SergioCosaNostra

Encontrados 4 pensamentos de SergioCosaNostra

O Esgoto e as Correntes (Versão Final)
​O tempo, que antes se arrastava em correntes,
Agora dispara, foge, não pede licença.
Vejo a vida escorrer, águas turvas e doentes,
Ralo abaixo, levando a minha crença.
​Antes, o peso da desigualdade me prendia,
Hoje, a pressa consome o que restou do dia.
Enquanto uns têm a sorte comprada e vendida,
Outros carregam a sobra, a fatia esquecida.
​Políticos sujos, sem qualquer princípio,
Recrutam cordeiros para o curral do Município.
Com a ajuda deles, o privilégio impera:
A vaga na creche, o exame, a espera...
Na espera de especialidades, eles passam
Na frente de quem estava a tempos esperando.
Para eles, o atalho; para nós, a barreira.
​Ganham o triplo, o quíntuplo, sem suar a camisa,
Enquanto o concursado, na base, agoniza.
O salário é mínimo, a revolta é gigante,
E o "cordeiro" sorri, triunfante e arrogante.
​Não tenho ódio, mas amizade não enche o prato.
Meus "amigos"? Sumiram no anonimato.
Três meses ausente, bastou pra aprender:
Quem está do seu lado quando não tem o que oferecer?
​Minha vida se esvai, como água no chão,
Um problema só meu, na minha solidão.
Pois pedir ajuda incomoda, eu sei de cor...
E assim sigo o tempo, tentando não ser pior.
​

Ela pode não ser a sua primeira, a sua última ou a sua única história. Ela já amou antes e poderá amar de novo. Mas se ela ama você agora, o que mais importa?
Ela não é perfeita — e você também não é. Vocês dois jamais serão impecáveis. Mas se ela consegue te fazer sorrir ao menos uma vez, se faz você pensar duas vezes e tem a humildade de se reconhecer humana e admitir os próprios erros, não a deixe partir. Entregue a ela o melhor de você.
Ela pode não lhe recitar poesias todos os dias, tampouco pensará em você a cada segundo, mas ela te entregará uma parte valiosa de si mesma sabendo que você pode despedaçá-la: o próprio coração.
Não a machuque, não tente mudá-la e não exija dela mais do que ela pode oferecer. Não tome o amor como uma equação a ser analisada. Apenas sorria quando ela te fizer feliz, mostre sua paixão quando ela te tirar do sério e sinta uma saudade imensa sempre que ela não estiver por perto. Ame-a com toda a sua alma quando receber o carinho dela.
Afinal, garotas perfeitas não existem... mas sempre haverá aquela que será perfeitamente ideal para você.






Reflexão atribuída a Bob Marley

​O Amor que Perdi
​Ah, eu amei! Amei mesmo!
Mas não esses amores que queimam como brasas
e com o tempo esfriam como o gelo.
O meu amor foi cego, louco, destemido,
desses que deixam o corpo mole
e a cabeça fervilhando.
​Fiz loucuras por esse amor.
Menti, sim, menti por medo de perder.
Fiz trapaças para não te ver partir,
mas de nada adiantou.
E eu perdi. Sim, eu perdi!
​Nada ajudou: nem trapaças, nem mentiras.
Caminhei pelo lado errado e destruí o que era nosso.
Entreguei meu destino ao erro
e vi o teu adeus virar minha sentença.
​Ainda assim, esse amor arde escorrendo por minhas veias.
Uma chama que me consome em silêncio,
um fantasma do que poderíamos ter sido.
​Mesmo perdendo, sou feliz — um feliz depressivo.
Ah, vejo-a linda e meu peito se enche de paz,
ainda que o meu mundo esteja em ruínas.
A felicidade dela é a minha derrota,
que aceito de joelhos e de alma aberta,
só por saber que ela ainda reina
e sempre reinará dentro do meu coração.

Somos todos filósofos quando a dor não nos pertence.
Somos todos guerreiros quando a ferida rasga o outro.
​É fácil dizer “aguenta” quando não somos nós a sangrar.
É fácil sussurrar “segue em frente” quando não são os nossos pés a arrastar a alma pelo chão.
​É assim que sobrevivemos: erguendo a distância como um escudo.
Tratamos o sofrimento como um conceito distante, uma teoria fria,
um problema matemático que se tenta resolver com meia dúzia de palavras ocas:
“O tempo cura tudo.”
“Vai passar.”
​Mas ninguém quer saber do tempo quando o peito aperta,
quando a angústia sufoca em silêncio,
quando a noite chega e não traz descanso, só memórias.
​O mais perverso é que, tantas vezes, sobrevivemos porque os outros fingem que a dor é domável.
Porque alguém, na sua doce ilusão, nos promete que ainda há um amanhã.
​Nós não acreditamos; mas a mentira do amor e da consolação pode salvar.
E, quem sabe, num dia distante, essa dor finalmente comece a doer um pouco menos.
​Deve ser isso a esperança:
a beleza trágica de insistir em viver.