Poema de Mãos

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Viver sem o peso do mal no olhar é ter as mãos limpas para o abraço. Não se ocupa o tempo em derrubar, mas em plantar flores em cada passo.


Quem não guarda veneno no peito dorme com a alma em calmaria, pois sabe que o mundo fica perfeito quando o bem é o nosso guia.



-Dr. Diogo Sena

Quando o amor era só desejo,
ele cabia nas mãos do controle.
Agora que é real,
exige entrega,
e isso assusta.
O amor é intenso,
e o medo dele não nasce da fraqueza,
nasce da consciência.
Não é falta de querer,
é o entendimento do peso do que foi pedido.
Enquanto era busca,
era idealização.
Quando aparece,
vira risco,
responsabilidade,
vulnerabilidade.
O coração que pediu
percebe:
“isso pode me transformar”.
Quem foge do amor
não foge do outro,
foge da própria rendição.
E, às vezes, fugir
não é rejeitar,
é aprender a confiar
no tempo certo.
É dar passos para trás,
para observar, absorver e aceitar
que aquilo que tanto se desejou
chegou.

O tempo guarda nas mãos a chave da nossa felicidade.
Rita Padoin


Do livro "Entrelinhas"

A fé humilde não nega o medo, atravessa-o com mãos trêmulas
e passos pequenos, sem
desviar o olhar.

Cada amanhecer é um livro em branco, e suas mãos seguram a pena. O mundo, um escritor ansioso, aguarda sua hesitação para preencher as páginas com enredos alheios. Mas você é o autor da própria saga!

Escolher é pintar o céu com suas cores, plantar os jardins do seu amanhã. Não delegue sua tela. Assuma o pincel, misture coragem e sonhos. A vida é sua obra-prima inacabada – e cada decisão, uma pincelada de legado.

A estátua de ouro




No dia cinco de novembro as minhas mãos pousaram nas tuas e tu conhecestes a minha melhor versão a partir dali,


Eu perdi o medo de conhecer o amor, perdi o medo de admirar as estrelas conversando com a lua sobre os nossos dias,


Em cada memoria de nós dois eu consigo reconhecer a tua habilidade de esculpir de uma simples pedra uma estátua de ouro,


Poder tocar no meu próprio coração e entender o impacto de suas batidas foi um presente, uma dádiva que a tua existência genuína me deu,


Quando eu olho para a ultima linha do mar, ou para a serração cobrindo o cume das montanhas ou quando eu vejo a fumaça do jatinho no céu, eu sei aquilo que tem que ser, eu entendo aquilo que é, e eu sei aquilo que será, porque você tem me dado a oportunidade de viver o impossível, tem me dado a oportunidade de viver o incrível.

Encontrei o que procurava quando desisti do que escapava das minhas mãos com tanta facilidade,


Hoje é só algodão doce, brisa dos ventos na cara e leveza na alma.

Feche os olhos, coloque suas mãos no meu corpo e sinta o meu coração,


O silêncio dos inocentes não procura respostas na voz, ele quer ser quebrado nas surpresas das sensações, quer se rebelar em cima daquilo que se revela no profundo das emoções.

Uma pena...


Eu ouvi tua voz e chorei,
Eu senti as tuas mãos fazendo carinhos no meu rosto e vibrei,
Eu vi você fazendo o nosso café e sorri,
Uma pena que eu acordei.

O solo ainda estava úmido e macio,
bendita generosidade recente da chuva.
Afundei as mãos
nesse ventre antigo.
Os dedos se lambuzaram
de barro e promessa.


Semeei mamão papaya,
pimentas biquinho, malagueta
e dedo de moça,
(temperos de ardor e sabor),
alfavaca que reza em perfume e flavor,
abóbora moranga, tomates-cereja,
pequenos sóis
gestados pela paciência.


Cada semente
um juramento mudo.
Um verso sem palavras.
Cada sulco
um poema cavado
no útero da terra.


Manejar a terra
é rito,
é oração feita com o corpo,
é o tato conversando
com forças que não precisam de nome.


Entro nesse chão
como quem adentra
num templo ancestral
e saio marcada,
alma leve,
corpo suado,
mãos, pés e rosto ungidos de lama
(sujeira sagrada)
que purifica a alma.


É um prazer profundo,
diria ancestral.
É a memória do começo,
da origem enigmática
e da infância no quintal.


É poesia primitiva
que ainda pulsa
em quem não desaprendeu
a tocar o solo sagrado da vida
com as mãos operosas.
✍©️@MiriamDaCosta

Queremos acreditar
Queremos confiar
Queremos entregar nas mãos dele
Queremos...
Diante de tanto querer
Ficamos sem o porquê
Por isso estamos atolados de crenças
que no fundo
é sem sentido

Aquilo que o Senhor te entregou está guardado nas Suas mãos, e ninguém pode usurpar o que procede do trono d’Ele. A Bíblia declara:
“Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento”
(Romanos 11:29).
O que Deus colocou sobre a tua vida não é fruto do acaso, mas de um decreto eterno. Nenhuma situação, nenhuma palavra de desonra e nenhum ataque do inimigo tem poder de apagar o selo divino.

O Reino não se mede por títulos,
mas por mãos estendidas,
por ombros que sustentam,
e corações que se inclinam.


Pois quem serve se torna grande,
quem ama se torna maior,
quem se doa sem reservas
espelha o Salvador.

Não venhas com pedras ao encontro do quebrado;
vem com mãos, com curativos, com pão.
Que o julgamento se converta em cuidado,
e a acusação, em abraço.


Pois quem guarda pedras perde a ternura;
quem as entrega encontra graça,
e no colo do Amigo ferido, aprende a amar sem ferir.

Não lances pedras,
não é esse o chamado do céu.
Estende as mãos, ama sem reservas,
e prosperará quem vive o que Cristo viveu.


Pois a mão que se abre,
nunca fica vazia;
e o coração que perdoa,
torna-se terra fértil de alegria.

Quem escolhe lançar pedras,
cava o abismo do próprio coração.
Mas quem estende as mãos,
abre caminhos de compaixão.


As pedras não constroem,
elas ferem, destroem, afastam.
Mas mãos estendidas levantam,
curam, unem e restauram.

Mãos que curam sem fazer alarde,
Olhos que enxergam além da dor,
São vasos tão cheios de graça,
Que transbordam o amor do Senhor.


São cartas vivas do céu,
Testemunhas do cuidado divino,
E enquanto houver um suspiro nelas,
Ainda haverá milagre e destino.

Fui Eu que te tirei das cinzas,
e o que sai das Minhas mãos,
sai ungido, sai vivo, sai com promessa!


Sou Eu que te faço viver,
e quando Eu decido dar vida,
nem morte, nem inveja, nem inferno impedem!

O Reino é construído por mãos escondidas, não por lentes exaltadas.


A mão direita não precisa filmar o que a esquerda faz.

Use o que você tem nas mãos
e faça a obra que é do Senhor.


Deus nunca pediu o que você não tem,
Ele sempre pergunta: “O que está nas tuas mãos?”
E quando entregamos, mesmo simples,
Ele multiplica, capacita e cumpre Sua vontade.
“Então o Senhor lhe disse: Que é isso na tua mão?”
(Êxodo 4:2) miriamleal