Poema de Sete Faces
Navio-esquife
Correm as águas do rio
Corre veloz o navio
Entre as faces do vento
Entre as faces do tempo
Corremos nós.
Ao abraço de que foz
Viajam as águas
Viajamos nós?
Árvores nas margens
Céleres passam
Sob remansos de céu
Onde se apaga o sol.
Eis que longe o porto acende seu colar de luzes:
Grinalda para os mortos
Que no navio-esquife
Ante-somos todos.
She comes in a hurry by the morning
She faces her fear during the trip sound
Shows me what I can touch
Right there, right there
Bright eyes through the sun light
Visions of a speechless rhyme
Memories of her passing days
Steps that will never be erased
She wants me to say yes
Thought I wouldn’t be there
Never dare
Your body I convert in my wanted sin
In soft sheets that we like
Wet reactions under a hot skin
As I continue my way up
A year compressed to five days
Moments of our time
Let me call you again
Sure you’ll think in dropping by
She wants me to say yes
Thought I wouldn’t be there
Never dare
Jota Cê
-
Gosto que entendam
e conheçam minhas faces;
pois cada dia tenho uma
por não saber qual delas sou eu.
O mundo é um espelho no qual me vejo
As estrelas refletem as minhas faces
A lua o brilho dos meus olhos
E as águas do mar na verdade são as minhas lágrimas
Sou o reflexo do infinito no meu íntimo
A grande tela irreal onde Deus pinta a sua arte
AS MIL FACES DO HOMEM
E quem será o homem?
Um monstro que aos poucos se corrói,
o planeta e a sua vida destrói?
Ou será apenas mais um ser afundando na solidão,
perdido, no meio de toda esta confusão?
Quem seria o homem?
Uma criatura fantástica que, de tanto amar,
acaba sendo tomado pelo desejo incontrolável de matar?
Um estranho então seria o homem
se, do dia para noite, se transforma em lobisomem?
Seria o homem um ser disfarçado de gente,
que estaria aqui para confundir a nossa mente?
Ou então seria um inocente
e a modernidade teria camuflado tudo aquilo que ele sente?
Enfim, quem é o homem?
Alguém que criou seu próprio lado,
para que, pelas luzes e pelas trevas, possa ser apreciado?
O homem poderia ser um medroso,
que, de tanto viver assustado, tornou-se perigoso.
Invenções: moedas de duas faces
Cara ou coroa,
que será que vai dar?
Ninguém sabe ao certo
jogue pra verificar.
Para muitas invenções
o mesmo pode apostar
positivo, negativo
é uma questão de olhar.
é assim que elas são
assim sempre serão
os dois lados da moeda
invenções sempre terão!
Estação
Outono nórdico
o sopro gélido de Éolo
vem tocar as faces alvas
sutil carícia de morte
a força do seu fôlego
lançará espadas de vento
sinal de mau presságio
os carvalhos se pintam
se camuflam de musgo e oliva
não querem ser percebidos
Elfos, Duendes e Gnomos
se ocultam no oco da floresta
o titã do gelo se abeira
vem do além norte
salivando nevascas
se banhar nos grandes lagos
cemitério dos vikings
Elas têm várias faces, várias fases.
Quando estão presentes, são sempre eficazes.
Elas possuem a delicadeza das flores,
e a força das rochas.
Despertam amores, têm brilho como tochas.
Elas são estrelas que geram vidas,
São amantes, amadas, amigas,
Tranquilas, ocupadas ou alegres,
Antes de tudo: MULHERES.
Salve a senhora das muitas faces!
Salve Hekate, soberana das encruzilhadas!
Salve a deusa, salve a senhora da tocha
Da sabedoria, rainha do submundo! Heya Hekate!
Que nenhum inimigo consiga me tocar
E todos eles afundem em profunda desgraça!
Tira de mim tudo o que não pertence a minha luz
E cura toda a minha dor!
Heya Hekate soberana!
Senhora dos portões!
Deusa de todos os mundos!
Senhora da vida e da morte!
Heya Hekate em todos os seus nomes!
Heya Hekate em todas as suas faces!
Heya!
- Marcela Lobato
📜 A Sinfonia da Desordem Global
O mundo respira um caos que se manifesta em múltiplas faces,
Não é a ausência de ordem, mas a sobreposição de ordens que se combatem.
É a teia complexa de ambições e desesperos em diferentes espaços,
Onde a lógica do poder e a dor da exclusão constantemente se abatem.
Nas manchetes, o noticiário pinta a tela da incerteza,
Com economias em frangalhos, climas extremos e conflitos sem fim.
O individualismo feroz corrói a base de toda a delicadeza,
E a urgência de ser mais forte ofusca o valor de ser, simplesmente, assim.
Assistimos à fragmentação da verdade em milhões de espelhos distorcidos,
Onde cada um é juiz e réu da própria narrativa particular.
Os laços comunitários se afrouxam, os diálogos são interrompidos,
E a polarização constrói muros invisíveis difíceis de derrubar.
Contudo, este turbilhão de desassossego não é apenas destruição:
É a matéria-prima bruta para a próxima grande criação.
A Teoria do Caos sussurra que, no bater de asas da menor borboleta,
Reside o potencial de um furacão que redesenha toda a meta.
O que parece desmoronamento, talvez seja apenas a fundação cedendo,
Para dar lugar a uma estrutura mais honesta, mais humana e mais leve.
O caos do mundo exige que a consciência individual vá crescendo,
Para que a luz da ética prevaleça sobre a sombra do que é breve.
A verdadeira ordem que buscamos não virá de um decreto imposto, Mas da harmonia interior que cada um se propõe a alcançar. Aceitar o caos é o primeiro passo para encontrar o posto, De onde podemos, com serenidade e ação, a paz reconstruir e plantar. Nietzsche já dizia: "É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela dançante". Que a nossa desordem seja o berço de uma humanidade mais vigilante.
Se desejar, posso escrever um pensamento sobre a ordem ou a harmonia para contrastar com o caos.
Tantas faces deixadas sobre a mesa,
flechas cravadas no corpo do guerreiro.
Caminhos que não conduzem a lugar nenhum,
vidas esquecidas que ninguém a tem.
As palavras carregam infinitas faces.
Podem ser ouvidas, vistas, sentidas — moldadas pela emoção, pela razão e pelas feridas invisíveis.
No entanto, no fim, palavras não são sentimentos: são apenas trilhas por onde a alma tenta se revelar.
Os sentimentos queimam, rasgam, libertam.
As palavras, frágeis, apenas buscam acompanhar o peso do que pulsa no peito.
Às vezes falham, às vezes ferem, às vezes salvam.
E é justamente por isso que, mesmo frágeis, tornam-se gigantes:
quando encontram quem as compreende,
quando tocam o silêncio de alguém,
quando transformam a dor em voz
e a vida em sentido.
Mulher, ser inigualável, multifacetada, feita de um pedacinho encantado. Quantas faces tu tens, e quantas tu me concedes — para te amar?
©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 28/11/2025.
O feminicídio é uma das faces mais cruéis da violência no Brasil. Ele não é “apenas mais um crime”: é o assassinato de mulheres por serem mulheres, resultado de uma cultura de desrespeito, posse e desvalorização da vida feminina. Sentir repulsa diante disso é o mínimo; o necessário é transformar essa repulsa em consciência, postura e ação.
Cada mulher que sofre violência é filha de alguém, muitas vezes mãe, irmã, amiga, é uma vida inteira de histórias, sonhos e contribuições interrompidas. E há um ponto que deveria nos tocar profundamente como homens: todos nós nascemos de uma mulher. Foi uma mulher que nos gerou, que enfrentou dores para nos trazer ao mundo, que nos alimentou, amamentou, cuidou e sustentou nossa vida nos momentos mais frágeis. Nossa própria existência começa no cuidado de uma mulher.
Como, então, pode existir ódio, agressão ou indiferença contra quem representa a origem da nossa vida e da vida de toda a sociedade? Respeitar mulheres não é favor, não é gentileza é princípio básico de humanidade e justiça.
Repudiar o feminicídio é dever coletivo. Isso passa por não normalizar agressões, não rir de desrespeito, não silenciar diante de sinais de violência e educar meninos e homens para o respeito, a empatia e a igualdade. Uma sociedade que não protege suas mulheres está falhando consigo mesma.
Que a indignação não seja só discurso, mas mudança real de atitude. Porque toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade. E porque a vida de uma mulher nunca pode ser tratada como algo descartável.
Faces
O ser humano não muda de essência,
muda de face conforme a plateia.
Com alguns, é afeto.
Com outros, é cálculo.
Há quem sustente uma mentira
não com palavras,
mas com comportamentos contraditórios
que nunca se encontram.
A mesma pessoa que acolhe
é a que omite.
A que promete
é a que silencia.
Não por confusão,
mas por conveniência.
A face boa serve para manter vínculos.
A face cruel, para escapar das consequências.
E entre uma e outra,
o caráter se dobra
até caber na própria narrativa.
O mais inquietante
não é a mentira em si,
mas a habilidade de torná-la habitável.
De viver nela sem culpa,
desde que cada pessoa veja
apenas o ângulo que convém.
Assim, histórias se quebram
não por excesso de maldade,
mas por falta de coragem
de sustentar a mesma verdade
em todos os lugares.
Isso não é dor.
É leitura de mundo.
Gostaria que as pessoas mostrassem suas verdadeiras faces...
É tão sujo fingir ser quem não é para tirar proveito da humildade dos outros =/
Sei que lidamos com seres humanos e é por ser "humana" que... Ao errar:
Me corrijo sempre, me cobro sempre, estou sempre em reconstrução.
Dou graças a Deus por ter um coração de verdade, não um órgão de fachada!
Mil faces
No reflexo do espelho, quando vejo figura própria,
não consigo entender
o que tudo aquilo quer dizer.
Olhar meu, que pela vereda da vida se perdeu...
Face tortuosa, um dia julgada desastrosa...
Esperança falsa, honestidade duvidosa.
Afinal, quem és tu no espelho, além de eu mesmo?
Indecisão? Incompreensão? Rebelião?
Por que buscar aquilo que não se vai encontrar?
Não sei a resposta, não conheço a pergunta, à começar.
És tu, eu?
Por que não me diz onde estás?
Por que construístes tantas faces de apenas um?
Para proteção! Diria o reflexo.
Para esconderijo! Diria o espelho.
Para consolação! Diriam os lábios.
Todavia eu, diria somente:
Mil faxes tens tu, óh interlocutor, para compreensão de tua própria solidão.
Todas as faces do Amor
Tu, entre teus mil e um atrativos
Eu não sei nunca quem tu és
Tu mudas tão freqüentemente de rosto e de aspecto
Tu, qualquer que seja tua idade e teu nome
Tu és um anjo ou o demônio
Quando para mim tu tomas cada vez mais
Todas as faces do Amor
Tu, se Deus não tivesse te modelado
Seria-me necessário te criar
Para dar à minha vida a sua razão de existir
Tu, que és minha alegria e meu tormento
Ora mulher, ora criança
Tu ofereces a meu coração a cada dia
Todas as faces do Amor
Eu, eu sou o fogo que cresce ou que morre
Eu sou o vento que ruge e que chora
Eu sou a força ou a fraqueza
Eu, eu poderia desafiar o céu e o inferno
Eu poderia domar a terra e o mar
E reinventar a juventude
Tu, vem fazer de mim o que quiseres
Um homem feliz ou infeliz
Uma palavra de ti, eu sou poeira ou eu sou Deus
Tu, sejas minha esperança, sejas meu destino
Eu tenho tanto medo do amanhã
Mostra à minha alma sem socorro
Todas as faces do Amor
Tu! Todas as faces do Amor
Todas As Faces do Amor
Todas as faces do amor.
Tu... por teus mil e um atrativos
Jamais saberei quem tu és...
Tu mudas frequente de rosto e de aspecto...
Tu... quaisquer que sejam tua idade e teu nome
Ora és um anjo... ora um demônio
Quando para mim tomas volta a volta
Todas as faces do amor...
Tu... se deus não te houvesse modelado
Ele me faria a necessidade de criar-te
Para dar à minha vida razão de existir...
Tu... que és o meu prazer e o meu tormento
Tanto és mulher... tanto és criança...
Ofereces-me ao coração em cada dia
Todas as faces do amor...
Eu.eu sou o fogo que se inflama ou que morre
Eu sou o vento que ruge ou que chora
Eu sou a força ou a fraqueza...
Eu... eu poderei desafiar o céu e o inferno
Eu poderei superar a terra e o mar
E reinventar a juventude...
Tu... vem fazer de mim o que quiseres
Um homem feliz ou infeliz...
Uma palavra tua e serei pó ou serei deus...
Tu... sê minha esperança... sê meu destino
Eu tenho medo dos meus amanhãs...
Mostra à minha alma sem socorro
Todas as faces do amor...
Tu...Todas as faces do amor...
