Poema a Menina Linda
Ele só espera pelo teu sim.
❝ ... Ei menina, o Amor existe, ele gosta de ouvir sua vós,
De te fazer sorrir, ele faz de tudo para você não chorar
Ele gosta de cuidar de você, e se importa muito. Mesmo
Quando você faz dramas ou fica com minhocas na cabeça.
Você sempre foi prioridade na vida dele, ele sempre esta
Ali quando você precisa. Pessoas assim são raras, trazem
Pureza no olhar, são apaixonadamente românticos e ele só
Espera pelo teu sim...❞
-------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf
A MENINA QUE AMAVA DEMAIS (E VOLTOU A ARDER)
Ela nunca precisou de muito para sentir tudo.
Uma música já bastava para transbordar.
Um olhar já a atravessava inteira.
Um toque e o coração dela escrevia romances inteiros que o outro nem imaginava ter começado.
Até os 20 anos, ela era puro vulcão.
Ria com o corpo todo.
Amava como quem respira.
Chorava só por ver beleza demais onde ninguém via.
E por amar tanto… viveu sendo chamada de exagerada.
Intensa demais.
Sensível demais.
Tola, até.
Então ela congelou.
Não por escolha, mas por defesa.
A partir dos 22, a erupção virou pedra.
O riso virou silêncio.
O amor, contenção.
As pessoas passaram a chamá-la de fria, distante, calculada.
Mas ela não era fria. Era só uma alma ardente que o mundo não soube acolher.
E então, por anos, viveu escondida sob a própria pele.
Hoje, ela voltou.
Não com a mesma fúria dos 20.
Mas com a sabedoria de quem sabe:
Ser intensa não é ser demais.
É ser inteira.
Ela não tenta mais caber.
Ela se honra.
Ela dorme cedo, acorda com a aurora, faz do silêncio um templo.
Não grita mais para ser ouvida — ela sussurra, e o universo escuta.
Porque entendeu que ser intensidade não é erro.
É só amor demais num mundo ainda aprendendo a amar.
Labirintos Recorrentes
No labirinto do medo
O pensamento
Da menina mulher entra
No labirinto do silêncio
A menina se indaga e passa ao
Labirinto dos motivos
Não entende e todos os caminhos levam ao
Labirinto dos teus braços
Mas tudo o que encontra é o
Labirinto da tua ausência
Um sonho
Tudo é ausência
Tudo é silêncio
Tudo é medo
Tudo é esperança
Tua voz
Tudo
Tua presença
O que ela quer
Teus braços
O seu abrigo
Teus carinhos
Seu anseio
Tua presença
Tudo o que precisa
Teu toque
Um renovo
Teu sumiço
Sempre há explicação
Paciência, ansiedade...
Finalmente uma razão
Uma boa razão...
A razão perfeita...
A mulher
Se sente egoísta
Retoma a esperança
De que adianta?
Logo passa
Pois teu silêncio
Fala mais alto
Grita
E não fala nada
Mas diz tudo
Indaga
O que há de errado
Errático
Freático
Louco
Insano
Necessitado
O amor
Sente a ausência
Grita pra ouvir tua voz
Mas nada
Nem mensagem
Nem ligação
Nem pensamento?
O que há em teus pensamentos?
Aguenta?
Tenta?
Inventa?
Lamenta?
Chora...
Que hora?
A toda hora
Nada...
Nem voz, nem nós
Nem presença
Nem ausência
Nada
Haverá amor?
O labirinto do amor
Cheio de espelhos
Que horror!
Onde estou?
De volta ao labirinto do medo!
Tirem-me daqui, por favor!
A menina ainda não entendia,
Que seu futuro lhe pertencia.
Mas já despejava naquele estágio,
Lágrimas de alegria.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória,
Pequena Preciosa,
Brilha vitoriosa.
A pobre menina carente,
Viveria infeliz para sempre,
Se não fosse por um nobre alfaiate,
Que achara um sapato de cristal.
Queimaremos tudo pelo caminho,
Ao primeiro sinal de perigo, menina,
Combatemos as labaredas
Jogando gasolina.
Menina flamejante,
Metamorfose dos sentidos,
Transmutando sentimentos,
Movimentos, emoções em tecidos.
Menina foi pro parque ao meio dia,
Condessa no País das Armadilhas,
Autopsia um tanto inconclusiva,
Inerte, jazendo em mesa frígida.
Menina nunca foi presenteada,
Com rosas perfumadas nesta vida,
Em torno do cortejo o que se via,
Gardênias, tulipas e margaridas.
Mostraria àquele parquinho,
Quem era a menina das acrobacias,
Desceu as escadarias, ligeira;
Na mesa comida típica,
Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.
A Menina Bá e o Balão Laranja
De conto em conto o canto encanta
Contando enquanto acalanta.
Num pedaço fantasioso da realidade,
Em que o compasso traça
Porções desproporcionais,
Uma Bárbara Menina
Confirmou ser astral,
Totalmente celeste,
Ser mais que espacial.
Atracou-se com um amigo,
Que a seguia onde fosse,
Deu-lhe um nome especial,
Batizou-lhe de Pliê,
Seu balão, sua posse.
A Menina Bá e o Balão Laranja,
Por onde passa, alegria esbanja.
Não fazia falta o amigo não falar,
Porque Bá falava pelos dois.
Pliê flutuava a observar,
Balança lá e pra cá depois.
- Já pra casa Bá, logo vai chover !
Mas ela é teimosa, quer o tudo ver.
Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.
Por onde passa, alegria esbanja,
A Menina Bá e o Balão Laranja.
As Brilhantes Aventuras da Menina-Reluzente
Ela seguia,
num esforço monumental,
para ser igual a todo mundo.
todavia a pobrezinha
não percebia,
que era justamente isso,
que a entristecia.
a cada fuga dos padrões,
ela respirava e vivia.
As Brilhantes Aventuras da Menina-Reluzente.
contudo,
logo em seguida,
mergulhava na mesmice
de suas companhias.
Ela queria ser aceita,
mas não podia.
ser igual a todo mundo,
a enfraquecia.
enquanto,
sua verdadeira força
residia,
em ser-única,
em ser-ela,
incomparavelmente.
portadora da chama,
que reluzia.
As Brilhantes Aventuras da Menina-Reluzente.
O peso do amor não entregue
Era uma vez...
Uma vez, em um ano qualquer, nasceu uma menina cujo sonho era físico e distante — e o sonho do seu coração, quase impossível.
Seu coração desejava, quase que desesperadamente, ser amado por alguém de verdade, pois aquele coração tinha muito amor para dar, e ele não aguentava o peso de tanto sentimento.
Ele só queria distribuir.
Mas o cérebro da menina não permitia.
Precisava ser a pessoa certa — ou, pelo menos, alguém que não fosse superficial, como o tempo em que ela vivia.
E, pelo menos até hoje, ela não teve um "felizes para sempre". Ainda não.
E, sinceramente, não sei se terá.
Talvez, um "feliz para sempre"... sozinha.
Quem me dera ser
repentista nordestina,
- só para cantar
os repentes de menina,
Quem me dar ser
o doce Rio Jacumã,
- só para me encontrar
com o seu mar,
Quem me dera ser
a carinhosa duna,
- só para apreciar
esse calmo desaguar,
Quem me dera ser
o amoroso Sol,
- só para brindar
esse espetáculo de amar,
Descrevendo o amor
e a nossa mística,
- até em dias sem
romance e sem luar,
Escolhi a Paraíba
para descrever e eternizar.
Quem me dera ser
o tempo e ser o vento,
- só para semear corretamente
o sentimento,
Quem me dera ter
nos lábios o sabor de romã,
- só para entretê-lo além da hora
Quem me dera ser
o canteiro de estrelas,
- só para brilhar à beira mar
Quem me dera ser
a água do Rio Jacumã,
- só para com amor
o nosso sentimento regar,
Quem me dera ocupar
a tua vida,
- só para ser o rio
ocupando o teu mar,
E fazer você encontrar
um sentido mais doce,
todas às vezes que me encontrares
para me amar.
Eu era muito menina
e o Poeta da Revolução
era bem moço,...
Até hoje não esqueci
quando ele foi
ele sequestrado,
Como ele não vivi
e nunca antes
eu havia revelado:
Que o meu coração
estava vibrando ali
como um tambor,...
Nunca me esqueci
do ano de 2002,
do dia 13 de abril quando
o Comandante Eterno foi resgatado;
Sem ele a vida não
foi mais a mesma,
tudo continua infinitamente parado
e o mundo com este clima pesado,...
Desde o dia 13 de março
do ano de 2018,
Afinal, vocês sabem
bem que o General
continua injustamente aprisionado.
Se eu pudesse pegar no colo a menina que eu fui, ia cobri-la de tanto carinho e compreensão!
O encontro hoje com outras crianças, trazem-na de volta, com liberdade de brincar e sorrir, ser feliz como nunca a deixaram ser!
As dores de crescimento doem toda a vida!
Há tantas lágrimas que ela não chorou e que hoje facilmente transbordam, como um tanque cheio, onde o sofrimento não cabe mais!
Ninguém pode tocar nas feridas da menina...
❤
Aquilo que tenho certeza
que posso encontrar
mora sem dúvida na menina
dos teus olhos misteriosos
que alimentam todos os dias
o amor, o inevitável e os sonhos
que me concedem fortalezas
para me abrigar de tudo
fazendo crer e adorar
tudo aquilo que para nós virá.
