Poema dentro e Fora
Clamor da Alma a Adonai
Adonai,
Olho para dentro e me pergunto: quem sou eu?
Perdida, clamo por socorro,
esperando o sopro do Teu auxílio.
Anseio viver o verdadeiro sentido
desta breve passagem na terra.
Faço o que posso, mas às vezes
sinto que não fiz nada.
Os dias pesam como sombras longas.
Preciso da Tua mão que transforma,
pois minha realidade me aprisiona.
Conto os anos, contando forças para partir.
Ninguém vê a dor que carrego,
nem o labirinto onde me perco em mim mesma.
Nem eu sei explicar, nem compreender.
Às vezes, pareço viver apenas em sonho,
dormindo e acordando,
e o fardo cresce a cada amanhecer.
Sinto-me pequena e impotente,
mas Tu, Senhor Onipotente, és meu refúgio.
Sou um grão de areia no corpo que carrego.
Meu coração apertado,
minha mente um eco vazio,
ou um barulho que turva os sentidos.
Toma-me em Tuas mãos, modela-me,faz de mim o vaso que Sonhaste.
Ouve o choro contido da minha alma,assustada, retraída, sedenta do Teu socorro.
Neste vasto mundo, sou uma estranha,deslocada, sem lugar a pertencer.
Meu desejo é voar para as nuvens,
além do alcance, na imensidão do universo.
Na Tua glória descansarei,
No Teu abrigo repousarei,
E na Tua plenitude me encontrarei.
Com toda minha alma,
Ruthyanne
Sentimentos devaneiam como um veleiro à deriva no mar.
Palavras lúdicas ecoam dentro da mente como se recitasse um prólogo.
Atitudes eloquentes ressaltam desejos auspiciosos de um conúbio subserviente.
Sua pele branca e macia aguça o diletantismo da paixão sobeja.
Contrito por espezinhar suas emoções, protelo paulatinamente meu amor como desabrochar das flores no inverno.
Abraçar a sua sombra é parar de fugir do espelho. É olhar pra dentro e dizer “eu sei o que você fez" “e mesmo assim, ainda te amo” “porque você é tudo o que me sobrou e tudo o que me trouxe até aqui.”
Ninguém é inteiro sem seus pedaços escuros.
Ninguém é forte sem suas quedas.
Ninguém é livre sem primeiro encarar o cárcere da própria mente.
Epiderme
Dentro de mim habita o verdadeiro terror,
Onde os monstros se escondem sob a pele,
Revelando a verdade que nos abate,
Não se iludam, aqueles que confiam em nós!
Não há cama que os oculte, pois não se escondem debaixo dela,
Mas por baixo dos lençóis e os seres, onde não há certezas,
Não creio em mim, com certeza, sou um monstro, não mártir, nem herói.
Mediocramente humano, foi minha vida, escravo do que nunca serei
A capacidade humana, essa sempre me aterrorizou mais que fantasmas.
Consagro a nós o desprezo, tudo isso seja o que for que sejas
Aqueles que confiam, não se enganem.
Somos muitos em um só dia.
Às vezes acordamos esperançosos, outras vezes calados por dentro. Podemos ser gentis pela manhã e, horas depois, impacientes. Somos luz em alguns encontros, sombra em outros. Não somos incoerentes — somos humanos, múltiplos, atravessados por memórias, sentimentos e vibrações que dançam conosco a cada instante.
Essas variações internas não são falhas; são convites. Convites para olhar com mais atenção o que sentimos, para perceber o que nos habita sem julgamento. Quando nos tornamos conscientes dessas mudanças, abrimos espaço para a alquimia interior. Podemos, então, transmutar medo em coragem, raiva em lucidez, tristeza em silêncio fértil.
Estar presente é o primeiro passo.
Reconhecer-se em cada versão é o caminho.
A consciência não nos impede de sentir — ela apenas nos liberta da prisão de reagir inconscientemente.
E é nessa presença que encontramos poder: o de sermos inteiros, mesmo sendo muitos.
pela criança dentro de mim que, até hoje, não sabe o que é aquele monstro do outro lado da cama.
- isso é por ti, pequena... boa noite
Tem adulto que anda apressado, mas é uma criança exausta por dentro.
Tem adulto que briga por tudo, mas é só uma criança que aprendeu a gritar pra não ser ignorada.
Tem adulto que não sabe amar, porque nunca foi amado do jeito certo.
Dentro de cada um de nós, tem os motivos para seguir em frente ou desistir!
Se seguir em frente se chama motivação, se desistir se chama depressão!
Então por pior que seja seu momento, tente achar a motivação para continuar, porque os motivos para parar são muitos!!!
Composui agros
Compus a campos de jardim
Dentro da sua falta
Ah, solidão, imensidão
Que sempre me maltrata
Venha a mim, não tenha medo
Mude todo o enredo, ofereça seu amor
E tudo sempre vem
Que o breve dia, de cada estante,
Seja uma pirâmide
Que, com lápis, dá de pintar
Todo e todo instante
Mude a constante dessa solidão
E me obrigue a amar
Veja, cantando, minha composição
E me ensine a falar
Não sei de amor, não sei dizer
O que aconteceu? Veja tudo ao redor
E o que diz a mim? Sou o alicerce que já fui
Mas não sou seu amor
Você me disse:
“Ah, solidão tem que maltratar
Teu coração.” Disse-me que eu ia vagar
Sozinho, condenado à morte
Disse cantando, com todo o ódio
Que eu chorei nos cantos
Mas fiquei rindo, todo sorrindo
Quase chorei o dia todo
Vi e balancei o rodo
Quando caí de cabeça no chão
No chão
Dentro da recordação
Encontro no coração
Um tempo vibrante
De sol radiante
Alegria contagiando o ambiente
E você era meu presente
Perdi o tempo do meu viver
E hoje não consigo te esquecer.
Dia 66
A saudade é minha companheira,
Fiel escudeira,
Ou seria ela carcereira?
Presa dentro de um tempo em que nada posso fazer,
Ainda que eu grite,
Não podes me ouvir,
Ainda que em gargalhadas,
Comigo não pode rir...
Síndrome de Estocolmo,
Estou como?
Me cuidando à esperar você.
O que de mim ficou
Dentro das muitas que de mim já fui, dos amores que já vivi, das pessoas que deixei ir e daquelas de quem parti.
Dentro de todas as coisas que sou, das que deixei de ser, das que ainda pretendo, porque quero muito viver.
Dentro de tudo, de tudo o que até aqui produzi ,de tudo o que deixei para trás, que desmoronei, demoli.
Tornei-me a melhor versão daquilo que construí.
Eu sei que não sou perfeita, tenho erros incontáveis, mas posso dizer com certeza que procurei ser a melhor.
Até aqui, tenho feito da vida alegria, esquecido o que dói, amado o que vale a pena, seguindo feito reticências no final de um poema...
Nildinha Freitas
Eu vi você.
Vi a menina que sorria tímido, mas também a que se escondia por dentro.
Vi os olhos cansados de noites ruins, de palavras duras, de brigas que não eram suas, mas te atravessavam.
E mesmo assim…
Vi beleza.
Não de fora, mas de dentro.
Vi coragem por acordar todo dia e continuar.
Vi o esforço de parecer leve quando tudo pesava.
E mesmo sem saber como te curar, eu fiquei.
Fiquei quando ninguém via.
Fiquei mesmo nervoso, atrapalhado, mas inteiro.
Eu sei que você teve que partir.
E talvez nunca vá me contar tudo que sentia.
Mas tá tudo bem.
Porque hoje, olhando pra trás, eu não vejo um fim vazio.
Eu vejo um capítulo lindo.
E se você estiver lendo isso em algum plano invisível, eu só quero que saiba:
Eu tenho orgulho de ter te amado.
E tenho mais ainda por estar seguindo.
Com tudo que aprendi com você.
Pode ir em paz.
Eu vou ficar bem.
E vou continuar sendo esse homem que ama de verdade —
até que alguém saiba ficar.
A cura está dentro de você"**:
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### 🌿 **A Cura Está Dentro de Você**
Você pode ter procurado em muitos lugares: em remédios, em palavras alheias, em promessas vazias e até em fugas silenciosas. Mas há algo que talvez ainda não tenha percebido: **a verdadeira cura nunca esteve fora**.
Ela sempre morou **dentro de você**.
A dor que você sente, por mais escura que pareça, é um chamado da alma. Não para que você desista, mas para que **olhe para dentro**. Para que finalmente se escute. Porque ali, onde poucos ousam ir, mora a Força que transforma.
A cura não é mágica, é processo. Ela nasce quando você aceita sentir, quando permite que a tristeza fale, que a ferida respire, e que o silêncio se transforme em oração. Quando você reconhece que há algo maior guiando sua vida, **mesmo nos momentos em que tudo parece perdido**.
Você é mais forte do que pensa. Mais sagrado do que te disseram. Dentro de você há uma centelha viva da Fonte Criadora, e é através dessa luz que a transformação começa.
Quando você se ama, mesmo em pedaços, a cura começa.
Quando você perdoa, mesmo sem ter recebido desculpas, a cura avança.
Quando você acredita, mesmo sem provas visíveis, a cura floresce.
**Acredite em você.**
**Abrace sua jornada.**
**A cura está a caminho – porque ela já vive em você.**
Desejo que fere
É uma sede que queima por dentro,
um fogo voraz que dilacera a mente,
um corte invisível, um lamento,
um desejo cruel, urgente, latente.
A pele chama, grita em silêncio,
uma urgência que não aceita espera,
um impulso brutal, quase imenso,
que rasga o peito, que fere e desespera.
Não é só dor, é fome de sentir,
uma ânsia que sangra sem voz,
um peso que obriga a resistir,
entre o sufoco e o choque feroz.
Cada pensamento é uma lâmina,
cada suspiro, um corte afiado,
e essa vontade, fria e insana,
machuca, consome, deixa marcado.
Mas mesmo nessa dor que não cessa,
há uma chama frágil a pulsar,
um grito oculto por trás da pressa,
um pedido de ajuda a brilhar.
A revolta
Grita as dores
Do sofrimento
E causa ânsia
Dentro de si,
O mundo caótico
Sem ter para onde ir,
Perdido
Nos dias sem vida,
Sem amor,
Sem humanidade...
A beleza que brilha e encanta, vem de dentro.
Nasce na alma e no comportamento.
Até o diamante, se não for lapidado não reluz.
'SONHOS SEM ILUSÃO'
Nada poderá calar a voz,
Dentro desse peito meu,
Querendo encontrar o teu,
Numa corrida em eco veloz, seu nome grita em silêncio,
Por um gigante amor, intenso.
Nada poderá calar a voz do amor,
Que sem alarde incendeia o mundo.
ternura que brilha com louvor ;
Amor; um sentimento profundo .
Não posso calar a minha voz,
Foge do meu amor, deixando-me só,
Com esse amor à atravessar,
A linha do tempo, que vai além
Que busca, teu perfil compartilhar,
Comigo e mais ninguém .
Não posso calar a minha voz,
O amor precisa de atitudes,
Não, de promessa confessada,
De palavra mal falada,
Dentro de corações rudes.
Eu te amo no silêncio do meu coração,
Na minha bagagem suave de sonhos ,
Sem promessa sem ilusão.
No silêncio desse amor
Queria cantar contigo
Uma linda canção
Queria que viesse comigo
Pois só tu consegue
Apagar a chama dessa paixão
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a Lei -9.610/98
Eu a amo, de verdade. Mas dentro de mim tem um turbilhão que ninguém vê: inseguranças, pressões, dúvidas, traumas, crises existenciais, ansiedade, e aquela sensação constante de não estar bem.
Sinto que não consigo ser o que ela merece. Que não estou inteiro o suficiente pra dividir a vida com alguém.
E justamente por amar tanto, achei melhor deixá-la ir...
Não por desistência. Mas porque arrastá-la para a bagunça que carrego seria egoísmo.
O fim não foi por falta de amor. Foi por consciência demais... Ou talvez, medo demais.
