Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
O canto do Uirapuru
norteia romanticamente
a inspiração e o poema,
e sob o céu amoroso
do Hemisfério Celestial Sul
ainda busco desvendar
o mistério que me mantém
entretida buscando
qual será o desfecho final,
algo me diz que estamos
ligados de maneira sobrenatural.
Uma Arara-vermelha
voa como um poema
ao vento sobre nós,
Coloco o paraíso
secreto nas suas mãos,
Desde que você
me permita fazer
tudo o quê eu quiser
em daquilo que nos
pônha em flutuação.
Pavãozinho-do-Pará
companhia como
a tua igual não há,
Te ofereço um poema
para todo mundo
sabe que igual a você
ninguém há de encontrar.
Pintei os meus lábios
com a cor de Almandine,
A noite acendeu os astros
e enquanto isso um poema
a todo o momento acendeu
pelo mundo a sedução
como estratégia para capaz
de capturar um coração.
No Coral de mesa
fiz o meu altar,
Declamei o poema
que fala do teu peito
como o meu lar,
Sem nenhum exagero
somos todos oceanos
encontrados de uma
só vez no mesmo lugar:
Não há mais como negar.
Se alguém está na tua
frente e você quer passar
porque não pode esperar,
Se existe até um poema
e você pede licença
poética para se inspirar.
Se alguém está falando
e você quer interromper
por alguma razão porque
não pode esperar,
Pedir com licença é uma
expressão de respeito
para quem deseja se adiantar
sem o outro desrespeitar,
porque ninguém é melhor
do que ninguém e quem quer
respeito é o primeiro que tem
que aprender e mostrar
com exemplo o quê é respeitar.
O Sanguanel da lenda
só existe nela e no poema,
Cuide das suas crianças
porque o mel quem
nos dá são as abelhas,
O mundo não oferece
para a vida doces esquemas.
Quando faltam respostas,
eu olhos para as estrelas,
Quando sobra a indiferença,
eu escrevo poemas,
Nenhum silêncio é sentença,
o quê mais vale nesta vida
é ouvir a percussão do Camboatá tocado solenemente pela ventania.
Dançam as flores
da Espinheira-Santa,
Ser como o vento
que tudo balança,
Ser o poema de amor
que te alcança,
Assim se sagra
a bonita esperança.
Você trouxe uma
muda de Guatambu,
Em troca escrevi
um poema de amor
e de volta ganhei
o seu beijo e o seu calor.
O verdejante Juvevê
acena como um poema
acariciado pelo vento,
Eu tenho pensado
em nós a todo momento.
O meu poema Grimpeirinho
se alimenta de um único
fruto que é o seu amor divino,
E nasceu feito para dar asas
e voar com a sua imaginação.
Você não acredita na lenda
do Lobo do Cemitério,
Você não acredita no poema
e tudo aquilo que é capaz de fazer,
Depois não venha se surpreender.
Não é pedir
muito querer
fugir do mundo,
Encontrar a paz
na Toca do Cabo:
Poema de amor
legionário ao teu lado.
O poema e a poesia
se assemelham
a florada da Quaresmeira,
A paixão e o amor
de igual poética maneira,
Você não vai me tirar
do seu coração e da sua cabeça
nem mesmo que você queira.
Fazendo jus ao quê é de charme
percorrendo o quê é íntimo
por pretensão ser poema
a quatro mãos sendo escrito,
ser a Middlemist Vermelha
tornando tudo mais divertido
florescendo de amor,
na cumplicidade sensorial
em dois lugares do mundo:
no teu peito e no meu
(coqueteleiras do silêncio).
Poema para Rodeio
Um poema por dia
para agradecer
a minha cidade de Rodeio
a dádiva e a alegria
de morar nesta linda
terra onde os pássaros
cantam e o verdor
das matas encantam
e dão sentido a vida.
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