Poema Louco Insanidade Doido
Linda, tu és minha dose de insanidade, meu vício impulsivo,
o veneno que bebo de bom grado mesmo correndo o risco,
quiçá, eu seja imune a tua intensidade
e tenha o benefício por ter arriscado, pior é só ficar na vontade
e lamentar por nunca ter tentado.
A tua insanidade, ironicamente, é sadia,
és uma mulher linda, agradável
e bem humorada,
fortalece a lucidez com a tua companhia
numa dose prazerosa de loucura
com uma porção necessária de euforia.
Jovialidade entusiasmante, um pouco de insanidade, não danosa e sim deleitante, uma noite emocionante de travessuras, acompanhado de uma mulher fascinante, loucura calorosa, desenvoltura provocante, formas precisas, beleza exuberante, curvas suaves, vestida de uma maneira elegante, um fôlego de vida, arte interessante.
Resumo que eu faço em versos ao pensar em ti neste momento distinto, do qual, cada instante é certamente memorável com um ar atrevido, engraçado, tão vivo, um doce sabor de entusiasmo, que acorda instintos, promove significados, intensifica os sentidos, os ânimos ficam acalorados, um calor atípico, muito bem compartilhado.
Logo, considero um erro grave não notar a tua presença que é admirável, profusamente, empolgante, que faz tanta diferença, deixando o coração ainda mais pulsante, o sangue ferve e assim, o corpo esquenta, fortalece o espírito, as pupilas dilatam, uma companhia muito significante, não deve ser ignorada.
Eu sou a possibilidade do absurso...
A insanidade dos artistas
A intensidade dos amantes
A docilidade da infância
A avidez dos poetas
A leveza da primavera
O encanto de uma melodia
O enigma das palavras
O mistério do passar das horas
A alegria de um grande encontro
A ternura de um olhar apaixonado...
Sou o que me faço ser
Aquilo que enxergo em mim...
Buscando em minha essência
O melhor que posso ser...
Um dia vou morrer, afinal todos irão morrer, vão me enterrar, um fazendeiro muito louco vai me adubar e me transformar em um lindo pé de maconha. Só assim poderei saber que, mesmo depois de morta, continuarei fazendo sua cabeça!
Eu tenho alguém que me faz rir de um jeito louco, que me faz andar descabelada na rua, que me acorda domingo às sete da manhã com um sorriso lindo e que me faz esquecer de brigar. Eu tenho alguém que se importa com o que sinto, que se preocupa com o que penso e que me diz o que as outras pessoas têm medo, a verdade. Eu tenho um alguém que xinga por mim e se for preciso bate, que ama comigo e me apoia mesmo quando sabe que não vai dar certo, ela acredita que vou aprender. Eu tenho alguém que sabe seduzir e me faz rir vendo idiotices tão cotidianas, que me ensina que certos temperos não combinam, na comida e na vida, que me apresentou meu amor, um amor que eu não era capaz de sentir. Tenho alguém que sente ciúmes, mas que sabe que ela me têm também. Tenho alguém que é único pra mim, que é meu anjo, não por escolha, mas por se tornar, por vida e não vai ser qualquer coisa que vai nos separar, porque eu tenho alguém por quem vale a pena lutar, por quem vale a pena viver, por quem eu descobri que o amanhã pode ser melhor, se você estiver disposto a viver.
"Nada me comove que se diga, de um homem que tenho por louco ou néscio, que supera a um homem vulgar em muitos casos e conseguimentos da vida. Os epiléticos são, na crise, fortíssimos; os paranóicos raciocinam como poucos homens normais conseguem discorrer; os delirantes com mania religiosa agregam multidões de crentes como poucos se alguns) demagogos as agregam, e com uma força íntima que estes não logram dar aos seus sequazes. E isto tudo não prova senão que a loucura é loucura. Prefiro a derrota com o conhecimento da beleza das flores, que a vitória no meio dos desertos, cheia da cegueira da alma a sós com a sua nulidade separada." (Livro do desassossego)
Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dela.
Estou te esperando, para explorar seu corpo, arrancar gemidos de seus lábios, te deixar doido.
Ouvir sussurros com sacanagem, presenciar sua virilidade no encaixe perfeito de nossos corpos.
O sangue escorria, naquele líquido vermelho a dor se ia, era necessidade, diferente do desejo e insanidade, a dor parava, descansava. Os olhos fechavam, ali escurecia, sentia-se bem, era o lugar onde se encontrava, sentia o coração ficar calmo aos poucos, história escrita com sangue, se tornando melhor. Pedaços vazios. Mutilação. Restaram os pedaços que se tornaram cicatrizes, aquelas que mais tarde ao passar a mão, se orgulhou por ter aguentado fortemente sozinho, sem precisar da ajuda de quem o julgava e acabava com suas esperanças de viver a história que escrevia.
Não se pode enlouquecer por todos os loucos, e esse mundo não é digno de minha lucidez. E é persistindo na diferença de quem sou e de como escrevo, que acabarei me tornando sábio. Talvez como Quintana que disse "... A poesia é uma loucura lúcida”. E existe um prazer em viver fora da normalidade, no movimento dos dedos sobre o papel, na beleza de cair e levantar. Ninguém quer aplaudir, todos querem vaiar. Somente um louco me entenderá, todos querem saber, mas minha insanidade não permite explicar.
Sobre o Mal e a Cólera...
“Devemos Expurgar de Nossas Mentes toda e qualquer Manifestação de Cólera, por ser sem exceção um Sentimento Insano...
Só com Amor tratamos a Ira!...”
Se eu estivesse no último patamar da torre de TV tentando o suicídio, a galera lá em baixo ficaria gritando: pula, pula, pula...
Agora se o meu status do Facebook fosse: _Estou desistindo das redes sociais. Logo apareceria um monte de gente me consolando e perguntando a razão de tal "insanidade".
Mundo cão!
Prazer do Destino
Não acredito mais em encenações.
Não rio mais de meros bordões.
Não sinto mais o mesmo prazer ao fazer o que eu fazia.
Não vejo mais sentido em ter o futuro que eu queria.
Tudo que eu quero é ficar em meu mundo, sonhando com o que talvez aconteceria se talvez um dia eu não fraquejasse e sucumbisse a minha própria agonia.
Agora do destino fico a mercê, esperando o dia em que ele me faça crescer, e se isso não acontecer jamais, talvez em me faça então, descansar em paz.
Eu só peço um dia de plena alegria.
Se hoje sou um fracasso, é por não aprender a viver no passado.
E sanidade, pra mim era a mais pura bobagem.
Sou um ser humano e só aprendi a ser insano.
Sou um ser humano e só aprendi a ser insano.
Não conheço mais quem eu sou realmente.
Não senti mais a vontade de seguir em frente.
Não encontro mais ninguém para me confortar e me fazer forte.
Não há mais inspiração, então só me resta a sorte.
Lembro-me do tempo em que eu queria mudar, parece que tudo ia dar certo, mas talvez o destino decidiu que eu não tinha esse mérito, me arranco a vontade e me deixou descoberto.
Não sei se sinto ódio, medo, ou esperança, no fundo ainda sou criança, maltratado pelas minhas próprias vontades não realizadas e por sonhos por vezes bisonhos.
Eu só peço um dia de plena alegria.
Se hoje sou um fracasso, é por não aprender a viver no passado.
E sanidade, pra mim era a mais pura bobagem.
Sou um ser humano e só aprendi a ser insano.
Sou um ser humano e só aprendi a ser insano.
Há quem aprisione a alma em um pote de vaidade
Que adorne com ouro, joias à vontade
E ao exibir para o mundo essa moderna insanidade
Nunca mais volte a provar o resplendor da liberdade.
Às vezes, é necessária
uma pausa na realidade
pra poder se preservar
pra não se entregar à insanidade
e não ter mais como voltar.
Fuga insana
Parada por um instante
Virei um amante
Da mais pura solidão
Que me deixou em vão
Nos braços da escuridão.
Não lembrava da verdade
Somente da força
Em que todos moravam ali
Em plena idade
Eu quebrei a insanidade
Algo satisfatório
Insatisfeito
Porém perfeito.
Outroeu,
Desnecessário
De uma observação
Foi esse o sussurro,
Fugaz
Para a percepção.
Através de um viajar,
Impetuoso,
Logo após a união
Algo se tornou glorioso
Com as almas que dançaram
Sob a luz do ar
Acompanhando o fogo que as queimavam.
Sem querer
Senhor, em preces suplico:
Esquecer-te de mim,
Agora teu inimigo
Não desejo teu alento,
Todas as mulheres, eu sei,
Vieram a mim comprazimento
Minha ‘alma pulava,
Meu corpo cedia,
Minha mente enceguecia
Morei entre o puro e o impuro,
Repousei sobre livros no escuro
E matei todos os melhores que eu
De tantos sofrimentos,
Meu espírito padeceu,
Temi então, deixar esta vida,
Como quem nada viveu
Deixei todos os amores
Que geravam minhas dores
E, cansados, partiam,
Dissolvendo minhas noites
Senhor...
Frívola e gélida,
Minha ‘alma já não grita pelos cantos,
Depois de ressentimentos tantos
Se quiseres agora, me condene!
Minha alma jaz ruinosa
E qualquer paixão que adentre,
Será repudiada como leprosa
Por favor, Senhor,
Cuide dos corajosos do teu mundo,
Que em meio a escabrosidades
Encontram motivos para viver
Esquecer-te deste imundo,
Que em ato covarde quer falecer.
"Sou tudo e também sou nada!
Sou a brisa leve e também sou tempestade.
Sou a linha tênue entre a insanidade e a normalidade"
