Poema com mar
Quando a ansiedade bate.
O meu coração acelera.
Me sinto como uma gota de água no mar.
A mesma gota que cai dos meus olhos.
olha esse céu azul,olha essa vista pro mar
esse visão q é mais do que perfeita
é algo único de se vivenciar
algo que se sente apenas uma vez na vida
chega até a me arrepiar
meu coração e minha alma, sincronizados na mesma batida
me ponho a imaginar
como essas coisas são bonitas
mesmo em um mundo tão sujo
queria viver em loop esse momento
talvez resolveria tudo
curaria certas feridas,eu diria
causadas pela vida
causadas pelas intrigas
causadas pela inveja
causadas pela agonia.
"CURA".
O mar
Da brisa leve e suave
As ondas me levam ao seu encontro
Mas nesse mar que me atraí
Não há água e nem um cais.
Apenas uma linda mulher
Que com seu belo sorriso desperta
Os pensamentos mais puros e sinceros
E os transformam nestes versos singelos.
Me perco na imensidão que é o teu corpo
Como em alto mar se perdem os tolos
Que navegam sem rumo e remos
Marinheiros guiados pelos ventos.
Vindos de lugar algum
Indo para lugar qualquer
Teus seios se tornam ilhas
As mais paradisíacas.
Ilhas quais sempre penso
Em fugir e ficar para sempre
Pois em terra firme a vida
Já não me ilude nem fascina.
Navegando
Sou barco à deriva
Açoitado neste mar revolto,
O vento impetuoso sopra forte
As ondas que me assolam
Nestas águas tão voraz da solidão...
O tempo vai passando
E tão longe vai ficando
O porto tão seguro
Que me seria o teu amor...
Vejo por farol o brilho fraco dos teus olhos
Na penumbra destas nuvens de incerteza
De que ao teu porto ainda vou chegar inteiro.
Sigo navegando pela vida
Açoitado pelas ondas deste mar de solidão
Que não me impedirão o ímpeto
De um dia alcançar teu coração...
Edney Valentim Araújo
A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.
"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.
Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.
Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.
Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.
Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.
Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.
As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."
O lobo e a lua
Sentado de frente para o mar a minha única companhia era a lua avermelhada e silenciosa,
buscando repostas uivei por horas sem sequer ser notado,
pensamentos assombrosos, dores profundas, sensação de alma derrotada,
corpo pesado, olhares perdidos, respiração desconfiada dos seus intervalos longos,
implorando por atenção e uns breves conselhos insisti numa conversa com a lua e continuei a uivar sem parar,
apenas os corvos e as serpentes se aproximaram para com certo sigilo vigiar o que poderiam ser os meus últimos atos,
madrugada a dentro, cometas em movimentos, a maré atingiu as minhas patas por três vezes, areia foi jogada no meio fusinho pela força dos ventos,
depois de algum tempo eu entendi que eram respostas da lua em forma de sinais,
o mundo sempre está em movimento, por três vezes deixei as lágrimas me afogarem ao ponto de me deparar com as pontas dos dedos no precipício, a areia ao mesmo tempo que cega, quando bem temperada vira espelho e pode iluminar uma estrada para novos caminhos,
confiante e decidido uivei bem alto em agradecimento a lua por dá novamente significados a minha vida.
Escravo do destino
O campo, o mar, a casa com chaminé e duas cadeiras postas na direção do horizonte, mas apenas uma está ocupada,
O medo as vezes se comporta como o guardião das madrugadas silenciosas,
Em meio a grande perda encontrei no céu nublado o peso das lágrimas que timidamente insistiam em não cair,
Rasos desejos, raros momentos, asas na superfície não dão âncoras a profundidade,
Sentado na cadeira a beira mar olhei fixo para o oceano e de tanto olhar vi que você deixou rastros de sentimentos espalhados pelas ondas,
Na minha penitência moral já escrevi mil cartas com pedidos de perdão e as lancei no mar para que através de garrafas navegantes elas pudessem chegar aquela que um dia foi minha e jurou não ser de mais ninguém.
O canto da sereia
O canto das sereias acalma as ondas do mar,
O canto das sereias causa ilusão profunda nos homens,
O canto das sereias foi ouvido e aplaudido pela lua e então ela deu vida ao brilho das estrelas,
O canto das sereias ao mesmo tempo que trás paz e oferece sua luz, ele cega e trás o caos de um jeito sínico e malicioso.
Somente nós
Eu a cadeira e o mar,
Eu o tempo e o destino,
Eu o que vi e o que será,
Eu o sol e a lua.
Perdido por você...
Naveguei entre as nuvens e não vi você,
Caminhei sobre o mar e não vi você,
Continuei a vagar dentro de um labirinto abrindo portas e mais portas e não te encontrei,
Foi quando a lua sorriu e através das estrelas me indicou o caminho até você.
Aonde está você?
Uma cadeira ocupada,
pés na areia,
as ondas do mar quebrando com seu barulho de paz,
Mas,,,
A frente, o por do sol gritando, aonde está você?
Mar das mágoas
Cicatrizes regadas com lágrimas,
O antes e o depois de quebrar nas lembranças,
Nas vagas intenções, ricas decepções,
Perante a estátua de um rei que nunca se apaga, o bobo da corte chora causando o profundo mar das mágoas.
Acorde
Atravessei noites sem ouvir sua voz,
Nem a escuridão do mar, nem o silêncio das estrelas foram capazes de me desanimar na tua busca,
Partes de você estão em mim, partes minhas vivem em você, piratas do destino, turistas do tempo, somos destinados a nos encontrar a cada vez que acordarmos,
Com o coração polido de esperanças, invoquei o teu nome bem alto para que todos os deuses pudessem me ouvir, na ânsia de te encontrar o quanto antes,
Nem mil vidas suportariam o amor louco que eu sinto por você,
Acorde e venha!
Um vale, as enormes montanhas com seus picos nevados e o mar,
Um vilarejo, uma igreja bem centralizada e as ovelhas a pastar,
A calmaria, as certezas e o além disso.
O eclipse
Um eclipse veio e demorou a passar, desta forma elevou as ondas do mar, quando a lua reascendeu procurei mil motivos para fugir do meu castelo de areia,
Um coração foi entregue sem arrependimentos, porém a economia nos cuidados, nos valores e nos esforços não foram suficientes para superar o instante da escuridão na passagem do eclipse da lua,
Uma barragem de emoções foi levantada, no entanto ondas oceânicas de razões enormes se movimentavam com intensidade atingindo-a por diversos ângulos,
A água bateu incontáveis vezes no castelo de areia e o destruiu, ainda assim os sentimentos resistem bravamente procurando terra seca.
Já imaginou?
Uma casinha em cima da montanha,
o mar a frente,
uma rede de balanço e uma rede de pesca,
Dois cachorros correndo livres,
os pássaros vindo pelas manhãs nos visitar,
o por do sol dos sonhos acontecendo ali,
A noite, uma fogueira acesa, duas taças nas mãos e nossos sorrisos se espalhando pelo ar,
Já pensou?
Meu cenário
O meu chevrolet com um cooler cheio de bebidas e ela sorridente,
o mar a frente,
as montanhas lá no fundo parecendo miragens,
o barco atracado no píer,
e pensar que esse cenário é todo meu.
De dentro pra fora fui recomeçando,
Os caminhos foram se abrindo como o mar vermelho se abriu para Moisés,
Um coral de pássaros cantou, os cisnes com a sua elegância dançaram e as rosas com a sua beleza encantaram o novo nascer do sol,
A cadeira de balanço continua a balançar sozinha, o silêncio tomou posse de sua coroa,
passos estão sendo dados em direção a luz.
Planeta terra
Na fotossíntese, vi energia,
No mar, vi profundidade,
No vulcão, senti o calor,
Nas tempestades, vejo a força,
No ar, percebo o poder dos ventos a soprar,
Na atmosfera é visível a tua delicadeza,
Na aurora boreal vejo o extremo da beleza,
Nos animais, a intimidade com a evolução,
Nos seres humanos, ainda falta-lhes a inteligência para desfrutar do básico.
