como ouvir Milton Nascimento...
Seu olhar de caçadora (caçadora de mim), que não espanta a caça: só dá o bote certo.
Sua cor preta tão reluzente, que distingue em meio as tigresas.
Sua boca: que preza! Me deixa comido (mas ainda sinto fome)
Tem um bom faro,
Que me encontrou.
Eu inverti a Cadeia Alimentar:
Fui caçar a Pantera Negra.
Até o eu-lírico do Milton,
Que só falta falar a língua dos anjos, tentou resumir:
"Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu, caçador de mim"
" A paz
reinava em meu ser,
de repente chegou
um furacão que
acabou por me
entristecer...
Por fim,
alegria não
vem mais me ver..."
Tati Oliveira-
16.02.2013
"Dediquei-me à ti
com tanta ternura.
Recebi em troca
dor e decepção,
lágrimas a lavar
minh'alma e coração.
Uma alma,que
à ti se entregou,
confiou e amou.
Um coração
que só à ti queria.
Como amar e confiar
novamente? Se
a dor permanece
e não quer cicatrizar.
Deus tenha piedade
de ti,e que jamais
faça outro alguém
por ti chorar,é uma
dor que ninguém
merece passar,amor
é reciprocidade,cuidado
e carinho...
Foi o que eu pude e
tinha para lhe dar,
mas feriste meu
coração,que hoje
sangra,e chora
por alguém que amor
não soube dar..."
Tati,17.08.2014-16:05 hrs
Vazio
Há tempos que não sinto nada ao me mover
Que estou inerte numa estranha ambição de me preencher
De encontrar algo ou alguém que traga-me à vida
De criar apreço por qualquer coisa que seja-me querida
Por vezes submeto-me à futilidade, por vezes a algum vínculo profundo
Mas ainda sinto-me só, incompleta, um poço sem fundo
O essencial falta-me, não vivo nada verdadeiramente
Como se não existisse passado, futuro ou presente
Algumas pessoas contentam-se ao molhar os pés, outras a cintura
Outras um pouco mais profundas mergulham de cabeça nessa aventura
À mim seria necessário o afogamento
Talvez eu fosse completa, por pelo menos um momento
Uma Supernova que passou a vida a buscar
Algo ou alguém para se afundar
Para dar fim ao vazio de dentro de mim
Explodi e parti, para um oceano sem fim.
Acordei feliz, a noite despertou alguma esperança em mim
Os problemas pareciam menores
Sua ausência, insignificante
Nossas memórias, distantes
Jurei que seria diferente
Saio do quarto, bagunça pela casa
Minha mãe reclamando das mesmas coisas
O rádio ligado naquela mesma estação insuportável
Você aparece em minha mente
Tudo definha, tudo se perde
A esperança parece se afogar
O que é felicidade mesmo?
PARTIDO
Particípio, tão somente regular
(so)mente não, (plural)mente corpo
e principalmente: alma.
>POETRIX
Fascínio no olhar
Em teus olhos, encontro paz
Que há tempos eu procurava,
Sem saber por onde andavas,
Será que também me desejavas?
Na minha mente, tu passeias,
Deixando marcas, lembranças cheias,
Encontrei-te sem querer,
E sem querer, me encantei, mulher.
Vida agridoce
Tristeza, sentimento doce e pungente,
Tão fácil de alcançar, presente e urgente.
Contraste com a realidade comum,
Tentação que ronda a vida, pungente e atroz.
Assim como a felicidade, paradoxal,
Tem na tristeza sua sombra abissal.
Tristeza carrega consigo o peso,
Do fim, do amargor, triste encanto aceso.
Me chama para a luz, de forma persuasiva,
Promete vitalidade, mas é uma via compulsiva.
Fatalidade que seduz, de forma impiedosa,
Ainda assim, a tristeza me atrai, poderosa.
Em cima do muro
Isso que chamamos de amor,
Ausente por tanto tempo, sinto sua dor.
Às vezes, acredito não merecer,
Mas confio no destino, ele há de resolver.
Estou em cima do muro, incerto,
Rondando tua vida, fio a fio, descoberto.
Posso confiar em ti, em teus cuidados?
Serias capaz de me amar, mesmo com meus fardos?
A dúvida me corrói, me abala,
Por dentro, a insegurança me estala.
Quanto mais penso, mais lamento,
Um dia serei amado? É meu alento.
Assim, simplesmente desejado,
Em uma relação simples, feliz, autêntica, entrelaçado.
Quem sabe então suprirei minha carência,
Com o amor que me abrace em sua essência.
Amor, por favor!
Se não sou merecedor de seu amor,
Por que me usas? Enganas sem pudor.
Faz de mim um abrigo abandonado,
Sem chance alguma de ficar ao seu lado.
Fui seu suporte na dor,
Ajudei sem pedir por favor.
Desdenha-me sem pensar na dor que me causa,
Continua assim, indiferente e antipática.
Não quero mais te amar,
Não desejo contigo ficar.
Partiu-me ao meio e antes que pudesse ver,
Meu querer se quebrou, um pedaço que não irei reaver.
Um amor nada memorável
Não serei inesquecível, é verdade,
Sem demonstrações grandiosas, sem vaidade.
De flores não encherei teu caminho,
Mas verdadeiro, estarei sempre contigo.
Cada instante, verdade refletirá,
Sentirás teu valor, amada estará.
Aceita como és, sem falsidade,
Em cada momento, em nossa cumplicidade.
Amor simples, sem exagero algum,
Verdade compreensível, a cada lume.
Empatia sincera, laços firmes em essência,
Meu suporte, eterno, com persistência.
O Miséravel
Reclamas da miséria em tua jornada,
Confias ao destino a solução desejada.
Tolo sem noção, busca no céu compaixão,
Clamas por socorro, anseio em vão.
Levanta-te e prepara-te, então,
Para toda guerra, qualquer situação.
Problemas não são reais, são efêmeros,
Desafios surreais, supera-os sem medo.
Nunca desistas, voa como pipa livre,
Sem rota definida, mas ao céu se eleva.
Segue teus desejos, sem lamentar ou parar,
Assim, talvez, vencerás o jogo, sem hesitar.
Logo nas primeiras tardes, mudanças pingaram lentamente do céu em forma de pensamento. E por estar acordado, algumas pequenas mudanças lhe acertaram.
Estes pingos, porém, não lhe deixaram doente. Pelo contrário; não tardou para o primeiro espirro iluminar a sua volta, e ele perceber que o sintoma da doença estava mesmo era no guarda-chuva.
Os versos que eu escrevi com lápis, foi pela incerteza das tuas palavras, senão escreveria com caneta, qual a borracha não apagaria facilmente nossa história.
Artista Obcecada, Sem Medo de Sentir Demais (2025)
Se a faísca incendiar
Se o incêndio se alastrar
Queimemos em reciprocidade
E aproveita...
Sou artista obcecada
Sem medo de sentir demais
Seja a minha musa inspiradora
Te pinto um milhão de quadros
Te declaro um milhão de músicas
Te escrevo um milhão de poesias
A intensidade pode até me matar
Mas uma mulher absurda como você
Nascida para inspirar
Não poderia senão ser musa
Tenho ânsia de te conhecer
Mas sem pressa, pra não te perder
Quero saborear cada parte de você
Me apaixonar por cada singelo detalhe
Me embriagar de você
Mulher,
Mesmo que me machuque
Serei labareda escrita em carne
Em cada verso da nossa história
E com a leveza do óbvio
Mas com o peso das palavras
Eu lhe digo com veemência...
Você é estonteante,
Visceral
Incendiária, como chama que dança
Entrelace teus braços em mim
E me queime no compasso do teu corpo.
Sua presença
Eu a olhava todos os dias
Mas você se afastou tanto
Que eu te perdi de vista
Te olhava sorrindo
Te olhava rindo
Hoje te vejo partindo
Tento me conformar
Mas nos meus sonhos
Você faz questão de estar
Sigo minha vida
Mas sem você
Tudo se complica
O sol, nas nuvens se perdeu
Pois não achou juntos
Você e eu.
