Poema Desejos de Elias Jose

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O PRESENTE

O céu nos deu as estrelas, o sol nos deu a claridade do dia. A lua nos deu a meia luz, a igreja nos deu Jesus.

Élcio José Martins

Inserida por elciojosemartins

O AMOR

O amor é o encontro de almas. Viver o amor é o encontro de corpos e sentimentos. Manter o amor é cultivar o respeito, o companheirismo e o entendimento.

Élcio José Martins

Inserida por elciojosemartins

Música


⁠Música é vida,
É liberdade,
É essência...
Qual é teu ritmo?!

Inserida por paulo_J_brachtvogel

⁠Muitos vão te colocar para baixo, dizendo que não vai conseguir, agora depende de você, acreditar nos outros, ou acreditar em você mesmo.
Ninguém sabe o tamanho da luta, ou número de vezes que você caiu, chorou, mas sempre levantou ergueu a cabeça e seguiu em frente.
Você é capaz prove isso para o mundo,mas principalmente, prove isso para você.

Inserida por Jose_Augusto_Castro

⁠A PONTE
.
.
Uma ponte amarela,
abaulada sobre o rio...
Sem dizer palavra,
ela diz tudo, fio contra fio.
.
Eloquente, fala-nos sobre os fluxos de gentes
a passar de um para o outro lado
do rio.
Mas também fala dos barcos
a lhe ditarem a forma:
profundo pacto
entre os homens e mulheres,
desejosos de passar por cima,
e os barcos e jangadas
.
convocados a seguir por baixo.
Este curvar da ponte, humilde e quase sacro,
é a mais sutil forma do acordo
– o produto profano de um pacto –
entre todos os que queriam ir e vir:
seja na forma de passantes,
seja nos modos navegantes.
.
Na Ponte – há mais – o olhar encontra
corrimãos que falam
dos que caíram n’água.
Dizem-nos alguma coisa sobre a desatenção,
sobre a imperícia,
sobre a brutalidade do empurrão.
Talvez, quem sabe,
escondam o comovente segredo de um suicida,
ou de um simples e alegre acenar de mão.
.
Será, que a ponte, que liga as margens,
é também passagem
para o Outro Lado?
Será ela a cura
para a aflição?
Quantos ali deixaram seu último salto,
o derradeiro gesto
– o silêncio vivo que enfim precede
o calar eterno?
Quantos lá não abandonaram seu último grito mudo
estendido e tingido por sobre a ponte
Como se tudo... viesse de dentro de um quadro?
(E este quadro, ele mesmo atormentado,
não estaria preso à parede exposta
de alguma dimensão secreta?)
Eis que a ponte prossegue
nos dizendo tantas coisas
sobre o rio e sobre tudo.
.
É amarela:
de um amarelo-berro...
Somente isso me escapa ao faro.
Porque não verde, vermelha – azul?
Como um sol estendido em linha,
ou o arco-íris de uma só cor,
ela permanece ali,
sem revelar o último dos seus mistérios:
.
Uma ponte amarela
sobre o rio, sobre a vida.
.
.
José D'Assunção Barros
[publicado na revista Opiniães, 2023]

Inserida por joseassun

⁠Leis da física que nunca foram escritas:
- Todo parafuso que cai no chão desaparece embaixo de alguma coisa, mesmo que não haja lugar para se esconder num raio de muitos quilômetros.
- O parafuso sumido reaparecerá em lugar bem visível onde já havia sido procurado várias vezes, depois que tiver sido substituído e não for mais necessário.

Inserida por jose_carlos_fineis

⁠Leis da Física que nunca foram escritas (2):
- Um comprimido derrubado no chão, se for o último da cartela e sua não ingestão tiver consequências graves para a saúde, nunca mais será encontrado.
- O comprimido será encontrado e ingerido, entretanto, por um animal de estimação; as probabilidades de isso ocorrer crescem na mesma proporção do risco para a vida do animal.

Inserida por jose_carlos_fineis

⁠Como somos curtos nas palavras,
não é porque somos grossos,
mas porque acreditamos que já pensamos em todas as outras respostas,
e a escolhida por nós foi a melhor das respostas, ou seja somos como uma IA que analisa o resultado tedos as respostas que pensamos em dar.
(NOTA DA ESCRITA: DE REPENTE ESSA VAI SER DIFICIL DE ENDENTER))
E EM SEGUIDA O RESULTADO: foi a que achamos melhor opção.
Ou seja, as vezes pode parecer que não, mas pensamos nas respostas, antes de dar.

Inserida por small

⁠Parecermos loucos por reduzirmos a informação que pensamos. Resumimos um processo de pensamentos em poucas palavras.
Pensamos mais rápido do que podemos falar,
aí que acontece a perda de informação.
Porque tudo é tempo. Tudo é tempo.
Se pelo ao menos pudessemos escrever na mesma velocidade que pensamos, de repente não pareceríamos tão loucos.

Inserida por small

...⁠Uma das melhores invenções foi a criação das palavras.
Imagina que louco resumir vários sentimentos ou ações,
em apenas uma palavra...

Inserida por small

⁠Leis da Física que nunca foram escritas (3):
- Ao procurar um objeto de que precisa com urgência, encontrará pelo menos três objetos que já havia desistido de procurar e dado como perdidos há dois ou mais anos, porém não aquilo que procura.
- O objeto de que precisa com urgência será encontrado daqui a dois ou mais anos, quando estiver procurando outra coisa; a chance de encontrá-lo será maior à medida que não for mais necessário.

Inserida por jose_carlos_fineis

A despedida e o reinício

Beijou-me a face
Com ar de despedida
Com os olhos acompanhei-a partindo
Fomos felizes, eu sei...
Rimos, cantamos, dançamos, brigamos e até choramos...
Mas agora é o fim...
Volto o olhar para o horizonte
Há um novo interesse,
Um novo desafio, uma nova conquista,
Novas oportunidades...
Tão lasciva, ali em minha frente,
O momento me convoca a provar,
Não há como negar
Embriagado pelo seu encanto
Serão 366 dias de pura tentação, de amor, de inspiração!
Cante poeta... dance, cultive esse novo romance, não te negues...
deixai que esses encantos te levem...
sabe lá pra onde!

Inserida por paulo_J_brachtvogel

[CAPITALISMO E DEMOCRACIA SÃO CONTRADITÓRIOS]


⁠Talvez nunca, como nos dias atuais, tenham se mostrado serem tão incontornáveis as contradições entre capitalismo e democracia. Disfarçar o Capital com os trajes da Liberdade torna-se cada vez mais difícil, e muitas vezes não é sequer mais necessário. Nestes novos tempos, o poder repressivo diversifica seus modos de violentar a liberdade, de limitá-la a uma parcela mínima da sociedade, de impor a exploração generalizada, de impedir nas instituições políticas a presença de representantes sinceros dos verdadeiros interesses da classe da trabalhadora, Se o século XX havia apresentado inúmeros exemplos de ditaduras tradicionais, o nosso século XXI parece assistir, nos anos mais recentes, à emergência de novos tipos de ditaduras, como aquelas que não precisam mais se impor basicamente pela violência física (embora isso também continue a ocorrer), e sim através de novos modelos que envolvem o controle dos poderes judiciários, a conivência de setores parlamentares e a manipulação de amplos setores da população através das mídias de todos os tipos.


[BARROS, José D'Assunção. Seis Desafios para a Historiografia no Novo Milênio. Petrópolis: Editora Vozes, 2019, p.23].

Inserida por joseassun

⁠A todos os nossos
amigos que de
alguma forma
ajudam nosso canal
muito Obrigado e um
Grande abraço!

Inserida por cardosojose

O PESCADOR SOLITÁRIO

Aqui estou eu novamente
Dentro e na margem do lago
Estou só, observando o rio
Os igapós, os aningais, os murerus
Olhos com os olhos de águia
A procura da presa.
Assim procuro ver
Qualquer maresia
No boiar dos peixes
Onde estarão os peixes?
Porque onde bóia um, há muitos.
Eles andam em cardumes.
É pegar o caniço e lançar o anzol.
E pegar, um, dois... muitos peixes.
Venho pescar, porque gosto de pescar
Contemplar toda essa beleza.
O silencio da natureza
O barulho e o voar dos pássaros.
Dos peixes boiando, os jacarés secando.
Das formigas mordendo, das muriçocas ferrando
Tudo isso é belo
Faz parte desse lugar agreste.
Se chega a chuva
Protejo-me debaixo do Japa
Sou um pescador da antiga
Pesco de caniço e anzol
Isso é mais excitante para mim.
Pego o meu chapéu, casco e o remo
E me lanço em direção do lago.
Quando chega a hora do almoço.
Trato os peixes, preparo o fogo
Asso na beira do lago.
Levo a farinha, pimenta e sal.
Quando aparece algum companheiro.
Este é bem vindo ao banquete.
Com muito gosto e prazer
Compartilhamos desta maravilha
Que a natureza nos oferece.

FIM.

Autor: José Gomes Paes

Enviado por José Gomes Paes em 11/01/2012
Código do texto: T3435526

Inserida por josegomespaes

O QUE É SER CABOCLO

Ser caboclo não é mole não.
É nascer no interior
Não ter medo de assombração
É trabalhar de sol a sol no roçado
Saber manejar o facão.

Ser caboclo é ser corajoso
Não ter medo de onça
É não ser preguiçoso
Ser um cara amigo e legal
E ser muito atencioso

Ser caboclo é saber se virar
É ter sorte na pescaria
Abarrotar no tamuatá
Trabalhar no plantio da farinha
E na colheita do guaraná

Ser caboclo é não reclamar
Da vida que se leva
Das dificuldades que passar
É ter muita fé e esperança
Que tudo vai melhorar.

Ser caboclo é ser amigo do peito
Respeitar todos sem distinção
Ter noções de seus direitos
Cuidar bem da família
Com dignidade e respeito.

FIM

OBS: Estas pequenas estrofes, dedico a todos os caboclos dos nossos interiores do Amazonas, aos quais tenho maior respeito e admiração.

José Gomes Paes

Enviado por José Gomes Paes em 26/07/2011
Reeditado em 23/08/2011
Código do texto: T3118999

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Inserida por josegomespaes

"NOSSO OLHAR DE CABOCLO"

De onde eu vim
Por onde passei
Onde eu passar
Quero deixar sempre um sorriso
Do meu jeito de ser
Do meu jeito de olhar

Olhar as montanhas
Vários ângulos
Bem do alto
Decifrar seus mistérios
Ficar mais perto do céu
Sentir o frescor
Da natureza e tudo que é belo

Olhar para as matas
Cada árvore
Chão úmido de folhas secas
Pássaros voando
Macacos pulando
Diversidade que ela nos dá
Olhar de mateiro
Caboclo seringueiro
Desse meu jeito de ser
Do meu jeito de olhar

Olhar o rio Amazonas
Sua importância e riqueza
Sua extensão territorial
Quanta pessoa alimenta e transporta
Cuidar de sua preservação
Lutar pela sua sobrevivência
Para que no futuro outros possam
Usufruir de sua existência.

Olhar para cada irmão
Interiorano, na sua maneira de ser
Atencioso, no seu jeito de agradar
Simplicidade, na cumplicidade
De ser fiel ao seu irmão
Olhar de matuto, não besta
Esse nosso jeito de olhar
Nosso modo de amar.

FIM

José Gomes Paes

Enviado por José Gomes Paes em 01/09/2011
Código do texto: T3194841

Inserida por josegomespaes

O mundo...
Para mim, é segundo!
Pensamentos meus
Com todos os argumentos
Sempre assentam em Deus.

Inserida por Cabinda

⁠águas dançantes
suaves murmúrios
voam com a brisa,
em harmonia...
- aonde -
o tempo se hospeda
ao fim da tarde
calma e fria...
-- josecerejeirafontes

Inserida por JoseCerejeira

⁠A natureza pinta como ninguém
Meus olhos miraram-te com demora,
nessa correnteza de folhas em valedoiros tons,
ainda que à terra presos...
-- josecerejeirafontes

Inserida por JoseCerejeira