Poema água

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Que bom poder desfrutar
de uma prazerosa ironia
na água salgada do mar
pra assim adoçar o meu dia.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠O amor é o como trabalho artístico,
requer atenção, tempo, dedicação,
sentimento e talvez, alguns sacrifícios,
então, poucos estão aptos e dispostos para arte de amar,
um dom divino que precisa ser trabalhado e contínuamente exercitado.
Curiosamente, encontro este preparo claramente no teu olhar
semelhante a água cristalina,
portanto, posso constatar
que és de fato uma preciosa artista.

Inserida por jefferson_freitas_1

Córrego
.
⁠Tudo bem, quando se caminha algo muda,
nenhuma águia em sua viagem
bebe água de coragem
Com atenção aguda
cada paisagem é uma passagem
e todas elas passam mensagem
.
Tudo bem, movimento gera medo,
é contrário de sossego
E o motivo do segredo...
não se sabe ao certo
Não se sabe ao certo onde estará,
o trajeto que percorrerá
ou qual destino chegará
Não se sabe ao certo o que encontrará
Não se sabe ao certo o que virá
Não se sabe ao certo
Nem o certo se sabe
.
Tudo bem, é bom ouvir cantigas de amor
mas faça o que for, desapegue de toda dor
Escolha um novo sabor...
não se sabe ao certo
Não se sabe ao certo onde o esplendor vai se mostrar
Me encarrego de meu córrego regar,
das minhas conquistas cuidar
e de meu sorriso carregar
Não se sabe ao certo quando escorregar
Não se sabe ao certo quando desfrutar
Não se sabe ao certo
Nem o certo se sabe
.
Tudo bem, nossa mente tem potência absurda,
mas não hesite em pedir ajuda
Pessoas precisam de pessoas,
já sabia disso o grande Buda
Se cerque de coisas boas,
e se precisar, se banha com arruda
.
.

Inserida por olu-felipe

Jamais emPodera

Tudo o que Deus criou o homen jamais poderá tomar posse..
Vemos a água.. coloque em suas mãos, feche-as e tire suas conclusões.

Inserida por RodolfoNeuton92

⁠Amar o fogo
E se queimar
Amar a água
E se afogar
Se vai morrer
Aonde vá
Escolha onde
Demorar

Inserida por EricJoLopes

O fogo e a água
O ódio e o amor
As escolhas de uma vida
O destino assim traçou.

Inserida por Claudiokoda

⁠Ofereça o pão da palavra
Alimente com a água da Verdade
Viva com azeite da integridade
Refletindo a glória de Cristo

Inserida por william_teix

⁠Energia água
Arrepia pele
Terra sagrada
Saudade mata
Engrandece alma
Ama e agradece.

Inserida por carlamarquesnavoz

"...⁠A natureza é a memória atemporal do mundo.
Um mundo sem a preservação da memória da terra, da água, do sol, do vento, se esquecerá da alma dos humanos..."
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Das Grandezas
Gosto do tamanho de algumas coisas.
O voo de uma borboleta ao entardecer.
O pouso do pássaro num raio de sol.
Teus pequenos passos dançando na terra.
Uma gota despindo-se numa flor.
Aquela brisa que umedeceu teu beijo.
O olhar que perpetrou a sombra.
A última cantiga deixada na noite.
Em não me querendo modesto, a deslumbrar dimensões,
Não faço apologia da métrica ínfima.
Meço-me pelo sentir desterrado.
O que me segue, cabe em meu sonhar a andar.
Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.
Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.
Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.
E se é tão grande, como os olhos que se traduzem no peito.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Poetamento

Meu simples poetamento, pouco explica em seu rumar.
Faz parte dessas ruelas que sempre surgem,
Como meus pequenos passos a marear.
Insinuando trilhas, avistando mapas, a orbitar.

As palavras servidas, além do que, tanto perguntam.
Como guardar o beijo que será efervescido?
Como carregar os pedaços dos que nos faltam?
Como desalumiar os pirilampos da saudade?

Meu palavrear não tem controle de custos.
Pode arquejar no tempo, não estar imune,
Ficar laçando luares, impávido escapulindo.
Querendo partilhar em si, fugaz raio da vivência.

Minha confabulação desmerece acanhamento.
Anda indócil, quase sempre nua, a entregar-se a um riso.
E quando eu pouco me descompasso, num alvoroço,
Sem qualquer anúncio, faz surgir estelares num pingo d’água.

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"....Fiz até uma promessa, que vivo a suplicar.

Quando minha hora chegar,


Esperem a noite alta e me joguem inteiro no mar.

Vou virar mistura de lama, coberto de calcário, envolto de sal,


Para nascer como pedra, estendido a beira mar.

Então, nem queira saber, que alegria será,


Eu me vivendo banhado de ondas, a relembrar,

Toda a vida que viceja, quando se descobre um olhar...."


Fragmento Poema O QUE JOÃO ME CONTOU
- Em homenagem a João que já virou Pedra no Mar do Sul

Inserida por carlosdanieldojja

⁠" A água que almeja ser rio necessita adentrar-se.

Era assim que nesse tempo,

Eu me acontecia de querer-te.

Eu me morria de não estar em ti.

Eu me vivia, quando não me tocava, tua ausência".

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"... A vida é como foz de tempo rio que se refaz.

Nascedouro de água que por terra se esvai,

Entremeando-se de raízes e de sais servidos.

A vida para ser colhida precisa estar sorvida,

Dessa necessidade do encantar-se..."

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Estou tecendo a espera,
feitio de orvalho silenciosamente entregue a nuvem.
No futuro do presente, dia virá:
Tornar-me-ei a desaguar em tua pele.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠A água lê a raiz,
que confabula com a terra.
É assim que o grão brotado da vida se traduz.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Atrevimento
Atrevido, fiz-me água.
Adentrei terra para percursar o nascente mar.
Desejo. Ardência.
Nada além da transfigurada pele do existenciar.
No mais calei.
Voz diáfana.Corpo ávido.
Laço esvaído.
- Só na paixão me enlaço.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠VERDE

"Verde é a cor da humanidade, da esperança, daquilo que veio, vive e ainda virá. Em sua singularidade ampliada, a sublime substância que liga água, terra, fogo e ar.

Muitas são as variedades de tons de verde, mas todas remetem a mesma ideia... Vida."



_Aquilo que veio, vive e ainda virá.

Inserida por Pablo_Flores

Tamoatá

Tamoatá não é só um peixe,
é uma palavra que aprendeu a andar.
Inventou pés onde só havia barbatanas,
carrega no casco histórias que desafiam o seco
e planta memórias no fundo das lagoas vazias.

Quando a água foge, ele permanece.
Não se assusta com a ausência,
seu sonho o umedece.
Respirar fora d’água é a poesia do Tamoatá:
ele mastiga o ar como quem se alimenta de esperanças.

É peixe do mato, de água pouca e chão úmido,
veste o barro como quem carrega sua pele.
Faz-se rio onde só há poeira,
e, no silêncio das várzeas secas,
aprendeu a ouvir a fala das poças.

Tamoatá é peixe caipira,
conhece o mato como quem conhece o caminho de casa.
Ele não tem pressa,
faz do brejo um campo de repouso.
Com seus pés de peixe, planta passos na terra molhada,
ensinando ao tempo a ser lento, a ser raiz.

Ele prova que, fora da água, a vida também tem suas correntes,
mesmo que sejam mais lentas.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Deságua

Sou rio, mas não mando em mim.
Nasço tímido entre pedras,
um fio d’água sem dono.
Aprendo cedo a correr,
a buscar o mar sem perguntar.

As pedras me ensinam desvios.
As margens me lembram limites.
Aceito ser água que passa,
que abraça, que perde e que segue.

Se um dia seco, o barro me guarda.
Se transbordo, o mundo me teme.
Mas a vida não me espera—
ela deságua mesmo quando eu já não estou.

Inserida por Epifaniasurbanas