Poemas sobre Dor

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"Quem se vai a dor morre junto, mas quem fica a dor é renascida novamente como uma maldição que é lançada a quem está próximo demais"


Marcos Coelho.

O que seria de mim sem…
sem a dúvida que me faz pensar,
sem a dor que me ensina a valorizar,
sem a incerteza que me obriga a seguir em frente?

⁠Perder

Quando a dor de perder se torna insuportável, acabamos nos perdendo, encontrar discernimento em meio a dor é uma tentativa inútil, porque a razão não impera diante da emoção, somos sim animais racionais, mas vos digo que nos considero como animais emocionais, somos movidos por emoção, sentimentos.
E a ausência de quem amamos nos torna frágeis, porque compreender que a saudade será nossa companhia, saber que não adianta querer aquele abraço pois ele nunca mais lhe será dado, o colo e a sensação de quietude da alma que foram levadas nos faz refletir que o tempo é cruel e para os egoístas, os covardes e incrédulos deixo aqui uma reflexão.
Quantas oportunidades foram dadas de dar um abraço, de estar presente, de se fazer presente mesmo ausente, quantas vezes foram ditas palavras indevidas, que ferem e magoam ao invés de serem francos e não terem vergonha de assumir o que havia no coração?
É fácil criticar, julgar, e fugir!
Difícil é ser capaz de parar tudo e ir ao encontro de quem está à espera.
Hoje completou um ano que perdi alguém que me fez ser o melhor que sou hoje, e eu assumo a minha covardia me impediu de dizer nos olhos o quanto a amava, não que eu não dizia todas vezes que a via, mas existe um momento chamado " AGORA " que muitos ignoram e esperam a melhor oportunidade para fazer o que se deve ser feito!
Se naquele 18 de Junho de 2016 eu tivesse feito o que eu senti em meu coração de fazer, tenho certeza que não teria mudado a história, mas teria hoje uma estória diferente.
Não são as 24h que fazem o dia, são os minutos, os segundos as frações de instantes únicos.
Por isso não existe o momento oportuno, mas as oportunidades que Deus nos concede a cada suspiro.
Re Pinheiro

Minha vida perdeu a cor
Desde o dia em que você se foi
Ficou no peito essa dor
Que o tempo não destrói.


Nosso amor foi tão profundo
Difícil até de explicar
Você era o meu mundo
Meu jeito doce de sonhar.


Por onde quer que você vá
Meu coração vai te chamar
No canto dos beija-flores no ar
Meu amor vai te encontrar.


Quero que você possa saber
Mesmo distante de mim
Que eu não consigo esquecer
Este amor não teve fim.

“Por muito tempo, achei que a dor era um castigo. Algo que eu merecia por ser fraco, por errar, por não conseguir ser como os outros queriam. Mas com o tempo — e com muita cicatriz — entendi uma coisa que mudou tudo: a dor nunca foi a minha inimiga.
Ela não veio para me destruir. Veio para me esculpir. Cada lágrima que engoli, cada noite em que pensei em desistir, cada vez que fui ao chão e demorei a levantar… tudo isso foi me ensinando uma língua que só quem sofre de verdade aprende: a língua da resistência.
Hoje eu sei. A dor era o meu teste. E a minha resposta foi não me tornar amargo, mas profundo. Não me tornar cruel, mas forte de verdade.
E foi aí que eu descobri: a minha dor era, na verdade, a minha vocação para a grandeza.
Porque grandeza não é nunca ter caído. É ter caído, levantado, e ainda assim escolhido seguir. É transformar ferida em direção. É olhar para o que tentou te matar e dizer: ‘você me fez mais difícil de ser quebrado.’
Se você está sofrendo agora, escuta: você não está sendo punido. Você está sendo preparado. A sua dor não é o fim da sua história — ela é o início da versão mais poderosa de você mesmo.
Aceite. Ela não é sua inimiga. Ela é sua chamada para algo maior.”

⁠“Uma mulher não se define pelo que enfrenta, mas pela força com que
transforma cada dor em propósito e cada sonho em realidade.”


Marcilene Dumont

⁠Eu, penso assim:
DEUS não atrai ninguém pela dor,
mas pelo amor.
Pela dor, a pessoa se converte,
depois que a dor passa,
ela se afasta de DEUS.
Pelo amor , mesmo na dor,
ela permanece,
na sua fé em DEUS.

Talvez essa dor nunca passe
Esse sofrimento nunca passe
Essa angústia de ser de verdade permaneça
Mas fui eu quem escolhi ser assim
Desde o céu
Aqui na terra é caótico
Há sofrimento, ilusões
E sofrimento, muito sofrimento
Para ambos os lados.

Até quando suportar???
Até quando suportar dor constante
Solidão presente a todo instante


Abandono e o choro
Que não me escolhe quem eu escolho
A dor dos outros eu acolho,
E a minha... eu que cale o choro.


Uma vida sem sentido
Não que não tenha valor,
Mas onde só a dor parece provar que estou vivo.


Carrego aquilo que me fere e causa dor
Pra acolher aqueles que amo, mesmo sofrendo.
Deixo minhas tristezas e mágoas de lado
Pra apoiar a quem amo e não deixar abandonado.


Mas e eu? Quem me acolhe?
Todos esperam que eu sempre seja forte
No mundo em que o homem não pode sentir dor
Só temos deveres e um peso árduo


Abandonado na infância, ainda hoje me vejo
Chorando sozinho como aquela criança
Os traumas do passado se repetem
E vivo pesadelos dos quais, por mais que tente,
Jamais desperte!


(ÁG)

É tão ruim sentir dor
Ninguém quer
Mas quando ela chega
Inevitavelmente dói

A gente sente
Procura alívio
Procura o motivo
Procura o remédio
Para que a ausência dela
Seja um um esvaziar da angústia

É nessa hora que a falta
Seria melhor que a presença
É agora a hora que não sentir
É melhor do que viver sentindo

A gente torce para ela ir embora
Pra voltar a viver
E pede pra dor: - Por favor não volta!
Não quero mais te ver, te ter, sentir você…

ALMA NA JANELA

A cada suspiro, o sangue respinga no abismo de dor onde se encarcerou, tinge de flores rubras a cortina, lúgubre saudade na própria sina. Ouve risos vãos de vultos, por estar só, que rodopiam em zumbidos, formando um nó. Debruça-se à janela, escura como breu, até que o anjo surja e a leve para o céu.

Lu Lena

Temos que dar valor às pessoas que ficam, quando a dor leva a presença física de quem nos ensinou a amar.


Lu Lena / 2026

O Avesso da Dor


Cansei de ser raiz.
Quero ser a árvore frondosa
que dá sombra e frutos
aos meus algozes.
Eles adubaram a terra árida
onde germinou a vida
que agora, plena,
habita em mim.
Lu Lena

Paramos de sentir dor quando nossas feridas internas começam a cicatrizar. E aí, a mudança acontece!


Lu Lena / 2026

-A Mulher Que Sobreviveu ao Silêncio-


Nunca duvide da mulher que você é,
mesmo quando a dor fizer o peito perder a fé.
Porque ninguém conhece o peso da tua caminhada,
nem as lágrimas que caem na madrugada calada.
Você sorri enquanto a alma aprende a sobreviver,
mesmo cansada da vida insistindo em doer.
Carrega o mundo no peito sem deixar transparecer,
e ainda encontra forças para permanecer.
Quantas vezes pensou em parar no meio da estrada,
sentindo a esperança fraca, quase apagada.
Mas algo dentro de você jamais se rendeu,
porque até no caos teu coração permaneceu.
Você é tempestade, mas também imensidão,
é cicatriz aberta buscando reconstrução.
E mesmo quando o medo tenta te consumir,
há uma força divina mandando você seguir.
Nunca duvide da tua capacidade de vencer,
porque só quem já caiu entende o peso de erguer.
Você não é feita apenas de dor e solidão…
você é renascimento pulsando dentro do coração.
— Jordeane Lemes

*O Amor que se vai*
.
Um coração sem amor não deixa rastros ou dor, iguala-se ao tempo escasso, quase sem tempo,
que passa depressa como o vento
lá fora, sem esperar.


Um mundo sem amor é como um
corpo sem vida, tendo no tempo,
o vazio da emoção. Desvanece,
esquece, ficando a razão.


Dentro, tudo quieto e calmo, sem cor,
quase parado, energia chega, alegria
se vai, como o sopro da tempestade,
que cai ecoando sons fortes, que leva
os medos junto aos raios.


Quando a primavera vem,
a natureza renova-se.
Novos ares, novos tempos,
levando as chuvas e os ventos,
nem tudo é calmaria.


As plantas, as flores, as cores e seus
perfumes, mostram-se, exalam-se, transformam-se, enchem-se novamente
de esperanças, os corações vazios,
adormecidos, de um sentimento qualquer.


Um coração que insiste sem amor,
endurecido fica, nem o Sol, nem a Lua,
nem o encantamento e calor não há.


Iguala-se ao vento do lado de fora.
Olha, bate, bate se debate na janela,
sem poder entrar.
.
Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Anos - 2013
Do Livro Vencendo o Tempo pg104
.
*Poema premiado no Concurso Nacional de Novos Poetas Sarau
Brasil, em 2017, em livro impresso
Vencendo o Tempo *2020* e,
também, o primeiro trabalho do autor
Ademilton Batista a receber uma premiação nacional, estreando,
assim, as suas próximas participações e premiações em concursos, antologias e declamações pela America do Sul (Venezuela, Colômbia, Argentina e Chile), Europa, ( Italia, Espanha, Portugal) Ásia (Bangladesh, India), e, mais recente em 14/05/2026, foi declamado na Rádio FM, Frequência Mum No Programa Hora Mágica, na Cidade de Luanda, Angola, África,
para o mundo. Muito feliz com desempenho do Poema
*O Amor Que se Vai* ele cumpriu
fielmente o seu destino literário.

"A poesia é dor que dilacera,
indomável fera que
me come as vísceras."

Quero voltar para a aldeia dos artistas,
em outra dimensão,
onde não há dor
nem compromissos parentais,
pois lá todos são apenas irmãos;
não irmãos de sangue,
são irmãos por condição.
São todos artistas,
criadores de beleza.
Lá não há religião,
nem nenhuma forma de paixão reprimida,
como há na carne decadente,
onde as almas se contratam
para viver na prisão eternamente.
A lei que rege é a paz,
nem há forma de agressão.
Todos se respeitam,
todos se amam,
pois, na verdade, são íntegros,
perfeitos para adoecer
de qualquer forma de paixão.
Quero voltar para a aldeia dos poetas;
lá eu vivo em segurança.
Não há necessidade de dinheiro,
porque todos têm grande porção.
Respiramos ar puro
e não há falta de vinho
ou de pão.
Quero voltar para a aldeia dos libertos,
que não precisam se apossar
de nada físico
para a vida organizar,
ou usufruir direitos
que outros não podem comprar.
Tudo é livre,
tudo para todos.
Há abundância
de gentileza e gratidão,
por isso não falta amor,
nem tampouco união.
Quero voltar para a aldeia dos justos,
que não precisam julgar,
nem corrigir o outro
para existir.

É duro descobrir que não somos exatamente quem passamos a vida acreditando ser. Existe uma dor silenciosa em cobrar da vida respostas, até perceber que talvez sejamos nós os únicos responsáveis por oferecê-las. E então vem o choque mais frio de todos, o mundo não nos deve absolutamente nada. Nem compreensão, nem absolvição, nem a chance de voltar atrás.

Também é difícil olhar para si de outro ângulo e enxergar, sem máscaras, tudo aquilo que nos falta, perceber o quanto somos vulneráveis, contraditórios, frágeis e, às vezes, assustadoramente rasos. A consciência tem esse poder cruel de arrancar as justificativas bonitas que criamos para sobreviver, deixando apenas aquilo que realmente somos quando ninguém mais está olhando.

Talvez uma das piores coisas seja ouvir algo que atinge exatamente o lugar que tentamos esconder de nós mesmos. Eu gostaria de nunca ter sido chamado de covarde sem ter uma resposta imediata para negar aquilo. Gostaria de ter encontrado indignação, revolta, qualquer defesa convincente. Mas existem momentos em que o silêncio dói justamente porque, no fundo, não há resposta alguma. Porque, às vezes, tudo o que conseguimos enxergar em nós mesmos é exatamente isso.

Bah…
depois que a dor acalma um pouco,
a gente entende uma coisa importante:
nem todo amor nasce pra ficar.

Alguns chegam só pra ensinar.
Ensinar que coração forte não é o que nunca sofre,
é o que sofre
e ainda assim continua acreditando na vida.

Porque perder alguém
não pode significar perder a si mesma.

E uma gaúcha de verdade pode até chorar escondido,
mas nunca deixa de seguir estrada.