Poema de Despedida de Professor
O diário de classe, para o sistema, é um instrumento de imposição: se uma coordenadora o recusa por coisa insignificante, a outra aprova e vence a política e a inutilidade do mesmo. Mas, para o professor é prova contra si mesmo.
Ai do mestre!Se um aluno evadir-se das aulas por causa dele!O poder afirma-se no aluno em estar presente,ora espírito ausente.
A autoridade do mestre reside em tornar-se fora de si mesmo, voltar à "autodesconfiança", gerando a sua dependência ao aluno.
"Educar não é um simples ato de transferência de conhecimento, antes é o ato de oportunizar o desenvolvimento do educando, preparando-o para o livre exercício da cidadania."
Na folga, saí da sala dos professores, a fim de falar menos, e não cometer os erros dos outros dias. Lá fora, alunos falam muito, porém não dizem nada. Pequei novamente.
A "imposição" e ou a crença que existe uma supremacia de uma cultura sobre a outra, impede a ampliação de conhecimentos e a apreciação das riquezas de ambas culturas!
Os professores ganham pouco porque são muitos. Qualquer um com licenciatura serve! Nisso o apagão na educação ajudaria os raros.
Tanto na vida quanto na Matemática, alguns erros são esperados e necessários para o aprendizado, só não é necessário errar sempre!
O adulto pode ter o melhor educador existente, se ele não quiser aprender, nenhum aprendizado acontecerá, no entanto, se ele quiser, terá excelentes aprendizados, mesmo tendo um péssimos educadores.
A atitude é a nossa melhor professora. Nenhum planejamento ensina tanto quanto colocar a mão na massa.
Na escola, quem ensina não tem o respeito e a referência dos alunos, mas o punidor. Atitude esta do coordenador e aquela do professor.
Ensinar não é ditar e educar não é ensinar. É ensinar dar independência de pensamento ao aluno, fazendo com que de per si progrida: o professor é guia. É educar incutir no estudante o espírito de análise, de observação, de raciocínio, capacitando-o a ir além da simples letra do texto, do simples conteúdo de um livro, incentivando-o, animando-o. No fazer do estudante de hoje o cidadão de amanhã está o trabalho educacional do professor.
Saiu agora um tal Programa de Intensificação da Aprendizagem (PIA). Mas, como assim, se o aprendiz não está a fim de intensificar nada? Deveria, sim, ser uma intensificação do ensino, já que a culpa de tudo é do professor. Os cursos de capacitação de professores é para fazê-los aceita a culpa.
A missão de um educador é inspirar seus alunos. Promover o entusiasmo e despertar vocações. Ajudá-los a se descobrirem e a desenvolverem inteligências múltiplas. Porque a vida de um professor se prolonga em outras vidas.
São tantas leis inúteis na escola, e várias ordens momentâneas, e diretrizes atendendo os caprichos de cada um que assume um cargo, visto que a rotatividade é grande, que o professor morre de velho e não aprende a ser um bom professor. E o pior, é a escola quem diz para o aluno se o professor é bom ou ruim!
Se os canibais da reputação profissional, no conselho, se voltassem para os coordenadores já tinha acabado esse momento antropofágico! Representante de classe existe para falar mal de professor, colegas de classe e instalações da escola, nunca vi nada diferente nesses muitos anos de sacrifício ritualístico.
Há duas formas de resolver o problema de índices baixos na educação: Primeiro, pode-se encarar o aluno como culpado e atacar os conteúdos ensinados. Ou encarar o professor como culpado, atacando os números obtidos. O caminho mais curto foi sempre o mais atraente!
