Poema de Incerteza
Dizem que a muringa cura tudo tipo de doenças
Eu perguntei a um medico e ele respondeu:
acredita no que voce ouve nao o que você vê
Talvez um tanto bagunçado;
Um tanto inacabado;
Um tanto que quero tanto;
Um tanto que tem um timbre de pranto que foi sendo deixado de canto por ser um tanto inapropriado.
Ser jovem não é uma das sete maravilhas do mundo, como muitos afirmam ser. Na verdade, em alguns momentos, parece que você é um soldado no meio da guerra (caos, um horror), e você está sem armadura, escudo, espada, capacete, porque nunca guerreou antes! Como saberia o que fazer? Defender-se? Atacar?
Ser jovem em grande parte das vezes é assim: insegurança, incerteza, inexperiência... Não saber muito bem como resolver as coisas e esperar o melhor das pessoas é uma belíssima porcaria.
É como se faltasse algo para ser completo. Buscamos ter experiências: primeiro namoro, primeira briga, primeira viagem, primeiro fora, primeira perda. E sofre, chora...
Parece que caiu um emaranhado de coisas nas suas mãos sem que você soubesse o que fazer com tudo isso. Mas lá vem a parte boa: calma, meu bem! Você tem a vida inteira. Terá uma armadura completa, e saberá exatamente como guerrear!
Minha garganta grita
Frases sem sentido.
Meu coração esbanja
Sentimento ilícito.
É morfina dentro da circulação.
Coração estático que não vê nem sente
A tal tormenta em mente
E assim me afogo em outra dimensão.
É abstinência sentimental
Num mar sem salva vidas
Imensidão de tuas idas sem vindas
Sucumbindo em uma dependência emocional.
Em meio a dores e vírgulas
Lábios já não medem palavras
Floreciam em ácido histórias macabras.
Vítimas do desejo descartadas em valas.
Me situo no castigo
Em meio a céu e inferno
Quero-te eterno.
Gosto de você, perigo.
O mundo desenhou nossa história trágica
Cada segundo passado, estranhamente épico
Doses da inconsequência mágica
Sobrepostas por meu pensamento cético.
O muro entre nós se declarou teu súdito.
Fiz-te meu refúgio,
Tornei-te meu abrigo,
Meu amor.
Porque tu não dizes que me amas?
Porque tu ficas em silêncio quando mais preciso de ti?
Como poderia eu, ser feliz navegando em outros mares?
Meu sorriso transformaria-se em cinzas...
O que fazes nesse instante, amor?
Será que pensas em mim?
Meus olhos procuram teus olhos na imensidão dos céus..
Tens lembrado de mim nos teus sonhos?
Será que tu sentes meu coração a bater por ti?
Se existir uma incerteza, ela é tua.
Porque te amo, e hei de te amar até meu último suspiro..
Volta e diz-me mansamente, calmamente.. Como só tu fazes..
Que sou tua;
Que és meu;
Que tu me amas.
Tudo é incerto
Neste mundo de onde escrevo
Não há nada de sucesso
Para além do pouco
Que escondido e louco
Não deseja ser-lo;
Tudo é falso
E nada o é
Porque se o fosse,
O falso era o tudo
E nada era nada;
Dos poucos que com o nada se contentam,
Porque pouco mais têm
Que o nada,
Não sei se sou,
Porque nada eu tenho
Para saber o que é ter.
Por vezes sinto que nada sou
Por vezes sinto que muitos sou
Só sei que o sou
Porque se não o fosse
Nada seria;
Pouco sei
Não por querer
Mas por desistir
O saber não é algo meu;
E daqueles que sou
Um deles de algo sabe
Eu que eram todo
E agora sou muitos nada
Que dos muitos
Pouco sabem.
Paradoxo
Silêncio que fala
Barulho que cala
Encontro tardio
Caminho que se separa
Quero ficar
Quero seguir
Quero entender
Quero fugir
Quero dormir...
Quero lembrar
Quero esquecer
Preciso aceitar
Preciso entender
Preciso acordar...
Mentira, verdade
Chegada, partida
Amor, ilusão
Fantasia, paixão
Ficar é sofrer
Ir é sentir dor
Aceitar é fugir de mim
O que fazer então
se só sei viver assim?
"Sentidos vagando em dispersão,
Olhos abertos apenas para ver,
Te ler feito um livro,
Ouvir tua doce voz e crer que tornei-te minha dimensão.
Desgovernada mergulho em planos incertos,
Incerta me desgoverno.
A relação desse agora sem méritos,
Me aquecendo no frio do teu inverno."
Amores
Não sou de amores vulgares
E nem de amores sérios.
Não sou das certezas no amor
E muito menos desprezo as incertezas.
Não sou de não olhar pra amar
E também fecho os olhos,
Quando o amor me queira entrar.
Não corro risco no amor,
Tão pouco quero segurança;
Uso-me apenas do verbo amar.
Sou de amores sérios
Quando dos vulgares amores,
Sentimentos sabem tão bem decifrar.
Não espere a oportunidade
Pra dizer o que sente
Incrustado na mente,
Pois o mundo gira a vontade
Independentemente
da verdade... Qualquer verdade!
E a cada volta sua, maldade!
Nada estanca a vontade
De te trazer felicidade.
E pelo suspiro da criatividade,
Que desabrocha em veleidade,
Ocuparemos toda a cidade.
Das matas ao deserto,
Recíprocos, decerto.
Análogos ao incerto
Viver, nesse estado encoberto
Onde a mente priva certo
Sentimento, distante é perto.
Das estrelas, o brilho incerto
Que figura o passado, flerto
O existir que não está perto.
E sem saber de um certo
Sentimento teu, incoberto
Pelas dúvidas, me liberto.
Talvez
Bem, talvez tenha sido o fogo daquela paixãoardente.
Talvez ele tenha ardido tão intensamente que queimara até o que nãodevia.
Implacável e sem noçãode limites foi assim que ocorreu tal queima talvez de repente e impiedosamente mas lenta e gradualmente.
Talvez não fosse pra ser... Talvez não fosse o momento certo...
Talvez...
Talvez seja um erro tão grande acabar quanto foi iniciar tudo isso.
Mas eis o lado bom da incerteza, nunca saberemos se era pra ser de outro jeito, afinal esse foi o futuro que escolhemos.
(Talvez ele tenha nos escolhido)
Quando não havia brilho no olhar
as lágrimas tentaram me afogar.
Todo amor decidi naufragar
e nos braços do tempo me curar.
De novo me vejo só, Opção? Vontade? Negativismo? Achismo? Realidade? Destino?
Logo me deu uma vontade de ouvir música, na hora, YOUTUBE, diversidade, verdades e mentiras, ouvi-las, aceitá-las, segui-las ou continuo ha procura, do que mesmo? De mim mesmo, mas se eu mesmo me procuro, retifico, a procura de EU mesmo. Chego a pensar que o Cão, deixou de ser o melhor amigo do homem, retifico novamente, não existem mais melhores amigos, JURO, pelo que não sei, mas JURO que isso era importante, porque digo que era se ainda acredito nisto? Tamanho desencontro, tamanha incerteza, Querer ou ser?
Afinal,
(H)A que viemos? ~
O amanhã é incerto, não dá pra saber como será e nem mudar. Por isso sofrer antecipadamente é a pior coisa que podemos fazer.
A melhor coisa a fazer é viver o momento, esse momento!
E o passado, não tem mais importancia. Tem coisas que tememos no futuro que nem acontecerá. Sofrer é em vão. Até amanha Deus cuida de tudo!
Às noites entrego tudo aquilo que não me pertence...
Adverso a si, entrelaço-me ao vácuo entre os suspiros...
Tento, enfim, destruir o que me destrói...
Quando, como, onde? Terás fim com meu último suspiro?
Ou carregar-me-ei pelos escuros labirintos de incertezas?
Ocultarei, assim, minha própria existência?
Enfatizarei, assim, somente a dor?
Das chuvas irei carregar-me...
Tempestades e dilúvios a me rodear...
Sempre desejando afogar-me
Naquilo que parte de mim nunca fará...
por que nós nos entristecemos ?
por que queremos sempre mais?
para que tanto narcisismo ?
para que tanto orgulho ?
para que esses sentimentos que nós atrapalham ?
BUSCA INCERTA
Enquanto não se encontra um verdadeiro amor, prevalece no peito a saudade do nada e quando se perde, fica a saudade de tudo.
Uma guerra intensa está prestes a estourar
Sinto que muitos serão os feriados
Essa guerra acontecerá dentro de mim
E todos os estragos também vão ficar lá
Existe um problema quando você não se cuida
E pensa que outra pessoa vai cuidar
Ela não cuida
E depois que a guerra começa meu amigo
É difícil de para-la
Você já viveu isso antes
Sabe o quanto é difícil
Mesmo assim você insiste
Talvez você negligêncie isso
Espero que tudo se resolva
Sem eu precisar nenhuma parte de mim matar
Pois o meu mundo já está em desequilíbrio
E vai saber os resultados de mais uma guerra
Sem saber por qual caminho,
Quando nada anterior o indica,
Decidir se se parte ou fica,
Ignorando onde está o espinho,
Entrar, sem negar a incerteza,
Coração aberto, para o que der ou vier,
Afinal, quem sabe o que quer?
Recuar não seria avareza?
Sim, em frente e com tudo,
Não contabilizando ganhos ou perdas,
Com medo, assumir o absurdo,
Enfrento a dor se me arrancam as cerdas,
E sigo, atento e sem escudo,
Isento entre direitas ou esquerdas.
