Poema da Fome
Olha só pra mim:
Que reclamava tanto
Desse seu jeito exagerado de ser!
To sentindo fome.
To sentindo frio.
Na verdade é falta de você...
A Burguesia
A burguesia está cada vez mais rica
A fome cada vez mais constante
Enquanto o pobre luta pelo pão
O rico se cobre de diamante
A burguesia fede
E está em todos os lugares
E a miséria da corrupção
Continua invadindo nossos lares
A burguesia impede o povo
De ter uma boa educação
Para onde vai nosso País
Com esta política de “fundo de porão”
Hoje senti fome, bebi.
Hoje senti sede, comi.
Hoje senti cansaço, corri.
Hoje senti euforia, dormi.
Só uma coisa nao consegui fazer;
Parar de pensar em você.
Teve um Dia que EU fui a Pessoa mais Feliz nesta Vida, Poderia Está no Deserto, com Sede, Fome, Frio, Calor, Mais sempre Estaria Feliz, com Nada eu Importaria.
Mais Hoje a Felicidade pra mim deu Folga. Sem previsão de Volta.
Acudam, acudam,
O pobre mendigo,
Com fome, sozinho,
E ainda perdido.
Acudam, acudam,
A pequena criança,
Já sofreu tanto,
Que lhe falta esperança.
Acudam, acudam,
O rebelde ladrão,
Rouba para viver,
Mas vive na solidão.
Acudam, acudam,
O humilde pecador,
Quanto mais peca,
Mais aumenta a sua dor.
Acudam, acudam,
O inocente prisioneiro,
Não cometeu crime,
Nem sequer por dinheiro.
Acudam, acudam,
O velho pescador,
Viaja ao sabor do vento,
Mas está só e não tem amor.
Acudam, acudam,
A mulher traída,
Continuando assim,
Vai pedir uma nova vida.
Acudam, acudam,
O povo português,
Se o país continua assim,
Emigram todos de uma vez.
Acudam, acudam,
O triste poeta,
Demonstra felicidade,
Quando a tristeza desperta.
Acudam, acudam,
Este poema sincero,
Pensem nas suas palavras,
Isso é só o que eu quero.
"Tenho tido uma sede de céu, uma fome de infinito.
Ando abrindo caminhos, alargando horizontes,
me aprofundando, me expandindo, tenho deixado portas e janelas escancaradas, tenho desencaixotado sonhos...
Deixa entrar, deixa entrar vida, deixa entrar amor...
Nunca fui mesmo de economizar alma!"
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EMANCIPAÇÃO
Liberdade! Liberdade
Pelos arames de fome nas fronteiras
pelo choro ensacado no lixo
pelo roubos de vidas inteiras
a prisão da ganância o enguiçou.
Liberdade... Liberdade!
Pelo choro das ruas escuras
pelos porões da solidão negra
pelos mórbidos semblantes das ruas
e o funeral dos sentimentos piegas.
Liberdade... Liberdade!
Ao salário mesquinho de fome
as vontades perdidas e vãs
as lagrimas de esperança do homem
e pelos ofuscado café da manhã.
Liberdade... Liberdade
Pela liberdade de ir e vim
pelo direito do desabrochar da flor
e gargalhada do saudável sorrir
na expressão do verdadeiro amor.
Pelo aparecimentos das rugas
o respeito e direitos da idade
pelo sonhos que não tem fuga
pelas asas livres... Liberdade!
Antonio Montes
Fome no sertão.
Tem coisas que eu me zango
dói na espinha do pescoço
tem gente dançando tango
e a gente roendo o osso
não tem carne não tem frango
muitas vezes um calango
é servido em nosso almoço.
DESAPEGO
Desapego, ah esse desapego
desapego da fome, logo sedo
salada temperado com bredo
isso , pode ser um desapego.
Antonio Montes
FOME DE VIDA
Vida que se espalha rapidamente, que tem pressa de ser.
Vida que faz milagres e lagrimas, que realiza sonhos.
Vida de injustiças para com aqueles que carecem de atenção.
Vida onde o pouco se torna muito para aqueles que necessitam.
Vida angustiante aos olhos que veem a fome de viver.
Vida que expressa na face dos pequenos a dor e a vontade de viver.
Vida que se esvai, destes que nada podem fazer por si.
Vida onde a terra nos da o alimento, e para muitos esta é o próprio.
Vida onde muitos não tem o que ou de onde se alimentar.
Vida em que se submetem ao desespero do lixo.
Vida onde muitas e muitas vezes este lixo se torna luxo.
Vida onde o lixo demasiado, escroto, putefro, fomenta a vida.
Vida que se expande entre migalhas de fraternidade.
Vida com fome de vida e sede de dignidade.
Vida em um mundo rico de grandes historias, guerras e vitorias.
Vida onde o HOMEM não consegue vencer a ignorância eo desrespeito.
Vida onde muitos pouco tem, a não ser a vida.
Vida a que se deve agarrar com todas as forças.
Vida onde a morte é certa, esta que pleiteia as fracas almas na escuridão.
Vida em que o destino é incerto, quase inexistente para muitos.
Vida em que até mesmo a água é escassa.
Vida onde estes rastejam o chorume de forte odor, e isto é tudo.
Vida com os olhos abertos ao extremo, na dor do mundo.
Vida sem enxergar um caminho para seu destino.
Vida de esforços sem recompensas, de lutas diárias.
Vida de lutas cruéis, de esquecimentos.
Vida onde muitos são apenas uma estatística negativa a mais.
Vida de realidade dura, de muitas controvérsias.
Vida com tão pouco a tantos e tanto quanto desnecessário a poucos.
Jose Menino Domingues
J.M.D
Mairinque,11 de novembro de 2016
Não quero cálice vazio
Quero vinho, versos...
Tô com fome !
Dos teus olhos
Tua boca...
Quero prato cheio;
Músicas
Arrepiando corpo
Alimentando alma.
Sertão esquecido!
A fome e o abandono
a tristeza e a solidão
o desprezo do patrono
sem poder de decisão
terra seca não tem dono
da primavera ao outono
ninguém liga pro sertão.
Pátria amada
Comemoram-se tantos anos de liberdade
Com tanta gente passando fome
Isso não pode ser verdade
Que será das criancinhas
Que estão para chegar
Se não tirarmos os corruptos
E alguém a ti salvar
Está passando da hora
De mandar para escola
Toda criança que anda
Por ai cheirando cola
Onde há tanta violência
Não pode caminhar mais de mãos dadas
Que poderemos nós fazer
Pra ti salvar, oh Pátria amada
Eis o nosso desafio
Pra salvar a Pátria amada
Caminhemos de mãos dadas
Busquemos nosso ideal,
Pra dizer de coração:
Adoramos-te Pátria amada!
Precisamos substituir aquela gente malvada
Que está nos corroendo, sufocando o sentimento
De dizer de coração:
Chega de morrer por ti!
Queremos viver aqui
Oh Pátria amada...
“o maior homem do, morreu
De braços abertos “pra salvar a humanidade
Seguindo seu exemplo, abrimos também os braços
Ajudando um ao outro
Pra sermos livres de verdade.
01 Setembro 1998
Djanira do Carmo Lopes
" Quem
Tem sede de justiça tem DEUS
Como água para saciar a sua sede.
E quem tem
Fome de paz deve nutre-se de amor sempre!
Pois somente com esses dois
Nutrientes divinos é que seremos saciados
Em nossos dias. "
Esperança.
A vida trava uma guerra
contra a fome e a solidão
é um cabrito que berra
é um boi caído no chão
é a planta seca na terra
mas nada disso encerra
o meu amor pelo sertão.
A fome de tua ternura
A fome que há em tua ternura
Navega vagarosamente
Pela distância que há
Entre o meu e o teu olhar.
Escorre ainda mareada
Escondendo-se no pequeno porto
Que abriga a tua boca
Causando-lhe saciedade.
Enide Santos 04-01-17
