Poema de Mãos

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Se um dia as mãos se calarem,
a vida ainda prega.
Os passos contam histórias,
as escolhas viram versos,
e o testemunho se torna carta viva.


miriam leal

O solo ainda estava úmido e macio,
bendita generosidade recente da chuva.
Afundei as mãos
nesse ventre antigo.
Os dedos se lambuzaram
de barro e promessa.


Semeei mamão papaya,
pimentas biquinho, malagueta
e dedo de moça,
(temperos de ardor e sabor),
alfavaca que reza em perfume e flavor,
abóbora moranga, tomates-cereja,
pequenos sóis
gestados pela paciência.


Cada semente
um juramento mudo.
Um verso sem palavras.
Cada sulco
um poema cavado
no útero da terra.


Manejar a terra
é rito,
é oração feita com o corpo,
é o tato conversando
com forças que não precisam de nome.


Entro nesse chão
como quem adentra
num templo ancestral
e saio marcada,
alma leve,
corpo suado,
mãos, pés e rosto ungidos de lama
(sujeira sagrada)
que purifica a alma.


É um prazer profundo,
diria ancestral.
É a memória do começo,
da origem enigmática
e da infância no quintal.


É poesia primitiva
que ainda pulsa
em quem não desaprendeu
a tocar o solo sagrado da vida
com as mãos operosas.
✍©️@MiriamDaCosta

Rani que era muito habilidosa com as mãos, fazia suas próprias sandálias com ramas de árvores e arbustos, bem trançados e alinhavados. Depois pintava com tintas que ela mesma preparava e sempre mantinha pelo menos uns três pares de sandálias novas em seu armário.
Eram lindas suas sandálias, mas por não serem feitas pelo sapateiro credenciado e nem de couro de jumento chancelado, não podiam ser usados para caminhar pelo vilarejo durante o dia, mas a noite Rani colocava eles nos pés e saía. Ela adorava caminhar pelas ruas e vielas do vilarejo e principalmente ir até a padaria. No caminho ela era acompanhada por um curiango que cantava melancólicas melodias e Rani sorria e cantava junto com ele transformando todas elas em canções de amor, e por isso o curiango a seguia, pois ele cantava triste a noite inteirinha com saudades da sua amada, mas Rani o animava com suas cantorias de menina pela vida apaixonada.
Assim como só havia um sapateiro no vilarejo, também tinha só uma padaria e Backer, um jovem forte e corpulento era o ajundante de padeiro e era com ele que Rani adorava passar tempo conversando durante uma fornada e outra de pão sem fermento.

O poder, quando cai nas mãos erradas, não constrói. Ele corrói.
Corrói a alma. Corrói o caráter. Corrói a humanidade.

Estamos vivendo dias sombrios.
Enquanto líderes discutem o aumento do alcance de mísseis de longo alcance e o fortalecimento de arsenais nucleares, crianças morrem em silêncio — não por guerra, mas por fome.

Bilhões para destruir.
Centavos para salvar.

Eu sou um pobre mortal.
Não tenho exército. Não tenho poder. Não mando em nações.
Mas sei que vou morrer. E talvez seja exatamente essa consciência que falta aos que se acham eternos.

A vida é breve.
Breve demais para ser usada para alimentar ódio.
Breve demais para ser gasta defendendo crueldade.

Vi uma campanha da UNICEF:
“Com um real por dia você salva uma criança na África.”

Um real.

Há quem invista milhões para aperfeiçoar a morte.
Eu investi um real para proteger a vida.

Não vou salvar o mundo.
Mas se uma criança dormir alimentada por causa de um gesto meu, minha existência já fez sentido.

O que mais me assusta não são apenas os líderes que promovem a guerra.
O que mais me assusta são as pessoas boas que, por vaidade, por ideologia ou por conveniência, escolhem defender a maldade.

Parem.
Respirem.
Perguntem a si mesmos: que lado da história eu estou ajudando a escrever?

Porque um dia, quando tudo isso passar, não restarão discursos.
Restará a memória.

E a história será implacável.

Ela não lembrará quem acumulou poder.
Lembrará quem escolheu a vida.

MANCHETE DA NOSSA GERAÇÃO:
Em um tempo de armas apontadas para o mundo, alguns homens comuns escolheram apontar o coração para a humanidade.

Eu sou apenas um mortal.
Mas escolhi o lado da vida.

E você?

— Nereu Alves

"Adoro receber visitas. Juro, de mãos juntas! Mas não nego que também adoro quando as visitas vão embora. Juro, de mãos juntas e ajoelhado!"
Frase Minha 0329, Criada no Ano 2009

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Quer testar falsos humildes? Ofereça a eles, em uma das mãos, um punhado de essenciais; na outra mão, um punhado de supérfluos!"
Frase Minha 0454, Criada no Ano 2010

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Natal e Ano Novo... Época de confraternização, de estendermos as mãos.Talvez por isso, nessa época, vemos tantas mãos estendidas e 'humildes' de porteiros, de carteiros, de garis, de garçons e de guardadores de carros, entre outros!"
Frase Minha 0235, Criada no Ano 2008


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Já tive que ser mão estendida
Quando eu precisei de alguém
Pra me estender as mãos Já tive que dizer: Vai tudo bem
Enquanto tudo estava errado
Eu tive que olhar pro céu
Confiar e crer
Que o Meu Socorro vem do Alto Flávio Henrique / Bruno Marinho.

O homem honesto perde atalhos,
mas não perde o chão.
Pode ter menos nas mãos,
porém carrega algo raro:
a paz de não precisar se explicar ao espelho.
— Sariel Oliveira

Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.

A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)

O vício não prende as mãos, mas corrói as raízes invisíveis que sustentam quem você sonhou ser.


EduardoSantiago

As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.


As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.


E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.

O tempo guarda nas mãos a chave da nossa felicidade.
Rita Padoin


Do livro "Entrelinhas"

Entreguei-me ao Oleiro Celeste,
para que Suas mãos de vento e fogo
remodelassem a argila inquieta do meu destino.
Hoje, tempestades de pó ergueram muralhas no deserto,
cegando o sol que deveria guiar-me.
A dor foi um rio subterrâneo,
cavando cavernas no meu peito:
suas águas frias levaram sementes de desprezo,
e nas margens, apenas silêncios retorcidos brotaram.
Mas agora compreendo:
o que partiu era areia movediça,
e meus planos, castelos que o mar devora ao alvorecer.
Um novo amor virá como estação —
não tempestade, mas chuva que acorda a terra adormecida.
Ele será a ponte de raízes entre meu canto e o jardim divino,
o mapa das estrelas que Deus traçou
antes mesmo do primeiro sopro da criação.

Gratidão, Senhor, por cuidar de cada detalhe.
Entrego meus planos e minha semana em Tuas mãos.


Amém 🙌

⁠Que pelos caminhos que passar, haja paz.
Que colhas sorrisos.
Carinho.
Que as mãos estejam estendidas, prontas para fazer o bem e quem sabe receber o bem também.
Se não receber, seja gratidão sim!
O que importa é o que damos com o coração.
O que importa é o amor.
A palavra.
A escrita.
A voz.
O silêncio.
Amor, sempre o amor...
Que floresce em qualquer estação.
Que floresce dentro da gente, e como um sol nos aquece.
Pelos caminhos vá espalhando coisinhas boas, e quem precisar com certeza há de sua porção pegar.
Pode ser fé.
Esperança.
Paciência.
Perseverança.
Ânimo.
Coragem.
Alegria.
Por onde nossos pés caminhem, leve sempre essas coisinhas...
É como um médico e sua maleta.
No nosso caso, são sentimentos guardados no coração.
E se alguém precisar, a gente abre o coração e envia com emoção tais coisinhas.
Pra nós, às vezes é pouco.
Mas para quem recebe é tesouro.
Tão bom ser do bem.
Ser gratidão.
Ser sorriso mesmo quando nós é que precisamos de um.
Ser á qualquer tempo, lugar ou estação...
Amor que inspira.
Amor que acolhe.
Amor que ouve.
Amor que entrelaça as mãos.

Nas Mãos do Oleiro
Helaine Machado
Nas mãos do Oleiro somos como um vaso na roda, prontos para ser moldados.
Nossa matéria-prima é o barro, e é Jesus quem nos dá forma.
Quando Ele começa a nos moldar, ficamos felizes,
pois deixamos de ser apenas matéria
para nos tornarmos uma obra de valor.
Mas, quando o vaso entra na fornalha,
chega o momento da prova.
É um tempo que dói no corpo e na alma,
um tempo de purificação.
Depois, Deus nos coloca na prateleira.
É o momento de respiro, de misericórdia,
de descanso após o fogo.
Então vem a revisão de Cristo,
para ver se o vaso está perfeito
ou se ainda há algum defeito.
Quando o vaso está pronto,
Ele o leva consigo,
mesmo que o processo tenha causado dores.
Mas, se o vaso apresenta alguma falha,
o Oleiro o quebra
e começa novamente a moldá-lo.
Assim é a nossa vida
nas mãos de Jesus Cristo.
Deixe que Ele te molde,
para que um dia te leve
à vida eterna.
— Helaine Machado

Tão Cedo
Helaine Machado
Tão cedo a vida me tocou
com mãos frias,
sem cuidado, sem aviso…
como quem não se importa
se a alma ainda é pequena demais
pra suportar o peso do mundo.
Tão cedo eu chorei
lágrimas que nem sabiam cair,
presas na garganta,
engasgadas no silêncio
de quem ainda nem aprendeu a pedir ajuda.
Ainda era flor…
e já me arrancaram pétalas,
uma a uma,
sem pressa de curar,
sem medo de ferir.
Tão cedo eu senti
o abandono dentro de abraços vazios,
palavras que doíam mais
do que qualquer silêncio,
olhares que atravessavam
como se eu não estivesse ali.
Cresci antes de existir por inteiro,
aprendi a me calar
quando tudo em mim gritava,
a sorrir
quando por dentro eu desmoronava.
Tão cedo perdi partes de mim
que nunca mais encontrei…
inocência, leveza,
um pedaço de esperança
que ficou pelo caminho.
E há noites…
em que ainda volto lá,
naquele lugar escuro
onde tudo começou a doer.
Onde o tempo não cura,
só ensina a esconder.
Porque foi cedo demais…
cedo demais pra entender,
cedo demais pra sentir,
cedo demais pra sofrer
tudo aquilo que ninguém deveria viver.
E mesmo assim… eu sobrevivi.
Mas nunca mais fui a mesma.
Helaine Machado

De qualquer lado
que abra ou feche
a porta a chave
está nas tuas mãos,
Em qualquer estação,
sem emergência
e de todo o coração.


É sobre ser suave
com quem nasceu
livre tal qual ave,
Que só elege ficar
por saber o quê é
e o quê não é amor
por eleger esperar
sem precisar capturar.


Deste Médio Vale
traz a tranquilidade,
o encanto e o culto
ao paradisíaco em Rodeio,
Para retribuir sempre
o quê for preciso
e inabalável seguir contigo.

Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.