Poema Entardecer

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EFÊMERA DISTRAÇÃO

As pegadas seguem
Pra nenhuma direção;
Ao longo dessa viagem
Encontramos a emoção.

O frio é uma miragem
Que na nossa pele colou;
Dispensamos a bagagem
E carregamos o que sobrou.

Foi uma leve distração
Que o tempo esqueceu;
O que ficou então...
Foi porque não se perdeu.

Um abraço forte agora
Neste entardecer distraído;
Você não quer que eu vá embora
E que nem esteja divido.

Guimarães Júnior

Inserida por guimaraesjunior

Subi ao cimo do monte,

pra ver a noite sentada...

Lá encontrei um amigo.

Nem dei conta da madrugada!

-- josecerejeirafontes

Inserida por JoseCerejeira

A lua
Poe labaredas na alma
Da gente...
É tanta prata que sentimos
Vontade de voar
Pelo universo de sonhos,
E nunca, nunca
Mais voltar.

Inserida por elisasallesflor

Sonho lindo,

o silêncio da noite, chegando,
o riso das estrelas, sorrindo,
um beijo da lua, no rosto.

Sonho lindo que se foi...

-- josecerejeirafontes

Inserida por JoseCerejeira

Por entre a sombra do bambuzal
Vazam os derradeiros raios de sol
O lago vai sombreando
Os pássaros recolhem-se
O dia se acaba de forma tranquila

Vento calmo de chuva que vem
Certamente, pelos clarões ao longe
Cheiro de umidade
Traz boas lembranças
De quando se era criança

Pingos no teto
Canção de ninar
Acalma a alma
Facilita respirar

Abrigado então
Fecho os meus olhos
Vejo as folhas, as flores
Acenando à criança
Que sorri ao passar
Responde o adeus
Retornando ao lar
Na face o sorriso
Mais sincero

Sorte a minha
Presenciar

Inserida por crislambrecht

ALMA da poesia…
(Nilo Ribeiro)

A força do meu escrever,
não vem da inspiração,
ela vem de você,
que está em meu coração

ela não vem do mar,
nem do entardecer,
é por te amar
que consigo escrever

se você está distante,
fica triste o meu verso,
viro andarilho errante,
te procurando pelo universo

a força do poetizar,
não está na minha verve,
está em eu te amar,
é ela que me ergue

não é pela importância,
muito menos pela fama,
escrever só tem relevância,
quando é para quem se ama

você é a eleita,
a mulher escolhida,
a mulher perfeita,
a mais linda diva

pra você escrevo com alegria,
pois é a ALMA da poesia…

Inserida por NILOCRIBEIRO

Atarantadas as minhas meninas.
Carrapatos miúdos
e mosquinhas do chifre
lhes sugando sangue dia-e-noite.
Fui lá socorrê-las: apliquei do injetável
e, também, um mosquicida 'pour-on'.
É bom vê-las sem abanações
de cabeças e rabos.
Sem inquietudes: pacíficas, dengosas,
lá na vargem da Vertentinha.
Me demorei um tanto.
Mas é da lida,
é a vida...
Voltei pra casa respirando
o hálito perfumado
da boca da noite.

Inserida por ranish

Sombras projetadas ao fim do dia
(Pelo sol que novamente se vai)
Devoram as luzes com covardia,
Aos poucos, e enquanto a noite cai.

No fim não há sombra... Ou tudo é sombra.

Inserida por VeronicaMiyake

⁠A natureza é encantadora
As coisas mais ricas estão aqui
Basta olhar ao redor
E se deixar sentir
Ouvir o sussurrar dos pássaros
Naquele fim de tarde
Aquele vento batendo em seu rosto
Sem saber de qual direção
Sentir o cheiro de terra molhada
Depois de alguns dias de chuva
Vem aquele sol repentino
E surge o verdadeiro arco-íris
Ao anoitecer bem na hora de dormir
Aquele barulho de chuva pingando no telhado
Um vento entrando pela janela
E a única coisa que te aquece é o cobertor bem aveludado
Noites de trovoadas
Chuvas bem fortes
O que resta é um café
E um bom livro
Ao amanhecer
Aquele por do sol
Que vista linda!
Merece até uma fotografia
Dias de sol
Pés na areia
Água salgada
Barulho das ondas
No interior
Tem as estrelas mais lindas
Tão iluminadas
De uma forma tão linda
A natureza é perfeita
Basta saber aprecia-la
E sempre cuida-la
Para termos privilégios como estes

Inserida por cheyennekheller

⁠CONCERTO… (soneto)


Concerto... de performance revestido
Em admiração e espanto, na cor canela
Onde o céu em rubor dispa da aquarela
Musicando e luzindo o horizonte pálido


Divinal, tal sinfonia com poético sentido
Desce a túnica da noite com lua e estrela
Deixando o sol com a alumiação de vela
Num cenário de um sentimento prazido


Orquestra, ó cerrado do Triângulo Mineiro
No sossego e silêncio doidejante e faceiro
Matizando o sertão com música e poesia


São acordes de cores de um cancioneiro
Cheio de harmonia e de mágico cheiro
Compondo-se de atração nesta noite fria


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 de junho, 2020 – Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Ave Maria

Quando a noite vem e, cerra o dia
como se trincasse entre os dentes
eu, desfolho em reza a Ave Maria
na fé dos preceitos transparentes
Onde se tem somente primaveras
a fleuma do entardece, poentes
e a elevação de todas as esperas...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

a diarista

já o lusco fusco chegando
com sua casca ressequida
o céu do sertão apagando
e as maritacas de partida

pela janela vai adentrando
silenciosa, está tal rapariga
espanando num desmando
sombreando, cheio de giga

tece a noite, vai-se o dia
finca estaca na imensidão
o canto da cigarra anuncia
o tardar, tolda a escuridão

o cerrado a noite cria
a melancolia recordação

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
segunda, outubro, 2019
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CREPÚSCULO

Vê-se no silêncio, e vê, pela janela
O cerrado, eclodindo pra vespertina
Melancólico, perece o sol, e mofina
Outro fim de tarde, e a noite vela...

E ai! termina mais um dia, e revela
As horas, que a viveza se amotina
De sua rapidez, pérfida e assassina
Tão sem troco... - um atributo dela!

A melancolia no horizonte, é saudade
As sobras das lembranças, é desgosto
E o que se resta agora é outra idade...

Olhos rasos d’água narram o sol posto
Lúrido, duma emoção em calamidade
- de o crepúsculo do tempo no rosto!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/03/2026, 17'00" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

ÚLTIMO RAIO DE SOL

Último raio do sol, rubro e belo
No escurecer do excelso planalto
Ouro nativo, horizonte vai alto
Entre o negror um aroma singelo

Amo-te assim, o árido arauto
Que tens o tom do amarelo
Matizado ao vermelho, elo
Entre o impetuoso e o cauto

Amo o teu esplendor poético
De brilho lhano e tão casto
E o teu variegado frenético

Amo-te fulgor do cerrado
Encantado, de sonho vasto
- um entardecer denodado!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PÔS-SE O SOL

Pôs-se o sol... onde a noite tece a teia
Da treva. E pouco a pouco aí desmaia
A última luz do dia, então, assim caia
Da escuridão que a pretidão incendeia

No horizonte estrelas no céu semeia
Pela janela a sombra deita na alfaia
O mirar no remoto lúrido cambaia
E a escureza do cerrado encadeia

Com o olhar na lua, rogo levanto
E, cheio de maculada melancolia
Anoitece, e não prendo o pranto:

Choro de encanto e tal a alegria
De tão ligeira cena e sem tanto
Em gratidão, por mais um dia!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
12 de outubro, 2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠[...]mais um pôr do sol...
...mais um dia que se vai e é a sombra que agora cai, trazendo a lua pra confortar, o cerrado, na Imensidão do escuro da noite... a vida em continuação!



© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Sertão da Farinha Podre

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VITÓRIA-RÉGIA
As vitórias-régias e a praça arborizada
O cair-da-tarde no bairro de Casa Forte
Os jovens e adultos praticando esporte
São encantos de Recife, cidade amada

Inserida por RomuloBourbon

Novembrosas

Desce o poente entardecido por novembrosas precipitações.
E impotente se afiguram as palavras benfazejas que renovam a esperança
ao aterrado desconsolo de minh’alma desarmada, desamada, talvez.
Queira morrer-me um pouco mais por esta noite,
absorto em fantasmagorias da religião.
Se em tua taça houver um pouco mais que amargor,
oferece-a à insaciedade de minha sede.
Abranda a secura que me aflige.
E, incauto, vem tragar minha paixão
no poente infindo em que vivi.

Inserida por warleywaf

Cai a tarde azul calma e fria
trazendo um quê de tristeza
e também de nostalgia
no toque da brisa suave
que também tem sua beleza
Nos traz reminiscências
do cantar da Ave Maria

by edite/2016

Inserida por editelima

Sombras da tarde

Devagar, as primeiras sombras da tarde anunciam o dia a se despedir!
Ao longe, no horizonte tons mesclados sugerem pinceladas aleatórias
Raios de sol que traduzem energia e fogo que acalenta o coração, paz que silencia a alma.
Mais um dia que se vai! Mais um capítulo de nossa história!
No Alto do Mirante a padroeira a nos guardar...
"Mãe de Deus, Senhora nossa! Guardai as portas de nossa cidade!
Que povo esteja em paz sob a sua guarda e proteção! " Amém!

Edite , Janeiro/2016

Inserida por editelima