Poemas sobre Dor

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⁠⁠Não é sobre
se libertar da dor,
mas do que
causa
a dor.




Há um equívoco muito comum em nossa maneira de lidar com o sofrimento: tratamos a dor como inimiga, quando muitas vezes ela é apenas a mensageira.




Passamos grande parte da vida tentando silenciá-la, anestesiá-la ou escondê-la, como se o problema estivesse no alarme e não no incêndio que ele anuncia.




Libertar-se da dor pode até oferecer algum alívio momentâneo, mas quase nunca transforma a realidade que a produz.




É como trocar o curativo sem limpar a ferida — por um tempo parece resolvido, até que a infecção volta a lembrar que o problema nunca foi realmente enfrentado.




O que realmente exige coragem não é fugir da dor, mas olhar com honestidade para as causas que a alimentam.




Às vezes são relações que se sustentam no desgaste, expectativas que nunca foram nossas, silêncios que acumulamos para manter aparências ou estruturas que aprendemos a aceitar como inevitáveis.




A dor, nesse sentido, pode ser um tipo muito raro de lucidez.




Ela revela aquilo que a acomodação tenta esconder.




E, por mais desconfortável que seja, ela também aponta para onde a mudança — de fato — precisa acontecer.




Libertar-se do que causa a dor exige mais do que resistência emocional — exige revisão de escolhas, rompimento com padrões e, muitas vezes, a coragem de contrariar as narrativas que nos ensinaram a suportar o insuportável.




Porque, no fim, não se trata de aprender a viver anestesiado.




Trata-se de aprender a viver sem precisar se ferir para continuar existindo.

⁠⁠Talvez não haja Dor que supere a de beijar a Testa Gelada do nosso Grande Amor num caixão.


Há despedidas que não encontram palavras suficientes.


O silêncio pesa muito mais do que qualquer discurso, e o coração tenta aceitar aquilo que a alma insiste em negar.


Nesse instante, compreendemos que o verdadeiro amor não se mede apenas pelos dias felizes, mas pela imensidão da saudade que fica quando a presença vira memória.


Quem ama de verdade, nunca está preparado para dizer adeus.


Restam as lembranças dos sorrisos compartilhados, das mãos entrelaçadas, dos sonhos construídos e da gratidão por cada momento (com)partilhado.


A morte pode até interromper uma história nesta terra, mas jamais poderá apagar um amor que marcou uma vida inteira.


Hoje, entre lágrimas, medos e saudade, só consigo dizer:


Vá em paz, amor da minha vida, Célia Maria!


E, mesmo com o coração dilacerado, elevo meus olhos aos céus e agradeço:


Gratidão, Pai Eterno, Pai Amado, por ter me emprestado a mulher da minha vida por mais de três décadas.


Que eu tenha forças e hombridade para honrar tudo o que vivemos, e para carregar comigo o legado de amor que ela deixou.


Talvez uma das maiores provas de que o amor existe seja exatamente a tamanha intensidade da dor da despedida.


E, talvez, não haja dor que supere a de beijar a testa gelada da pessoa mais amada da sua vida num caixão.




Vá em Paz, amor da minha vida!

Somos todos filósofos quando a dor não nos pertence.
Somos todos guerreiros quando a ferida rasga o outro.
​É fácil dizer “aguenta” quando não somos nós a sangrar.
É fácil sussurrar “segue em frente” quando não são os nossos pés a arrastar a alma pelo chão.
​É assim que sobrevivemos: erguendo a distância como um escudo.
Tratamos o sofrimento como um conceito distante, uma teoria fria,
um problema matemático que se tenta resolver com meia dúzia de palavras ocas:
“O tempo cura tudo.”
“Vai passar.”
​Mas ninguém quer saber do tempo quando o peito aperta,
quando a angústia sufoca em silêncio,
quando a noite chega e não traz descanso, só memórias.
​O mais perverso é que, tantas vezes, sobrevivemos porque os outros fingem que a dor é domável.
Porque alguém, na sua doce ilusão, nos promete que ainda há um amanhã.
​Nós não acreditamos; mas a mentira do amor e da consolação pode salvar.
E, quem sabe, num dia distante, essa dor finalmente comece a doer um pouco menos.
​Deve ser isso a esperança:
a beleza trágica de insistir em viver.

"SOLITARIAMENTE
As vezes a dor é tão
pesada que quero apenas
sossegada um colo silencioso
pra mitigar as destitas
dessa minha jornada tão só."⁠

⁠"A dor de ser ignorado quando
não mais necessários sendo
abandonado, silenciado,
esquecido, invisibilizado,
muitas vezes nos desperta
sobre os que supostamente
estão próximos ao nosso lado."

' DOR DE SAUDADE '


Sem você a noite é fria
A saudade é uma dor que dilacera
No meu peito arde e espera
Quem sabe, um dia você voltará.
Só conhece a dor da saudade
O coração que chora em silêncio
De tanto tanto amar !


Contemplo a lua, as estrelas...
E cada vez tenho mais certeza
Desse grande amor sem fim
O tanto que te desejo,
Aqui pertinho de mim.
É Então que minh'alma voa
Voa longe pensando em ti.


Seja noite, seja dia
Estás sempre em minha mente
Mesmo que não esteja presente
Logo meus lábios sente
O gosto de seus beijos
Impregnando-me de amor
Como uma abelha que beija a flor !


Então me dou conta de como a
Saudade doi sem você aqui,
Nesse anseio chego a sentir seu calor,
Mas nada é tão difícil
ou impossível
Que não possa viver novamente
Contigo esse nosso amor!


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

Quando os olhos do mundo chorarem.
A dor será uma só, a união será real.
Povos unidos na tristeza e na dor
Pararão a guerra, e a paz será o sinal

A lágrima é um rio que transborda.
A compaixão é a força que sobra.
Quando a dor for compartilhada.
A união será a arma contra essa guerra insana
(Saul Beleza)

Fardo Leve.



Aprendi a dobrar a dor
até caber no bolso da calça.
Ela vira moeda trocada:
pago cafés, sorrio de volta,
ninguém desconfia do peso.


Carrego tempestade em copo d’água
e digo que é só sede.
Os nós na garganta viram
gravatas bonitas, bem amarradas.
Elegância é meu disfarce favorito.


De noite, tiro o fardo do varal.
Ele seca leve, quase pluma.
Mas se o vento muda,
lembro que chumbo também voa
quando a gente sopra forte.


No fundo, todo mundo nota:
tranquilidade demais
faz barulho de silêncio.
E o meu fardo, mesmo leve,
deixa pegada no chão.


(Saul Beleza)

A Descoberta.


Talvez a dor de perder uma amizade não esteja propriamente em perdê-la, mas em descobrir que você já a havia perdido enquanto ainda tentava preservá-la.


Há relações que continuam existindo apenas porque alguém se recusa a admitir que já terminaram. Continuamos procurando, mandando mensagens, tentando conversar, criando oportunidades para reencontrar aquilo que existia antes.


Até que percebemos que a relação já não está sendo construída no presente, mas apenas lembrada.


E talvez essa seja a parte mais dolorosa: descobrir que aquilo que você imaginava ser uma história compartilhada pode ter se transformado em uma história que apenas você ainda estava tentando escrever.


O mais triste não é perceber que alguém se afastou. É perceber que você foi o único tentando diminuir a distância.

Dor é mar que não quer secar




Dor é água que cai pelo rosto,
Não importa o tamanho da lágrima vertida;
A verdade é que me provoca desgosto
E causa no outro uma lágrima divertida.


É um mar que não acaba,
Sem marinheiro à vista;
É dor que prejudica, não salva!
Um homem já em fase derrotista.


É um vendaval que leva tudo pelo ar,
Leva os sentimentos e deixa a mágoa,
Mágoa que não quer aterrar.


Quanto mais sobe, mais me deixa a cabeçaem água,
Cabeça que não quer acreditar
Que o gelo já não é o fogo que a costumava apagar.


Por J.B

Dèjà vu


Sim, é melhor seguir sozinha
do que onde a dor se aninha...
cansei de mascarar emoções.


Quantas pessoas não estão assim?
Cobrindo o peito por vergonha
de mostrar o rasgar do coração.


Sim, é melhor seguir sozinha,
do que despir sentimentos e a calcinha
sem encontrar empatia ou retribuição.


A máscara mortuária só pele e ossos
num déjà vu onde antes residia a poesia.


Só um triste esboço
que coloco nessas linhas.


Andréa⁠

quanto mais amar no presente
na ausência será mais dor
menos pior que viver na dor e doente
e não ter sentido amor

Assim demoro para dormir de tão bom que é viver.


Então demoro para acordar de tão bom que é dormir...

A libertação dói e com essa liberdade liberta-se da dor.


Com entrega confiante a espiritualidade guia e conforme caminha, a escuridão vai iluminando e diversos caminhos seguros se abrem como novos mundos acessíveis que antes não enxergaria-se.

*Dilurido de dor*

A vida é um ispêio truviscado, visse?
E eu tô aqui, dilurido, com o peito rasgado,
que ocê pega essa saudade que é dele
e desconta todinha em cima de mim.
Dói, dói que só uma peste.
Ocê me abraça chamando outro nome
com os zóio.
Eu num sou gente pra ocê não,
sou remédio amargo,
sou chá do mato pra curar
uma dor que num é minha.
Tô loco, tô tonto, tô dilurido de dor,
bebendo tua saudade que num me pertence.
(Saul Beleza)

ANTES DA DOR
Autor: Góis Del Valle

Quando tudo ao redor desmoronar,
E a vida parecer te abandonar,
Quando a esperança for só um eco,
E os teus sonhos começarem a sangrar…

Não espere a dor te ensinar
Que Eu sempre estive aqui a te olhar,
Nos teus dias mais difíceis,
Nos momentos que chorou.

Eu sou a paz na tua estrada,
Sou a luz na escuridão.
Se me busca só na queda,
Te esquece do que é chão.
Mas Eu sou teu Deus e te amo!

Quando os aplausos forem ruínas,
E as certezas se partirem ao meio,
Lembra que o amor que te sustenta
Não se apaga ao sopro do medo.

Não espere a dor te ensinar
Que Eu sempre estive aqui a te olhar,
Nos teus dias mais difíceis,
Nos momentos que chorou.

Eu sou a paz na tua estrada,
Sou a luz na escuridão.
Se me busca só na queda,
Te esquece do que é chão.
Mas Eu sou teu Deus e te amo!

AO CALVÁRIO
Autor: Góis Del Valle

Ao Calvário, em passos lentos,
sombra e dor, Sobre os ombros,
a cruz a pesar. No olhar, um mar
de amor, mesmo ao ver a noite
chegar.

Gritos ecoam, pedras no chão,
O açoite rasga a pele em vão.
Mas Ele segue, sem recuar,
Cada ferida, um novo altar.

O céu se curva em pranto e aflição,
O sangue tinge a terra em redenção.
O céu se curva em pranto e aflição,
O sangue tinge a terra em redenção.

Oh, meu Senhor, teu fardo era meu,
Cada espinho rasgava o céu.
Mas em teu olhar, havia a paz,
Que fez do fim, um renascer…

O Limiar

Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.

AS 4 PONTES DA ALMA: DA DOR À EVOLUÇÃO


Quando o cansaço bate e a tristeza aperta, o mundo parece se limitar ao tamanho dos nossos problemas. Mas a nossa mente guarda o poder de construir caminhos onde antes só existiam muros. Para sair da estagnação e alcançar a vitória, precisamos atravessar quatro pontes reflexivas:


1. A Ponte do Acolhimento: É a porta aberta para aceitar que o cansaço não é fracasso. É o momento de recolher as forças e validar a própria dor sem julgamentos. O alívio nasce aqui.




2. A PONTE DO LEMBRETE: É o despertar da imaginação. O cenário atual pode ser difícil, mas ele é limitado. A sua capacidade de projetar um amanhã diferente é infinita. A esperança se renova.


3. A PONTE DA AÇÃO: O caminho rumo ao topo. Não se vence com saltos gigantes, mas subindo um degrau por vez. "Sempre é hora de aprender". Cada passo pequeno é uma vitória real sobre a estagnação.


4. A PONTE DA EVOLUÇÃO: A verdadeira libertação. É olhar para trás e perceber que a tempestade não te destruiu, mas te deu sabedoria. Você se alinha com o universo e assume o papel de mestre da sua própria história.


Que hoje você encontre forças para cruzar a sua ponte atual e abrir a próxima porta.


🚪 4 Passos para se erguer nos dias difíceis:
🔄 Acolha: Aceite o seu cansaço, ele faz parte da cura.
💡 Imagine: A realidade atual é limitada; sua mente é infinita.
👣 Ame o processo: Cada micro-passo já é uma vitória.
✨ Evolua: Use a tempestade antiga como sabedoria para o amanhã.Repita com convicção o seu mantra de hoje:"Eu acolho o meu momento e descanso o meu cansaço. Lembro que a minha mente é livre para imaginar um novo amanhecer. Cada passo que dou hoje constrói a minha vitória. Eu liberto o meu passado, abraço o universo e evoluo." 🙏🏼❤️🤍🖤🇾🇪✨




John Rabello de Carvalho

Pensei em um instante da correria,
mas transformando dor em melodias.
Passei a entonar um ar de euforia,
revelando alguns pensamentos de vida.

O tempo passou rápido,
nas esperanças de um mestrado.
Ilusões foram apresentadas,
em uma concordância pré-estipulada.

Viajei para o horizonte,
no chamado de outras linguagens.
Sintonização de mestrias,
cuja as páginas de um livro,
demonstraram um tempo esquecido.

Fiquei sozinho(a) por um instante,
percebendo que somos únicos(as).
E o tempo se mostrou..