Poema 18 anos
Ser amiga é assim!!!
Tenho amigos de mais de 30 anos que tem a mesma intensidade de quando os conheci...
Tenho amigos de mais de 20 anos que tem mesma formosura de quando conheci
Tenho amigos de mais de 10 anos com a mesma alegria de quando conversamos a primeira vez
Tenho amigos de três anos ou mais que tem a mesma atitude de quando os conheci
Tenho amigos de um ano ou mais com a mesma energia que quando os conheci
Tenho amigos da vida toda, que tem historia abeça pra contar
E tenho amigos de hoje, que entraram na minha vida por acaso as vezes numa conversa singela.
E tenho amigos, que não os conheço pessoalmente mais que moram no meu coração
E tenho aqueles, que vivi correndo pela escola e pela infância que ainda não me esquece nem eu a eles
Amizade é assim passa o tempo. O é que bom, o tempo não destrói porque firme foi Deus que trouxe em minha vida conforme um presente. Tai um casamento valido e duradouro amizade tem seus riscos, suas brigas mas acima de tudo tem a união fraterna... E na amizade que aprendemos a perdoa uns aos outros... Amizade verdadeira é pra sempre, só basta alimentar seu jardim da amizade com muito carinho, afeto e amor. Terá amigos pra toda vida.
Shirlei Miriam de Souza
Passaram-se nove anos desde quando a morte dela se iniciou.
Desde ali todas as manhãs eram iguais. O sorriso estampado em seu rosto, e aquela felicidade momentânea, aquele medo de viver e de encarar os olhares ao seu redor.
Ela só queria estar em paz. Saber o que era a paz.
Ela tentou. Apelou para todos os lados.
Ninguém a ajudava. Ah, como isso a magoava.
Era tão fácil julgar. Todos tem essa facilidade. Mas não dão a mão amiga.
"Procura tratamento. Eu quero te ajudar. Você tem tudo. Para com a palhaçada. Isso é besteira. Mente vazia. Falta do que fazer."
- Disseram eles.
Ela guardou tudo isso.
Acumulou. Virou bola de neve. E puff...
Explodiu.
Ela se tornou pior do que era.
As mágoas a tomaram completamente... E não havia saída por onde ela olhava.
Era triste. Ela tinha o olhar triste.
Mas a julgavam por isso também.
Era tudo tão injusto. Tão incerto, tão incompleto.
Ó céus, quem dera se por um descuido, isso fosse passageiro.
Mas não foi. Então ela se sentiu livre pela primeira vez. E fez o que realmente curaria.
E lá se foi mais um futuro perdido.
Depressão não é frescura. Sorrir não é felicidade. Sejam gentis.
BOCA DO TEMPO
No pesadelo do meu sonho
eu vi a boca do tempo, mastigando
os anos. A idade oscilava para o futuro
sendo engolida pelos tragos da vida.
Eu vi... A pele, os lábios sendo, sendo
rascunhados pelas rugas dos anos.
Enquanto alegria e as e os passos...
Viajavam, dia, mês décadas, sobre
boca do tempo... As janelas da juventude
iam se fechando, uma a uma!
Até sobrar apenas as telhas, amareladas
das lembranças.
Sobre a boca do tempo... As pernas se
cansavam e tremiam entortando os
passos, e as lagrimas se perdiam sob
o chão. As válvulas gastas, ruíam
ritmando a retinia do velho coração.
Antonio Montes
Tem 53 anos que eu sonho em ser assim.
Mas o sangue que pulsa em minha veia não me deixa.
E fica pior quando me deparo com Pseudo cristãos. Hipócritas que em suas santas vidas todos vão para o inferno.
Uma extensão de vida é possível, mas ela não pode ser encontrada nas lojas de alimentos saudáveis, igrejas centros espíritas, religiões, em programas de exercício, ou em novas pesquisas médicas. Ela só pode ser encontrada em um viver de justiça, o que exige humildade e diligência para prestar atenção à correção e à instrução (Pv 3:1). Paz, que é uma mercadoria muito preciosa para se ter uma vida agradável, é encontrada da mesma maneira - vivendo uma vida justa.
Paz, Justiça, humildade, diligencia.
HOMENAGEM À MINHA MÃE
60 anos já se passaram
Desde que uma noticia foi dada
Era o nascimento de uma criança
Uma menina abençoada
Deram-lhe o nome de Ana
Que significa "Graciosa"
Desde já ficou marcado
Na vida seria Vitoriosa
Frequentou pouco a escola
Pois precisava trabalhar
Mas nem por isso a sabedoria
Deixou de lhe acompanhar
Ajudava sempre os pais
E o esposo no que podia
Mesmo em tempos difíceis
Ao seu lado estaria
Nos filhos nem se fala
Em esperteza tinham "bacharelu"
Mas ela sempre os ensinava
Com palavras e com "chinelu"
Aos parentes,amigos e netos
Sempre estende sua mão
Com toda a inteligência
Refletida em gestos e ação
"A fé sem obras é morta
É morta a obra sem fé"
Verdadeiramente esse é o exemplo
Exemplo de Grande Mulher.
Quarenta e tantos anos
e ainda consigo pegar rodovias internas
sem que ninguém perceba.
Guiando no limite,
vagando entre dois mundos,
entre o lúdico e o tédio,
entre a boca e os dentes,
entre o chão e o amor.
Às vezes fechando os olhos,
às vezes dias sem dormir,
às vezes o copiloto de lá
vira o piloto de cá
e eu tenho que mandar o de cá pra lá
para assegurar não deixar perder a linha que faço de estrada
e que me garante
o caminho de volta à sanidade.
Porque é isso que é uma linha muito,
mas muito fina,
e há quarenta e tantos anos
eu tenho medo de me perder dela
e me perder aqui dentro,
porque sei que não teria volta
e aqui fora seria um caos,
minha casca acabaria jogada num beco qualquer,
numa prisão ou num hospício,
por ter me perdido
abusando da mais perigosa das drogas,
a droga de querer estar fora do alcance
do mundo, das pessoas,
dessa vida áspera
e em um lugar seguro onde conheça tudo
e nada possa me atingir.
E é por isso que
há quarenta e tantos anos
enquanto me gritam ou mandam enumerar papéis,
viver sem respirar,
correr pra pagar as contas,
acreditar nos homens, nos bancos e nos juros
ou aprender fórmulas,
ao invés de pegar uma estaca
e enfiar entre seus olhos
para que me façam sombra em um dia de sol,
apenas sorrio e agradeço,
pois enquanto minha boca estica até as orelhas
meu piloto de fora
é mais uma vez copiloto aqui dentro
e estamos sumindo na estrada
fazendo toda essa dor maldita virar poeira.
2017
é domingo
o carro que dá partida é o mesmo há alguns anos
o caminho é quase o mesmo
a mesma estrada
os mesmos lamaçais
os mesmos vira-latas nas calçadas
as mesmas bicicletas
talvez sejam os mesmos os homens que ali vendem abacaxis
a senhorinha da barraca de verduras
ainda é a mesma
O paradoxo da pobreza material
e da riqueza
daquele ar romântico
e meio bucólico
são os mesmos
as mesmas galinhas nos quintais
o cavalo que puxa a carroça
o pasto
o curral
o Sol que reflete na vegetação
o trem que anuncia passagem
todos ainda são os mesmos
entro pela mesma porta
encontro ali
a mesma poltrona
a TV ligada no mesmo canal
o mesmo café
o mesmo bolo de fim de tarde
a rotina é a mesma
um passeio pelas plantinhas da varanda antes de pôr a mesa
uma indicação de um remedinho pra tosse antes de partir
exatamente a mesma Helena
exatamente o mesmo João
eu, que há muito já não sou a mesma
minha cor preferida já é outra
já não leio a mesma coleção de livros do Pedro Bandeira
já não vejo mais os filmes de antes
e a cada instante mudo um pouco mais
conservo exatamente a mesma vontade
de que aquilo contrarie o tempo e a natureza
e permaneça
naquele mesmo vazio de grandes construções
atrás daquele mesmo trilho de trem
e que a cada domingo que a vida guarde
baste atravessar a mesma estrada
o mesmo lamaçal
e aquele amor continuará ali
exatamente o mesmo
desde o meu primeiro abrir e fechar de olhos
há vinte e dois anos atrás
João 17 anos morador da comunidade do Cantagalo, nascido e criado por lá. O João assim como outras crianças, cresceu tendo como referência o Roberto , vulgo "pouca telha", um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro. Mas o João não tinha vocação pra ser vagabundo, ele queria mesmo ter um bom emprego pra tirar a mãe dele do meio do fogo cruzado. O "pouca telha" toda semana andava com um carro diferente, tinha moto, muitas mulheres ao redor, festa com cervejas e carnes roubadas quase todos os dias. Mas essas coisas não impressionavam o João. Ele tinha foco e acreditava que iria conseguir aquele trampo no asfalto.
No colégio estadual conseguiu terminar seu segundo grau aos 17 anos. Foi a luta com garra e confiança, teve alguns "nãos", mas normal até então. Porém, esses "nãos" passaram da normalidade, e João foi ficando cabisbaixo, triste e sem força. Foi lembrando como era fácil a vida do "pouca telha" foi ficando acesa a possibilidade de entrar no movimento. O movimento queria o abraçar, o movimento propunha a realização dos seus sonhos.
Mas o que mais entristeceu o João no asfalto foi o fato dele ser mandado embora sem ao menos ser contratado, e pelo motivo mais covarde, a cor da sua pele e o endereço da sua casa. O "pouca telha" aproveitou a fraqueza do João pra convidá-lo a entrar no movimento. O João não quis, preferiu seguir seu sonho de ter um trabalho digno e limpo. Que garoto determinado, que orgulho! Lá se foi ele pra luta de novo. Mas antes do João chegar aí, deixo uma pergunta aqui. Asfalto, tem como dar uma oportunidade pra quem decidiu que não quer ser vagabundo?
Delírios
Me fale de você
Me diga dos seus sonhos
E do que você fez
Em todos esses anos
Se você está feliz
Se valeu a pena
Se algo aconteceu
Que até você condena
Me fale de você
Sobre aqueles tempos
Se a troca de olhares
Ainda está em seu pensamento
Me fale dos delírios
Da sua juventude
Do quanto você ama
E se acesa ainda esta a chama
Me fale de você
Das coisas no presente
E de como você vê
Esse quadro em sua mente
Nos tempos em que quadrilha era só uma dança.
Quando eu tinha uns quinze anos, no mês de junho não se falava em outra coisa a não ser nas festas caipira.
Santo Antônio, São Pedro e São João.
Quermesses, barracas de comidas, dança de quadrilha, faziam com que a gente se aconchegasse numa fogueira, comesse pipoca, pinhão, milho cozido, caldo verde e um sem número de outros quitutes, quase sempre à beira de uma fogueira e olhando os balões que coloriam o céu.Alguns mais ousados tentavam escalar o pau-de-sebo e todo mundo usava fantasia, ou pelo menos algo que estilizasse o tema, como remendos coloridos nas calças de barras viradas e nas saias rendadas. Camisas xadrez, lenços no pescoço, chapéu de palha e botas eram imprescindíveis.
As meninas mais bonitas se fantasiavam de noiva, usavam grandes tranças e espalhafatosa maquiagem vermelha, tudo cobrindo totalmente o corpo, mal se vendo as mãos. O ápice da festa era o casamento caipira.
Não havia celulares, whatsapp, twitter nem Facebook e o negócio era mesmo o correio elegante, com recados inocentes e promessa de beijos que na maioria das vezes não passavam da imaginação.
A dança era a das quadrilhas, sempre bem ensaiadas e nada parecidas com as de agora, que têm uma corrupção que sempre existiu, mas se comparada à do bandidão da época, o Adhemar de Barros e a atual do Lula, poderíamos dizer que ele foi um trombadinha aprendiz do grande ladrão.
As festas terminavam sempre com uma grande queima de fogos de artifício que ou eram mais seguros, ou o pessoal mais cuidadoso, porque pouco me lembro de acidentes com rojões, queimaduras de bombas ou incêndios provocados por balões.
Quem não tem saudades dos seus quinze anos?
qual você escolheria:
viver 120 anos pobres e em cotidianos
ou 30 anos milíonario sem cotidiano podendo fazer tudo o que quiser ?
para muitos escolheria os 120 anos(claro...)
mas pense 120 anos vendo o mesmo carro vendo os mesmo prédios vendo as mesma pessoas.
no fim acaba dando no mesmo...
a diferença
dentre esses 120 anos aposto que só 30 valeriam a pena...
o resto seria uma montanha que uma hora ou outra pousa um pássaro diferente...
ou os 30 anos?
imagine uma hora você ta no espaço indo pra um planeta desconhecido com seu dinheiro e outra plantando um semente algo que você ganho.
escolha mais certa :
escolher 120 anos na vida de uma montanha
ou escolher 30 anos na vida de um feixe de luz ?
Quando jovens nos conhecemos
nos separamos
os anos passaram...
nos reencontramos e nos amamos
mesmo desconfiada e com medo
queria saber e desvendar o que me chamava pra perto de vc!
me entreguei...como nunca!
a esse amor guardado veio com tudo
e assim mudou minha vida!
tudo estava do mesmo jeito como deixei
o sorriso
o olhar
o perfume!
a audácia
não aceito que os anos nos separe novamente
quero viver tudo com vc!
Eu já vivi mais que senhores e senhoras de 90 anos.
Já vivi o amor, o ódio. Vivi a paixão, e a decepção. Vivi o querer, e o desistir. Eu vivi tudo isso e muito mais. Vivi o poder, e o esquecimento. Vivi a vontade de ser, e a de apenas existir. Fui forte, e fraco. Eu sorri, eu chorei. Ouvi e escutei. Eu ganhei e perdi. Eu pensei sobre tantas coisas, e deixei cair no esquecimento.
Sabe o que pude aprender com tudo isso? Que a vida ultrapassa as fronteiras da imaginação... Somos todos seus reféns! Suas marionetes!
Eu não sei quantos anos Tolstoi tinha quando escreveu que a verdadeira felicidade está entre as alegrias da família. Tenho 34 anos e tenho certeza que não tem mesmo felicidade mais real que a de poder compartilhar momentos com a família.
Não me vejo morando mais que 100 km de distância da minha mãe ou do meu pai. Isso não quer dizer que não possa morar. Só acho difícil ser mais feliz do que sou com eles aqui, pertinho de mim.
Meu coração sofreu grandes dores ao longo dos anos
Mas Deus nunca largou minha mão
A segurou firme,e me manteve de pé...
A fé não remove montanhas
Ela te ajuda a escalar
Ah uns anos atrás, eu pensava que a felicidade era questão de tempo...
Hoje sinto que é uma questão,de escolha...
Na maioria das vezes escolho meio sem pensar.
Não significa que serei totalmente infeliz por escolher mal, mais um pouquinho sim.
O importante mesmo é colocar uma dose de alegria em tudo até nas escolhas erradas.
Pergunto todos os dias:-
Aonde esta o novo?
E não encontro resposta!...
Passam-se os anos e o novo não vem,
só a reprodução de ideias emboloradas,
tudo é retrô demais,
é como andar para frente olhando para trás...
A importância de cada um
Não importa se foram anos, meses, dias, horas... Todas as pessoas que de alguma forma fizeram ou fazem parte da nossa vida tem a sua importância, tem algo a dizer, algo a aprender, algo a ensinar, uma participação especial neste filme da vida.
Ninguém é todo Mal, ninguém é todo Bem, somos seres tão imperfeitos que ainda nos sentimos no direito de ser o juiz do outro e muitas vezes não somos capazes de enxergar que direta ou indiretamente somos os causadores do mal que nos mesmos condenamos.
Mas o importante é tirar de cada um uma lição, é saber que tudo são etapas da evolução de cada dia, e que o importante é sempre seguir em frente e aproveitar a viagem que é a nossa vida.
EU TINHA 20 ANOS
Ontem então,
eu tinha 20 anos
via o mundo colorido!
- Sem as lentes
de meus óculos.
Eu tinha 20 anos
e minhas mãos
eram lindas!
Mãos de pianista
como dizia um grande
admirador meu.
- Pintas e manchas
Não havia...
Ontem então,
eu tinha 20 anos!
Eu tinha
tantos projetos,
tantos sonhos...
que se perderam
em algum lugar!
Amores morreram
antes de existir.
- Que pena!
Eu não te conhecia!
®Verluci Almeida
161108
- Relacionados
- 73 frases de tristeza para expressar suas emoções
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Versos para 18 anos
- Poemas para o Dia dos Pais (versos de carinho e gratidão)
- Aniversário de 18 anos
- 20 anos de casados: mensagens que celebram duas décadas de união
- Poema de Amor Verdadeiro
