Poema com mar
LAÇO:
O silêncio é gritante
E o tempo vil.
As horas são infindas
Como infinito é o mar.
Todos que me rodeiam
Não são meus
E os meus
Não me dizem seus.
E em meio a todo esse
Paradoxo de emoções
O tempo esquiva-se
A dizer quem sou eu
Apraz-me o relógio
Com o tempo seu.
Aflige-me o tempo seu
Que segrega o meu.
No mar do pensar,
Nesse instante a nadar,
As ondas escutar,
O vento a pairar.
O nevoeiro do bem estar,
No furacão do apagar,
Rumo ao tsunami do sonhar,
Ao Rio do bem falar.
A temperatura a alternar,
À deriva de um lar,
Em direção à praia do mofar,
Da ilha que veio a abandonar.
O horizonte quisera somar,
Dar um Norte insular,
Talvez um Sul de congelar,
Ou mesmo um frio sem par.
A Liberdade do Seu Mar
A sua alma é profunda e a sua superfície é bela, desfruta de uma certa espontaneidade; a sua liberdade é muito notória, faz parte de todo o seu ser; busca proteger a sua valiosa integridade, cuja essencialidade é bastante intensa — certamente, atributos peculiares de uma natureza grandiosa, singular, que a cada raiar do sol se renova.
A maneira com a qual a sua personalidade vai se expressar muitas vezes é imprevisível, chamativa, aprazível; tem seus admiradores e nem sempre agrada, mas não se importa, depende do momento, do clima, do tempo, pode estar tranquila ou agitada, solitária ou receptiva — uma expressão verdadeira que, de qualquer forma, se destaca.
Sendo assim, liberta, cheia de intensidade e imponência, ela se conecta facilmente com o mar e a sua farta expressividade, que vai muito além da linda aparência das suas ondas — o vaivém de águas e belas curvas —, levando em conta também a profundidade da sua transparência; não que tudo dela esteja revelado, pois isso é apenas uma limitada interpretação poética.
Me afoguei no mar…
mas fui eu quem escolheu descer.
Quis sentir cada correnteza
rasgando o que eu fingia ser.
Nas águas me perdi — sim,
mas não foi fraqueza, foi decisão,
porque mulher que se enfrenta
não teme a própria imensidão.
Meu corpo não pede licença,
minha alma não sabe recuar,
sou fogo que aprende no toque
o próprio jeito de queimar.
Minhas curvas não imploram,
elas sabem o que são,
carregam força e desejo
como um grito em combustão.
Helaine machado
Gosto de céu e mar
Lembro dos dias de sol, areia escaldante
A lua, a fogueira, o violão tocante
E as "modas" que machucavam o coração
Plantando em mim a dor de uma paixão
E o amor, ainda hoje, tem o mesmo gosto
De rio, sol, mar, céu e de areia no teu rosto
Um sonho que só existia pra mim, que resistia em mim
Hoje só saudade e lembranças sem fim
O sereno da noite se mistura ao pranto
Páginas da vida que eu guardei no canto
Um amor proibido que ninguém pôde ler
Sem chance de ao menos tentar acontecer
E o amor, ainda hoje, tem o mesmo gosto
De rio, sol, mar, céu e de areia no teu rosto
Um sonho que só existia pra mim, que resistia em mim
Hoje só saudade e lembranças sem fim
Não existe amor sem falhas
porque não existe você sem camadas ainda em construção.
Marcilene Dumont
Sempre fui porto seguro, mas a galera curte mesmo é mar revolto. Então demorô: quem quiser atracar aqui vai ter que saber remar no compasso.
#sambaeumabrejagelada.
Se um dia o mundo acabar,
espero que seja à beira-mar,
contigo, enquanto as ondas
ainda sabem dizer amor.
Há um impacto poético que
acontece entre o mar e a falésia,
não como violência,
mas como reencontro de velhos cúmplices.O mar desfaz-se em espuma, a falésia em ecos.
"" Navegar é preciso
mas haja mar
pra tanto desejar
Navegar ao sol
as cores do dia
nada se perde , bronzeia
tudo é mar
de amar...""
Pergunto: quem move o barco no mar?
Seria o vento ou o navegar?
Por que a noite é feita de breu
Se a luz que ilumina sou eu?
🌹
Quantas perguntas cabem na dor
Antes que ela se torne amor?
O tempo passa ou nós é que vamos?
Onde estão os sonhos que semeamos?
🌹
A poesia é feita de interrogação,
Uma linha curva no coração.
Mais vale a dúvida que desperta
Do que a resposta que fecha a porta.
🌹
Quem pergunta não quer sossego,
Quer desvendar o que está em jogo.
E no labirinto de cada incerteza,
A própria busca é a maior beleza.
A MENINA DOS OLHOS
Ela fez das lágrimas um mar de ilusão onde, através da "menina de seus olhos", enxerga o arco-íris além do céu...
Lu Lena / 2026
BRASÍLIA
A flor do cerrado
não tem praia nem mar
mas tem lindo lago
de lábios rosados
e olhos azuis
que se prendem ao céu.
Tem pedra bonita
tem luz de pepita
e lua de cristal
Brasília é infinita
constelação de poderes
estrelas soberbas
que sobem e que caem
do alto da torre
à rampa do congresso...
Brasília é rock roll
da Capital Inicial
das Plbes Rudes
e Renatos Russos
de camelos e Para-lamas
do voo da gaivota
da Asa Norte à Asa Sul
Brasília é uma flor
que ainda desabrochou
da praça sem poderes
ao autódromo esquecido
governo falido
servidor ausente...
Brasília de presente
de passado distante
da fé do bandeirante
do padre sonhador
Brasilia ainda é menina
de laços de fita
que o poeta cantor.
Eu amo Brasília
em suas grandezas
e em suas carências
quem dera que um dia
o vale perdido
o dito paraíso
sem medo e sem culpa
assumisse a sua sina
de ser jovem menina
na paz entre os homens
na justiça e no amor.
Evan do Carmo
Ela amava o mar,
assim como eu amava o rio
mas a estrada do destino
não cruzou nossos caminhos,
assim o mar ainda a espera,
o rio que era meu sonho,
virou um deserto de quimera.
Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.
