Plena
Quem te desenhou com tanta perfeição e ignorou a imperfeição dando-lhe a beleza plena que tanta cativa os admiradores;
E com tanta confiança você pôs meu frágil coração na cruz sei lá tua ausência me causou solidão;
Encabulei-me por não ser quem você sempre sonhou e tudo que eu puder fazer ficara longe de ti;
A vida passa em um vazio no flutuar de um coração que vaga no rio que padece no caminho que resultou alegria;
Quero uma inspiração plena e a luz que envolve todo o meu caminho e transpassa meus pensamentos;
os rios que por mim passa trazem-me os sentidos que me lembram de você;
Seus olhos não tem me deixado vê o quanto a loucura me faça esquecer de mim;
Meu céu grita teu nome e os meus sonhos transparece sua face com o melhor do meu destino;
Já erá que eu também não soubesse a imensidão da minha realidade como na procura do meu coração;
Pra mim que tudo se torna amor no querer de saber se sou a felicidade;
Provar quem tem mais amor ou mais atenção da cura de insistir que é plena a vontade de ser feliz;
Acreditei por um instante que teu nome esteve em tudo que eu pudesse enxergar;
Mas a ilusão inventou algo que me fizeste pensar que não existia amor;
Somos passageiros de um segredo individual chamado vida
Que se constitui pela plena maturidade, relacionada com a justa razão dia após dia
Mas em busca da beleza que retorce a dignidade
Pela potência atingida;
O risco faz parte de uma vida plena, sem ele a coragem perderia o emprego e a vida não valeria à pena!
És deslumbrante, estrela caída,
expulsa do céu, mas plena de vida.
Tão radiante que o firmamento não suportou,
e foi na Terra que teu brilho repousou.
Carrega em si uma luz verdadeira,
nascida do íntimo, pura e inteira.
Não depende de nada, nem de ninguém,
é chama eterna que sempre convém.
Tua beleza é etérea, serena canção,
suave qual pena em lenta ascensão,
sagrada qual lágrima em prece de Deus,
um mistério guardado nos olhos teus.
És tão bela quanto a risa infantil,
quanto a sinfonia que toca sutil.
E entre todas as mulheres que eu já vi,
nenhuma jamais se compara a ti.
Acredito na plena capacidade renovadora da sociedade, mesmo que só diante da dor. Pois não há mudanças, em tempos felizes.
A arte que se expressa de forma sutil e inteligente é um dom e uma dadiva dos céus na comunhão plena da linguagem entre o criador e o artista a qualquer tempo, momento e situação.
Os limites são demarcações inexatas do pensamento humano pois a vida é por si só plena e infinita sem objetivo e direção.
A pena de morte por parte do estado é por si a publicação vergonhosa de incapacidade plena das leis, da cultura e da vida por liberdade.
Só existe sexualidade plena entre os iguais pois os diferentes caminham juntos em uma confusa e instável relação de trocas de interesses, valores e poder.
Não se engane para ter uma felicidade plena hoje em dia, precisa se de uma grande porção de loucura, uma pitada de idiotice e uma colher cheia de egoísmo.
O maior segredo da existência plena é tornar tudo que seja mais simples na vida cotidiana, em algo o mais especial possível.
Entre os mais sábios que passaram por este mundo por uma existência plena, sempre souberam e nos legaram um generoso bom humor. O sorriso furtivo é mais que obrigatório na resolução dos problemas como no alento das dores do mundo e se possível for gerar um anedotário de si mesmo, ao celebrar a vida, as inúmeras tentativas infrutíferas e a esperança para que construirmos futuro alegres e dias melhores.
A falta do sincero perdão a toda injustiça no espirito, cativa a vida plena em liberdade, atormenta e gera pouco a pouco dores, sofrimentos, imperfeições e disfunções crônicas, incuráveis no corpo físico, onde habita a imperfeita alma.
REFÚGIO DE MALÍCIAS
(Nepom Ridna)
Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.
Sinto saudade do tempo encantado
Quando o que era roubado era só o passado
Minha alma ingênua acreditava na cena
Hoje só restam malícias em nossa arena
Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu
Nas noites vazias lembro com tristeza
Daquela ignorância que chamava de certeza
Os sorrisos fáceis e as promessas vãs
Agora são fragmentos em minhas mãos
Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu
O tempo mudou e mudou com ele
Minha alma vela um novo impasse
Um novo emblema
E nos versos soltos encontro meu abrigo
Entre a emoção e a razão tão antigo
Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.
Escrevo poemas em linhas tortas
Versos que revelam as portas
De um refúgio de malícias tão meu
Onde o certo e o errado se perdeu
Sinto saudade do tempo de ignorância plena;
Quando nos roubavam, e minha alma era ingênua!
Hoje, num refúgio cheio de malícias;
Escrevo poemas.
