Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
Buscar o fogo dos sóis
e nas auroras os desejos
para que não falte nada
entre os nossos beijos.
Nas estações do tempo
em Little Cayman tenho
tudo das Grandes Antilhas
e a graça divina dos dias.
Da Wild Banana Orchid
ter as flores nas tranças
e as nossas secretas danças.
Por saber por onde ir
não peço menos na vida
para sagrar só o quê fascina.
O acolhimento das Pequenas Antilhas
convida apreciar as bougainvilleas
por toda a Carriacou e destes dias
de hoje não querer saber mais de nada.
Não preciso calar o quê você fala
para que eu seja ouvida,
Apenas preciso lidar com o silêncio
e o tempo para que seja escutada.
Tampouco preciso impôr nada
porque se eu não te convencer
pelo coração que assim seja pela oração.
Aquilo que eu não fizer a vida
ou até mesmo a poesia farão por mim;
logo, não me interessa, se não for assim.
No Sul de Granada
em Petit Martinique
ler no tempo que passa
a inspiração intrincada.
Nos braços da paixão
pôr a alma à disposição
para virar embarcação
pelo Caribe profundo.
Pelo azul das duas
Antilhas deixar-me ir
com a leveza fruir.
Sem pedir ou esperar
de outrem por saber
bem o quê levo em mim.
Noite estrelada e de Lua
nas Pequenas Antilhas,
paira a memória garifuna
e no seu coração sou tua.
Na embarcação do peito
Ronde é o endereço
que fica em Granada onde
eu me acho e me perco.
Por sutil enredo te coloquei
nos sonetários das Américas
para ser habitante do seu peito.
E assim em silêncio tu abres
as portas da tua fortaleza interior
para me receber com todo o amor.
São Vicente e Granadinas
possuem o seu tesouro
a Ilha Frigate onde as aves
encontram proteção e repouso.
Assim quem sabe por pretensão,
se assim for permitido,
quero ser para o seu coração
e com toda a liberdade de ir e vir.
Porque amor é ninho e não fui
eu que pela primeira vez disse isso,
e sim da vida é um princípio.
Se o nosso amor não for ninho,
prefiro nem continuar no seu destino,
como ave etérea voo ao infinito.
Entre Granada e Carriacou
ancorar e mergulhar
no mar dos seus olhos
e na Ilha Grande das emoções
Descobrir recifes de corais
e todos os jeitos de querer
fazê-lo meu mais e mais
com os sentidos que escolher
Que eu seja tudo para você
e o teu você seja para mim
num mar de amor sem fim
Nestas Pequenas Antilhas
e nas Grandes Antilhas
celebremos com todas poesias.
Os teus olhos suprem tudo
o quê tenho que buscar
o turquesa do Caribe há
de envolver e nos embalar.
Entre Granada e Carriacou
é em Les Tantes que vamos
nos descobrir, navegar
e não vamos por nada parar.
Absoluta, hipnotizante e doce sem
vertigem sob o Sol ou sob a chuva:
atração que não há como dominar.
Alucinante, plena e imparável
sou eu o teu amor insuperável,
e não haverá ninguém em meu lugar.
Ir ao acaso e ter a fortuna
de encontrar a tua
alma feita de mar,
E o teu olhar feito de rede
e me deixar capturar.
Passar por perto de Caille,
permitir o mar levar
para o destino encontrar
e ser festa para você.
Deixar que o mundo
não venha abalar,
Tudo aquilo que estamos
prontos para viver.
Sempre soube que serei
para você tudo como
és o Universo para mim.
Assim já está escrito
que somos início
e reinício até o infinito.
Continuar entre os vários
tipos de Morte de cada dia
como a Ilha Deserta
da nossa Santa Catarina.
Independente da maré ser
o forte rochedo, a coragem,
a Ressurreição e o reinício
diante de todo o desafio.
Crer que o tempo jamais
será o seu inimigo,
e tenha fé no seu caminho.
Não importa se está sozinho,
o Sol do Universo sem você
perceber guia o seu destino.
A Ilha Feia não tem praia
e não deixa de ser menos
bela por ser coberta
de Mata Atlântica plena
Não tens a metade dela
e julga o próximo segundo
a sua própria imaginação
em nome da destruição
Ser como a ilha é ambição
daquele que tem a ciência
de eleger a rota de renovação
Por isso opto ir de acordo
com a minha intuição
e para alguns casos a silenciação.
A minha mente segue
no fluxo da direção
dos cristais temporais
na Ilha do Ferreira.
Ali na Baía do Babitonga
me retiro de uma
parcela do mundo
que já morreu por dentro.
Sempre que celebram
a morte ou um ato violento
enterram é a si próprios.
A opção deles foi por o quê vier,
a misericórdia só a Deus pertence:
escolho mesmo é nem saber.
Respira o último dos últimos
pulmões do mar,
É na Ilha dos Herdeiros
que vou atracar.
Navegar pelas correntes
da Baía do Babitonga
vou deixando me levar
adiante sem muito pensar.
Nesta embarcação poética
vou permitindo apenas ir
nesta rota íntima seguir.
Sem pressa de viver porque
tudo permitirá concluir
que seremos só eu e você.
Liberar a nossa determinação
nas correntes até a Praia de Itaguaçu,
Deixar os impulsos do coração
navegáveis em São Francisco do Sul.
Colocar os nossos pés em terra
firme e não nos dar nenhum limite,
Voltar amar de novo mesmo
que nos digam que é impossível.
De última em última dança
o voto, o romance e a chama,
como quem flerta pela primeira vez.
E assim deixar que o brilho
do nosso olhar não se apague
para que tudo em nós seja novidade.
Bailam as correntes do Atlântico,
sobrevive um refúgio romântico
e o indômito em mim como tal
qual os lobos-marinhos que cruzam.
No farol da Ilha dos Lobos tenho
o meu ponto de orientação
nesta noite no meio da escuridão
e a convicção para onde ir.
Tudo me leva aos teus olhos
e a ciência dos meus sonhos
que alguns chamam de utópicos.
Realmente não me importo
nem se vou de fato alcançar,
só sei que me importo em não parar.
Feito a Ilha do Macuco
de águas calmas,
Tal qual canto profundo
de ave que toca as almas.
Terra, água e ar por cada
canto a me espalhar,
Não testo e nem desafio
o quê há e não se deve domar.
Dever de ficar no seu lugar,
e se não for para respeitar,
melhor nem mesmo começar.
A tranquilidade que dou
é o quê realmente sou,
e dela na vida jamais me vou.
Os astros dançam
sobre a Baía de Babitonga,
De embalar a sua imagem
já perdi a minha conta.
O meu endereço austral
está escrito neste Hemisfério,
E no coração o poderoso
e mais sagrado mistério.
As correntes conduzem
para a Ilha de Mandijituba
sob esta fase da Lua oculta.
Tenho todos os mais
altos sinais de pertença:
amar esta terra é a sentença.
Como as aves do cruzam
as majestosas Américas
para se encontrar no verão
irá me procurar o seu coração.
Do jeito igual que as aves se
encontram na Ilha do Maracujá
na Baía do Babitonga só que
encontrar o pouso e a recíproca.
Desvendar a desabitada ilha
no bailar da aurora matutina
e no bailar da aurora vespertina.
Encontrando sempre uma nova
razão para renovar a paixão
sem se ocupar do mundo em viração.
No vaivém das correntes
da Baía do Babitonga
a sambaquiana história
revisitada neste estuário.
Sangue que corre nas veias
se mistura ao mangue
que por mim a vida resiste,
e por ele tudo segue e insiste.
Na Ilha da Murta encontra
no céu do Hemisfério
a mensagem e o mistério.
A herança se curva e abraça
para quando continuar a ser
aquela mesmo que incomoda.
Quero respirar o seu ar,
e por ambição reunir
todas as Cheganças
e trazer as festanças
para de fato encantar,
nutrir mútuo venerar
para te enamorar.
...
Quero o beijo,
o cheiro e tudo
o quê é teu inteiro
o amor bem feito.
(Amor-Perfeito)
...
O Chibamba da infância
tomou outras formas
na vida adulta ainda que breve,
Discretamente nos arremete,
um terço ajuda a dispersar,
Porque crescemos só no tamanho,
a criança miúda ainda dentro
se encontra mesmo sem pensar:
Ela sempre estará no mesmo lugar.
...
Vou de Chico para lá e para cá,
Chico-Puxado, Chico-de-Ronca,
Sou fandangueira há muito
tempo que já perdi até a conta.
...
O fandango toca
no coração,
Vamos de Chimarrete
e você me levando
pelo salão.
...
A mente engraçada
guarda várias
cidades submersas,
assombrações
e alucinações
que quando provocada
os diabos vão à tona
e saem um por um para dançar
sem data e sem hora para acabar.
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