Poema da Fome
A melhor coisa do mundo é que quando você esta urrando de fome, entra no ônibus um figura com um frango de padaria.
É a treva!
Por dentro sou um animal com uma fome voraz que insiste em gritar seu nome. Que quer se calar com um beijo seu.
“Se o povo não se mobilizar para ajudar o continente Africano, ele irá sumir. Em razão da fome, da miséria e da desumanidade dos povos.”
Sono, fome, vontade. Vontade de você, de mim, de nada. Dormir, sonhar e não ter mais no que pensar. Eu ando meio assim, sem saber o que quero de mim. Sem saber o que quero de você, das pessoas e do meu coração.
Acabei de descobrir que a fome me desperta vontade de escrever, já sei: vou fazer uma dieta das grandes e escrever um livro para matar a fome de leitura de alguém sensível.
E nada matava a fome, porque o buraco não era no estômago, era na loucura que rondava as idéias e suas implicações.
Acredito que somos capazes de olhar nos olhos um do outro e saber quem tem fome do quê. O resto é uma questão de vontade para matar ou manter as coisas e seguir viagem
Oh Deus, se eu fosse chorar por isso já estaria desidratada... Oh Deus, se eu fizesse greve de fome já estaria desnutrida... Oh Deus, se isso fosse tão bom para mim, não sairia da minha vida. AMÉM!!!!
Uma saudadezinha sem sentido algum...uma ponta de vontade de não sei o que...uma fome sentida pelos olhos ou pela pulsação...nada explicável, mas você entenderia se sentisse.
Quando estamos apaixonados, não é só a falta de fome ou as borboletas na barriga que nos entregam, mas também o nosso olhar bobo e a nossa vontade vital de estar perto da pessoa amada.
“A semelhança humana com a animal é perceptível quando relacionamos prazer, medo e fome. Embora sejamos distintos, somos todos irracionais nesses momentos.” Latumia (W.J.F.)
E faltava alguma coisa que ela não sabia o que era...
...Como se fosse uma sede infinita, uma fome voraz por auto-conhecimento, uma vontade absurda de sorrir, de amar...Enfim, de viver!
A fome de amor nos cega os ouvidos, nos ensurdece os olhos, confunde nosso paladar... hipersensibiliza nosso ser...nela, nada parece o que realmente é. Confundimos migalhas com banquetes, frases soltas com declarações, frieza com distração passageira. Aceitamos o quase, o morno e o raso, talvez, para não dar de cara com o vazio ou com esse abismo que tememos encontrar caso optemos em ficarmos sozinhos de fato. Vivenciamos assim o tipo de solidão mais cruel ao ser humano, a solidão a dois. Esquecemos que é impossível amar por dois...doar-se por dois, pois o amor é coisa que vive de reciprocidade, cuidado e boas doses de dedicação. O amor nos melhora, nos multiplica o positivo, eleva a nossa alma. O resto disso é a confusão que fazemos quando a fome de amor nos entorpece a alma.
