Poema curto
Amor em névoa
Sofro de amor contido,
De melodias irregulares,
A bruma do meu coração,se entristece,
A cada dia,uma prece é solicitada,
Perdi os retratos afetivos
Esqueci o que é ser entusiasmada.
Aprendemos a correr atrás do impossível, como o tempo que degenera.
vivemos expectativas de algo surreal dando conceito a algo além do dia.
Quando um sorriso vai te emocionar?
No oceano naufraguei em tuas palavras afoguei.
Distraido com o céu e os planetas a testemunhar;
Em uma concha aos meus pés, um eco, tua voz, sem explicação.
Duas distancias de um único meio de sentir.
Uma historia e duas formas de imaginar e levar;
Lembranças de um futuro com fotografias retro.
Ponte aérea Porto alegre e Paraguai.
Espero não deixar a saudade matar.
É uma pena que não sou poesia.
Pois, os meus dizeres seriam
do quanto eu amo.
E quando amo
Amo como um poema.
Letras que cuidam do espírito e da alma.
"Feliz é aquele que encontrou alguém
que fala coisas bonitas, mesmo dormindo.
Certas pessoas são o próprio poema."
"O amor é tácito,
não pode ser expresso em palavras.
Por melhor que seja o poeta.
Amar é transcender o verso.
Amar é encarnar o poema."
Medo
Medo da chuva,
Medo da curva
Medo da água turva.
Medo da estrada,
Medo da escada
Medo da voz calada.
Medo do dia,
Medo da pia
Medo da noite que esfria.
Medo da dor,
Medo do amor
Medo do coração que guarda rancor.
Horizontes
Deixaste-me ir
Tu que me devoras
Para longe, longe
Buscar novos pares...
Ou novos ares
De solidão.
Voltei.
Tem tu certeza, então
De que meu coração
A ti dedicarei
Por quanto durar
A eternidade.
Canto para cigana Esmeralda
Em noite de lua cheia
Esmeralda vem dançar
Clareia, Esmeralda!
O meu caminho com teu olhar.
Com tua sabedoria
Ensina-me a aceitar
Aquilo que pode ser
E o que não posso mudar
Ilumina, Esmeralda!
O meu caminho com teu olhar!
Dizem que tudo na vida passa,
Não acredito que passe
Mas existe um grande impasse
E o que eu sinto por você não passa.
Tenho dado gole aos santos
Tenho virado as garrafas,
Tenho matado os copos nas mesas dos bares,
Sem conseguir esquecer o que a gente passou...
Jogaram um pedaço de papel
Na dança das águas desse mar
A folha sobreviveu
Apenas pra contar
Que as letras escritas dissolveu
Pedaços, sumiram junto ao mar
A imagem sobreviveu
Apenas pra eu cantar
Aquela canção que estava lá.
Manias,
E regalias,
Todos os dias,
Parecem alegrias,
A nos dar consultoria,
Disfarçados de sabedoria,
Que em nós contagia,
Sem válida autoria,
Parece energia,
É só letargia,
Na agonia,
De dia,
Iria.
Mas não vôo...
Acordei e me pus a falar,
Levantei sai pra andar,
Caminhando devagar,
Protestando na vida,
Alguém a vagar,
Alma perdida,
Ou não,
Atenção...
Era reflexão,
Com toda razão,
Cheguei na conclusão,
Que alivia o nosso coração.
Cai a chuva,
Nasce a uva,
Enfeita a viúva,
Para o velório,
No envoltório,
O Sr. Pretório.
Que faleceu.
Morreu.
Começar de novo.
Uma dia novo,
No meio do povo,
Comendo ovo,
Pra se entreter,
Ver o tempo passar,
Tudo isso pra que?
Um novo dia esperar,
Para começar de novo.
Vir.
Vida,
Planeta,
Grande teatro,
Palco de ilusões,
Parecem ter corações,
Mas sempre vivem em aflições.
Precisamos de boas intenções,
Já Chega de falar palavrões
Necessitamos de perdões,
Mais colaborações,
Boas funções,
Boas ações,
Canções,
Morte,
Fui.
D'ia clareou
E'ntendeu?
L'ugar lindo,
Ì'amos juntos,
R'ua parada,
I'gual ontem,
O'utros viram,
S'ua face.
