Poemas sobre Dor

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Ela tocava baixo,
como quem conversa com a própria dor
sem querer acordar o mundo.


Enquanto a casa ria atrás dela,
Tentava afinar o peito
na mesma frequência do violão velho.


Porque existem noites
em que a gente não quer companhia,
não quer respostas,
não quer promessas.
Só quer sobreviver
mais algumas horas
sem desabar por dentro.


E talvez fosse exatamente isso
que aquela música fazia:
segurava sua alma
no lugar
enquanto o resto dela
ainda aprendia a ficar.






Livro: La Vereda por Lucci Santz

Empatia é frear o ego
Quando ele quer aparecer
É não usar a dor do outro
Pra falar sobre você
É ficar quando é difícil
Sem prometer consertar
Empatia é presença limpa
Que não invade, só está,

Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
​Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor

“O eu não nasce pronto ele se constrói no corpo, na dor, na relação e na linguagem.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá

“A dor não é apenas um sinal do corpo é uma experiência que atravessa toda a existência.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá

⁠Lembre-se das coisas boas
Elimine a dor do passado e
Ganhe mais vitalidade.
As transferências de frequências
Deixam em alerta a nossa vibração.
O que escolhemos viver?

A verdadeira liberdade
não está em fugir da dor,
mas em aprender
a dançar com ela,
encontrando luz mesmo
nas sombras.

Não tenha medo do tempo.‌
Ele não vem pra tirar, vem pra
ensinar.‌
Toda dor que parece infinita‌
um dia se transforma em sabedoria.‌
O tempo é o jeito de Deus dizer:‌
“calma, ainda estou escrevendo.

ORAÇÃO DE PESARES
BY: Harley Kernner

“Deus Pai, Filho e Espírito Santo,
Quando a dor do meu amigo(a) se torna minha.
E eu me sinto incapaz de ajudá-lo,
Rasgo minha alma em três partes iguais.
E as entrego a Ti,
Em um sacrifício suave e agradável.

Que a Tua presença seja o bálsamo que cura.
E a Tua força seja a rocha que sustenta.
Que a Tua paz seja o abraço que consola.
E o teu amor seja a luz que guia.
Na esperança de que somente Tu podes ajudá-los.

Confio em Ti, meu Deus.
E entrego os corações sofridos dos meus irmãos(ãs) e amigos(as), os quais são amizade gêmea para mim, somente tu, Senhor, os pode consolar a cada um deles!
EM NOME DE JESUS, AMÉM”

"São palavras simples mas inspiradas por uma alma que também sente a mesma dor nesse momento difícil."


Harley Kernner
Arquitetura de Poesia & Crônicas.
Escritor Particular
Poeta Sem livro.

Amor eterno


Nossa vida é movida pelo teu amor,
Sem ti, seríamos sombra, inércia e dor.
Contigo, o mundo desperta e se move,
É tua presença que nos faz ir além.
A motivação renasce a cada amanhecer,
No zelo de cuidar e em ti se reconhecer.
Saber que ainda precisas do nosso cais,
Dá sentido aos dias e paz aos nossos ais.
O amor que sentimos não impõe condição,
É entrega absoluta de alma e coração.
Pois, se um dia o teu brilho se apagar,
Tudo o que resta em cinzas irá se tornar.
— Roseli Ribeiro

​Limites do Afeto
​Às vezes, temos que parar de tentar carregar a dor dos outros para olhar e cuidar das nossas próprias feridas. Afinal, para ajudar alguém, precisamos primeiro estar bem. Também é preciso entender que, se o outro não quer ajuda, não devemos insistir.
​Respeite o espaço, o momento e a dor alheia — uma dor que não sentimos porque não somos o motivo e, muitas vezes, nem sabemos a causa (e tudo bem, isso nem importa). Não se trata de medir qual dor dói mais, mas sim de entender que forçar uma ajuda, uma conversa ou uma melhora imediata só gera mais ansiedade, podendo deixar a pessoa ainda pior.
​Se você gosta de alguém que está passando por um momento difícil, deixe claro que você está lá e que ela tem uma rede de apoio. Mas, acima de tudo, respeite o espaço dela para não sufocá-la. No fim das contas, acredito que seja sobre isso.

Disnexo
Por que me alegro com minha dor?
Abro a ferida ao nascer do dia e
deixo as lágrimas sangrarem.
Sou assim, um autor frio
Mas tenho algo para compartilhar.
Preso na retenção que une o tempo
Convivo apenas com a alegria momentânea
Vendendo de uma palavra em que já não sei se acredito.

Há uma dor que é pleonasmo,
intangível, impalpável.
Uma dor que dilacera, que usurpa, plorifera.
Há uma dor invisível, indivisível.
Que subtrai, subtrai, traindo.

"O riso encontra companhia fácil;
a dor verdadeira, quase sempre, caminha sozinha."


Ou, mais enxuta:


"Sorrimos acompanhados, mas choramos a sós a dor que ninguém aprendeu a ler."


Ou, com um fio de esperança ao final:


"A alegria reúne uma plateia; o sofrimento profundo costuma conhecer só o silêncio, até que alguém, enfim, se disponha a escutá-lo."

O problema não é a morte, mas a dor
A dor de quem fica
A dor de quem vai
A dúvida que nos consome
A saudade que acompanha quem ficou.


Quem se foi, daqui não mais será
Donde está, colhe seus frutos
Mas quem ficou,
A falta machuca
A saudade espanca
A negação maltrata


Por fim, o fim chegou
Levando um personagem
Deixando um quadro escrito a giz
O tempo dá conta do resto
Mas o que de fato ficou?

O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?

Amor / dor,
amorzinho / espinho,
amorzão / solidão.
O amor é curador,
o amor é alívio,
o amor preenche o vazio do coração.

A dor da perda e a superação diante de tamanha situação;


É com o intenso pesar que hoje venho comunicar está triste notícia; Hoje de madrugada acordei repentinamente com meu celular tocando, quando fui atender recebi uma notícia que filho nenhum gostaria de receber, que a minha mãe acabava de falecer.


Mesmo eu meio zonzo e sem entender muita coisa o que estava acontecendo, pois eu tinha acabado de acordar, mesmo sendo desta forma em minha mente começou a passar um filme de alguns ótimos momentos no qual passei com a minha mãe.


Embora fazia alguns anos que eu não falava com ela, mais mãe é mãe, e mesmo assim fica na nossa memória. Ao longo dos anos principalmente em uma fase da minha vida, ela me ensinou vários ensinamentos, mais o mais difícil ela não me preparou, ou seja para este fatídico dia. Para quem conheceu ela também, e também teve o privilégio de contemplar a sua alegria que irradiava a todos, hoje infelizmente sou eu que tenho que passar está triste notícia.
Descanse em paz minha mãezinha...

Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.


Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.


Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.


Simplesmente porque o outro não quer.


E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.


Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.


A porta da decisão.


Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.


Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.


Porque ajudar é um ato de amor.


Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.


Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.

QUANDO EU BEBIA!!!

Quando eu bebia
O mundo parecia
melhor
e a dor que me
consumia
essa eu sabia de
cor.

Bebida era doce
sabor
entre tantas
histórias
no peito sentia
calor
na brasa de minhas
memórias.

Quando eu bebia
Viajava por entre
mundos
parecia tudo magia
desejos assim tão
profundos.

Era rodeado de
amigos
que riam de
felicidade
antes fossem
inimigos
perante minha
fatalidade.

Não queria ter
sofrido
tamanhas e cruéis
experiencias
mas depois de
acontecido
pude ver as minhas
demencias.

Quando eu bebia
Tudo era pura ilusão
amigos dessa grande
monotonia
queriam ver-me
jogado ao chão.

Perdi-me entre
tantos caminhos
achando que eram
reais
vivia por entre
espinhos
que podiam ser tão
fatais.

Hoje quando olho
pra trás
sinto forças e
grande alegria
desse mal eu não
bebo jamais
histórias que
conto... Quando eu bebia!

João
Batista Barbosa.