Poema de Outono
Ela
A primavera mais brilhante,
o verão mais quente,
o inverno mais aconchegante,
o outono mais renovante.
Menina formosa e encantadora,
que a minha alma curou,
que a minha alma amou,
que do sofrimento fora destruidora,
percebe a sua importância?
Percebe a sua elegância?
De estar consigo tenho ânsia.
Que risonho é o futuro,
aprender a viver lado a lado.
Ficarei para sempre, eu juro,
Preciso do seu abraço aconchegado.
Que riqueza!
Saber que tenho uma certeza.
Ela, sim, dotada de esperteza,
nem irei comentar sobre sua beleza...
Falharei na representação,
mas irei cair na tentação,
pois por si sinto forte adoração:
Ela é amor prolongado,
Ela é o intenso adocicado,
Ela é o beijo apaixonado,
Ela é perfeição em puro estado.
É Outono!!!
Mal dei-me conta que o tempo está passando mais rápido que meus pensamentos. Sinto os ares da estação, nem calor de sois exaustos nem frio de pedra silente, adormecida. É a minha estação, o outono, que me foi dada a vida e, agora, no meu outono, escrevo, escrevo para mim mesma.
Assim como as folhas não caem porque querem, caem porque chegou a hora, hora de renovação, mas não de deixar a memória esquecida num canto qualquer qual folha amassada como papel velho. Por isso escrevo, escrevo para guardar na parte mais sagrada do meu coração todos os que estão ao meu lado, todos que pisaram meu chão e os que surgiram na minha vida rapidamente e deixaram seus nomes gravados nas minhas linhas do tempo.
Tempo de renovação, tempo de reflexão, de gratidão às generosidades que a vida proporcionou a cada um, o amor, a família, a plenitude que se instala nos nossos céus franjados de estrelas para que cada um encontre a sua (já disse o pequeno).
Que crianças possam desfrutar sobre as folhas caídas, de calmaria, de alegria, bem longe da dor, da violência e do sofrimento.
Outono!!! Amo a estação e faço dela meus momentos de reflexão e de preparação para o caminho que sigo, reservado para a continuação da minha história, nem maior nem menor que qualquer outra, porque cada história é única.
(Bia Pardini)
TEMPO
É tempo de se guardar
Esperar o outono chegar
Para verem no inverno as folhas caírem
É tempo de abrir os olhos
E ver o amor partindo
Sem dizer adeus...,
Mas levando um pouco de mim ou de você
É tempo de pisar nas rosas.
Os espinhos não vão machucar
Estas são palavras de amigos que não são amigos
É tempo de entrar no rio
E descobrir novos prazeres
De uma água fria que anestesia os pés
Mas faz a mente voar...
É tempo ainda
De olhar para uma mulher
E ser sentir infetiçado, bobado pela tua beleza
É tempo de enfrentar os medos
De olhar no espelho
E encarar os dragões e lobos
Que existem em mim e ti
Que o impede de ter coragem.
É tempo de fechar os olhos
E sentir a vida mudando, mudando e mudando.
E os sonhos acontecendo.
Porque todo dia é tempo
De se fazer ser diferente.
Ainda há tempo de assistir um velório
Na qual somos assassinos
De nossa própria filosofia.
Por quê?
Todo tempo tem a riqueza de um milésimo
Que não deve passar em vão.
Porque todo dia é tempo que passa e não volta
Será porquê?
Pôr que estou sentindo que estou partindo
E vagarosamente esquecendo de dizer adeus.
Espere o outono
Sacuda as árvores
Veja qual flor resiste
A que não desistiu
No inverno da vida
Te fará menos triste
Se o dia fosse colorido, a noite não seria escura.
Se o outono, não tivesse folhas secas, o inverno não seria tão frio..
Se o meu contato com você fosse verdadeiro, talvez nós ficaríamos o ano inteiro.
Sou Outono
Sou Inverno
Sou Primavera
Sou Verão
Sou eterna
Entre as estações
Que aquece o meu coração
OUTONO EM FLOR
São as cores
Do meu Outono
Que desenham
Os meus caminhos
A brisa de Outono
São asas de cores
Perfumadas de sonhos
Sou Outono
Sou Inverno
Sou Primavera
Sou Verão
Sou eterna
Entre as estações
Que aquece o meu coração.
OUTONO AMOR
O nosso amor
É como a chuva que o Outono trás
O nosso amor
É como o frio que o Outono trás
Ao nosso coração meu amor
OUTONO MEU TEU
Numa manhã de outono
Visto-me de folhas
Que já ganharam cor
E com o perfume da chuva
Levam-me a flutuar
Na mansa brisa fria
Pela madrugada a visitar
Todos os recantos do teu corpo.
Se o outono traz vontade
De uma casa nova comprar
Então chegou o momento
De seu desejo realizar
Contacte já a sua agente
Para o imóvel mostrar
Comece já as visitas
Para no ano novo se mudar
Ao passarem pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; as chuvas de outono também o enchem de cisternas.
Sl 84.6
Palavra que ouvi hoje...
Vale de baca significa vale de lágrimas...
Então pesquisei e descobri que nestes vales crescem as balsameiras, plantas que destilam, gotejam ou "choram” o bálsamo, uma resina de odor tão agradável que a palavra "bálsamo” veio a significar, figurativamente, "alívio”, "conforto”, "lenitivo”, que ou o que suaviza, acalma.
Que bom saber que mesmo quando passamos pelo vale de baca,Deus nos providencia o conforto necessário.
Dez/2020
Fui do outono a primavera uma doce ilusão.
2 estações.
Múltiplas incertezas.
Não sei ao certo se fui luz ou se fui sombra.
Sobretudo, eu fui verdade.
Sem fazer sentido, eu senti.
Sem permissão, me permiti sair.
SOU
Sou sede de rio, no
alto verão...
Sou lua de outono,
sou flor do sertão...
Sou estrela cadente,
no céu do oriente...
Sou riso,
sou verso,
sou norte de alguém...
Sou de alguns,
universo...
Sou de você, meu
bem!
Milla Northon.
22/12/2020
TEU OLHAR
Serenou em mim
poesia,
serena feito sol de
outono,
feito carinho de
anjo...
Serenou em mim teu
olhar!
Milla Northon
12/12/2020
Página Virada
O tempo é veloz
É folha de outono amassada
É saudade num retrós
Fazendo da alma amarrotada
Ah! Poema de nostalgia
Com rimas em preto e branco
Que dói no peito sem serventia
O fado com crueldade e tão franco
Sim, quer me enganar com ilusão
Escondendo a vil realidade
Do poeta que fantasia a emoção
Bordando sonhos e felicidade
Nada sobrevive sem quimera
Nem tão pouco o amado ou amada
São flores sem validade na primavera
Oh! Tempo. Na desilusão, página virada...
(Não se pode ao sentimento esconder,
o meu amor não existe sem você)
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/01/2015, 22’18” - Cerrado goiano
Bem-vindo a vida
Outono, fragmentos
Inverno, casulo
Primavera, esperança
Verão, despertar
Em cada ciclo
Sempre há um recomeço
Podemos até recuar
Noutra ocasião florir
Para então acreditar...
Que voar
nem sempre é partir
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 02/05/2021 às 18:30 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Vento de outono
O vento sopra doce
E o dia flui levemente
O amor no entrelace
Nas nuvens flutuam levemente
O vento sopra doce
Nas manhãs de outono
Mais um dia que nasce
Gigante igual o oceano
O vento sopra doce
Nos vales e montanhas
A folha cae e desaparece
No rio que te banhas
@zeni.poeta
Folhas de Outono
“Não vale esse mar
É traiçoeiro
É dar uma caça maior que o coração
Nas mãos de um açougueiro
O mesmo medo que ainda me afasta
É o mesmo calor que me abraça
De repente estou liberta, aquecida
Ao mesmo tempo nua ao relento, desguarnecida
Olhos castanhos que me levam passo a passo
Não sei dizer aonde
São folhas de Outono correndo no pasto
Sãos olhos fechados indo devagar até ao espaço
Se eu tivesse guardado uma bússola no peito
Ah… talvez fosse meu lugar de direito
Mas me acostumei ao tudo descompassado
Um caos sempre iludidamente arrumado
Não sei te dizer com todas as palavras
Mas sei sentir com toda minha alma
E quando vais ou vens, só me acalma
Me acorda devagar pra liberta-me do que falta
Eu vou, pois é a direção que está feita
Não vou mais sair da trilha, da pauta, meu passo só aceita”
Manhã de outono
Que a manhã de outono acalente o seu coração
Que a quietude da chuva e a timidez do sol te traga a paz
Que as flores do seu jardim exalem o perfume do bom ânimo
Que as gotas de chuva nas pétalas das flores te tragam a leveza do meu amor por você...
Um novo começo
Oh! Meu amor!
Florescer é sacrifício
Feito do outono ao inverno
Um desfolhar-se e outro proteger-se
Muito mais sentir...
Coragem de viver
Viver!
Por ser força...
Sentimentos não cabem em si
Por ser mar...
A intensidade revela-se em dividir
Por ser cura...
A paz reina enquanto sentir
Por ser alma...
Invade
E fim!
Por ser amor...
Fica!
Que o desabrochar
Vem de mansinho
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 27/05/2021 às 23:45 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
