Poema com mar

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Ses


E se móises não tivesse atravessado o mar vermelho, por medo do mar fechar, de não ser capaz, de estar levando todo o povo com ele para morte, de não haver chegada... E se Móises não tivesse atravessado o mar vermelho e os soldados pegassem todos, matassem todos, o que fariam com ele, o que saberiamos dele hoje? Muitos "ses". E para que tantos "ses", e porque pensar em tantos "ses" passados, se não para, enseszar o presente, e impossível de desenseszar o futuro?

ESTRELA DO MAR


Se a estrela me compara,
Com quem vou comparar?
Se a árvore me destaca,
Com quem vou destacar?
Só se for com a estrela do mar...

TEMPESTADE


Tempestade, o barco a balançar,
o mar está bravio, mas Jesus no barco está.
Os discípulos a remar contra a tempestade,
mas ninguém se lembrou: Jesus está no barco, Ele não vai afundar.


Aquieta-te, acalma, podemos falar,
há poder em Jesus, Ele comigo está.
Deu-me autoridade para, em Seu nome,
repreender o mal e na Sua paz descansar.


Aquieta-te, acalma, podemos falar,
há poder em Jesus, Ele comigo está.
Deu-me autoridade para, em Seu nome,
repreender o mal e na Sua paz descansar.


É justamente assim nesta vida,
quando tudo sai fora do lugar.
A vida vira de ponta-cabeça,
mas, se Jesus está presente, tudo volta ao seu lugar.


Aquieta-te, acalma, podemos falar,
há poder em Jesus, Ele comigo está.
Deu-me autoridade para, em Seu nome,
repreender o mal e na Sua paz descansar.


Aquieta-te, acalma, podemos falar,
há poder em Jesus, Ele comigo está.
Deu-me autoridade para, em Seu nome,
repreender o mal e na Sua paz descansar.
Cícero Marcos

"O Amor que Veio nos Amar"


O amor que veio nos amar
ultrapassa o tempo, o céu, o mar.
Não há barreira, dor ou pesar
que consiga esse amor apagar.


Deus olhou o mundo e, em Seu olhar,
viu corações prontos a se quebrar.
Então, enviou Seu Filho a nos tocar,
para que a vida pudéssemos abraçar.


Porque Deus amou de forma sem fim,
que entregou Jesus, Seu próprio Filho, por mim.
Para que todo aquele que nele crer
não pereça, mas venha a viver.


É um amor que atravessa a dor,
que dá esperança, que traz calor.
Que toca a alma, que faz renascer,
que nos convida a simplesmente crer.


O amor que veio nos amar
não espera o mundo mudar.
Ele nos encontra onde estamos,
nos cura, nos guia, nos levanta mesmo no esquecimento.


Não se mede, não se explica,
mas transforma, consola e edifica.
E mesmo que a vida queira nos separar,
o amor que veio nos amar nunca vai falhar.


Olhe para o céu, ouça o vento a passar,
sinta no peito: Ele veio nos salvar.
Porque a eternidade começa ao crer,
no amor que Deus quis nos oferecer.


O amor que veio nos amar
é presente, é luz, é eterno luar.
É promessa cumprida, é vida a pulsar,
é João 3:16 a nos ensinar:
que crer em Cristo é nunca mais se perder,
é viver para sempre, no amor que veio nos amar.

Deus que entra na fornalha, acalma o mar e fala no meio do vento.
Deus que muda decretos, quebra cadeias e faz o inimigo recuar.
Deus de recomeços, promessas cumpridas e vitórias completas, que glorificam o Seu nome.
Deus que escreve certo mesmo quando a vida parece torta, porque Ele é fiel até o fim.

A bordo de mim
Trancafiada em mim,
no abismo, vi:
o mar se revelou.
Oculta,
embalo o fim,
estou a bordo.
O inundar do mar, sôfrego mar,
vem se lamentar.
Pálido.
Gélido.
Seco.
Escureceu,
não sou mais eu:
o mar sou eu.
Fugi sem ar,
pra me enclausurar
num olhar sombrio.
O medo embarca,
revira marcas
do meu pesar.
As ondas vêm,
molham meus pés,
e eu, mergulho.
Vento bravio,
calafrio
me faz chorar.
Tempestade à vista:
o barco vira,
e eu me embaraço
no relembrar.
Aos prantos, grito:
sou eu o mito
desse tal amar?
Ouço gemidos
do fundo do mar.
O horror me chama,
me mostra além
um antigo olhar.
Quando era ardor,
quem sabe amor
levou o mar.
À deriva,
na noite,
tento me refugiar.
E a negra vem
me acompanhar.
Seus braços frios
acariciam
meu perturbar.
O barco vira.
O retrato quebra.
Meu pesar, disperso.
Corta meus pés.
Ao chão, debruçada,
sangro, sem dor.
Junto os pedaços,
varro os cacos
de um amor opaco.
Mas a água vem.
As correntes vêm
me soterrar.
O barco alaga,
afunda lento,
o vento consente
meu naufragar.
E a brisa leva
o que restou de mim.
Meu ser se afoga.
O sal corrói
esse sôfrego amor.

Navegando

Sou barco à deriva
Açoitado neste mar revolto,
O vento impetuoso sopra forte
As ondas que me assolam
Nestas águas tão voraz da solidão...
O tempo vai passando
E tão longe vai ficando
O porto tão seguro
Que me seria o teu amor...
Vejo por farol o brilho fraco dos teus olhos
Na penumbra destas nuvens de incerteza
De que ao teu porto ainda vou chegar inteiro.
Sigo navegando pela vida
Açoitado pelas ondas deste mar de solidão
Que não me impedirão o ímpeto
De um dia alcançar teu coração...

Edney Valentim Araújo

⁠UM AMOR PARA RELEMBRAR

Tem pessoas que chegam em nossas vidas como a água do Mar para nos refrescar em dias quentes, você tem sede, mas sabe muito bem que aquela água não serve para tomar, então você se delicia nela, relaxa em seu banho e sente sua refrescância, mas continua com aquela sede que não vai conseguir saciar. Essas pessoas costumam ser pessoas formidáveis, amigas de todos, sempre generosas, bondosas, de um coração enorme, com inúmeras qualidades que você aprecia e reconhece.
Mas, embora tenha tantas qualidades, você sabe que essa pessoa não é para você e que vocês jamais dariam certo juntos, que as suas diferenças sempre falariam mais alto e por este motivo você prefere deixar ir e fica amando, admirando, torcendo e acompanhando as suas vitorias de longe.
Amor este que nasceu para ser sentido e não vivido, faz parte e tá tudo bem, você lembra sempre dessa pessoa com muito carinho pelo pouco que estiveram juntos, com uma saudade, mas que não pode mais matá-la e se conforma, porque é a única coisa que te resta.
Rindo ou chorando, você segue relembrando e amando essa pessoa toda vez que se lembra dela.

Teus olhos, eternidade



Nos teus olhos, encontro o mar,

um brilho que sabe segredos do tempo,

e me faz querer naufragar

no silêncio doce de cada momento.



Teu olhar é chama serena,

que aquece a noite sem precisar de luar,

teu sorriso promessa pequena

tem o poder de tudo transformar.



A pele que guarda o tom do sol,

o gesto que fala sem uma palavra,

és poema escrito em véu de arrebol,

és o verso que o amor sempre buscava.



E se o destino ousar me guiar,

quero ser o eco do teu coração,

pois em ti descobri o lugar

onde a vida se faz canção.

Jeh...Seus olhos são mais brilhantes que o mar verde das Filipinas
Tão penetrantes e intensos assim..
La eles tem águas cristalinas
E aqui eu admiro você a um palmo de mim

Eu te amo como o mar ama a lua
sem tocá-la nunca, mas puxando o mundo inteiro
para mais perto de si.

Há em você uma espécie de silêncio
que me envolve como um segredo antigo,
é um lugar onde tudo em mim encontra repouso.
Como se o tempo, cansado de correr,
se deitasse no teu ombro
e aprendesse, enfim, a respirar.

Quando penso no teu nome,
ele não vem como palavra
vem como vento atravessando janelas abertas,
como cortinas dançando sem motivo,
como um arrepio que não pede explicação.

E ainda assim,
há algo em você que pesa.
Não como dor,
mas como as ondas do mar à noite
densas, profundas, inevitáveis
carregando histórias que ninguém ousa traduzir.

Te amar é isso:
um equilíbrio impossível
entre leveza e abismo.

É caminhar sobre a linha fina
onde o céu encontra o oceano,
sem saber se estou subindo
ou me afogando.

Mas não importa.

Porque se for para me perder,
que seja em você
como o vento se perde no horizonte,
como o mar se entrega à escuridão
sem jamais deixar de voltar.

⁠O amor é como o mar, imenso e profundo,
Com ondas que nos envolvem sem aviso,
E nos levam em direção a um mundo
De sensações incríveis, sonhos e sorrisos.
O amor é como o sol, quente e brilhante,
Que nos aquece mesmo nos dias frios,
E ilumina nosso caminho adiante
Com uma luz que vem do coração.
O amor é como a flor, delicada e bela,
Que nasce em meio às pedras do caminho,
E perfuma a vida de quem dela cuida
Com um aroma doce e suave como mel.
O amor é a força que nos move e inspira,
Que nos faz sentir vivos e mais humanos,
E que nos une numa só harmonia
Com tudo o que há de bom nesse enorme universo.
Por isso, que o amor seja sempre celebrado,
Em todos os cantos e recantos da vida,
Como uma luz que jamais se apaga,
E uma fonte de esperança renovada

⁠SE

Se todos gostassem da minha poesia,
Jamais haveria
Paz no mundo.

O mar e as fontes secariam,
Os rios ao contrário correriam,
O ovo não teria gema
Nem o ovário
Seria berçário
De hormonas,
Neste meu mundo de sintomas
Da falta de teorema.

Seria o caos completo,
Tudo morreria
O absoluto e o obsoleto.

Por favor:
Para que haja paz no mundo,
Nunca leiam a minha poesia;
Podem até falecer de ironia,
Ou então ficar moribundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-11-2023)

Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos das Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro.
Poema
Marés da Adolescência
(Letra & Poesia)
No mar da adolescência,
A gente aprende a navegar,
Entre as ondas do medo
E a esperança de um lugar.
Navegando no escuro,
Buscando a direção,
Com a força da nossa voz,
Identidade e coração.
Este é o nosso oceano! Descobrindo a coragem,
Nosso projeto de vida.
Navegando nessa maré,
Construindo a nossa rota,
Fortalecendo a fé.
Todo capitão aprende
Com o peso da tempestade,

O Mar

Eu sou o mar
suave pacifico
lugar onde muitos vão namorar
Eu sou o mar
forte. arrasador, destruidor.
Que muitos levou, sem piedade matou
Eu sou o mar
Azul da cor do céu
verde da cor do lodo
Sou o mar em maré cheia
explodindo e derrubando tudo
Eu sou o mar
de suave maresia
de águas acalentadoras
O mar que é cheio de vidas
lindos peixes, golfinhos baleias
e também os carnívoros
matadores monstros marinhos
Eu sou como o mar
ora amável,ora odiável
ora quente
ora frio
o Mar
de se amar. ou se odiar!

Num papel, descrevo o coração em cálice tinto; nas lágrimas em mar vermelho, floresce a rosa vermelha num deserto vermelho; meu coração: beija-flor-vermelho corre pra você, mas a solidão é minha e, sem você, uma rosa me aperta o coração; minha alma dói, e corro dali, mas não sei dormir sem você ali; eu, descalço na maré vermelha, escrevo na areia: esqueço de mim pra você voltar, onde você está? Meus olhos não fecham mais, a praia vermelha é meu quarto, somente as estrelas amenizam minha dor e me lembram você, uma estrela distante e radiante.

No rio vermelho, eu deixo barcos de papel, onde escrevi versos; sentimentos que não me deixam dormir; mas não importa quantos eu deixe ir pelo rio, estão à deriva, permaneço sem você; mesmo meu coração em barcos de papel, você ainda derrete meu coração; você não vai me ler, não vai ver meu desejo de casar com você; num amor à deriva, perdi você e não há lugar pra mim sem você; na cidade vermelha, tento sobreviver num caminho vermelho.

Eu quero fugir, correr daqui, deixar o amor batizado na dor, mas é mais que mera dor, é o amor que não há como esquecer; palavras não bastam, apenas palavras não deixam o peso da dor e não expressam como é grande esse amor por você; confesso como nenhuma palavra poderá dizer palavras que nenhum significado revela, o entender do amor por você; amor que não para, amor que não sabe, como no mundo vermelho: quem ama sangra demais, bem mais que quem não ama, quem não é vulnerável por outro alguém de coração vermelho, como o teu coração cinza.

"Há dias em que tenho medo do mar, do rio
Outros dias, já sinto vontade de mergulhar
Nadar até às profundezas
E me tornar parte das águas
É como me sinto:
Às vezes, calma
Outra hora, turbulenta
Às vezes, reluzente
E outra hora, tão escura"

⁠Abra janelas da alma
deixa o sol entrar,
deixa que vem
a brisa do mar.
Deixa nascer
você vai florescer,
é ainda mais fácil
quando permite acontecer.

SaMarSi


Eu sei quem sou.
A sua opinião não é necessária.


Não escrevo para receber curtidas.
Basta que leiam.


Quero provocar.
Mexer onde ninguém toca,
onde o véu permanece
e a ilusão toma conta.


Quero apenas que saiam
da zona de conforto
e encontrem o “eu” oculto.


Se você leu
e se incomodou, de alguma forma,
com o que escrevi,
então eu consegui
o que eu queria.

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.