Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
AS MÃOS...
Oferecer apoio no momento certo,
estender-se para consolar,
segurar firme para amparar.
Mas o que mais podem as mãos?
As mãos saúdam, as mãos sinalizam, as mãos envolvem, dão carinho, as mãos estabelecem limites, escrevem e abençoam.
As mãos desenham no ar o 'adeus', o 'até logo'.
As mãos agasalham e curam feridas.
Para o mudo a mão é o verbo.
Para o idoso é a segurança.
Para o irascível a mão erguida é ameaça.
Para o pedinte a mão estendida é súplica.
Para quem ama, a mão silenciosa,
que acolhe a do ser amado, é felicidade.
Para quem chora, a mão alheia é conforto.
Há mãos que agarram, perturbadas.
Há mãos que tocam, suaves.
Há mãos que ferem.
Há mãos que acariciam.
Há mãos que amaldiçoam.
Há mãos que abençoam.
Há mãos que destroem
e há mãos que edificam, trabalham, realizam.
Há pessoas que transmitem energias, através da imposição de mãos, entregando-se
a essa tarefa tão bela de amor.
Nossas mãos
podem exteriorizar o amor,
construindo templos, hospitais e escolas;
fabricando vacinas e equipamentos médicos;
alimentando famintos, medicando enfermos...
Podem concretizar a paz social assinando tratados de armistício, escrevendo livros, guiando carros, pilotando aviões, varrendo ruas, tocando instrumentos musicais, pintando telas, esculpindo, construindo móveis, prestando serviços...
Podem manifestar fraternidade, ao lembrarmos da essencialidade do humano, da sensibilidade, da empatia, estendendo-as a um irmão que, num dia difícil, põe-se a chorar.
Suas mãos são abençoadas ferramentas para construção de um mundo melhor.
Use-as sempre para edificar, elevar,
dignificar, apoiar, acenar com a
esperança de melhores dias.
Meu desejo eterno
Meu coração está em suas mãos
Eu o dei pra você cuidá-lo
Não o machuque pois ele te ama
Cada segundo é uma batida
Cada segundo bate por você
O meu pulsar é você estar feliz
Começo a morrer se você entristece
Sua tristeza é minha ruína
Sua felicidade é minha fonte de vida
Te ver feliz é o que sempre quero
Ter amar é meu desejo eterno
Mãos dadas
Quando nossas mãos se tocam
Ao caminhar na beira-mar, vem
Logo um gosto de casa, de calor
Das coisas feitas com amor...
Quando nossas mãos se encontram
Há luz no caminho que percorremos
Céu e mar ganham tons de rosa
E o coração fica em paz....
Quando nossas mãos se entrelaçam
O universo conspira em silêncio
Protegendo-nos de todo o mal,
Guardando este amor para sempre...
De mãos dadas você é meu guia,
É uma alma que abraça outra alma,
Para amar e ser amada,
É tarde cinza de inverno
Que se ilumina na beira mar....
Método de leitura sem procrastinação
Primeiro passo - Ler tudo que se tem em mãos
Segundo passo - Ler tudo que se pode e que estiver disponível
Depois - Criar condições de acesso ao que não está disponível
E dai em diante - Ler tudo que for passível de ser lido, até o fim.
Por fim, ler ao infinito. Sem interdito, medo ou preconceito.
Aviso: Alguns livros causarão indigestão!
Mas, assim como um xarope muito amargo que trás a cura, (os livros),
Talvez, sejam mesmo a sua única opção.
Ler tudo que quiser
Ler tudo que puder
Ler tudo que se deve ler
Ler tudo que não se deve ler
Ler tudo que não se deve em língua estrangeira (traduzida)
Fazer um curso (da) língua estrangeira que lhe trás empecilho
Talvez seja uma boa saída para resolução do problema
- Para tentar entender melhor o que (não) está sendo lido -
- O que (não) está sendo dito - Inclusive,
Pode te ajudar a ler nas entrelinhas e quem sabe,
Te ajudar a encontrar outros textos possíveis de serem ‘digelidos’.
Ler tudo que for possível
Ler tudo o que estiver disponível
Criar condições para que tudo que se quer ler esteja disponível
Digerir (livros) - dige (li) vros - digerir (vos)
Até que cada página se torne o seu refrão preferido
Até que um dia se vicie em abrir (ler) e fechar livros.
Em resumo, seria mais ou menos isso:
Ler como se estivesse com muita fome, sedento e indescritivelmente faminto
E como se carregasse na barriga uma (Tênia) Solitária
Corroendo suas entranhas, escurecendo as tuas vistas, provocando-lhe delírios
Encontrasse a cura somente nos xaropes amargos (ou doces) chamados livros.
Vou deixar o céu me cativar
Me entregar em tuas mãos
Buscar o que não posso tocar
Mas ver com o meu coração
Esse é o agir do tempo
Ele apenas amadurece o fruto
Plantado por suas mãos
NÃO SE ENGANE
A colheita trará paz
Ou tormento ao coração...
" Quando eu era criança eu tive uma febre
Minhas mãos se sentiam como se fossem dois balões
Agora eu tenho essa sensação mais uma vez
Eu não posso explicar, você não iria compreender
Isto não é o que eu sou. "
Que nunca desagradável eu pareça;
Que minhas mãos estendam até onde eu não conheça.
Que eu tenha sempre fé e agradeça
Que eu seja firme e no bem e na caridade permaneça.
Pura leitura
Arranca-me da estante como um livro
Toma-me em tuas mãos, abre-me a punho
Vira-me repaginando, passando os olhos, apenas olhando
Não me lê nas entrelinhas
Tenta me apagar a memória
Enxerga-me, mas não me vê!
Tenta me reescrever como um rascunho
Querendo suprimir toda minha história, deletando minhas lembranças
Fazendo de mim, um diário de páginas em branco
Onde tenta escrever ou reescrever o que quer, apenas para satisfazer seu ego.
As Mãos do Fisioterapeuta
Mãos que entendem e se estendem nos labores,
Silenciosas mãos de mil cansaços,
Que em contatos contidos, feito abraços,
Se enlaçam em lenitivo a tantas dores.
Mãos que acalmam, diante dos temores,
Calando o medo dos primeiros passos,
Correndo, prescientes, pernas, braços,
Que anseiam laços pelos seus favores.
São mãos que aos céus ascendem nos desvelos,
As mãos profissionais cheias de zelos
Que animam o amanhã nos dias seus.
Mãos mágicas, que à luz de um hermeneuta,
Refletem as mãos do fisioterapeuta,
Firmes na fé que vem das mãos de Deus.
Que o amor seja brando
Que os olhos falem
mais que as palavras.
Que as mãos se entrelacem,
tanto quanto os braços.
Que o abraço conforte mais a alma
do que os corpos.
Que os corpos se aqueçam
até por estarem próximos.
Que os lábios se encontrem
em silêncio.
Que o amor seja brando
como uma brisa.
Que o desejo flua
com a impetuosidade de um rio.
Que seja ardente,
e sua chama nunca se apague.
Em um entrelaço de pernas
Em um embarace de Línguas
Olhos fechados
Mãos seduzindo
Cabelos bagunçados
Corpos Quentes e soados
Respiração, ofegante
É isso que imagino quando penso em Você.
Ela o encarou por um momento, as mãos cruzadas sobre a frente do corpo, embora estivesse totalmente vestida.
- Ah Bobby - Disse ela indo até ele abraçando-o e dando-lhe um grande beijo na boca.
Era o que ele havia esperado durante seis anos.
Bom dia!
Primeiro dia do mês:
Entregue os novos dias nas mãos de Deus.
Que o Senhor abençoe sua vida. Ilumine os seus pensamentos. Fortaleça a sua fé e os seus passos.
Que traga novos caminhos e realizações.
Um dia cheio de alegrias, amor e prosperidade.
- Lais Carvalho
Minhas mãos fervem a procura do teu corpo...
Elas querem sentir a textura da tua pele, saber se o teu beijo é doce iguais tuas palavras.
Eu te imagino aqui, sob as minhas mãos, me dando a direção de por onde eu devo ir.
Quero sentir meus dedos em tua carne, como quem toca tecla por tecla de um piano, sentindo cada sensação, vibrando junto contigo.
Quero saber como é estar dentro de ti, em que nota soa os teus gemidos, que cheiro tens no cabelo, o gosto da tua boca e a cor real dos teus olhos que às vezes muda de cor.
Farei do teu colo o meu abrigo e dos teus poemas o meu cobertor.
Eu serei o gênio que realizará teus desejos, te farei mar e, dessa vez, eu que mergulharei em ti.
Nos faremos íntimas, nos pertenceremos e apesar de toda profundidade, o céu será o limite.
Com mãos se faz a paz se faz a guerra
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Sacerdote Jushon´.´
Não da para se acomodar
sabendo que o mundo
está em mãos perigosas,
de políticos e religiosos...
Os olhos falam o que a boca teima em não dizer e o que as mãos se negam pedir...
Os corpos pedem o que o coração tenta sublimar e a razão tenta esquecer...
A pele se arrepia com o que o pensamento insiste em negar...
13 de outubro
fisioterapeuta,
doutor do movimento,
auxílio na dor, no alívio atento
mãos que redigem manobra, alento
ao aflito: regente, especialista, insistente...
perito da saúde, do amparo, da evolução
profissional presente no socorro da superação.
Feliz dia!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
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