Poemas sobre Dor
Pseudomoda
Fácil seria se tu me odiasses,
mas não tenho a coragem necessária
para adotar outras faces.
Te quero bem perto e bem longe, emoção hilária
esta! Tu já estás imersa em meu ser
e canta numa distância saudosista. O que adianta
te querer como quero, se essa mista
vontade-amor-dor já é finalista
nesse concurso de identidades não-santas?
Berrantes, eufóricas, barrocas, eu-fora
do eu-dentro. Adentro o pseudo-eu
que sou eu mesma. Perco-me nesse desfile
cruel, frio, pegajoso, estridente.
Pois não sou nada,
mas sou todas concorrentes.
Absoluto Tu
Pela ponte, pelo rio,
pelo trem, pela rua.
Pela casa, pelo quarto,
pelo país, pela lua.
Por tudo e em tudo
está a inquietude do mudo
querer-te. Teu sufocante som
vocal a embalar
minha alma fragmentada. Com
graciosidade, meu descanso ponha-te a cantar.
Não bebo água,
não como cenoura.
Não respiro nem guardo mágoa
porque tu é tudo que guardo. Agoura
alma, tu te tornou minha fonte vital.
Venha, vá. Volte para cá.
Fuja! Fique! Faça-me chique:
cubra-me com carinho, caso
queira descansar. Dormir, despertar.
Morrer e voltar.
De ti, nunca me verei livre
visto que tu estás em tudo
e meu coração é teu lar-veludo.
Quando o passado regressa ao presente e nos fere a alma... Como lidar com uma ferida aberta que não fechou durante anos e que teima agora, passado tanto tempo, em doer? Chorei anos a fio e tentei sarar a mágoa. Depois decidi deixar de pensar sobre isso e sobrevivi. Hoje, regressa... as lágrimas escorregam-me pelo rosto numa emoção descontrolada. Também choro, assumo. E hoje honro a minha vulnerabilidade testemunhando (aqui) que ela existe.
A dor torna-se necessária. Sem ela não seria possível valorizar a alegria e as vitórias alcançadas. A dor faz crescer. É a dor que nos conduz à evolução e ao crescimento, de uma forma que outros sentimentos não o fazem. Hoje abraço-a. Ela precisa de mim.
Estou aqui.
JERUSALÉM
Yerushaláyim
Temor a Deus e perfeição, mas é apenas suposta afeição,
Tantas vezes destruída e construída,
E as mortes a quem devem ser atribuídas?
Sagrado para Muçulmanos, Judeus e Cristãos,
Mas, por que não dão as mãos?
Jesus passou por lá, mas, também pode ser de Alá,
Mas, a cidade sagrada foi sitiada,
Davi o Rei, invadiu ele e sua Grei,
Coisa espantosa, muçulmanos proibiram a peregrinação religiosa,
Na cidade primorosa, ela é santa para Islã, como Medina e Meca
Tomada pelos Otomanos, por 400 anos,
Jerusalém, agora será de quem?
Assim como foi com os Jebuseus,
Quase ninguém reconhece como dos Judeus,
Mas, teremos de tomar algumas ações,
Colocaremos linda carta para Javé no Muro das Lamentações,
Abrandará com isso a maioria dos corações,
Bíblia, Corão ou na Torá, fazer o certo está lá,
Não faça dessa rima distinção,
Jerusalém, é de toda nação.
Não escolhi escrever!
As palavras são assim, me tomam.
Quando encontram a melhor forma de sair, entram em combustão, incendeia e queima.
Então escrevo, não porque escolhi, mas minh'alma precisa falar.
O lápis se torna os lábios de onde saem palavras doentes e o papel... o ouvinte a ser curado.
Eles são apenas sorrisos enjaulados
Eu busco sempre as conexões pra estabelecer alguma relação os tentáculos sempre tenta grudar em alguém
As vezes acabo ficando com ninguém
Ninguém pra conversar, dar risada, ser eu mesmo
A solidão me atormenta
Fico sempre tentando me conectar com as pessoas, mas elas já estão conectadas com seu telefone
Fico no meu quarto chorando todas as vezes que lembro que me conectei com pessoas e tive que me desconectar
Os problemas das pessoas são tantos que não pra eu escrever todos eles aqui
As pessoas não sofrem somente com os problemas do país eles tem mais problemas e esses problemas
E do próprio país
Cada um tem um eles machucam de diferentes formas um mais grave que outro
Os problemas são esses: as pessoas não se conhecem, elas não conversão mais, elas não olham para os lados
Estão sendo controladas
Existe um padrão o padrão do capitalismo, você não tem vida, vc tem status
Você não pode ser fraco, nem não querer lutar pra sobreviver, a arte não é vivida todo mundo busca a era clássica
O belo toma conta e feio é desprezado
Então toma lixo na sua cara vê se aprende vê se cresce
Eu vou dar tapa na cara de cada um não importa se você não vai gostar pq o país tá aí
Um lixo
Porque vocês não querer estourar o milho de pipoca?
E sabe o que vai acontecer com o milho que não estoura?
Eu tenho versos,
Ele tem sementes de amor no canto,
Voz doce e profunda de encanto,
Alegra o dia,
Massageia a Alma,
De alegria,
Como um afago,
Um abraço de saudade,
Um delicioso beijo sem maldade,
É muito amor contido em canção.
Às vezes tu me irrita tanto
Às vezes eu queria te mandar pra longe
Às vezes eu sou muito chata, e acabo por dizer as palavras erradas, e logo em seguida eu me arrependo, e eu sinto medo que você se vá.
Eu queria poder admitir sem receio, você conseguiu me conquistar, mesmo sendo tão diferente de mim, coisa que jamais alguém fez sendo o meu oposto.
Mas você é tão insegura, é tão cheia de receios com o seu passado. Não é medo da rejeição eu não admitir, é medo de você me confundir com o seu passado, e me abandonar.
E se eu deixar,
Meu coração esvoaçar,
Como uma pipa pairar sobre o ar,
Feita de papel de caderno,
Aquele branco de linhas azuis,
Azuis como o céu,
Quadro de nuvens,
Com rabiscos de versos,
Minha imaginação o levará,
À caminhos tão longínquos,
Que nem posso imaginar...
Certa vez,
Minha Avó me disse que eu tenho o dom do Amor,
Disse também,
Que o Amor é sofrendor,
Acredito,
Que em ambos,
Ela tinha razão.
Não se apaixone por mim.
Meu Nome é Letícia Del Rio,
De certidão de Nascimento,
Nome de vida,
Prazer,
Eu sou a Intensidade.
Não se apaixone por mim,
Vou te fazer sentir o que nunca sentiu,
Vou te mergulhar no meu mundo,
Te eternizar em meus versos,
Vou te levar à lugares e momentos inesquecíveis,
E apaixonado,
Uma hora irá me dizer que vai embora,
Que te sufoco,
Que sou intensa demais,
Embora eu tenha me apressado,
Breve em lhe dizer toda verdade,
Prazer,
Meu nome é intensidade,
Para mergulhar-te,
Em profundo,
Deves me Amar,
Só então encontrará,
Abrigo eterno em meu coração.
SONETO MALFERIDO
Foste a quimera maior da minha vida
ou talvez a irreal... Evidente e ausente
contigo o amor foi no ter vorazmente
contigo, também, a alma foi repartida
Partiste, e a trova não mais te ouvida:
arde-me a inspiração, lota o presente
no cerrado agoniado fica o sol poete
num amargor da memória malferida
Amor extremo, minha perda e ganho
penitência e regozijo, dor sussurrante
um anacoreta de sentimento estranho
Sinto-me vazio, e na noite te escuto
delirante anseio, sentir sem tamanho
na vastidão do suspiro de um minuto...
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 08 de dezembro, 2019
ESCREVER DÓI
Escrever dói.
Não são as mãos.
É que a alma escapa
Pelas pontas dos dedos
E desembarca no papel
Através da caneta.
Sinto que é como
Se me tirassem um pedaço.
Essência
Tem coisas que odeio mais que tudo
A tristeza
Amo ver o ser humano feliz
Porque meu sonho sempre foi ter alguém pra me fazer rir em momentos de crises existencial,
Mas o mundo não é um algodão doce
Tudo que posso fazer e reverberar em mim essa tristeza transformando em felicidade a vida já é cheia de cargas e estresse
Em alguns momentos o tiro é certeiro em minha cabeça e eu acabo caindo ao chão, MAS A MINHA FORÇA É GRANDE MAIOR
QUE A DO CHÃO
É como se estivesse quebrando o chão e indo para o infinito o meu corpo em pura irá pegando fogo e ação transformadora me absolve
É tudo aqui dentro de mim toma uma nova forma e volto mais forte e sabendo lidar com mais coisas tudo passa mas não passa
O mundo não é tão simples assim as coisas não depende só de virar a chave e dizer que acabou, tá na hora de parar de sermos hipócritas
Em não acreditar no próximo com tanta firmeza assim
E, Por Falar de Amor
Hoje acordei com o coração aos espinhos
De uma saudade
Sem os teus carinhos
Imensidade
Esta solidão
Que poeta pela metade
Versos de emoção...
Pelas lágrimas um aroma rijo
Do árido sertão
Um esconderijo
D’Alma na contramão
Do teu olhar...
Me agarrei no timão
E a navegar
No mar de suspiros
Pus-me a chorar!
Hoje acordei com o dia empanado
Escuro
Você não estava ao meu lado
Tudo era vazio, impuro
Coalhado
Duro
Propalado...
Desconjuro!
Eu só queria ser carregado
Dali
Pelo desejo imaculado
Que sempre tive de ti
E não essa dor
Que hoje senti
Ao falar de amor
Aqui!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano, 10 de dezembro, 2019
Não morda a maçã,
Suas curvas,
São o triângulo das bermudas,
Fruto proibido,
Tem tirado meu juízo,
Meu sono,
Meu chão,
Sei que posso me perder,
Teu sorriso kriptonita,
Onde o verde da esmeralda,
Se transforma em vermelho sangue,
Dessa boca feito doce,
Que não me cansaria de beijar.
Mas,
Não morda a maçã,
Ela é fruto proibido,
Que me faz perder o juízo,
Incansavelmente,
Não consigo descansar,
Perco os sentidos,
Só em te olhar.
Não morda a maçã.
Você foi pra mim o maior arrependimento de mim,
Gostaria de ter amanhecido em você.
Meu cérebro não te esquece,
Embora meu corpo se insista em te conhecer,
Coração,
Quase perdendo-te em razão.
EU IMPLORO POR SER EU
eu imploro por amor eu imploro por carinho, sou uma alma perdida, sou mendigo, não consigo entender o que é amor, não sei o que realmente desejo.
me jogo fora todos os dias da minha vida, não to dizendo que não presto, mas sim o mundo.
Nesse jogo da vida tô pra aprender
o meu padrão era pra impactar hoje é pra ser eu mesmo, vou baixar a guarda é dizer que sou espirituoso que sou ligado ao mundo mais que as estrelas a nós. meu mundo é das folhas da cura da alma
vejo em meus olhos a vida até na morte, meu mundo parece sem sentido sem deus, sem ajudar. adoro crianças e dar amor a elas. o mundo parece tão grande pra ficar em caixas presos todos os dias não?
também me via preso a ideia de minha sexualidade ao o que as pessoas vão dizer ou não aceitar, mas hoje elas não importam mais, se isso tira de mim a felicidade pra que continuar
o meu castelo é de rei, minha vida é de príncipe corteis, busco ajudar e ensinar, penso em ser educador, educar o cálice de arrogância que todos nós bebemos. até reis, professores erram, somos humanos.
muitos vão me odiar, muitos vão querer me derrubar, mas mal sabem eles que já cai e não pretendo cair de novo, até porque aprendi a não mais cair, não mais mendigar e sim a lutar, ser quem sou.
meu brilho de esperança está em ser verdadeiro, dizer o que penso sem travas, escrever o que muitos não tem arma, porque na guerra a gente já tá, na mata eles querem nos levar
o meu desejo é esperançoso
e a minha luta vai continuar...
Quem sou eu agora?
Além de um grito de desejo contido na imensidão da madrugada,
Em resposta o silêncio,
Tão profundo,
Que desaguar-me-ei,
Em transbordar-me
Ao meu próprio espectro,
Invenção de mim,
Sombra amargável,
Como o próprio amargo,
Opróbrio,
Fel,
Rasguei o dia,
Amanheci,
Leito frio,
Cama vazia,
Saudade da história infinda,
Nunca vivida entre você e eu.
