Poemas sobre a lua para ler, refletir e se apaixonar
Um Poeta e Sua Rosa
Certamente nem a lua,
Nem mesmo o sol poderá
O amor que sinto pela minha
Pequena rosa separar.
Certamente nunca me vi
Tão fissurado por algo.
Como minha querida rosa
Me faz bem.
Certamente seria eu
Um poeta triste se meu amor
Não fosse seu? Se meu coração
Não pertencesse a você?
Certamente tão certo
Como a lua vive e
Como o sol brilha
Nem poeta eu mesmo seria.
Não à como explicar,
Simplesmente sinto
Que você es oque
Tanto sonhei.
Como uma rosa
Te guardarei, te protegerei,
E em meus braços estará
com um sincero abraço te guardarei,
E ninguém irá machuca-la.
Protegerei a minha rosa,
E nossos dias bem como
Nossas noites
Serão eternas.
Meu amor a ti pertence
E digo que es algo real
Ao teu lado tristeza?
Minha tristeza ira voar.
E você levará de mim
A minha solidão
Trocando ela pelo seu
Coração.
E a tristeza irei deixar
Pelo brilho em teu
Olhar.
A Lua e Eu
Muitas noites disse olá à Lua
e a nua Lua respondia-me:
serei tua até a tua vida amanhecer.
Estou a necessitar
de um mar, uma lua cheia,
e de ouvir os nossos olhares a conversar
até epidermicamente amanhecermos
Lua Cheia
Vamos encher a lua
com os nossos beijos,
quando a lua estiver cheia,
iluminará vagarosamente
a nossa porosa intimidade.
Não quero amar-te como a Lua ama Vénus e vice-versa. Permanecem num cósmico silêncio, intocavelmente estatuados no Universo.
Quero amar-te como as flores amam a Primavera.
Quero amar-te como os poentes amam o horizonte. Quero amar-te como as canções dos rios a desaguarem nas vozes dos mares.
Quero amar-te como um poema de Amor que ama toda a poesia que existe em ti e em mim.
Haviam três pensamentos
E lá estava ela, a lua
Dalva e mais uma
Todo aquele verde
Aquele céu, aquelas luzes
O brilho, o frio, o farol
Aquela estrela que do nada aparecera
Sem nenhuma explicação
Alguém a colocou lá, naquele exato momento de eternidade.
(Poema noturno)
O sol é o pai
A lua é a mãe
As estrelas são os filhos
As constelações são as famílias
Os planetas são os parentes
O Universo é Deus
Sem rumo...
A lua paira sobre as nuvens de algodão.
E o pobre menino de rua, sozinho, na noite crua faz das nuvens seu edredom.
E sua cama é uma caixa de papelão aberta.
Rotina certa para a transgressão,
Quando a fome bate no estômago e reflete na mente.
E passa a roubar por nada receber como pedinte para saciar a fome que o consome.
E aquele menino que a sociedade poderia ajudar a se tornar um homem.
Vaga pelas ruas sem nome ou sobrenome.
Adotou um vulgo pra sobreviver.
Parece fato comum na cidade grande.
Onde todos passam e fingem não o vê.
Esse menino poderia ser eu, ser você.
E a sociedade nem tá aí pra tal situação.
Mudam-se os atores políticos mas o texto será sempre o mesmo.
Enquanto muitos perambulam pelo mundo a esmo.
Sem ter quem lhes tenha compaixão.
Como se tornar um cidadão,
Sem uma mão que os levante?
E o mundo preocupado com o elo perdido.
De onde vimos? Quem são nossos ancestrais?
E minha preocupação maior sempre será
Pra onde estamos indo
Nesse mundo infindo onde há um excesso de GLAMOUR e excassez de GLACÊ.
E eu aqui, pensando assim, penso em você, penso em mim...
by Elmo Writter Oliver I
27.03.2022
19:04hs
.*.
#byelmowritteroliveri
🙇🕊️✊🌍🌎🌏✊🕊️🙇
Da varanda olho a lua
Parece nao corresponder
E é assim quando eu te olho
Nada parece ter poder
Como queria que notasse
Na minha forma de dizeeer
Como queria que soubesse
O quando eu quero você...
“Antes de Ti
Sem o teu amor eu nada tinha
era só no mundo, vivia como um cão
uivando à lua, procurando abrigo!
Não notava no mundo, nem as coisas nele
durante o dia o céu era cinzento
apenas interrogações no meu lamento!
As pessoas eram como sombras
não as via, nem as escutava
tudo em minha volta pertencia aos outros
não tinha endereço nem destino
esperança era como miragem
no deserto em que habitei antes de ti!
As estações do ano não percebia
ou era outono ou verão constante
mas ao te encontrar descobri
as cores do arco-íris e o som da primavera!
tua beleza encheu meu universo vazio e escuro
teu amor me fez reviver e descobrir a beleza do mundo.”
―Evan Do Carmo
PRESSÁGIO
Quando você anda
Eu penso no mar
Na esquina da rua
À espera da lua
Eu me pego a sonhar.
A noite esfriou
A lua não veio
O mar me avisou
Que virá tempestade
A luz da cidade se apagou.
Um canto ofegante
Soprou minha sorte
Presságio de morte
Num passado distante.
Quando você acordar
Se lembre de mim
Na esquina da rua
À espera da lua
Eu me pego a sonha
Soneto ao meu amor
A lua brilha, espelho do luar,
Reflete a luz que vem do seu senhor.
Assim sou eu, que busco o teu olhar,
E encontro em ti a fonte do amor.
No céu sereno, a lua em esplendor,
Inspira sonhos, faz o mar cantar.
Mas, sem o sol, é triste e sem valor
Perdida e fria, não pode brilhar.
Assim era eu, sem tua luz em mim,
Um ser sem rumo, triste a vagar.
Contigo, amor, conheci vida enfim,
E em teu carinho, volto a resplandecer.
És meu sol, que me faz renascer
E sem ti, não saberia sequer viver.
Da minha janela, olho a lua. Está inteira, clara, e sempre me encanta, mas o que mais me espanta é o fato de que ela não tem luz própria. Como pode algo tão brilhante ser apenas um reflexo, uma ilusão de luz? Ela se mostra em sua plenitude, mas não é sua a chama que a torna visível. A luz que vemos, tão intensa e bela, vem do sol, distante e silencioso. E, mesmo assim, a lua reflete, com tamanha força, essa luz emprestada, como se fosse sua. Como pode uma ilusão ser tão real? Como algo que não emite, mas apenas reflete, pode ter tanto poder sobre os nossos olhos e pensamentos?
Isso me leva a pensar em outras coisas que, assim como a lua, existem apenas na ilusão que construímos sobre elas. A gravidade, por exemplo. Nós sentimos, nos afetamos, mas não podemos tocá-la, como se fosse uma presença invisível que nos mantém ancorados à Terra, mas, no fundo, não a vemos. E o tempo? Ele passa, nos arrasta com sua corrente invisível, e vivemos sobre a ideia de que ele é linear e certeiro, mas, na verdade, não passa de uma construção mental, uma convenção que decidimos acreditar para dar sentido à nossa existência.
A verdade, muitas vezes, é uma construção. A própria realidade, o que chamamos de “real”, não é senão um jogo de percepções e interpretações que aceitamos, até mesmo nos convencendo de que o irreal é, de fato, real. Como uma miragem no deserto, ou um sonho que, ao acordarmos, parece mais real do que o próprio mundo em que vivemos. E, ainda assim, acreditamos. Abraçamos a ilusão porque ela nos oferece sentido, segurança, uma sensação de pertencimento ao que não compreendemos completamente. E, talvez, seja isso o mais misterioso de tudo: nossa capacidade de acreditar no intangível, de fazer da ilusão uma verdade irrefutável.
ENTARDECER E A LUA
A noite descia como em voo de pássaros,
Em rajadas de flocos coloridos.
Meus olhos se deliciavam, estremeciam,
De prazer e dor.
Como cristalizar este momento?
De que forças retirar o fluído para tal proeza?
Pensamento tolo que me fez perder todo o poente.
Quando dei pela natureza,
A noite me abraçava,
Beijava meus lábios com o nascer da lua.
Espetáculo de noite invernal.
Como deter o astro prateado
No seu lugar de agora?
Para saciar o meu prazer,
Para matar a minha sede de beleza.
Oh maldito pensamento!
Fez-me perder todo o nascer da lua!
Todos os poentes, todo o sol no seu turno.
Todos os verdadeiros voos de andorinhas!
E aqui estou sem saber contemplar.
Desejando obras monumentais da natureza.
Maldizendo o pensamento,
Vi-me num túmulo frio, escuro,
Sem haver sentido o momento de minha morte
Por tanto haver pensado nela!
Conclusão de alma:
O belo está naquilo que se vê e sente
Não no que se quer!
Nov/ 1974
Lua, Luar
Ah, se eu pudesse tocar-te
desenhar-te com o dedo
Pálida, branca como gelo.
Solitário, hei de amar-te.
Ah, se eu pudesse descrever,
este encontro entre nós,
o desejo de estarmos sós,
no lampejo, dou-me a escrever:
"- O fino véu translucido,
banha-me de corpo inteiro,
que jaz prazenteiro,
do meu eu, esmorecido.
Todo eu já combalido,
de minh'alma esvanecido,
pois, de ti entorpecido,
meu eu tenho carecido.
Hoje doudo por inteiro,
no silêncio matreiro,
Fugaz e sorrateiro,
ser d'alma poeteiro."
Ah, se pudesse o nevoeiro,
não me deixar arrefecido,
minh'alma teria oferecido,
como amante... fiel escudeiro.
Tão pálida sua luz sombria,
farta-me de tal maneira,
e ao meu coração esgueira,
quente dentre a noite fria.
A face da terra acaricia,
luzente como um ser divino,
toca nest'alma de menino,
que no gélido sereno, ardia.
Como amantes de histórias antigas,
Deusas, homens e meninos,
finda o espírito, tais desatinos,
nesta e noutras épocas vindouras.
Dominante o nevoeiro,
descansa no campo enegrecido,
Pálida, repousa sobre o outeiro,
e finda o campo enegrecido.
Em noite de lua
O céu flutua
Passeio na rua
Lembrança crua
A estrela tua
Brilha, sussurra
Em noite de lua.
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