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Poema Maos de Semeadora Cora Coralina

Cerca de 108244 frases e pensamentos: Poema Maos de Semeadora Cora Coralina

"A humanidade idolatra o fetiche plástico
moldado por mãos mortais,
enquanto cospe na palavra eterna do
verdadeiro Criador."

Sinto que admitir meu erro agora é como tentar segurar o oceano com as mãos; parece pouco diante de todo o tempo que deixei escorrer entre os dedos. No entanto, essa é a única verdade nua que me restou: eu falhei com você.
Você sempre carregou uma fé inabalável em nós, uma paciência sagrada que minha teimosia cega não soube honrar. Hoje, no silêncio deste quarto, eu finalmente enxergo: você não estava apenas "acreditando em nós dois"; você estava, sozinha, sustentando o peso do nosso mundo enquanto eu, em minha tolice, permitia que tudo balançasse.
Minha vida hoje se transformou em um filme sem trilha sonora, um roteiro sem cores. Sinto uma falta desesperada do seu sorriso — não apenas pela luz que ele irradia, mas porque ele era o meu único porto seguro, a prova viva de que o futuro poderia ser gentil. Sem o brilho dos seus olhos, o "amanhã" tornou-se apenas um espaço vazio e cinzento no calendário, uma promessa que não tenho vontade de cumprir sozinho.
O que sou eu sem você? A resposta, embora dolorosa, é cristalina: sou alguém tentando desesperadamente reencontrar o caminho de casa. E eu aprendi, da maneira mais difícil, que "casa" nunca foi um lugar físico ou quatro paredes; casa sempre foi o tom da sua voz, o calor do seu abraço e a paz infinita que só você sabe me transmitir.
Não tenho como saber o que habita seus pensamentos agora, ou se ainda resta um pequeno refúgio para mim em seu coração. Mas o meu peito precisava gritar: estou perdido na imensidão da sua ausência, transbordando saudade e, acima de tudo, pronto para lutar por nós com a intensidade que você sempre mereceu.
Por favor, não permita que o tempo vença. Não deixe que seja tarde demais.

A mulher é poesia escrita pelas mãos de Deus. Forte nas batalhas, doce no amor e gigante na fé. Seu coração acolhe, sua voz encoraja e sua presença ilumina. Uma criação divina que espalha beleza, coragem e esperança por onde passa.




Feliz dia Internacional da Mulher!

Mãos ao alto,
Num gesto de adoração ao amor.
Coração acelerado, frio na barriga,
Mãos suadas.
Perdi tudo para esse sentimento
Restou apenas eu
E a solidão.

Na ampulheta da vida
Tento recuperar o tempo perdido,
que escapou das minhas mãos
como areia levada pelo vento,
sem que eu percebesse.
E quando me dei conta,
já era tarde demais.

O solo ainda estava úmido e macio,
bendita generosidade recente da chuva.
Afundei as mãos
nesse ventre antigo.
Os dedos se lambuzaram
de barro e promessa.


Semeei mamão papaya,
pimentas biquinho, malagueta
e dedo de moça,
(temperos de ardor e sabor),
alfavaca que reza em perfume e flavor,
abóbora moranga, tomates-cereja,
pequenos sóis
gestados pela paciência.


Cada semente
um juramento mudo.
Um verso sem palavras.
Cada sulco
um poema cavado
no útero da terra.


Manejar a terra
é rito,
é oração feita com o corpo,
é o tato conversando
com forças que não precisam de nome.


Entro nesse chão
como quem adentra
num templo ancestral
e saio marcada,
alma leve,
corpo suado,
mãos, pés e rosto ungidos de lama
(sujeira sagrada)
que purifica a alma.


É um prazer profundo,
diria ancestral.
É a memória do começo,
da origem enigmática
e da infância no quintal.


É poesia primitiva
que ainda pulsa
em quem não desaprendeu
a tocar o solo sagrado da vida
com as mãos operosas.
✍©️@MiriamDaCosta

Rani que era muito habilidosa com as mãos, fazia suas próprias sandálias com ramas de árvores e arbustos, bem trançados e alinhavados. Depois pintava com tintas que ela mesma preparava e sempre mantinha pelo menos uns três pares de sandálias novas em seu armário.
Eram lindas suas sandálias, mas por não serem feitas pelo sapateiro credenciado e nem de couro de jumento chancelado, não podiam ser usados para caminhar pelo vilarejo durante o dia, mas a noite Rani colocava eles nos pés e saía. Ela adorava caminhar pelas ruas e vielas do vilarejo e principalmente ir até a padaria. No caminho ela era acompanhada por um curiango que cantava melancólicas melodias e Rani sorria e cantava junto com ele transformando todas elas em canções de amor, e por isso o curiango a seguia, pois ele cantava triste a noite inteirinha com saudades da sua amada, mas Rani o animava com suas cantorias de menina pela vida apaixonada.
Assim como só havia um sapateiro no vilarejo, também tinha só uma padaria e Backer, um jovem forte e corpulento era o ajundante de padeiro e era com ele que Rani adorava passar tempo conversando durante uma fornada e outra de pão sem fermento.

O poder, quando cai nas mãos erradas, não constrói. Ele corrói.
Corrói a alma. Corrói o caráter. Corrói a humanidade.

Estamos vivendo dias sombrios.
Enquanto líderes discutem o aumento do alcance de mísseis de longo alcance e o fortalecimento de arsenais nucleares, crianças morrem em silêncio — não por guerra, mas por fome.

Bilhões para destruir.
Centavos para salvar.

Eu sou um pobre mortal.
Não tenho exército. Não tenho poder. Não mando em nações.
Mas sei que vou morrer. E talvez seja exatamente essa consciência que falta aos que se acham eternos.

A vida é breve.
Breve demais para ser usada para alimentar ódio.
Breve demais para ser gasta defendendo crueldade.

Vi uma campanha da UNICEF:
“Com um real por dia você salva uma criança na África.”

Um real.

Há quem invista milhões para aperfeiçoar a morte.
Eu investi um real para proteger a vida.

Não vou salvar o mundo.
Mas se uma criança dormir alimentada por causa de um gesto meu, minha existência já fez sentido.

O que mais me assusta não são apenas os líderes que promovem a guerra.
O que mais me assusta são as pessoas boas que, por vaidade, por ideologia ou por conveniência, escolhem defender a maldade.

Parem.
Respirem.
Perguntem a si mesmos: que lado da história eu estou ajudando a escrever?

Porque um dia, quando tudo isso passar, não restarão discursos.
Restará a memória.

E a história será implacável.

Ela não lembrará quem acumulou poder.
Lembrará quem escolheu a vida.

MANCHETE DA NOSSA GERAÇÃO:
Em um tempo de armas apontadas para o mundo, alguns homens comuns escolheram apontar o coração para a humanidade.

Eu sou apenas um mortal.
Mas escolhi o lado da vida.

E você?

— Nereu Alves

O homem honesto perde atalhos,
mas não perde o chão.
Pode ter menos nas mãos,
porém carrega algo raro:
a paz de não precisar se explicar ao espelho.
— Sariel Oliveira

Teu valor não ecoa na voz alheia,
não é moeda nas mãos do mundo;
ele nasce fundo, em silêncio e raiz,
tronco que cresce inteiro por dentro.
E mesmo quando a tempestade ruge,
tuas folhas resistem, firmes no vento;
porque és árvore que sabe quem é,
e não se curva ao peso do momento. 🌿

Toque de olho no olho,
Enlace de mãos e pele na pele.
Corpos no anseio do amor,
Na sedução dos lençóis,
Suor, saliva doce da boca terna
De hálito quente...
Caricia de vida, emoção...
Músculos se confundem,
E fundem homem mulher,
E a mãoo que desliza no êxtase do afago
É a mesma que irá esbofetear e esconder
A lágrima no ato nítido da dor...

Tenho medo do quanto estou
Frágil em tuas mãos
Se eu nunca tive o que mais precisei...
Você é tanto...
Me tira toda a razão...
E desde que te vi, eu soube
Que havia algo de incomum
E o teu beijo não foi só mais um.
Eu soube, meu coração não estava em mim
Pois já era teu.

⁠Mas ela está quebrada
Sem tempo pra existir.
Tudo o que mais quis
Viu de suas mãos cair.
Ela já magoou
Mas se machucou muito mais.
Queria ser feliz...
Que ilusão viver em paz...

"⁠Cicatrizes Invisíveis"

Fui jarro nas mãos erradas,
quebrada sem que me vissem,
minhas palavras, vazias
no silêncio das piadas disfarçadas,
minhas histórias, rasgadas
nos sorrisos forçados.

O que era risada
era apenas disfarce.
Havia inveja mal escondida,
um veneno suave,
despido de palavra,
mas que se infiltrava
no olhar que cortava sem tocar.

Tirei 10,
mas foi um prêmio falso,
uma vitória que não era minha,
encoberta pelo peso
do olhar que disfarçava o desgosto
e se escondia atrás de uma máscara
de amizade,
que, na verdade, não passava de um jogo.

"Vai confiar em cobra besta",
disse a professora, com um sorriso
que não via minha dor,
mas refletia o reflexo de quem me cercava,
de quem me deixava sangrar
sem sequer perceber o corte.

E naquele espaço vazio,
encontrei o que faltava:
amizades que nunca se esconderam
na sombra da inveja,
que não precisaram me diminuir
para se sentir elevadas.

Porque o que é genuíno
não fere, não corta,
não ri do sangue que escorre.
Agora, sou inteira.
Não sou mais jarro.
Minha autoestima, antes despedaçada,
é agora uma fortaleza construída
com os pilares da verdade e da confiança.

A inveja mal escondida
já não me atinge,
não porque ela desapareceu,
mas porque, agora, sou forte o suficiente
para não me deixar mais quebrar.

E quem riu enquanto sangrava,
não entenderá a paz que hoje tenho,
pois aprendi que a luz verdadeira
não se apaga com sombras alheias.

As perguntas escapam como folhas ao vento;
Eu tento alcançá-las com mãos frívolas.
Cada passo só revela caminhos que não conheço;
Resta-me caminhar dentro do próprio caminho.

Silhueta
Quando te conheci, a sua luz já estava no fim, e, quando percebi, as mãos da morte já estavam aqui.
Porém, ainda vive a lembrança
do seu andar explodindo em mim — um semblante sombrio e, ao mesmo tempo, brilhante.
Isso é cativante: gira, contorce, e o ar se ausenta dos meus pulmões.
Mas tudo se distancia, e tudo vira uma imagem borrada ao fundo,
como uma silhueta em névoa brilhante.

Eu lamento não ter o poder nas mãos para consolar a todos,
nem o poder de abraçar cada um.
Resta-me apenas fechar os olhos e, em minha mente,
fazer minha alma ajoelhar-se
e pedir ao Supremo que olhe por seus filhos.

Isso… faz esse jeitinho, com rosto de amor e mãos de carinho para mim, e receba milhões de batidas que vêm do meu coração, explodindo em meu peito.
Hoje vou ser auspiciosa, vou colar em você — não solte a minha mão.
Parabéns, meu menino. Vamos voar para longe!

A morte não procura ninguém, ela apenas cumpre seu papel...
E todos passaremos pelas suas mãos frias enquanto houver vida sobre a face da terra.
Quando morremos, partimos ao encontro definitivo com Deus, pois é através da morte que partimos para outra existência; existência divina.
E porque muitos têm medo da morte?(Há quem diga não temer)
Isso eu não posso negar: temo muito, mesmo sabendo que não há fuga...
A morte causa medo e insegurança...
Quase sempre surpreende. Não tem dia, não tem hora, não tem lugar, ela simplesmente chega...
Para alguns, lentamente; para outros, derrepente!
Nos causa dor, lamentações, tristeza e um vazio imenso no coração...
Por ser assim, viva, ame, perdoe, pratique o bem, doe-se; Plante espalhe e colha amor... Aproveite e viva bem cada momento...
Olhe sempre à frente, encontre motivos que os façam felizes. A vida uma viagem com ponto de chegada e de partida.

Uma homenagem aos artesãos pelo seu (nosso) dia.


O artesão


Tem mãos que transformam.
Usa criatividade e cria a arte
Mesmo que sem vida, formam
A beleza da cria e reparte.


O artesão captura a essência da arte
Com as mãos molda o mundo
Dá sentido ao estandarte
Transforma o simples em segundos.


O artesão produz manualmente,
Une tradição, cultura e gera renda.
Exalta a criatividade naturalmente
Celebra a produção e logo põe à venda.


O artesanato é mais do que um objeto,
Sendo uma forma de expressão cultural
Que alia técnica e a emoção do projeto
E o transforma em algo natural.


O artesanato é arte diversa,
Incluindo bordado, cerâmica, trançado,
Escultura, materiais naturais e vice versa.
É o "feito à mão" na sua identidade com cuidado.


Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026