Poemas sobre Dor
Em um mundo de sombras e dor,
Sua luz clareia o meu caminhar.
Seu amor afasta todo o temor,
E o meu coração volta a sonhar.
Não há noite escura que resista,
Ao brilho que vem do Seu olhar.
Quem segue Teus passos conquista,
A paz que o mundo não pode dar.
Tua luz desfaz toda a ilusão,
Guia os pés no caminho do bem.
É farol para o meu coração,
E força que sempre me sustém.
Se a dúvida tenta me cercar,
Lembro-me bem do que prometeu
Quem te segue não vai tropeçar
pois caminha na Tua luz , ó Deus
editelima/2026
"No escuro da estrada,
sigo firme
sem medo,
a dor é só vento,
não apaga meu enredo.
O tempo até pesa,
mas não me derrota,
sou rio que insiste,
e nunca se corta."
Dizem que soltar é prova de amor,
balela, mentira que aumenta a dor.
Amar é lutar, é segurar forte,
não largar a mão nem contar com a sorte.
Eu não quero sair da vida de quem amo,
sou raiz, sou chão, não sou vento sem plano.
Saudade me morde, mas eu não desisto,
porque amor de verdade é ficar, É ser visto.
È Mesmo despedaçado, tento me recompor,
Carrego tua marca,
a ferida, a dor.
E no caos que ficou,
encontro meu chão,
Aprendo a viver com
teu fantasma no coração.
Fragmentos de mim
me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.
Não romantizo a dor,
eu a reconheço.
O que ficou não é vazio,
é resto em estado ativo,
pulso discreto,
vida em continuação.
Eu não preciso entender agora.
Preciso apenas atravessar.
Nem toda dor vira arte,
nem todo peito sabe lapidar;
mas quem encara o próprio abismo
aprende a se reinventar.
A dor inspira
A dor inspira quando fere,
quando o mundo desmorona;
é no peito que se abre
que a verdade se posiciona.
Ela corta, mas ensina,
desfaz o medo e a mentira;
do que quebra por dentro
é que a força respira
Ela tocava baixo,
como quem conversa com a própria dor
sem querer acordar o mundo.
Enquanto a casa ria atrás dela,
Tentava afinar o peito
na mesma frequência do violão velho.
Porque existem noites
em que a gente não quer companhia,
não quer respostas,
não quer promessas.
Só quer sobreviver
mais algumas horas
sem desabar por dentro.
E talvez fosse exatamente isso
que aquela música fazia:
segurava sua alma
no lugar
enquanto o resto dela
ainda aprendia a ficar.
Livro: La Vereda por Lucci Santz
Ainda penso nela, mas não com a mesma dor.
O vazio continua aqui. Não desapareceu. Apenas deixou de ser um quarto sem janelas.
Entre as frestas que o tempo abriu, o ar finalmente entrou. E, pela primeira vez em muito tempo, eu consegui respirar sem que cada lembrança parecesse um afogamento.
Ela ainda existe em mim. Só já não ocupa todo o espaço. O silêncio continua, mas deixou de ser um castigo e passou a ser apenas silêncio.
Talvez seja isso que chamam de seguir em frente. Não esquecer alguém. Apenas aprender que até o vazio pode deixar passar um pouco de luz.
Dor não grita sempre.
Às vezes,
fica quieta,
muda hábitos,
encurta abraços,
apaga vontades.
Depois, chamam isso de superação.
Não é.
É adaptação.
Doe por amor.
O espírito não precisa de um rim, mas o gesto de doar pode aliviar a dor e prolongar a permanência no plano físico de quem ainda tem uma caminhada a cumprir.
Doe por amor. Faça o bem hoje, sem esperar nada em troca.
Cada ato de solidariedade ilumina o caminho de quem recebe,
e fortalece a luz de quem doa.
Bezerra de Menezes.
Quando se perde um ente querido.
Nesse momento de imensa dor, se faz necessário lembrar que é preciso compreender e saber adaptar-se à “impermanência da vida” - o que significa ter uma clara compreensão de que tudo na vida é transitório, inconstante e que em algum momento todos a deixaremos. Embora seja muito difícil aceitar essa realidade, temos que estar preparados para um dia enfrentá-la, tendo uma perfeita consciência dessa inevitabilidade.
Outrossim, é fundamental buscar o consolo do SENHOR, pelo Espírito Santo, acreditando que os que morreram em Cristo sempre estarão bem.
Lembrem sempre dessa verdade que alguém, noutro tempo, disse:
“Não há sofrimento na Terra que o Céu não possa curar.”
Ney Paula B.
Coração cheio de amor,
mas tudo o que recebo é dor.
Tanto amor pra entregar,
mas ninguém disposto a regar.
Será que esse amor guardado
sempre me deixará arruinado?
Sempre amo além da medida,
e sigo caindo em ruína.
Toda vez que achei
que enfim seria amado,
o futuro chegou
e provou que eu estava errado.
Sigo sem o amor
e o carinho tão desejado,
caminhando vazio,
de coração despedaçado.
ÁG
E agora ele voa,
Sem olhar pra trás.
A dor foi a mola
Que o fez ser capaz.
Ninguém mais o para,
Ninguém diz que não.
Seguiu a própria direção.
Vou crescer.
Vou mudar.
E se doer, que doa.
Mas que seja a dor de quem está nascendo de novo.
Deixo no passado
o que não me acrescenta.
As palavras tortas,
as meias verdades,
o peso que não era meu.
E se acham que estão me derrubando,
que pensem.
Porque eu já entendi:
opinião alheia não paga meu aluguel,
não cura minha ferida
e não constrói meu futuro.
A partir de hoje eu escolho leveza.
Escolho quem me soma.
Escolho conversas que curam.
Escolho eu.
E quem não entendeu,
ficou pra trás.
A dor nunca é universal, ela é sempre íntima.
Quando não habita em nós, torna-se invisível, e o invisível costuma ser julgado com leveza.
Por isso o ser humano erra quando mede a dor do outro com a própria régua: cada alma carrega um peso que só ela conhece.
A filosofia nos lembra que o outro não é extensão de mim, mas um mistério.
A psicanálise revela que muitas violências nascem da incapacidade de reconhecer a dor alheia — projetamos, negamos, minimizamos aquilo que não suportamos sentir em nós.
E a Bíblia nos adverte, com simplicidade e profundidade, que amar o próximo como a si mesmo não é sentimento, é responsabilidade.
Ferir o outro é, muitas vezes, ignorar que ele também sangra por dentro.
Quem carrega a dor sabe o seu tamanho; quem observa de fora só vê o silêncio.
Por isso, antes de agir, é preciso lembrar: o que faço ao outro pode se tornar a cruz que ele terá de carregar sozinho.
Nem toda dor grita. Algumas dores são silenciosas, discretas e quase invisíveis. Elas não chamam atenção, não provocam lágrimas constantes e muitas vezes passam despercebidas até mesmo pelas pessoas mais próximas.
Essa é a natureza da anedonia.
